Histórico
Brasileiro Série A
Como estará o Náutico?
postado em 07 de agosto de 2013


Maikon Leite é uma das armas do Náutico para vencer o Goiás/Foto: JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

 

A condição de lanterna da Série A é mais que suficiente para mostrar a imperiosa necessidade de o Náutico vencer o Goiás, hoje à noite, no Serra Dourada, em Goiânia. O time alvirrubro folgou nas duas últimas rodadas porque os seus adversários - São Paulo e Santos - estavam excursionando pela Europa.

O técnico Zé Teodoro trabalha o grupo há mais de dez dias. Este hiato dividiu opiniões: existe uma corrente que acredita ter sido positiva a paralisação. Mas também há quem defenda a tese de que o "recesso" deixará como legado a falta de ritmo de jogo.

Esta resposta teremos hoje à noite. Existe uma expectativa no sentido de ver o Náutico reprisar o bom futebol que o levou a uma surpreendente vitória - 3x0 - sobre o Internacional. Mesmo com dois jogos a menos que a maioria dos clubes que disputam a Série A, o time dos Aflitos não viu o seu passivo aumentar tanto neste período em que ficou sem jogar. Acredito que este seja o mote a ser utilizado pelo técnico para fortalecer o seu discurso motivacional.

Futebol é um esporte coletivo e qualquer conjunto necessita de tempo e treino para se harmonizar. A chegada de jogadores de bom nível técnico para compor o meio campo e o ataque foi fundamental para a evolução observada no confronto com o Inter.

Zé Teodoro ainda não definiu a dupla de ataque. Maikon Leite está garantido, mas não sabe quem será o seu companheiro: Rogério ou Olivera. Bom! O Náutico sempre se deu bem quando usou a velocidade do seu ataque como uma arma. Partindo deste princípio vejo o Rogério com mais chance. Para um técnico é sempre importante ter alternativas para montar variantes táticas.

Tudo o que for dito, antes de a bola rolar, em relação ao rendimento do Náutico neste jogo com o Goiás não passa de suposições. Certamente amanhã ouviremos dos otimistas, ou dos pessimistas, o já tradicional, "eu não disse!". Nas discussões sobre futebol há sempre espaço para videntes. Como também há cadeiras cativas para os amantes dos números e das estatísticas. O Goiás está invicto há 36 partidas no Serra Dourada. Tem quem considere isso um mau presságio.

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Seleção Brasileira
Adversários mais frágeis
postado em 07 de agosto de 2013
SÉRGIO RANGEL FOLHA DE SÃO PAULO

A seleção brasileira fará dois amistosos na Ásia em outubro. O time comandado por Luiz Felipe Scolari jogará na China e na Coreia do Sul. As cidades ainda estão sendo definidas pelos organizadores.

O amistoso na China poderá ser contra outra seleção asiática. No ano passado, a seleção goleou os chineses, por 8 a 0, em Pernambuco.

Já o jogo na Coreia será diante dos donos da casa. Os coreanos já estão classificados para a Copa do Mundo. Os chineses estão fora.

Na próxima semana, a seleção volta a jogar pela primeira vez depois da conquista da Copa das Confederações. No dia 14, o time enfrentará a Suíça, na Basileia.

Para o jogo, Scolari chamou apenas uma novidade, o lateral-esquerdo Maxwell, 31, do PSG. Os outros jogaram a Copa das Confederações.

Depois de enfrentar uma série de adversários fortes no início do início do ano para preparar a equipe para a Copa das Confederações, a comissão técnica escolheu rivais mais frágeis para o segundo semestre. Até agora, a CBF não agendou amistoso contra uma seleção que já tenha conquistado o Mundial.

No feriado de 7 de setembro, a seleção voltará a jogar em Brasília, no estádio Mané Garrincha, onde a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foram vaiados em junho. O jogo será contra a Austrália, outra equipe classificada para a Copa de 2014.

Durante o período de treinamento na capital federal, Scolari e os jogadores deverão se encontrar com Dilma.

Três dias depois, o Brasil enfrenta Portugal, em Boston, nos EUA. Em novembro, a seleção poderá jogar novamente contra os portugueses.

A lista definitiva de jogadores para a Copa deverá ser anunciada por Scolari no início do maio. Os treinamentos começarão na segunda quinzena do mesmo mês. Em reforma, a Granja Comary, em Teresópolis, será a concentração até as quartas de final.

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Brasileiro Série B
Sport precisa "driblar" a pressão
postado em 06 de agosto de 2013



Sport busca reabilitação diante do ASA, hoje a noite - Foto: Edmar Melo/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


O mestre Luís Cavalcanti, no seu comentário de ontem, na Rádio Olinda, fez uma colocação bastante pertinente para o momento do futebol pernambucano: "Resultado ruim é para ser posto no lixo". Uma forma sutil de tentar amenizar a pressão feita em cima do técnico do Sport, Marcelo Martelotte, por conta da derrota sofrida pelo time rubro-negro - 2x1 - no final de semana, para a Chapecoense, na Ilha do Retiro.

Viver sob pressão se tornou uma marca registrada do Sport nos últimos anos. A pressão é considerada pelos profissionais que trabalham diretamente com os jogadores como sendo um dos piores adversários. É que ela provoca o medo, a insegurança, a perda da autoconfiança... Ouvi de vários treinadores que passaram pela Ilha do Retiro, que o grupo não rendia mais porque estava no limite da pressão. Coisa do futebol de resultados.

Após a Copa das Confederações o Sport conseguiu uma sequência de quatro vitórias, sendo duas como visitante, e o clube já começou a ser visto na Série A, como se sua caminhada fosse retilínea, sem sofrer nenhum tipo de oscilação até o final do campeonato. Duas derrotas foram suficientes para tirar o time do pedestal.

Na Série B tem sete clubes - Palmeiras, Chapecoense, Sport, Figueirense, Joinville, Paraná e América/MG - com musculatura para manter uma disputa equilibrada pelas vagas de acesso até o final da competição. Por ter um grupo mais qualificado, e uma condição financeira diferenciada em relação aos demais, o Palmeiras deverá ter vida mais fácil na busca de sua meta. O desafio dos outros é oscilar o menos possível quando estiverem no G4, cuja formatação deve sofrer várias alterações ao longo da disputa.

A exemplo do que faço no dia seguinte a uma jornada, ontem procurei ouvir a opinião de vários cronistas esportivos. Afinal, não somos onipresentes, o que nos impede de assistir a todos os jogos. Percebi que existe uma tendência de individualizar o insucesso. É certo que nas vitórias também existe uma exaltação ao individual com a escolha do melhor em campo, do destaque da partida, do craque, etc. Mas o futebol precisa ser analisado como um todo.

Quando a máquina não está engrenada alguma peça vai "estourar". Um perda de bola, uma falha de cobertura, ou um simples erro de posicionamento implica numa sobrecarga para o sistema defensivo.

O Sport tem um grupo similar ao de outros clubes. Talvez, o que tenha assustado os torcedores é a tática extrema da vitória ou derrota. O rubro-negro pernambucano é o único clube que ainda não empatou na Série B, onde contabiliza sete vitórias e cinco derrotas. Matematicamente uma vitória é melhor que dois empates, mas uma vitória não supera duas derrotas. Portanto, o equilíbrio é importante para amenizar pressão e tem o seu efeito psicológico positivo.

Enfrentar o ASA em Arapiraca não é tarefa fácil para nenhum dos clubes que disputam a Série B, mas uma vitória leonina não irá ferir a lógica.

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Artigos
Opiniões e "opiniões"
postado em 06 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OPINIÕES E ¨OPINIÕES¨


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Corinthians ganhou um jogo contra uma das mais fracas equipes do Campeonato Brasileiro, o Criciúma, e pareceu que o mundo acabou, por conta de tantos elogios dos formadores de opinião, alguns já proclamando a equipe do Parque São Jorge como futura campeã.

Nesse campeonato de baixa qualidade, certamente o time paulista seria um sério candidato, mas até a 11ª rodada ainda não mostrou um futebol competente para o convencimento daqueles que acompanham os seus jogos.

O jogo contra o Criciúma não foi nada mais, nada menos do que o normal daquilo que o alvinegro de São Paulo vinha apresentando, e considerá-lo como uma grande participação, é sem dúvidas emitir uma ¨opinião¨ e não a opinião correta e consistente.

Pobre de uma nação que contempla uma opinião dirigida, editorialista e muitas vezes influenciada pelo poder econômico, e que reduz a percepção das pessoas que são por essas influenciadas.

A necessidade das análises críticas são fundamentais para a democracia, desde que certamente não vivemos em um mar de rosas, ou no sistema de que tudo são flores.

Poucos analistas vêm discutindo a queda da qualidade do futebol brasileiro, principalmente aqueles que pertencem ao sistema que domina o esporte, e formatar uma opinião real, vai de encontro aos interesses financeiros dos patrocinadores. É um pecado.

O futebol brasileiro atual não é aquele de alguns comentaristas, principalmente os das televisões. Esses veem um jogo totalmente diferente de tudo que está sendo apresentado na vida real. Para os analistas os grandes jogos são sempre dos maiores clubes, mesmo sem apresentarem um bom futebol. 

Grêmio x Internacional fizeram um jogo de péssima qualidade, e no final só ouvíamos elogios, e nenhum comentário sobre a violência de alguns jogadores dentro do campo, quase 60 faltas e 3 expulsões e de um futebol ruim e sem emoções.

Existem clubes que não são reconhecidos, como o Cruzeiro e Coritiba, que fizeram uma boa partida, bem distante do que estamos assistindo, com 29 finalizações, coisa bem rara no futebol defensivista aplicado no Brasil.

Quando se analisa Criciúma x Corinthians nada se fala da disparidade financeira entre ambos, com um milionário e um outro vivendo com parcos recursos se comparados com o adversário. Esse é um ponto importante para ser acoplado a vitória do clube paulista.

São 11 rodadas e perguntamos quais são as revelações que nos apresentaram. Os únicos brilhos vêm de jogadores maduros como Alex, Juninho Pernambucano, Seedorf, Paulo Baier, que são os melhores da competição.

Enquanto escondermos por baixo do tapete o momento em que vivemos, certamente estamos ajudando a enterrar um esporte que sempre pertenceu a alma do povo brasileiro, e que perdeu a sua qualidade e que não é reconhecido pelos que emitem as ¨opiniões¨.

São coisas de uma nação anestesiada, que necessita de opiniões livres e comprometidas com a verdade.

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Acontece
Arenas têm média europeia de público
postado em 06 de agosto de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Os estádios inaugurados recentemente no Brasil, a maioria para a Copa-2014, estão recebendo público que se compara aos principais torneios de futebol da Europa.

Seis deles estão sendo utilizados na Série A do Brasileiro --juntos, têm até a 11ª rodada da competição uma média de 27,7 mil pagantes, segundo levantamento feito pela consultoria BDO Brazil.

Esse número é menor apenas do que os registrados na Bundesliga, na Alemanha (42 mil), na Premier League, na Inglaterra (35 mil), e no Campeonato Espanhol, com 28 mil --dados da temporada 2012/2013, de acordo com dados dos sites dessas ligas.

Os torcedores que têm pago para ver jogos nas novas arenas é bem superior ao público que tem ido às partidas em campos que já eram utilizados em anos anteriores, como Pacaembu, Morumbi e Serra Dourada, para citar os três maiores velhos estádios.

Esses locais têm média de pouco menos de 10 mil pessoas por partida no Nacional.

Comparando com outras edições do Brasileiro, o número de 27,7 mil pessoas por jogo nas novas arenas seria o maior da história do torneio, que, em seu melhor ano, 1983, atraiu quase 23 mil torcedores por partida.

A média geral de público deste ano, contando velhos e novos estádios, é de 14 mil por jogo, pouco maior que a do ano passado (13 mil). Desde 1987, ela não atinge 20 mil.

ESTRATÉGIA

Os quatro maiores públicos do Brasileiro até agora tiveram o Flamengo em ação -- e todos em estádios novos.

O Mané Garrincha, em Brasília, teve mais de 63 mil pessoas no jogo entre o time do Rio e o Santos, ainda com Neymar --o confronto, em maio, acabou sem gol e marcou a despedida do jogador.

Reconstruído para a Copa das Confederações e para a Copa-2014, o Mané Garrincha também tem o segundo (Vasco 0 x 1 Flamengo, mais de 61 mil) e terceiro (Flamengo 2 x 2 Coritiba, mais de 52 mil) maiores públicos do torneio.

O time carioca mandar jogos em Brasília, onde tem grande torcida, faz parte do plano da CBF para tentar evitar que estádios de centros onde não há times com muita torcida fiquem às moscas.

A casa do Flamengo, porém, será o reformado Maracanã, que viu o quarto jogo com mais torcedores, o clássico do time contra o Botafogo, com quase 39 mil pessoas.

O quinto maior público foi registrado no final de semana passado no primeiro Gre-Nal da Arena Grêmio.

Único dos seis novos estádios que não terá jogos da Copa, a arena, que recebeu mais de 37 mil pessoas no domingo, tem atraído mais de 22 mil pagantes por jogo, a melhor média gremista desde 2008, quando mais de 31 mil por partida foram ao Olímpico, antigo estádio do clube.

A Arena Pernambuco, no Recife, que tem jogos do Náutico e recebeu o clássico Botafogo x Fluminense, o Mineirão, que tem o Cruzeiro mandando jogos, e a Fonte Nova, são as outras novas arenas.

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