Histórico
Memória
Futebol perde Gilmar e De Sordi
postado em 26 de agosto de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Dois jogadores campeões mundiais em 1958, ano da primeira conquista da seleção brasileira em Copas, morreram neste final de semana.

O ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves, 83, considerado por críticos o maior goleiro do Brasil, estava em São Paulo quando não resistiu às complicações de um infarto que sofreu há uma semana.

No sábado, o ex-lateral direito Nilton De Sordi, que se consagrou como um dos grandes jogadores da história do São Paulo, morreu aos 82 anos, no Paraná, por falência múltipla de órgãos.

Dos 22 jogadores campeões na Suécia, nove estão vivos.

A CBF decretou três dias de pesar e afirmou que a seleção vai jogar de luto contra a Austrália, dia 7 de setembro, em Brasília. Já a presidente Dilma Roussef divulgou nota.

"Gylmar e De Sordi foram decisivos na épica campanha de 1958, responsável por acabar de uma vez com o complexo de vira-lata que perseguia o nosso futebol".

Gylmar foi o único arqueiro até hoje que venceu duas Copas como titular. Depois de 1958, repetiria a conquista em 1962, no Mundial do Chile.

Nascido em Santos, começou a carreira no Jabaquara. Impressionava pela facilidade com que saía do gol para evitar cruzamentos e por seu posicionamento correto.

"Os atacantes evitavam chutar porque ao gol era o Gylmar logo ali. Temiam passar vergonha", disse Pepe, campeão do mundo em 1958.

Em 1951, com quase 21 anos, Gylmar foi negociado com o Corinthians. Foi contrapeso na venda de outro atleta, mas se tornou titular e, pelo clube do Parque São Jorge, seria tricampeão paulista (1951, 1952 e 1954) e bi do Rio-São Paulo (1953 e 1954).

O período sem títulos, que começou em 1954 e só terminou em 1977, fez o Corinthians se desfazer de ídolos. Voltou para a cidade natal, em 1961, para jogar em um dos melhores times da história.

O Santos de Pelé.

"Quando os empresários vinham fechar contrato com o Santos para as excursões, eles queriam o ataque famoso [Durval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe], mas também exigiam a presença do Gylmar, em contrato. Ele era um atrativo", contou Pepe.

Gylmar encerrou a carreira em 1969. Em 2000, teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que lhe tirou movimentos do lado direito do corpo e a fala. Internado de início por causa de infecção urinária, ele sofreu infarto dia 18.

DE SORDI

O ex-lateral sofria de mal de Parkinson (doença neurológica) havia mais de 20 anos e seu quadro piorou há cerca de 40 dias, quando caiu em casa e bateu a cabeça. A saúde se agravou na última segunda, quando foi internado com suspeita de pneumonia.

Embora tenha participado de toda a campanha em 1958, ficou fora da final por causa de uma lesão. Djalma Santos, que morreu em julho, aos 84 anos, foi seu substituto.

No São Paulo, De Sordi disputou 543 jogos e conquistou os Paulistas de 1953 e 1957.

leia mais ...

Acontece
O comentarista mudo
postado em 25 de agosto de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Todos nós sabemos que o futebol de Pernambuco não passsa por uma boa fase, por conta da pobreza técnica de nossos clubes. Contentamos com um estadual mequetrefe, mal organizado e daí em diante tudo está bem.

Os jogos dos dois clubes da capital realizados no dia de ontem, confirmam o que sempre estamos alertando com respeito às dificuldades de Náutico, Sport e Santa Cruz, de conseguirem algo de positivo na presente temporada.

A cada rodada das suas divisões a preocupação chega aos torcedores.

No Arruda, aconteceu o esperado, e o tricolor não conseguiu superar o CRB, que foi melhor no jogo, principalmente no segundo tempo, deixando, no final, com o empate de 0x0 uma situação complicada para o clube, necessitando dos resultados dos jogos de hoje à tarde para não despencar na tabela de classificação.

O Santa Cruz é o retrato de um clube sem planejamento, vivendo de ilusões e de manchetes de jornais. A realidade é bem outra, e se não houver uma reação, o clube poderá correr o risco de voltar para a Série D, fato esse que o seu torcedor não merece.

Do lado rubro-negro, na Vila Capanema, o placar foi pequeno para o que o Paraná jogou. Graças ao goleiro Magrão, o 1x0 poderia ser transformado em mais três ou quatro gols.

Um time ruim, amorfo, que não explicou o motivo de sua viagem para Curitiba, pois dentro do campo parecia que tinha ficado no Recife.

O Sport não conseguiu dar dois passes seguidos, chutou apenas três vezes para a meta paranaense, e no final foi derrotado com plena justiça pela equipe que foi a melhor em campo.

O rubro-negro continua na terceira posição, mas viu outras equipes encurtarem a distância, o que dificultará mais ainda a sua luta pelo acesso. Sem jogar futebol certamente isso não irá acontecer.

O melhor da rodada foi sem dúvidas o comentarista mudo.

Wilson Souza, por ter perdido a voz, conseguiu analisar a arbitragem sem falar, através de bilhetes e sinais para Rembrandt Junior, que traduzia para os que assistiam ao jogo.

Um fato inédito e que entrará nos anais do futebol brasileiro.

leia mais ...

Futebol Brasileiro
Portas fechadas
postado em 25 de agosto de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O Botafogo, que lidera o Campeonato Brasileiro, tem um camisa 10 holandês, Seedorf, vindo de um clube italiano, Milan, onde jogava com um zagueiro brasileiro, Thiago Silva, hoje capitão de um time francês, PSG, mantido por magnatas do Qatar.

No mundo quase sem fronteiras do futebol contemporâneo, há dois caminhos fechados: técnicos estrangeiros não trabalham nos principais clubes do Brasil; técnicos brasileiros não trabalham na elite da Europa.

Na última quarta-feira, Barcelona e Atlético de Madri decidiam a Supercopa da Espanha. A dirigir craques como Messi, Neymar e David Villa, nos bancos de reservas estavam dois argentinos: Tata Martino, do time da Catalunha, e Diego Simeone, da equipe da capital espanhola.

O Real Madrid é treinado por um italiano, o Manchester City por um chileno, o Tottenham por um português.

Os estrangeiros só não encontram lugar no Brasil --os últimos foram os uruguaios Juan Carrasco e Jorge Fossati, de passagens curtas por Atlético-PR e Internacional.

Não é uma coincidência.

A Folha ouviu técnicos, cartolas, agentes e jogadores sobre a falta de intercâmbio.

Odílio Rodrigues, presidente interino do Santos, clube que tentou contratar Marcelo Bielsa e Tata Martino, põe o dedo na ferida.

"Sempre nos sentimos soberbos em relação a futebol. Estamos atrasados em filosofia de jogo, treinamento, tecnologia", diz. "A excelência está lá fora, não no Brasil."

Luiz Felipe Scolari discorda com veemência. "Todo técnico brasileiro lê sobre tática, se atualiza", afirma.

Na última segunda, foi lançada em São Paulo a Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol, cujas bandeiras são "respeito aos contratos" e "estabilidade".

Vagner Mancini, do Atlético-PR, idealizador da federação, aponta a falta de regulamentação do mercado como problema a ser combatido.

"Hoje qualquer um pode ser técnico no Brasil. Não há necessidade de curso específico, não há uma prova", diz. "Na Europa, se você não estudou, não pode trabalhar."

Também por isso, o profissional brasileiro é visto com desconfiança. "Há mais chilenos e argentinos aqui. O Brasil está isolado, falta comunicação", diz Jorge Baidek, ex-jogador do Grêmio, hoje empresário em Portugal.

Rodrigo Caetano, diretor-executivo de futebol do Fluminense, vê no idioma uma barreira intransponível.

"Pagamos por ser o único país da América do Sul que fala português. Isso atrapalha nas duas vias", sustenta. "No Oriente Médio, por exemplo, trabalha-se com intérprete. Num clube de ponta da Europa, isso é um empecilho."

Para Carlos Leite, agente de Mano Menezes, ex-técnico da seleção e hoje no Flamengo, o dinheiro que circula no futebol brasileiro ajuda a explicar o fenômeno.

"Os times grandes do Brasil pagam bem. Na Espanha, só Real Madrid e Barcelona pagam mais", diz. "É pouco convidativo sair daqui para um pequeno ou médio de lá e depois tentar um grande."

Jorge Fossati foi o último estrangeiro com algum sucesso no Brasil --foi demitido do Inter quando estava na semi da Libertadores-2010. "Senti certa hostilidade de parte da torcida e da imprensa, mas não sei dizer se era por ser estrangeiro", diz ele de Abu Dhabi, onde treina o Al-Ain.

Para Fossati, faltam dirigentes que banquem seus treinadores. "Estrangeiro só vem com contrato seguro, muito amarrado", concorda Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do São Paulo.

Bielsa pediu alto para ser contratado pelo Santos. "Os dirigentes daqui têm medo de ousar", lamenta Cunha.

leia mais ...

Copa do Brasil
Salgueiro desfila na elite
postado em 22 de agosto de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O Salgueiro estréia hoje na elite do futebol brasileiro. Quero explicar ao nobre leitor que me refiro as oitavas de final da Copa do Brasil, onde, dos 16 clubes participantes, 12 disputam o Brasileiro da Série A, um outro, o Palmeiras, disputa a Série B, mas tem status de Primeira Divisão, razão pela qual lidera o campeonato com folga, e Nacional/AM, Luverdense e Salgueiro aparecem como estranhos a este ninho. Fatalmente as quartas de final será enriquecida por quatro confrontos entre clubes "Classe A".

O surpreendente Salgueiro, que na sua trajetória já despachou dois clubes que disputam a Primeira Divisão nacional - Vitória/BA e Criciúma - medirá forças com o Internacional, que tem um título da competição no seu sorriso. As distâncias, técnica e financeira, que separam os dois clubes são assustadoras, e somente o imponderável, que vez por outra se faz presente no futebol, alimenta a esperança de vitória do time sertanejo.

O Colorado Gaúcho tem uma folha orçada em R$ 10 milhões mensais, enquanto a folha do Carcará é de R$ 280 mil. A previsão de receita anual do Inter é de R$ 200 milhões, que não chega a surpreender porque estamos falando do clube com o maior quadro de associados do futebol brasileiro.

Nas três fases anteriores o Salgueiro fez o primeiro jogo em casa, mas contra Vitória e Criciúma assegurou a classificação atuando na casa do adversário. Hoje, além do fato novo de fazer a primeira partida na condição de visitante, o Carcará terá no frio da cidade de Novo Hamburgo um adversário que certamente irá minar um pouco de sua força.

Os desafios da semana não param por aí: amanhã o Salgueiro deixará a gélida Novo Hamburgo com destino ao Piauí, um dos Estados mais quentes do País, onde no domingo tem um jogo decisivo com o Parnahyba, válido pelo Brasileiro da Série D.

Caso sobreviva a tantos desafios, certamente o Carcará passará a ter uma autonomia de vôo que será difícil de ser medida. Afinal, os sertanejos já surpreenderam dois clubes considerados nômades na elite.

Em vinte e quatro edições da Copa do Brasil quatro clubes surpreenderam ao chegaram ao título: Criciúma (1991); Juventude (1999); Santo André (2004); Paulista (2005) e Sport (2008).

Ontem, o Luverdense venceu o Corinthians - 1x0 - numa partida histórica em Lucas do Rio Verde, cidade do Interior do Mato Grosso. O campeão mundial teve dois jogadores expulsos. A Copa do Brasil tem dessas coisas.

Dá-lhe Carcará!

leia mais ...

Acontece
IRRACIONALIDADE
postado em 22 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, IRRACIONALIDADE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na legislação esportiva existe uma norma que determina o intervalo entre as partidas de futebol, com um espaço de 66 horas.

Os dirigentes dos clubes poderão procurar nas Normas Orgânicas do Futebol Brasileiro, que contemplam tal exigência.

No entanto, a própria entidade que regulou o assunto, deixa-no de lado e remarca alguns jogos pendentes do Brasileirão, e aloca algumas rodadas, fazendo com que alguns clubes joguem em apenas oito dias quatro vezes.

Uma total irracionalidade e um crime contra a saúde dos profissionais da bola. Vivemos em um país continental, onde os estados são separados por longas distâncias, e jogos com um menor espaço de tempo, entremeados por aeroportos, aviões e hotéis, representam o quanto andamos nesse futebol destrambelhado e mal dirigido.

A teimosia de manutenção de um calendário que anda na contramão da história, motivou a alteração de alguns jogos da tabela do Brasileiro para atender ao Atlético-MG na Libertadores, ao Santos para o encontro contra o Barcelona, e o São Paulo para a Copa Audi, embaralhando totalmente a competição.

Com o calendário adequado ao futebol mundial, tudo isso poderia acontecer, sem motivar nenhum atropelo.

Os clubes prejudicados timidamente reclamam da CBF, e no final irão obedecer, com a mesma teoria, a de temerem as represálias.

Os atletas têm os Sindicatos da categoria que não se mexem, também com medo do sistema, e no final aqueles mais afetados serão os jogadores, principalmente clubes como São Paulo, Náutico e Santos, que lutam contra o rebaixamento, e o Internacional, que luta pelo G4. Só quem não reclamou foi o Atlético-MG, um dos motivadores de toda essa anarquia.

Quando juntamos os jogos de cada clube, verificamos a irracionalidade dos dirigentes da CBF, pois torna-se totalmente inviável para alguns o cumprimento real dessas modificações.

O Atlético-MG joga no dia 10/09 em casa (Ponte Preta), no dia 12/09 também em casa (Coritiba), no dia 15/09 fora (Grêmio) e no dia 18/09 também fora contra o São Paulo.

O Internacional atua em casa no dia 04/09 (Corinthians), em 07/09 joga fora (Ponte Preta), volta para casa para jogar contra o Santos no dia 09/09 e recebe,  em casa o Vitória no dia 11/09.

O Náutico no dia 03/09 joga em casa (São Paulo), 05/09 recebe em casa o Vasco. No dia 02/10 joga fora (Ponte Preta), e em 04/10 joga contra o Santos, também como visitante.

A Ponte Preta segue um roteiro mais perigoso em setembro. Joga nos dias 07,10, 12, e 15. Na primeira data em casa (Internacional), na segunda fora (Atlético-MG), na terceira fora (São Paulo) e na quarta em casa (Flamengo).

Com relação ao Santos, o time joga em casa no dia 07/09 (Goiás), em 09/09, fora (Inter). No dia 02/10 em casa (São Paulo) e 04/10 em casa (Náutico).

Na verdade, tais modificações afrontam a legislação e se os clubes assim o permitirem estarão dando um passo ainda maior para que os susseranos do futebol possam continuar a afundá-lo.

leia mais ...