Histórico
Futebol Pernambucano
Aprendendo a conviver com a Arena
postado em 28 de agosto de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O amigo, Iranildo Silva, presidente da ACDP, costuma dizer que "a Arena Pernambuco é um fato novo ao qual precisamos nos adequar". Verdade. Nada melhor para traduzir suas palavras que este clássico entre Náutico e Sport programado para as 21h50 desta quarta-feira. Um confronto válido por uma competição internacional, mas recheado de problemas domésticos.

O ineditismo num clássico centenário - é a primeira vez que os dois clubes medem força no novo estádio - trouxe à tona um conhecido defeito dos dirigentes: falta de planejamento.

Na véspera do jogo se descobriu que o metrô, principal alternativa para o torcedor ir ao estádio, só funcionará até às 23h, e não foi feito nenhum planejamento para trazer o torcedor de volta pra casa ao final da partida. Este é apenas um dos muitos pontos que levaram a imprensa a adotar um comportamento, no mínimo estranho, ao aconselhar o torcedor a não ir ao jogo. Não foram poucas as insinuações feitas neste sentido pelos formadores de opinião.

Esta edição do Clássico dos Clássicos está marcada há 15 dias, entretanto, os responsáveis pela logística e segurança do espetáculo se comportaram como se o jogo fosse acontecer na Ilha do Retiro ou nos Aflitos. Não deram a devida importância ao fato novo. As medidas anunciadas são primárias, e não preventivas a possíveis acontecimentos cuja resultante pode vir a ser catastrófica.

Desde ontem que as torcidas organizadas trocam insultos e fazem ameaças pelas redes sociais. Enfim, o cidadão comum se sente ameaçado e intimidado com esta crônica de tragédia anunciada.

Os técnicos, Jorginho e Marcelo Martelotte, do Náutico e do Sport, respectivamente, fazem segredos sobre os times que mandarão a campo. Pouco importa. Falta espaço nas resenhas para se falar do jogo em si. As atenções estão voltadas para o comportamento das torcidas na ida, e na vinda, do estádio. A expectativa em relação à eficácia da logística a ser montada roubou a cena. Afinal, o insucesso das ações de mobilidade e acessibilidade pode vir a ser muito mais trágico do que uma derrota para qualquer dos dois times.

Confesso minha surpresa ao perceber que estava escrevendo sobre um acontecimento inédito, um espetáculo de entretenimento, revelando receio em relação a registro de atos de violência. É que quando comecei a frequentar os estádios os torcedores, dos dois times, assistiram aos jogos juntos e misturados nas arquibancadas.

Ah! De última hora resolveram colocar 50 ônibus para atender aos torcedores no final do clássico.

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Acontece
Novas arenas são mais vulneráveis
postado em 28 de agosto de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Ao mesmo tempo em que proporcionam mais conforto, os novos estádios brasileiros, que seguem o padrão estabelecido pela Fifa, se revelam mais vulneráveis às brigas entre torcedores por não separarem os grupos rivais.

Desde a entrega das sete primeiras arenas, entre dezembro de 2012 e maio de 2013, foram registrados confrontos no Mané Garrincha, em Brasília, na Arena Grêmio, em Porto Alegre, no entorno do Maracanã, no Rio, e da Fonte Nova, em Salvador.

No domingo, corintianos e vascaínos entraram em confronto no Mané Garrincha, que não tem barreiras físicas para dividir as torcidas.

O dilema entre os administradores dos estádios é colocar ou não grades de separação dos torcedores, item vetado pela Fifa nos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Se instalarem as barreiras agora, terão que retirá-las para o Mundial e colocá-las novamente após o torneio, acarretando gasto duplo.

É o que evita, por exemplo, o Maracanã, que adotou apenas algumas divisórias para os clássicos entre cariocas.

"Os estádios padrão Fifa geram mais situações de confronto. Se tivessem grades de separação, brigas poderiam ser evitadas", afirma Thales de Oliveira, promotor que trata de ações das organizadas no Ministério Público.

"Eu não levo o meu filho de 6 anos ao estádio que não tem divisão de torcidas", diz.

Estádios mais antigos, como o Morumbi e o Pacaembu, possuem grades para manter distância entre grupos rivais e fossos. Ou alambrados, para separar as pessoas do gramado e dificultar invasões de campo.

As partidas nas novas arenas também têm sido realizadas com torcidas divididas exatamente meio a meio, o que não ocorre mais em São Paulo por sugestão da Polícia Militar e do Ministério Público. "A mistura maior entre rivais provoca mais conflitos", afirma o promotor.

O Itaquerão, estádio de abertura da Copa-2014, em São Paulo, não terá divisória durante o Mundial, atendendo à exigência da Fifa. Mas pode ter barreiras de separação após a competição --há divergência entre diretores do Corinthians, proprietário do estádio, sobre os alambrados.

A Folha apurou que as concessionárias que administram os estádios do Mundial trocam informações sobre como adaptar os estádios após o Mundial por segurança.

O problema não se restringe à adoção de grades. Há preocupação também com as cadeiras, que podem ser quebradas e usadas como arma.

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Denúncia
Gol contra do prefeito de Olinda
postado em 26 de agosto de 2013

Fotos: divulgação


BLOG DE JAMILDO


Orçado em R$ 7,1 milhões, sendo R$ 6 milhões do Ministério dos Esportes e R$ 1,1 da Prefeitura de Olinda, o Estádio de Rio Doce - que teve ordem de serviço assinada ainda em 2008 - está com as obras paralisadas. A denúncia foi feita pelo deputado federal Augusto Coutinho (DEM), que fará um pedido de informações ao Ministério dos Esportes. Ele pretende questionar quanto já foi destinado de verba para a obra e o motivo do abandono de um estádio cotado para servir de treinamento para seleções na Copa do Mundo de 2014.

De acordo com o parlamentar, o que se vê atualmente é o cenário de abandono: lixo, mato, rachaduras na estrutura e nenhum operário trabalhando no lugar.

"Na medida em que uma obra não tem continuidade, ela com certeza terá um custo incrementado", alertou o deputado. "É muito dinheiro público e o governo federal tem que explicar de quem é o problema. Da prefeitura ou dele que não enviou o dinheiro", disse.

Localizado na avenida Brasil, na 2° etapa do bairro de Rio Doce, o estádio fica próximo a uma área carente de infraestrutura e os moradores estão revoltados com a situação.

No site oficial da Prefeitura de Olinda, uma matéria publicada em junho do ano passado afirma que o estádio estaria pronto até o mês de setembro do mesmo ano. Inclusive, uma declaração do atual prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), enaltece o "andamento" da obra. "A construção das arquibancadas já está quase concluída e, com o fim desta parte, iremos para a colocação do gramado. Na área externa, o mini campo também já está quase pronto e, então, faremos todos os acabamentos. Acredito que em mais três meses o estádio esteja pronto", disse o comunista na ocasião.

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Náutico
Tendência para queda
postado em 26 de agosto de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Em determinados momentos é preciso parar, analisar e refletir sobre o norte que os números estão dando ao clube na competição. Algumas marcas e percentuais são imperativos e se tornam regras. É sabido que um time que contabiliza 19 derrotas dificilmente escapa do rebaixamento. Em 14 jogos disputados o Náutico contabilizou 10 derrotas, 2 vitórias e 2 empates, números que projetam uma tendência de queda do clube alvirrubro.

O clube dos Aflitos tem a disputar 24 partidas, e o que hoje se desenha como um calvário pode se transformar no caminho da redenção, contudo, a qualidade do grupo não nos leva a ter bons sentimentos em relação ao futuro. No futebol nada é absoluto, e tudo é relativo em se tratando de resultados que estão por vir.

O técnico Jorginho tomou o clássico disputado com o Sport, semana passada, onde o Náutico saiu derrotado por 2x0, como parâmetro para fazer um comparativo e analisar a atuação do time alvirrubro. Teceu vários elogios aos seus comandados, exagerou ao adjetivar a postura, mas a ternurada se fazia necessário por conta do desabafo feito, ainda no vestiário, após a derrota sofrida para o Sport.

Além de um novo clássico com o arquiinimigo rubro-negro, quarta-feira na Arena Pernambuco, os alvirrubros terão uma sequência assustadora de jogos pela frente, quando enfrentará Atlético/PR, São Paulo, Vasco e Corinthians no curto espaço de nove dias. Coisa do irracional calendário do futebol brasileiro.

A pergunta é se o clube tem elenco para suportar a maratona de jogos, que é desumana, não respeita a Lei, e conta com a passividade dos clubes e dos sindicatos de jogadores. Os quatro jogos serão decisivos, pois os resultados poderão definir o futuro do Náutico na competição, mesmo ainda tendo todo um turno a disputar.

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Acontece
Interior salva o futebol pernambucano
postado em 26 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, INTERIOR SALVA O FUTEBOL DE PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os iludidos juntamente com os ilusionistas ainda acham que temos bom futebol em Pernambuco.

Isso é um fato do passado quando éramos respeitados e enfrentávamos de igual para igual os adversários, fossem eles de qualquer lugar do país.

Nos apequenamos, e neste final de semana ficou bem patenteado a fraqueza do futebol local, quando os três que eram chamados times grandes da capital não conseguiram uma única vitória nos jogos do Brasileiro nas suas principais divisões. Foram nove pontos disputados e apenas um ganho.

Começamos no sábado com a derrota do Sport, em  um jogo que o rubro-negro não participou, deixando a bola no Recife, foi passear no frio de Curitiba, e terminou graças a Magrão com uma derrota de 1x0, quando merecia muito mais.

O Santa Cruz não conseguiu suplantar o CRB, fato esse que nós bem sabíamos, desde que o time alagoano tinha mostrado melhoras nos seus seis últimos jogos e seria sem dúvidas um difícil adversário.

Finalmente, no dia de ontem, assistimos a mais uma derrota do Náutico, o que aliás já virou rotina. Até o São Paulo conseguiu ganhar, mas o alvirrubro de Pernambuco continua no seu caminho para alcançar o almejado e programado rebaixamento.

Jogando em Salvador contra um time que também não tem muita qualidade, o Esporte Clube Bahia, o time pernambucano foi derrotado pelo placar de 2x0, em um jogo fraco, sem emoções, de passes errados e excesso de faltas, e um público de 12.500 pessoas, deixando na Fonte Nova 42.500 assentos desocupados.

Na verdade, ganhou o melhor dos piores, e deixou o Náutico ainda mais desconfortável na lanterna da zona de classificação.

O time pernambucano é um amontoado dentro do campo. Trocou de técnico cinco vezes e nada foi acrescentado, tendo em vista a falta de qualidade do elenco, que é incapaz de organizar uma única jogada.

Não tem defesa, não tem volantes, não tem meias e não tem atacantes, o que podemos esperar de um time como esse, senão derrotas sobre derrotas.

O tempo passa, as rodadas vão se acumulando e nada de novo na Rosa e Silva, parecendo que já houve uma entrega ao carrasco da degola.

Os nossos chamados grandes clubes precisam ter a consciência de que teremos que melhorar muito nos conceitos aplicados na gestão do futebol, e sobretudo analisarem em conjunto o que poderá ser feito no futuro para que as suas participações não sejam sofridas como a que estamos assistindo.

Na verdade nem tudo está perdido, falta muito chão pela frente, mas se não houver uma consciência coletiva de todos, no final do ano os seus torcedores estarão derramando lágrimas, no lugar dos gritos de alegria.

Competições como essas requerem entrega, vontade de jogar, e o que vimos no final de semana foi o inverso, com as equipes sem aquele desejo de uma boa vitória, entregando-se aos jogos dos adversários.

Felizmente o futebol estadual foi salvo por Salgueiro e Central, que venceram os seus encontros e conseguiram passar para a segunda etapa da Série D do Brasileiro.

O time do sertão superou-se, principalmente pela maratona que enfrentou, saindo da fria Nova Hamburgo para a calorenta Parnahyba, e conseguiu uma vitória pelo placar de 1x0 contra o adversário do mesmo nome.

Em Caruaru, o Central quebrou a invencibilidade do Tiradentes, derrotando-o por 2x0.

Ambos salvaram a dignidade do futebol estadual, desde que os da capital não conseguiram sequer uma vitória em seus confrontos.

Hora de acordar para Náutico, Sport e Santa Cruz, antes que seja tarde demais.

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