Histórico
Sport
Falta o salto de qualidade
postado em 17 de agosto de 2013


Sport chegou a décima vitória na Série B - Foto: Blog do Torcedor - JC/Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

Contra números não há argumentos. O Sport contabilizou sua décima vitória, ontem à noite, na Série B, ao se impor ao Atlético/GO por 3x2. O resultado lhe leva a expressiva soma de 30 pontos a três rodadas do final da primeira fase do campeonato. Enfim, os números são indicadores incontestes de uma campanha exitosa que tem levado os rubro-negros a fazerem planos tendo como certa a presença do clube na Série A, na próxima temporada.

Diante do tal cenário, perfeito para o futebol de resultados, são quase que inaceitáveis as críticas e observações feitas à qualidade do futebol apresentado, e o desequilíbrio do time comandado por Marcelo Martelotte. Movido pela emoção, e induzido pelo discurso dos dirigentes, o torcedor pode até achar que se trata de uma campanha contrária, com finalidade de desestabilizar o trabalho que vem sendo desenvolvido. Ledo engano. As observações não são nada mais que gritos de alerta.

Alertas que são assimilados por profissionais experientes como o zagueiro Tobi, que reconheceu, publicamente, falhas na marcação de um time que tem um dos melhores ataques da competição, e em contrapartida tem uma das defesas mais vazadas. Tal falta de equilíbrio também já foi enfatizada pelo treinador leonino em suas entrevistas. Encontrar o ponto de equilíbrio é mais que necessário, é uma questão de sobrevivência no G4 de agora por diante, pois outros times também evoluíram e equilibraram à disputa pelo acesso.

As vitórias sobre Ceará e Atlético/GO, em partidas que o Sport atuou na condição de mandante, eram previsíveis. Em ambos os jogos ficaram evidenciadas as limitações e a instabilidade da equipe durante os 90 minutos, razão pela qual surgiram os gritos de alerta, pois no atual estágio será quase impossível dar sustentação ao crescimento.

Estudo feito por José Joaquim Pinto de Azevedo nos mostra que, para assegurar o acesso à Série A, o clube precisa somar 64 pontos, esta foi à marca atingida pelo quarto colocado nas últimas edições do Brasileiro. Os números também nos mostram que os clubes precisam de 19 vitórias para consolidar o acesso. O Sport tem trilhado o caminho dos extremos, ou seja, ou vence o perde. Até o momento o time de Martelotte não empatou um jogo sequer.

Enfim, a campanha é boa, não há como contestar os números, mas é preciso evoluir. O que está faltando é o salto de qualidade.

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Acontece
Segurando a ansiedade
postado em 16 de agosto de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Deu na coluna de Lauro Jardim, publicada na Revista Veja, uma notícia que deixou os cartolas brasileiros com as orelhas em pé.

Segundo o jornalista, que é um dos mais bem informados do país, os cartolas devem segurar a ansiedade. Tão cedo não verão a aprovação da MP que concede perdão às astronômicas dívidas dos clubes de futebol, com mais de R$ 3 bi.

Passado o protesto e a gritaria contra os gastos da Copa e das Olimpíadas, os parlamentares que vinham trabalhando pela aprovação do projeto não querem nem ouvir falar no assunto.

Óbvio, sabem que a tramitação da MP dará ainda mais fôlego e reinício dos protestos.

Por enquanto, a sociedade séria desse país agradece aos manifestantes.

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Denúncia
O lucro dos amistosos da Seleção
postado em 16 de agosto de 2013
FOLHA DE SÃO PAULO

Uma empresa do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, recebeu comissões no valor de %u20AC 8,3 milhões (o equivalente hoje a R$ 25,5 milhões) por serviços "de marketing e promoção" em 24 amistosos da seleção brasileira entre 2006 e 2012.

O dinheiro era repassado pela ISE, empresa árabe que detém os direitos sobre os amistosos. A ISE contratava a suíça Kentaro, que cuidava de toda a organização, logística, ingressos e venda de espaços publicitários.

Na edição de ontem, "O Estado de S. Paulo" revelou a existência de um contrato entre a ISE e a Uptrend Development LLC, com sede em Nova Jersey (EUA).

O representante da firma no acordo é Alexandre R. Feliu, nome de batismo do dirigente do Barcelona.

A ISE pagava US$ 1,15 milhão (R$ 2,6 milhões) à CBF. Cerca de US$ 450 mil (R$ 1 milhão) iam para a conta da empresa do cartola.

A Kentaro, que realmente fazia esse trabalho, afirmou que, segundo as sua diretrizes, não comenta questões contratuais.

"O que podemos dizer é que tínhamos um contrato com a ISE e que não sabemos com quem mais a ISE tem contratos."

A reportagem apurou que a Uptrend nunca prestou nenhum serviço durante os amistosos da seleção brasileira a partir de 2006.

No ano passado, a Folha revelou que a ISE assinou novo contrato com a CBF até 2022. No novo vínculo, a ISE terceirizou a organização dos amistosos para a empresa inglesa Pitch. Tanto a Kentaro quanto a Uptrend foram tiradas de cena.

A Folha tentou ouvir Rosell, mas não teve resposta.

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Artigos
Pernambuco sem futuro
postado em 15 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PERNAMBUCO SEM FUTURO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Lemos um excelente artigo publicado no blog do jornalista Claudemir Gomes sobre a Segunda Divisão do futebol pernambucano, cuja competição foi iniciada no dia de ontem, quando analisou as precariedades e contradições.

Um futebol em que as divisões inferiores não são bem planejadas, não têm futuro, desde que a sua evolução depende do que está sendo feito na suas bases, que dão a sustentação ao resto do edifício construído.

Uma segunda divisão representa o acesso de clubes para a disputa de uma competição maior, e a nossa continua pecando em admitir equipes com o viés político, como no caso de Altinho, que não tem nada a acrescentar ao processo, sobretudo pela ausência de demanda.

Além disso, a competição foi iniciada com clubes sem estádios, jogando fora de suas sedes (se as têm), e sem torcedores (se os têm), numa clara demonstração de que não existe a menor perspectiva de um futuro promissor.

Já tivemos nessa temporada dois clubes profissionais jogando fora de suas casas por problemas nos estádios, e que até hoje não foram resolvidos, e que poderão juntar-se a mais dois que também não possuem casas para abrigar os seus jogos.

Qual o sentido de uma equipe jogar longe dos seus torcedores, pricipalmente as do interior? Qual o retorno que tal fato traz ao futebol estadual?

São perguntas que são feitas e não respondidas pelos que administram o futebol local.

Profissionalismo é coisa séria e não brincadeira de crianças, e necessita de um bom planejamento para que possa alcançar maiores objetivos, e isso não vem acontecendo, e na soma dos resultados, não teremos nada de novo, com clubes sazonais, pensando apenas nos recursos do Todos com a Nota.

Um ponto da maior gravidade foi a limitação de atletas acima de 23 anos, que é inconstitucional, pois tirou deles o direito de trabalhar, e que não trará nenhum efeito positivo.

A medida poderia ser inversa, obrigando aos clubes disputantes, que pelo menos tivessem 5 jogadores em sua equipe, até o sub-23, incentivando a renovação, e deixando que os demais pudessem exercer a sua profissão.

Quando olhamos o atual futebol de Pernambuco, que  se apequenou perante os maiores centros, e quando verificamos esse tipo de competição, ficamos cada vez mais convictos de que não existe futuro.

Lamentável.

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Artigos
Empresário Futebol Clube
postado em 15 de agosto de 2013

Por ROBERTO VIEIRA

No princípio eram os pais e avós.

Depois vieram os procuradores.

Mas o futebol era jogado no campo.

Tinha bicho, catimbó e catimba.

Subornavam-se árbitros e goleiros.

Mas o futebol era jogado no campo.

Clubes surgiram e se firmaram.

Angariaram tradição e torcedores.

Futebol jogado no campo.

Aqui e ali bastidores.

Coronel Menezes era rubro negro.

Porém, vascaíno de filho.

Contrato de gaveta, miséria e submissão.

Afonsinho e Tostão versus Yustrichs de plantão.

Mas o futebol era jogado no campo.

Seleção era encanto e sonho.

Garrincha e infiltrações nas articulações do poder central.

Dez por cento.

"Pai, afasta de mim esse contrato!"

"Deixa comigo que seu filho fica rico!"

Os clubes acordaram pobres e miseráveis como os antigos craques.

Dívidas imensas.

Subvenção governamental.

Craques com Ferraris.

Pais com BMWs.

Empresários donos do gol.

A seleção era grade curricular pra vender o menino pro Oriente.

Vinte por cento.

Trinta por cento.

O dirigente abraça o empresário.

O empresário monta o elenco e escala o time.

O torcedor não entende.

Perna de pau entrando de frente.

Craque sentado no banco.

Bicho, catimbó e catimba no Museu do Futebol.

Quarenta por cento.

O comentarista elogia o perna de pau:

"Chega junto!"

O amor à camisa lacoste.

O manto sagrado surrupiado no chão.

Empresário Futebol Clube campeão%u2026

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