Histórico
Acontece
Convocação e venda
postado em 10 de julho de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A transação de Douglas Santos certamente foi boa para o Clube Náutico, que vinha atravessando dificuldades financeiras.

Não sabemos o seu valor, pois em Pernambuco a transparência tem uma distância tão longe que se iguala a do planeta terra até a lua.

Um exemplo que o trabalho de base pode trazer bons frutos.

Por outro lado, um fato que está passando despercebido é o de que essa negociação só foi consumada a contento por conta da convocação do atleta para a seleção principal da CBF, que causou espanto em todo o Brasil, desde que esse era ainda uma esperança e desconhecido de todos.

Scolari, com o seu olho mágico, e com ajuda de Alexandre Gallo, detectou Douglas Santos no mundo do futebol, e procedeu com o chamamento para a seleção principal.

Mesmo sem jogar, a foto com a camisa da seleção da CBF tem um bom conteúdo, e finalmente o jogador teve os seus direitos federativos negociados.

Se fosse na época de Mano Menezes, o que não estariam dizendo sobre isso?

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Artigos
A Copa e o Brasil
postado em 10 de julho de 2013

Pedro Trengrouse - artigo publicado na FOLHA DE SÃO PAULO


O PIB do Brasil é de R$ 4,4 trilhões e todos os investimentos previstos na Matriz de Responsabilidades da Copa, que congrega as obras que o governo julga relevantes para a realização do evento, estão na ordem de R$ 25 bilhões.

O montante é destinado às mais diversas áreas prioritárias de infraestrutura e serviços, como, por exemplo, aeroportos, mobilidade urbana, segurança, turismo, saúde e telecomunicações.

É evidente que não houve contingenciamento no orçamento público noutras áreas em razão da Copa. O PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), por exemplo, investiu R$ 557,4 bilhões em infraestrutura até junho deste ano.

E, embora ainda aquém dos padrões recomendados pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os recursos aplicados em educação e saúde quase triplicaram nos últimos dez anos, com os investimentos em políticas sociais chegando a R$ 656 bilhões em 2012.

A rigor, no que diz respeito à Copa, essencial mesmo são os estádios, cujos custos totais estão em R$ 7 bilhões, divididos em R$ 3,7 bilhões financiados pelo BNDES, R$ 2,7 bilhões a cargo dos governos locais e R$ 612 milhões em investimentos privados. São nove estádios públicos e três privados. Ainda assim, considerando que os financiamentos do BNDES devem ser pagos pela operação privada das arenas, os investimentos públicos diretos representam menos de 40% do total.

E mais. Não é verdade que estejam mais caros que nas últimas Copas. O estádio mais caro do Brasil custou pelo menos três vezes menos que Wembley e, segundo estudo de uma ONG dinamarquesa, os custos médios por assento no Brasil estão no mesmo patamar de US$ 5.000 que Japão, Coreia e África do Sul, pelo menos 20% menores do que Green Point e Sapporo Dome, por exemplo.

Os novos estádios serão muito mais utilizados pelo futebol brasileiro do que pela Fifa. Conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), o futebol hoje movimenta R$ 11 bilhões por ano e gera 370 mil empregos no Brasil. Mas poderia movimentar R$ 62 bilhões por ano e gerar 2 milhões de empregos, principalmente com a modernização dos estádios e ajustes no calendário, gestão e governança dos clubes. Com ou sem Copa, já valeria a pena investir nos estádios brasileiros.

O BNDES é o maior banco de desenvolvimento do mundo, superando o Banco Mundial em volume de operações. Desde 2008, quando as sedes da Copa do Mundo no Brasil foram anunciadas, o BNDES desembolsou no total mais de R$ 700 bilhões em financiamentos diversos.

Trocando em miúdos, o investimento nos estádios representa muito pouco diante dos grandes números do banco, que poderia ousar bem mais para promover o desenvolvimento do futebol brasileiro enquanto atividade econômica relevante para o arranjo produtivo e para a identidade cultural brasileira.

Um estudo da FGV mostra que a o total de aportes na Copa pode quintuplicar. Além dos recursos previstos na matriz, a competição deve injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, movimentando o total de R$ 142,39 bilhões adicionais entre 2010 e 2014, com a geração de 3,63 milhões de empregos por ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população. Ainda assim, é preciso enxergar o evento na perspectiva global da economia.

A maioria das obras relacionadas à Copa são realmente essenciais para melhorar a infraestrutura do país. O Brasil é o país do futebol e já precisava de melhores estádios para desenvolver seu pleno potencial de geração de emprego e renda.

O maior legado da Copa do Mundo para o Brasil seria mesmo uma profunda transformação no futebol brasileiro. Não é razoável colocar problemas nacionais crônicos na conta da Fifa.

PEDRO TRENGROUSE, 34, é consultor da ONU (Organização das Nações Unidas) na Copa e coordenador de projetos da Fundação Getulio Vargas

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Acontece
O vazio das arquibancadas
postado em 09 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O VAZIO DAS ARQUIBANCADAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A euforia da Copa das Confederações acabou, quando as lotadas arquibancadas dos estádios brasileiros voltaram a realidade anterior, com os assentos entregues às moscas.

No dia de ontem verificamos alguns públicos, inclusive o do Internacional x Vasco da Gama, que tinha sido divulgado de forma equivocada, quando na realidade só contemplou 2.868 pagantes. No sábado, a Portuguesa jogando em casa contra o Cruzeiro, já tinha recebido a presença de 2.769 testemunhas.

O debate reacendeu, e vários fatos são citados como causadores dos problemas, poucos vão ao encontro a realidade que está bem aos seus olhos, e que infelizmente muitas vezes não lhes são permitidos enxergá-los.

Lemos um artigo do advogado Milton Jordão, Mestre em Direito Desportivo, que aborda uma parte desse problema, e que tece algumas análises sobre o assunto, entre essas o problema do início precoce das competições no Brasil.

Mas, pecou por não falar no culpado maior que é representado pelo Calendário do Futebol Nacional, que continua na contramão da história.

Jordão referenciou que o começo das competições em janeiro já influencia no desastre futuro, por se tratar de um período bem próximo do encerramento das competições anteriores, logo após os custos que os torcedores têm com as festas de fim de ano, e bate com os períodos de férias.

Na realidade, são componentes bem claros e definidos, fazendo com que a análise tenha algum sentido, já que mexer no calendário é crime no Brasil e dá pena de morte para quem pensa sobre o assunto, concordamos que janeiro é um mês atípico e que deveria ser apenas para a pré-temporada.

Na verdade, os dirigentes do futebol brasileiro são os responsáveis pela ausência do público nos estádios, submetendo-se a várias exigências quando vendem os direitos de transmissão dos eventos.

Como podem concordar com horários estapafúrdios de 22h00 ou de 19h00 e 21h00 horas, e em dias que não fazem parte da cultura futebolística?

Como podem concordar com fórmulas totalmente desprovidas de bom senso, para os estaduais, que são alongados e cujo conteúdo é de baixa qualidade?

Precisamos de competições mais curtas e que contemplem a possibilidade dos menores disputarem com mais competência.

Como podem concordar com a ausência de um planejamento para a mobilidade e acessibilidade dos torcedores, que estão previstos no Estatuto do Torcedor, e que poucos importam-se em atender?

Na verdade, a televisão tomou conta do futebol e para esse veículo só existe uma mão, a dos seus interesses, desde que os clubes ao receberem a sua cota já foram atendidos em suas necessidades.

Um erro de análise grotesco, pois o futebol viaja numa via de duas mãos, e não na única, onde a parte mais interessada, no caso o torcedor não é ouvida.

Não necessitamos de overdose de jogos, e sim de eventos com qualidade, mais equilibrados, e que motivem a ida do torcedor ao estádio, sabendo que terá tudo isso ao seu alcance.

Não adianta as Arenas modernas, confortáveis, se não mudarmos essa cultura nefasta de tratar o consumidor como um imbecil, que atende a todos os desejos dos cartolas, e se encantam apenas com a vitória dos seus clubes.

Para que isso aconteça precisamos de bons gestores, que tenham a independência de discutirem abertamente com todos os segmentos, inclusive com a televisão, para que as lamúrias dos finais das rodadas possam desaparecer.

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Futebol Feminino
Avacalhação da guerra
postado em 08 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A equipe de futebol feminino do Vitória marcou 87 gols em seis jogos disputados, e sofreu apenas 2, o que lhe rendeu um saldo de 85 gols. A média de gols das taboquitas é de 14,5 por partida. Um abismo separa o Tricolor das Tabocas dos outros times que disputam o Campeonato Pernambucano de Futebol Feminino.

Quando via certas aberrações, o mestre Adonias de Moura traduzia o fato com uma frase que considero antológica: "Isto é a avacalhação da guerra".

Em síntese, a campanha do Vitória não enaltece, e sim, avacalha a competição.

 

 A CAMPANHA:

Vitória  15x0  Vera Cruz; Vitória  6x0   Central; Vitória  34x0  PMPE; Vitória  8x0  Codif; Vitória         4x2   Sel. de Paulista/América; Vitória  20x0   CEARE.


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Acontece
Nos embalos da noite recifense
postado em 08 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Como bem diz o rei, Reginaldo Rossi: "Recife tem encantos mil". E não é de hoje que os jogadores dos principais clubes brasileiros são seduzidos pelas ofertas de lazer e entretenimento da Capital Pernambucana.

Neste domingo, após disputarem o clássico carioca na Arena Itaipava, jogadores do Fluminense e Botafogo marcaram encontro num badalado bar na Rua dos Navegantes, entre eles, o centroavante Fred, um dos destaques da Seleção Brasileira na conquista da Copa das Confederações, e o holandês, Seedorf.

Simpáticos, os craques interagiram bem com os fãs e logo descobriram um destino para esticar a noitada. Fazendo jus à fama de "pegador", Fred que é o mais cobiçado membro da atual Família Scolari pelo público feminino, teve em seus braços a garota mais bonita do reduto.

Seedorf marcou um golaço na vitória do Botafogo - 1x0 - sobre o Fluminense, e Fred teve uma atuação irretocável no extracampo.

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