Histórico
Brasileiro da Série C
Um tropeço previsível
postado em 05 de agosto de 2013


Dirigente tricolor mantém Sandro Barbosa no cargo. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

No espaço de oito dias o Santa Cruz deu um giro de 360 graus, ou seja, fez uma longa caminhada mas retornou ao ponto de partida porque girou em torno do seu próprio eixo. Fiz uma observação sobre a euforia que tomou conta dos tricolores por conta da goleada que os comandados de Sandro haviam aplicado no fraco time do Rio Branco, resultado que, afora os três pontos, foi um autêntico ouro de tolo.

Nem sempre os resultados traduzem a realidade dos fatos. Os números mascaram muita coisa porque são utilizados para dar consistência a discursos enganadores. Eles induzem as pessoas a simplificarem os fatos. Portanto, a derrota - 3x0 - que os corais amargaram diante do Sampaio Correia era tão previsível quanto à goleada que aplicaram no representante do Acre.

Quem tem feito uma leitura precisa dos jogos do tricampeão pernambucano na Série C sabe que os problemas no futebol do clube mais popular do Estado não se resumem aos números expostos pelos resultados das partidas.

Os responsáveis pelo futebol do Santa Cruz precisam se aprofundar na análise dos jogos, da campanha, descartando os números. É preciso fazer uma revisão nos conceitos para tomar decisões certas no momento adequado.

Faltam doze rodadas para o final desta fase de classificação, onde apenas os quatro primeiros colocados do grupo passam para a segunda fase da competição. Dos doze jogos que o Tricolor irá disputar, sete serão na casa dos adversários. O retrospecto do Santa Cruz como visitante não serve para alimentar o otimismo do torcedor, entretanto, a qualidade de alguns adversários nos mostra que, mesmo em seus domínios não são obstáculos intransponíveis.

A combinação dos resultados levou o Tricolor do Arruda a perder duas posições na tabela de classificação, fato que aumenta a pressão por uma vitória sobre o Brasiliense, quarta-feira, em Brasília. Sigo achando que Sandro ainda não tirou as chuteiras, ou seja, sua postura é mais apropriada para um jogador do que para um treinador. Para ser um bom comandante é preciso mais que conhecimento da matéria. Se fosse tão fácil assim à quantidade de técnicos seria triplicada.

leia mais ...

Artigos
Numerologia da Série B
postado em 05 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A NUMEROLOGIA DA SÉRIE B


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Gostamos das estatísticas, por mostrar os caminhos que estão por vir, apresentando-nos as tendências por conta dos números.

Essa história de que o futebol é imprevisível é algo que está ficando no passado, e a previsibilidade passou a tomar conta desse esporte por conta das diferenças financeiras e de suas gestões.

Estamos acompanhando rodada por rodada da Série B, e ao completar a 12ª, que representa 63% do primeiro turno e 31% do total (quase um terço), verificamos que os sete primeiros colocados continuam firmes em sua luta pelo acesso, com mudanças pontuais em suas classificações.

O Palmeiras continuou líder, seguido da Chapoecoense. O Sport que era o terceiro caiu para o quarto lugar, e o terceiro foi tomado pelo 5º, o Paraná, que vem com uma boa linha de evolução na competição.

Joinville, Figueirense e América-MG completam esse grupo já selecionado na busca do sucesso.

A 12ª rodada mostrou algo inverso a anterior, quando os mandantes ganharam na quase absoluta maioria os seus jogos. Nesta houve um maior equilíbrio, com uma pequena vantagem para os visitantes (5 jogos), contra 4 dos mandantes e apenas um empate.

No rebaixamento, duas modificações aconteceram. Fugiram da zona perigosa, Guaratinguetá e Asa, e tivemos os retornos de Payssandu e São Caetano. O ABC continua imbatível na lanterna, mas os personagens mesmo os que escaparam no momento são os mesmos. 

Na realidade, nas duas zonas (G4 e ZR), as tendências estão sendo delineadas, e pelo que vem acontecendo rodada após outras, os clubes que estão nessa luta continuarão os mesmos.

Mesmo com a presença do Palmeiras, nunca tivemos uma competição tão equilibrada. A diferença do terceiro lugar para o sétimo é de 3 pontos, ou seja, em uma rodada os lugares poderão ser modificados.

O Sport, que é o quarto colocado, está à frente do sétimo por apenas 2 pontos, e poderá também acontecer uma modificação com apenas uma rodada.

Palmeiras e Chapecoense estão mais confortáveis, sendo que esse último tem um jogo a menos, e tem uma diferença de seis pontos do Joinville, quinto colocado.

Quando analisamos os últimos cinco campeonatos (2008 a 2012), verificamos que a média para uma tranquila classificação foi de 67 pontos, muito embora alguns clubes tenham chegado ao acesso com um número bem menor, mas a garantia se dá com esse teto, desde que na temporada passada o Vitória foi o 4º colocado, somando 71 pontos.

Adotamos uma fórmula para o acesso da Série B para a A, que contempla a cada 9 rodadas 16 pontos a serem conquistados, que daria um somatório de 64 pontos, com duas rodadas sobrando para chegarem ao teto desejado.

Na nona rodada o Palmeiras tinha 21 pontos, ou seja, 5 a mais das suas necessidades, a Chapecoense com 20 pontos (4 a mais), o Sport, 18 pontos (2 a mais), o Joinville, com 17 pontos (1 a mais), todos dentro das projeções.

Nesse caso, o Palmeiras com a atual pontuação precisa ganhar apenas 4 pontos em 18 a serem disputados, a Chapecoense, 6, Paraná, 10, Sport 11, Joinville, 12, Figueirense, 13 e América-MG, 13, sendo que esse último tem um jogo a menos, como também a Chapecoense.

Essa numerologia a ser aplicada serve de norte para um planejamento mais adequado para os disputantes, demonstrando as suas necessidades a cada 9 rodadas, para que possam obter o sucesso desejado.

O interessante é que já vários anos aplicamos essa metodologia nas análises realizadas, e aqueles que atingiram os seus objetivos tiveram êxito.

leia mais ...

Artigos
Um sábado em 30
postado em 02 de agosto de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

No futebol, a linha que separa o céu do inferno é bastante tênue, razão pela qual se explica o fato de o Santa Cruz ter vivido momentos tão díspares num curto espaço de tempo. Na segunda-feira, após a inexplicável derrota - 2x0 - para o Baraúnas, a sensação era de que o mundo havia desabado sobre as Repúblicas Independentes do Arruda. Na quinta-feira, após uma previsível vitória sobre o frágil time do Rio Branco, que para aumentar suas limitações foi a campo desfalcado de vários titulares, o Tricolor passou a voar em "Céu de Brigadeiro".

A instabilidade emocional é natural, e aceitável, nos torcedores, mas boa parte da imprensa adotou a postura do oito ou oitenta, como se o cronista esportivo tivesse que falar o que o torcedor gostaria de ouvir. A tese de que "é melhor errar junto com a torcida", é defendida por treinadores, não por formadores de opinião. Os excessos levam a criação de cenários que não são verdadeiros.

Um time que perde sete dos oito jogos que disputou não pode servir de parâmetro para nenhum tipo de avaliação. Vencê-lo era obrigação, nada mais que isso.

As comemorações efusivas por parte dos jogadores e da comissão técnica devem ser encaradas como reações naturais de quem estava sob a alça de mira, com a cabeça a prêmio, contudo, não podem ser interpretadas como um anúncio do tipo "daqui pra frente tudo vai ser diferente". O grande teste será o jogo deste sábado, contra o Sampaio Corrêa, em São Luiz do Maranhão, pois se trata de um adversário qualificado e credenciado a uma das vagas de acesso a segunda fase da competição.

Os dois times estão separados, na tabela de classificação, por apenas um ponto. O mando de campo é uma vantagem para a equipe maranhense, fator que beneficia a todo mandante. O Tricolor do Arruda não tem um bom histórico como visitante, contudo, tal detalhe não merece ser tema central de nenhuma análise, ou discussão sobre as probabilidades de sucesso das duas equipes.

Até o final da primeira fase da Série C o tricampeão pernambucano irá disputar treze jogos, dos quais oito na condição de visitante e cinco como mandante. Se o futebol fosse uma ciência exata, e tomando como referência os últimos resultados do Tricolor na casa dos adversários, diríamos que sua classificação se tornou difícil. Entretanto, numa comparação direta de valores, não é errado dizer que somar três vitórias nos oito jogos que disputará como visitante é um projeto exequível para o time comandado por Sandro.

Pelo contexto que envolve o confronto com o Sampaio Corrêa, este é para o Santa Cruz "Um sábado em 30".  

leia mais ...

Acontece
Números que assustam
postado em 01 de agosto de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Recebemos de um sócio do Clube Náutico que pesquisa a vida do seu clube, um quadro das contratações alvirrubras de 2002 a 2013.

Neste período o clube contratou 462 atletas, com uma média de 38 por ano.

Quando analisamos um tempo mais recente de 2007 a 2012, a média aumenta. Foram 288 contratações, representando 41 atletas por ano, quase quatro equipes.

2007 (47), 2008 (57), 2009 (37), 2010 (47), 2011 (31), 2012 (40), 2013 (29).

São números que assustam e que demonstram as dificuldades no trabalho de formação.

Com essa quantidade foi jogado muito dinheiro pelo ralo.

leia mais ...

Artigos
Neymarketing
postado em 01 de agosto de 2013

MARIANA LAJOLO - FOLHA DE SÃO PAULO


Habilidoso e carismático são duas palavras comumente associadas a Neymar. Adjetivos que se transformaram em cifras vultosas e levaram o atacante brasileiro a um dos maiores clubes do mundo.

Cabe agora ao Barcelona multiplicar essas cifras e transformá-lo em sucesso dentro e fora do gramado.

Para especialistas em marketing do futebol, a missão é simples. Avaliam que a ida de Neymar pode significar um grande impacto comercial para o jogador e o clube.

A Nike agora tem um craque midiático para explorar associado ao nome do clube que patrocina. Messi, mais quieto e menos carismático, é apoiado pela Adidas.

Neymar fez parte do projeto de criação da nova chuteira da marca, com Rooney e Ibrahimovic. Sinal do status.

Em lojas do Barcelona pela cidade, vendedores dizem que pedidos por camisas de Neymar Jr. --como o nome está grafado-- são maiores do que pelas de Messi.

O Barcelona diz que ainda não conseguiu medir o impacto de Neymar nas vendas e no marketing do time.

Para Esteve Calzada, ex-diretor de marketing do clube catalão e CEO da Prime Time Sport, a chegada de Neymar deve liberar Messi do excesso de campanhas publicitárias e dará mais margem de trabalho para a equipe.

Neymar já fez "media training" para lidar melhor com a imprensa. Também terá aulas de espanhol. Na apresentação, para 56 mil pessoas no Camp Nou, o atacante arriscou frases em catalão.

O apelo nas mídias sociais é explorado. O Barça fez um Twitter em português --Neymar tem mais de 7,7 milhões de seguidores. Ontem, foi lançado um jogo de vídeo game do clube. Neymar está nele.

"Ele sempre foi bem assessorado, é obediente e isso se traduz em um ícone midiático perfeito", diz Calzada, que trabalha com Messi.

O estafe diz que o segredo é deixá-lo ser quem é. Postagens comerciais em Twitter e Instagram são feitas por sua equipe, mas há pouca interferência em outras ações.

"Até porque ele tem perfeita noção de que é exemplo para muitos", diz Eduardo Musa, assessor do astro.

No Brasil, com contratos publicitários tentadores, o Santos segurou Neymar por cerca de quatro anos.

Ele foi um dos 100 jogadores mais bem pagos segundo a revista "Forbes" - em 2012/13, ganhou cerca de R$ 43 milhões.

Para a "Sports Pro", foi o atleta com maior potencial de marketing no mundo em 2012.

leia mais ...