JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Lemos um excelente artigo publicado no blog do
jornalista Claudemir Gomes sobre a Segunda Divisão do futebol pernambucano, cuja
competição foi iniciada no dia de ontem, quando analisou as precariedades e
contradições.
Um futebol em que as divisões inferiores não são bem planejadas, não têm futuro, desde que a sua evolução depende do que está sendo feito na suas bases, que dão a sustentação ao resto do edifÃcio construÃdo.
Uma segunda divisão representa o acesso de clubes para a disputa de uma competição maior, e a nossa continua pecando em admitir equipes com o viés polÃtico, como no caso de Altinho, que não tem nada a acrescentar ao processo, sobretudo pela ausência de demanda.
Além disso, a competição foi iniciada com clubes sem estádios, jogando fora de suas sedes (se as têm), e sem torcedores (se os têm), numa clara demonstração de que não existe a menor perspectiva de um futuro promissor.
Já tivemos nessa temporada dois clubes profissionais jogando fora de suas casas por problemas nos estádios, e que até hoje não foram resolvidos, e que poderão juntar-se a mais dois que também não possuem casas para abrigar os seus jogos.
Qual o sentido de uma equipe jogar longe dos seus torcedores, pricipalmente as do interior? Qual o retorno que tal fato traz ao futebol estadual?
São perguntas que são feitas e não respondidas pelos que administram o futebol local.
Profissionalismo é coisa séria e não brincadeira de crianças, e necessita de um bom planejamento para que possa alcançar maiores objetivos, e isso não vem acontecendo, e na soma dos resultados, não teremos nada de novo, com clubes sazonais, pensando apenas nos recursos do Todos com a Nota.
Um ponto da maior gravidade foi a limitação de atletas acima de 23 anos, que é inconstitucional, pois tirou deles o direito de trabalhar, e que não trará nenhum efeito positivo.
A medida poderia ser inversa, obrigando aos clubes disputantes, que pelo menos tivessem 5 jogadores em sua equipe, até o sub-23, incentivando a renovação, e deixando que os demais pudessem exercer a sua profissão.
Quando olhamos o atual futebol de Pernambuco, que se apequenou perante os maiores centros, e quando verificamos esse tipo de competição, ficamos cada vez mais convictos de que não existe futuro.
Lamentável.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








