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Os custos espantam os clientes
postado em 08 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS CUSTOS DAS ARENAS ESPANTAM OS CLIENTES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.dom.br


Os possíveis clientes das novas arenas construídas para a Copa das Confederações estão abismados com os custos apresentados para suas utilizações, e por conta disso existem reações para a a realização de jogos.

O maior de todos está localizado no Maracanã, que ainda não conseguiu fechar com pelo menos dois grandes clubes do Rio de Janeiro, e só tem um jogo programado para o dia 21 de julho entre Fluminense x Vasco.

As parcerias não foram formalizadas, principalmente com o Flamengo, por conta dos percentuais ofertados pelo consórcio que irá administrar o estádio. A proposta é de 35% para esse, e 65% para os clubes com relação as  bilheterias, sem contemplar bares, restaurantes, espaços vips e estacionamento.

Na verdade os administradores desejam impor um padrão FIFA para os seus estádios, no setor de ingressos e custos operacionais, fora da realidade brasileira.

Essa fuga para outros estádios também não resolverão o problema, desde que os clubes estão deixando de lado os seus torcedores locais, e isso inviabiliza outras fontes de receitas que fazem parte do fluxo de caixa.

Estivemos analisando o assunto, e verificamos que em Minas Gerais, o Atlético-MG preferiu jogar em um estádio de menor porte a utilizar o Mineirão, por conta das despesas, e o próprio Cruzeiro por duas vezes já pensou na rescisão do seu contrato de 25 anos, quando de uma renda de R$ 1,7 milhões, ficou com apenas 50%.

No Ceará, o Fortaleza até hoje não aceitou a proposta do Consórcio do Castelão, e já pensa em arrendar o Presidente Vargas para os seus jogos. Pelas análises feitas pelo tricolor cearense, depois da experiência em alguns jogos, foi verificado que precisa no mínimo de 10 mil torcedores por jogo para pagar os custos, e isso no futebol cearense é inviável.

Na realidade, esses consórcios terão que se ajustar ao que manda o mercado, e deverão deixar de lado grandes lucros e  diminuírem as suas taxas de retorno, barateando os ingressos e reduzindo os seus custos operacionais.

Não vimos o movimento financeiro do jogo Náutico x Ponte Preta, mas lemos que 800 pessoas trabalharam como orientadores e seguranças. Procedendo-se com um simples cálculo, e colocando-se R$ 90 de pagamento per-capita, só nesse item foram embora um pouco mais de 15% da receita bruta do seu jogo. A Federação tirou mais 8%, que somam 23% em apenas dois itens.

Da renda de R$ 469.521, foram alocados para esses segmentos, R$ 107.898, o que sem dúvidas é algo totalmente irreal.

Se não houver um ajuste entre os consórcios e clubes, certamente irá acontecer um fenomeno, com a remodelação de pequenos estádios, que abrigarão jogos de menor porte, e a utilização dos novos estádios para grandes eventos.

O maior desafio brasileiro será  o de todos os segmentos entenderem que os nossos padrões deverão ser do Brasil e não europeus, cujo poder de compra, apesar da crise, é muito maior do que o brasileiro, por conta da renda per-capita, e do PIB de cada um.

Para os consórcios apenas uma lembrança: Quem vai com sede ao pote, vê a água secar com rapidez, e para os clubes, que tenham cuidado com contratos longos, pois esses poderão levá-los à ruína.

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Acontece
ADEUS, AFLITOS!
postado em 08 de julho de 2013

ROBERTO VIEIRA


Terça-feira.

9 de julho de 2013.

19 horas.

Clube Náutico Capibaribe.

Hora de matar saudade do Estádio dos Aflitos.

Noventa e seis anos de história.

Sorrisos, derrotas, vitórias, lágrimas, gols.

Um livro escrito com o coração apaixonado.

Um livro do tempo em que não havia Arenas.

Um livro do tempo em que o futebol era criança.

Um livro com cara de bola de meia, joelheira e amor à camisa...

Um livro que tem Celso Unzelte e José Renato Santiago com a camisa alvirrubra.

Um livro que tem Juca Kfouri filosofando na quarta página. 

Em tempo. 

Pra quem não puder comparecer na terça-feira? 

Tem segundo tempo na Livraria Imperatriz do Shopping Tacarauna. 

Na quinta-feira, 11 de julho, 19 horas.

E prorrogação na Livraria Cultura do Shopping Riomar.

Na sexta-feira, 12 de julho, 19 horas.

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Acabou Chorare e a Copa também
postado em 04 de julho de 2013

FLÁVIO DOMINGUES


Caros amigos, vou ousar defender Joseph Blatter. Quando foi definido que a Copa seria no Brasil houve festa com apoio de toda mídia. Poucos reclamaram.

Diante da oportunidade, resolvi retirar das memórias e de álbuns de fotografia a experiência que tive na Copa de 98, quando participei de um grupo privilegiadíssimo de convidados da FIFA. Transformei a minha experiência em palestras e viajei para vários lugares do Brasil para falar sobre o assunto e também para ouvir. 

Deparei-me algumas vezes com o Sr. Paul Wherlan, um dos top da Match no Brasil, "Ricardo Teixeira, did you accept the bribe?", Joana Havelange (a neta do que confirmou que recebeu), Rodrigo Paiva (assessor de imprensa da seleção) e um monte de jovens despreparados que chegavam ao Brasil, ou eram contratados pelo Comitê Organizador Local para fazer a Copa do Mundo.

Muitas discussões, algumas colocando dirigentes públicos e privados no canto da parede cobrando um rumo certo para a preparação do Brasil para os eventos. Palmas para mim. Apupos, algumas vezes, de uma plateia meio sem jeito de vaiar dirigentes tão poderosos. Por exemplo, quando perguntei sobre brindes da Copa. 


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Marim na tribuna envergonha o Brasil
postado em 03 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MARIN NA TRIBUNA ENVERGONHA O BRASIL


 Artigo escrito e publicado no blog do jornalista e escritor Mario Magalhães.


Já se falou e escreveu fartamente sobre o chocolate que o Brasil aplicou na Espanha. Poupo-lhes de reiterações. O baile de ontem no Maracanã tonifica a convicção de que o time de Felipão e Parreira chegará forte à Copa de 2014. Depois de anos, voltei a palpitar sobre futebol, aqui neste blog recém-parido. Não tenho muito a acrescentar ao que observei nas últimas semanas. Os posts podem ser lidos clicando nos títulos: %u201CNo Maracanã, Brasil reforça condição de um dos favoritos em 2014%u201D%u201CNa vitória do Flu, outra ótima notícia para o Brasil: Fred volta tinindo para a Copa das Confederações%u201D%u201CMesmo se levar um chocolate na final, seleção sairá da Copa das Confederações mais forte do que entrou%u201D;%u201CEspanha chega %u2018aos peidos%u2019 contra o Brasil, que vai acelerar o jogo%u201D.

Os principais trunfos no ano que vem: elenco talentoso; dupla de técnicos eficientes; tradição, que pesa em Copa do Mundo; jogar em casa.

Feito o registro boleiro, uma anotação sobre a história: é vergonhoso que o cidadão José Maria Marin tenha comparecido à tribuna de honra do Maracanã e entregue medalhas (pelo menos dessa vez ele não ficou com nenhuma, ao que parece).

A memória nacional não merecia tal ultraje. Lá estava o presidente da CBF, já sem o acaju colorindo o cabelo, que permanece com um arranjo extravagante. E que deu um chiliquito, passando a impressão de que queriam impedi-lo de se aproximar para a foto com os vencedores (quem ganhou foram os jogadores e a comissão técnica, não o cartola). Conseguiu sair no canto das fotografias.

O vexame não é Marin pegar medalha alheia, nem ser um fascistoide ou mesmo ter apoiado a ditadura instaurada em 1964.

O que o deslegitima para representar o Brasil é o envolvimento no episódio que resultou no assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Em 1975, como deputado estadual paulista da Arena, o partido-fantoche da ditadura, Marin denunciou uma %u201Cinfiltração comunista%u201D no jornalismo da TV Cultura.

Quem dirigia o departamento de jornalismo da emissora? Herzog.

Não demorou para que o diretor fosse preso e torturado até ser morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do II Exército. As instalações do DOI, em São Paulo, constituíam um campo de concentração onde se torturava, matava e se providenciava o sumiço de corpos de opositores.

O Brasil melhorou muito, e a esmagadora maioria da população não sente saudade da ditadura _viúvas e carpideiras são exceções.

A presença de Marin no Maracanã desonra a democracia e a nossa história.

Haverá quem diga: o protocolo prevê o mandachuva da CBF na tribuna.

Indago: por que se permitiu que um homem com essa trajetória viesse a presidir a entidade? O governo tinha cacife para barrá-lo, e não barrou.

Na noite luminosa do tetra na Copa das Confederações, os fantasmas do passado lembraram o período de trevas.


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O Morumbi é um exemplo
postado em 03 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SEM DESTRUIÇÃO, O MORUMBI DÁ UM BOM EXEMPLO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um novo trabalho divulgado pelo consultor Amir Somoggi, sobre as receitas dos estádios brasileiros, serviu para demonstrar que o Morumbi, um estádio que resistiu ao canto da destruição e optou pelas reformas, fazendo com que o São Paulo, seu proprietário, tivesse a maior arrecadação em 2012 por sua utilização.

Os números nos chamaram a atenção, principalmente por virem ao encontro a nossa tese de que a destruição do Adelmar da Costa Carvalho, estádio do Sport Club do Recife, não seria necessária, e que uma reforma competente daria condições para que esse se tornasse um local de conforto para os seus consumidores.

Entendemos que esse projeto rubro-negro é um pano de fundo para o principal, que são os trágicos espigões que hoje estão matando a cidade do Recife, por conta da leniência dos seus gestores. Vivemos hoje em uma das piores cidades do Brasil, e a ocupação desordenada do concreto é um dos seus maiores motivos.

A direção do São Paulo optou pela reforma e modernização do Morumbi, e já tivemos a oportunidade de vê-la, com áreas já totalmente ocupadas, com lojas, restaurantes, academia de ginástica, entre outras coisas.

Nos pavimentos mais altos, os camarotes vips tonaram-se boas fontes de receitas, e contando ainda com o sócio-torcedor que está sendo alojado em alguns setores, em conformidade com o seu plano. A última etapa será a cobertura, cujo projeto já foi aprovado.

O Morumbi teve uma receita de R$ 66,2 milhões, em 2012, entre as bilheterias, sócio-torcedor, aluguel de camarotes e do estádio para shows e eventos, mostrando que a visão dos seus dirigentes estava correta.

A seguir veio o Grêmio, ainda no antigo estádio Olímpico, mas com o impulso do sócio-torcedor, que somou R$ 63,5 milhões, o Internacional, que teve o seu estádio interditado por contas das obras em um bom período, teve a terceira participação, com R$ 51,5 milhões, graças também ao programa que contempla os seus associados.

O Corinthians mesmo jogando em um estádio limitado como o Pacaembu, contando só com as bilheterias, apresentou-se na quarta colocação, com uma receita de R$ 35,1 milhão. Com seu novo estádio, com maior capacidade e venda dos espaços, certamente essa ultrapassará os R$ 100 milhões.

Um clube que mostrou uma boa potencialidade na exploração do seu estádio foi o Coritiba, que também tem o sócio-torcedor, e teve uma excelente arrecadação na temporada passada, com R$ 32 milhões, quase 1/4 de suas receitas totais. Foi iniciada rencentemente uma reforma no Couto Pereira, na curva Oeste, que dará maiores condições em sua exploração, principalmente nos camarores vips.

Os outros clubes analisados na exploração do seu mando de campo foram o Palmeiras (R$ 18,4 milhões) e que jogou de forma itinerante por conta de demolição do Parque Antartica, Atlético-MG (R$18,2), Santos (R$ 17,4), Bahia (R$ 15,2) e o Atlético-PR, 14,5 milhões, sendo que esse último   passou uma parte da temporada com o seu estádio em obras para a Copa do Mundo.

Na verdade os números demonstram um fator por demais importante que é o do sócio-torcedor, que sempre estamos discutindo com os nossos visitantes, é a melhor saída para os nossos clubes.

Um exemplo vem de Porto Alegre, com Internacional e Grêmio, com torcidas bem menores do que diversas agremiações do país, depois de adotarem esse programa, viram as suas receitas de bilheterias explodirem.

Para que tenhamos estádios cheios, torna-se necessária uma boa gestão nos clubes, principalmente na administração desse importante segmento.

Esse é sem dúvidas a Lâmpada de Aladim do futebol nacional.

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