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CAROLINA
postado em 12 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CAROLINA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Chico Buarque de Holanda, em seus bons tempos, antes de transformar-se em chapa branca, fazia boas canções, e entre essas está ¨Carolina¨, aquela que ficava na janela e não via o tempo passar.

Nada melhor transportar essa personagem para o futebol brasileiro, onde diversas Carolinas estão nas janelas, vendo os problemas dos seus clubes, e nada fazem para contê-los.

Temos duas referência siamesas, o São Paulo e o Sport, ambos com o mesmo modelo de gestão, com grupos dominantes que mandam e desmandam, e não permitem as vozes da oposição, por casuísmos estatutários.

O tricolor paulista já foi referência no futebol nacional. Era o clube a ser copiado. De repente, transformou-se na ditadura de Juvenal Juvêncio, e por conta disso a sua queda latente no segmento esportivo.

Quando se analisa o seu balanço, verifica-se o tamanho do atoleiro em que se encontra. É dono da segunda maior dívida  bancária do futebol brasileiro, ficando atrás apenas do Atlético-MG, que é outro que recebe também as influências despóticas, com o seu presidente Alexandre Kalil.

O mais grave e que não é repercutido, e como a personagem da canção os associados não conseguem ver que o clube já usou 60% dos R$ 115 milhões que recebeu neste ano pela venda de Lucas ao PSG, só para amortizar pagamentos ao BMG.

Fechou 2012 com um endividamento bancário de 156,1 milhões, 53% maior do que em 2011, ou seja, está sobrevivendo graças aos empréstimos e adiantamentos feitos a instituições financeiras e a terceiros.

No campo esportivo vai mal, e pouco tem a comemorar.

O seu irmão Sport Recife, também vive um longo período de seca em suas conquistas. Embora o endividamento esteja controlado, a partir de 2000 a situação complicou-se, quando o time passou a ser de segunda divisão em tempo muito mais longo do que da primeira.

Uma boa conquista, mas pontual em 2008 da Copa do Brasil, e alguns campeonatos locais, sendo que esses pouco representam, não tem muito a comemorar. São anos de pão e água, e de pouca representatividade.

Foi também como o São Paulo, uma referência entre os clubes brasileiros. Na verdade dava orgulho, mas tudo isso caiu, tornando-se mais um entre as dezenas de times do futebol desse país.

O seu quadro social estagnou e até hoje não conseguiu voltar ao patamar da década de 90, representando que algo de errado existe no seu modelo de gestão.

Com o patrimônio totalmente abandonado, na espera do sonho da destruição, que vem sendo alimentado pelos seus dirigentes.

Enquanto isso, os sócios de ambos clubes, copiando o modelo das Carolinas de Chico, assistem em suas janelas passivamente, sem contestações ou mesmo resistências, dando sinais que tomaram a anestesia geral que foi dada ao povo brasileiro, não sabendo que alguns segmentos nos últimos dias foram às ruas, quando acordaram e verificaram o quanto andava a realidade do país.

Para que os clubes brasileiros e, em especial, esses que citamos possam voltar aos seus bons tempos, é necessário a formação de um quadro de oposição atuante, que fomente projetos, ideias e que agreguem valores em torno dessas, e não ficarem nas janelas, vendo o tempo passar.

O futebol não necessita de Carolinas, e sim de vários Leonidas para as suas defesas.

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Acontece
Náutico dispensa superintendente
postado em 11 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Daniel Freitas não é mais superintendente de futebol do Náutico. A informação foi repassada através de nota oficial publicada no site do clube. Tal dispensa vinha sendo aguardada desde que o %u201Ccolegiado%u201D assumiu o comando do futebol. Não questionou a capacidade do profissional, mas sua passagem pelos Aflitos em nada acrescentou ao Alvirrubro.

O futebol pernambucano é rico em exemplos de profissionais que vieram credenciados pelos bons serviços prestados em outros Estados, mas que não conseguiram por em prática seus conhecimentos nos clubes recifenses: Sport, Náutico e Santa Cruz.

Trata-se de um problema estrutural crônico. Edgar Campos foi o primeiro executivo importado do Rio de Janeiro para o futebol pernambucano. Um dos poucos que deu certo. Trabalhou nos três grandes clubes recifenses. Vascaíno de coração, acabou sendo querido em todas as tribos do futebol estadual.

É como se estivéssemos numa aldeia e os nativos montam um plano de resistência contra os que consideram "estranhos no ninho". A coisa começa por uma dose exarcebada de amadorismo por parte dos dirigentes e culmina com verdadeiros complôs feitos por profissionais da terra que integram as comissões técnicas. Com tais ingredientes logo é feito um angu de caroço e a situação se torna insustentável.

Apesar da globalização, da avançada comunicação, nosso posicionamento geográfico parece funcionar como obstáculo a certas aberturas necessárias e imprescindíveis ao crescimento dos nossos clubes.

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Santa Cruz
Símbolo de resistência
postado em 11 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O RESISTENTE SANTA CRUZ


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Santa Cruz é um símbolo da resistência, visto que há mais de duas décadas sofre percalços, e continua vivo, sobrevivendo com o apoio inegável de sua torcida, os verdadeiros ¨Heróis da Resistência¨.

Em um trabalho ainda não publicado pela Pluri Consultoria, que procurou definir o TOP 100 do ranking mundial de públicos, o Santa Cruz juntamente com o São Paulo e o Corinthians são os únicos representantes brasileiros na lista a ser divulgada.

Recebemos todas as pesquisas dessa consultoria com antecedência, mas dessa vez o jornal Extra furou a fila, e conseguiu detalhes sobre a relação, mostrando a força que o time de Pernambuco tem junto aos seus torcedores.

No mapa das médias de públicos internacionais, os nossos representantes estão longe dos demais times do mundo, com o Corinthians em 91º, o bravo Santa Cruz, em 95º e o São Paulo, em 98º.

A importância do Santa Cruz é relevante, por se tratar de um clube que disputa uma terceira divisão nacional, mas apenas dois clubes dos chamados grandes do Brasil na lista demontra o quanto andamos com relação aos públicos nos estádios de futebol.

Estamos entre os dez últimos colocados, atrás de clubes desconhecidos do futebol iraniano, como o Tractor Saz, que levou em média 30 mil pessoas aos seus jogos. Um estado como o Rio de Janeiro, por conta da ausência de estádios, não tem um clube sequer no TOP 100.

Observamos a lista, e o baile vem do futebol alemão e  inglês. O dono da maior média é o Borussia Dortmund, que registra o quase impossível, ou seja, 100% de ocupação do estádio, que tem a capacidade para 80 mil torcedores.

O domínio da Alemanha é latente, porque entre os cem clubes ranqueados, há 21 desse país, inclusive equipes da segunda divisão local. A Inglaterra vem a seguir com 18. Logo atrás despontam a Itália (9), e a Espanha (7). 

O Brasil, que os ufanistas chamam de ¨Pátria de Chuteiras¨, perde para emergentes como a China (4 clubes), e para o Seattle Scouders, dos Estados Unidos, que estoura a sua capacidade de ocupação (112%), com 43.104 pessoas por jogo.

O estudo da Pluri levou em consideração apenas o público dos jogos dos campeonatos nacionais nas temporadas inteiras dos diversos paises, inclusive dentro do formato do calendário europeu.

Um fato a ser destacado foi o da queda do Flamengo com relação ao Ranking de 2011, que teve 12.250 pessoas como média por jogo, e em 2012 esse número caiu para a metade. 

Os cinco primeiros colocados do Ranking são os seguintes clubes: 1º- Borussia Dortmund (80.558), 2º- Manchester United (75.530), 3º- Barcelona (71.681), 4º- Real Madrid (69.262) e, em 5º, o Schalke-AL, com 61.171.

São números que impressionam, mas na verdade a presença do Santa Cruz com uma média de 24.347 torcedores por jogo é algo a ser comemorado, principalmente pelas condições do clube.

Como um potencial como esse não é aproveitado, e deixam o clube chegar ao fundo do poço?

Essa resposta deverá ser dada pelos tricolores.

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Artigos
Estádios à brasileira
postado em 11 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ESTÁDIOS À BRASILEIRA


Artigo escrito e publicado pelo jornalista Flavio Prado em seu blog.


A Copa do Mundo veio ao Brasil num acerto de contas do Ricardo Teixeira com o Blatter,  depois de uma ajuda para ganhar a eleição na Fifa, contra o presidente da Confederação Africana. A ideia era que o grupo do então presidente da CBF ganhasse muito com o evento, o que de fato está acontecendo, já que o Teixeira saiu mas seus amigos continuam no poder.

Vieram estádios super faturados e contas imensas a serem pagas com nosso impostos. Feito o mal, fiquei pelo menos na esperança de que aproveitássemos a chance para, finalmente, termos locais decentes para receber torcedores. Pelo jeito nem isso acontecerá. A demonstração de incompetência na gestão dos novos palcos ficou muito clara, já na primeira rodada sem a Fifa.

O Estádio Mané Garrincha não tinha sequer número nas arquibancadas. Além de bares improvisados, impossibilidade de acesso a pé e grama soltando. Na Bahia, que já viu um buraco na numerada durante a Copa das Confederações, os elevadores não funcionaram, não existia orientação e nem monitores para o público, no jogo do Corinthians.

E só estamos começando. Quando a Copa terminar provavelmente teremos vários "engenhões", mostrando que apesar de caros, os novos campos foram feitos de qualquer jeito, apenas para aparência nos eventos oficiais e depois sobrarão as contas e os problemas.

O padrão e o público Fifa, funcionaram lindamente até a semana passada. Agora a avacalhação voltou e com força. Há muita gente competente no nosso país, para fazer esse padrão de excelência funcionar. O que não há é interesse.

Logo veremos as mesmas dificuldades e os mesmos uniformizados tomando conta de tudo. Para os cartolas é um sonho. Com o caos eles reinam. Já as pessoas que amam o esporte vão continuar vendo as belezas, pela televisão, na Europa, ou aceitando as porcarias, que viraram rotina no dia a dia do torcedor, por aqui, faz tempo.

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Acontece
Presidente da Câmara chefiará Seleção
postado em 11 de julho de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O presidente da CBF, José Maria Marin, convidou ontem o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para chefiar a delegação da seleção brasileira no amistoso contra Portugal, previsto para 10 de setembro.

Chamada de "jogo da paz", a partida será disputada no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos.

Fã de futebol, Eduardo Alves foi alvo de uma polêmica, na semana passada, quando a Folha revelou que ele deu carona a sete parentes em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para assistir a final da Copa das Confederações, no Maracanã, no Rio. "Nós viemos fazer uma visita de cordialidade ao presidente", disse Marin.

Questionado se foi discutida a questão do pedido de CPI para investigar as relações da CBF no Congresso, Marin desconversou. "Foi só futebol".

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