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Nem lá nem cá
postado em 16 de julho de 2013

ÉDER FANTONI - FOLHA DE SÃO PAULO


O mesmo Brasil que já produziu atacantes como Romário e Ronaldo vê o domínio de estrangeiros na tabela de artilheiros em seu próprio campeonato nacional e uma seca de goleadores na Europa, centro do futebol mundial.

Após sete rodadas da Série A do Brasileiro, dois gringos ocupam o topo da tabela de artilheiros: o argentino Maxi Biancucchi, do Vitória, tem seis gols, enquanto o uruguaio Diego Forlán, do Internacional, anotou cinco.

Forlán marcou dois no final de semana, contra o Fluminense de Fred, titular da seleção, enquanto Biancucchi, primo do craque Messi, fez dois contra o São Paulo.

O único estrangeiro a conseguir o feito de ser artilheiro do Nacional foi o uruguaio Pedro Rocha, em 1972, atuando pelo São Paulo. Fez 17 gols e ficou empatado com Dadá Maravilha, do Atlético-MG.

O holandês Seedorf, do Botafogo, e o chileno Vargas, do Grêmio, com três gols cada, aparecem como outros candidatos a repetir o feito de Pedro Rocha --eles também marcaram no fim de semana.

Os brasileiros mais bem colocados na artilharia do Nacional este ano são Éderson (Atlético-PR), Fernandão (Bahia) e William (Ponte Preta), todos com quatro gols.

Na Europa, a situação é igualmente desconfortável para os brasileiros. Dentre os dez melhores campeonatos do continente, o Brasil não teve artilheiro isolado.

Wanderson, do Krasnodar, da Rússia, terminou o campeonato local com 13 gols, ao lado do armênio Yura Movsisyan, do Spartak Moscou. Foi o único brasileiro artilheiro na Europa, mas em liga de menor expressão.

Na Espanha, enquanto o argentino Lionel Messi terminou o nacional com 46 gols, o melhor brasileiro foi Jonas, do Valencia, que fez 13.

Dentre esses dez principais campeonatos, o brasileiro que mais marcou foi o atacante Lima, do Benfica, que terminou o Português com 20 gols, seis a menos do que o artilheiro, o colombiano Jackson Martínez, do Porto.

"Eu sinto que estou no melhor momento da minha carreira", disse Lima à Folha.

O atacante Bobô, que já jogou por Corinthians e Cruzeiro, anotou 18 gols pelo Kayserispor, da Turquia, e terminou o campeonato local com seis a menos do que Yilmaz, do Galatasaray.

Jogando num time que não passou da quinta colocação do Campeonato Turco, Bobô concorda que o Brasil não vive um bom momento quando o assunto é atacante.

"Nas temporadas passada e retrasada, você não vê grandes atacantes brasileiros como se via antes na Europa. A safra não está muito boa realmente", afirmou Bobô, que vê uma luz no fim do túnel para acabar com a seca de artilheiros na Europa.

"A ida de Neymar [para o Barcelona, da Espanha] pode mudar isso", disse Bobô.

Neymar, porém, terá o parceiro Messi, primo de Maxi, como grande rival.

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Brasileiro Série A
O tempo urge
postado em 15 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

Busquei, por toda a segunda-feira, um fato novo em relação ao Náutico. Confesso que ouvi o maior número possível de resenhas; naveguei na internet; liguei para alguns amigos para ouvir suas opiniões, e cheguei à conclusão de que todos estão apostando no tempo como o grande aliado no processo de reação do Alvirrubro dos Aflitos, no Campeonato Brasileiro.

Nada mais sensato. Afinal, foram disputadas apenas 7 das 38 rodadas da Série A. Sabemos que, numa competição longa como esta, o cenário será alterado várias vezes, mas é bom ter a consciência de que o tempo é único para todos os clubes, e pode conspirar a favor, ou contra. Torná-lo um aliado vai depender da qualidade do trabalho.

Qualquer previsão que se faça, no momento, em relação à classificação ou descenso, não tem base de sustentação. Até mesmo as estatísticas não servem como fundamentos para se antever o desfecho de um campeonato que ainda está no início. Evidente que os números não são nada animadores. O Náutico perdeu 5 dos 7 jogos disputados, tem o pior ataque e a defesa mais vazada da competição que lhes proporcionam um saldo negativo de 10 gols.

Mais aterrorizante que os números é a qualidade do futebol que o time comandado por Zé Teodoro vem apresentando. Foram contratados 14 jogadores com o objetivo de melhorar a qualidade técnica do elenco para o Brasileiro e são notórias as carências em todos os setores da equipe.

A sequência dos próximos adversários - Botafogo, Internacional e São Paulo - é um desafio e tanto para o time dos Aflitos, que se seguir contabilizando derrotas fechará o primeiro ciclo de 10 partidas a uma distancia considerável do primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Pior: ficará caracterizada uma regularidade que pode vir a ser decisiva no produto final.

Não se trata de um enfoque pessimista, apenas um alerta de que, o tempo urge, por mais parceiro que ele se apresente.

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Artigos
A bolha estorou
postado em 14 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A BOLHA ESTOROU


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Erich Beting nos chamou atenção através de um artigo publicado em seu blog, dias atrás, sobre os patrocínios dos clubes brasileiros, que na sua maioria estão estampando uma única marca, que é a da Caixa Econômica.

Na verdade, quando assistimos aos jogos da Divisão Principal, e até na Segunda, nos deparamos algumas vezes com encontros da Caixa contra a Caixa, com os dois times estampando a sua marca nas camisas.

Nenhuma surpresa para nós que acompanhamos o futebol brasileiro, e a falta de bom senso daqueles que o dirigem, e esse não iria separar-se da sociedade do qual faz parte, que entusiasmada por um crescimento econômico sem uma base profunda, resolveram superdimensionar os valores de negociações de suas marcas.

Em 2011 conseguiram, mas criaram uma bolha inflacionária que cedo ou tarde iria estourar, quando afastaram os maiores patrocinadores por uma falta de retorno aos seus investimentos.

Todos queriam estampar as suas marcas nas camisas dos grandes clubes, e pagavam por isso quantias acima do mercado, e pouco a pouco foram entendendo que o futebol não era um mercado confiável para que pudessem divulgar as suas empresas. Fugiram.

No ano de 2012 vivemos o futebol do BMG, que estampava o seu nome em mais de uma dezena de clubes, e já com valores menores. Essa instituição financeira resolveu sair do ramo, patrocinando poucos clubes no momento e no próximo do ano continuará apenas com os negócios de jogadores.

No Brasil vivemos a história daquele que nunca come mel, e quando o faz se lambuza. Foram com muita sede ao pote, e a água secou, e ficaram na busca de outras alternativas na demanda de seus patrocinadores.

Com o estouro da bolha dos patrocínios, apareceu a Caixa Econômica Federal, que passou a ser a nova mecenas, patrocinando dez clubes , e entre esses o Flamengo e Corinthians, com aportes ainda fora dos padrões mercadológicos.

A situação de dependência do futebol brasileiro é perigosa, uma vez que depende hoje apenas de duas empresas. A Rede Globo, no setor de transmissão, e a Caixa, no setor de patrocínios.

A primeira não largará o osso, pois é um filão inesgotável, mas a segunda depende exclusivamente da situação política, e do retorno dos seus investimentos, que até agora não tem sido marcantes, por conta sobretudo da pobreza técnica de nosso futebol. 

Na realidade, vai acontecer com os patrocínios o mesmo que vem acontecendo com os treinadores, com seus salários sendo adequados ao mercado, e as empresas voltarão a participar do segmento futebolístico com suas marcas, quando os valores a serem pagos estarão dentro da realidade.

Erich, em seu artigo, diz que a bolha vai estourar em 2015, o que discordamos, desde que essa já estorou, os seus pedaços continuam voando no futebol nacional, e a Caixa sendo a última a acreditar nesse esporte.

Enquanto isso, a CBF, que não tem jogadores e apenas a seleção, vai amontoando patrocínios, e enchendo as suas burras, para alegria de Marin e seus seguidores. É sem dúvidas uma inversão de valores.

Viver dentro da realidade de um pibinho brasileiro é o mais correto para todos os clubes, para que não possam bater nas quintos do inferno.

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Acontece
Vitórias e personagens
postado em 14 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A vitória do Sport sobre o América/RN - 4x2 - era bastante previsível. A única incerteza era em relação ao placar. Mais importante que os números foi a boa atuação do volante Rithely, o dono do jogo, autor de 3 dos 4 gols leoninos. Desde a saída de Daniel Paulista que o time da Ilha do Retiro não tinha um volante tão versátil, habilidoso, que ocupa bem o ponto futuro, fato que leva aparecer, com frequência, como elemento surpresa no ataque.

Os dados estatísticos são muito utilizados como indicadores de tendências, embora no futebol as coisas não sejam tão exatas. Dos 15 pontos que o Sport somou, 8 foram como visitante, fato pouco comum nos retrospectos dos times pernambucanos em competições nacionais. Os próximos jogos dos leoninos serão em casa contra adversários que não estão descrevendo boas campanhas - Avaí e Oeste - o que nos leva a uma previsão otimista de que, os pontos a serem contabilizados nestas duas partidas levarão o Leão ao G4.

Apesar da goleada aplicada no América/RN, foi notória a carência de atacantes de melhor qualidade técnica no time rubro-negro, fato que leva o técnico Marcelo Martelotte a insistir na aquisição de reforços para o setor. Afinal, mesmo com Rithely vivendo um bom momento, não é certo que ele venha se transformar em personagem central em todos os jogos.

 

Raul fez a diferença

 

Nem Dênis Marques, nem Caça-Rato! Quem fez a diferença na vitória do Santa Cruz sobre o Fortaleza - 2x1 - para surpresa da torcida tricolor, foi o meia Raul, autor dos dois gols do tricampeão pernambucano.

Santa Cruz e Fortaleza descrevem campanhas similares na Série C, razão pela qual, qualquer resultado seria aceito com naturalidade. O fato de ter vencido a partida, de virada, ressaltou algumas qualidades do tricampeão pernambucano que devolveram o otimismo à torcida coral.

Sigo achando que Sandro é muito imaturo, mas a sequência de bons resultados dará a ele a oportunidade de somar conhecimentos que serão imprescindíveis para não lhe deixar tão vulnerável no cargo. A evolução do treinador deverá ser observada a cada jogo. Os méritos da vitória sobre o Fortaleza, que levou o Santa Cruz ao G4, em parte, devem ser creditados a ele, que apostou no talento de Raul, jogador que apareceu bem nas finais do Pernambucano, e que mesmo não tendo tido boa atuação diante do Cuiabá, foi mantido no time, e se transformou no personagem de uma vitória que deverá funcionar como um divisor de águas.

O próximo adversário do Tricolor é o Águia/PA, que terá como trunfo o fato de jogar em casa. É importante lembrar que, quanto mais baixo for o índice técnico de uma competição, maior é a vantagem do mando de campo.

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Futebol Brasileiro
Duas realidades
postado em 12 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A Copa das Confederações foi um momento atípico no futebol brasileiro, assim como será o Mundial 2014, cujo sucesso de público já está assegurado. Tal sentimento tem como base os números registrados na recente competição promovida pela FIFA, onde as arenas receberam uma população que não está habituada a frequentar os estádios nos jogos do Brasileiro, Copa do Brasil e Estaduais. Trata-se de uma elite festiva que encontrou um grande motivo para uma farra memorável. E haja celebridades nas arquibancadas.

Passada a euforia, que teve sua pitada de civismo, pois os jovens perderam a vergonha de cantar o Hino Nacional, voltamos à realidade dos estádios vazios. Para respaldar o fato, a Pluri Consultoria apresentou um estudo que revela os 20 campeonatos com melhores médias de públicos no mundo.

Tal como aconteceu na temporada 2011, a Alemanha aparece em primeiro lugar no ranking com média de 42,6 mil torcedores por partida na temporada 2012/13. Os 306 jogos da Bundesliga levaram 13 milhões de torcedores aos estádios, com ocupação média de 95% dos assentos.

O Brasil despencou da décima-terceira para a décima-oitava posição no ranking. A edição 2012 da Série A teve um público médio de 13 mil pessoas por partida, resultado de uma ocupação média de 38% dos assentos disponíveis nos estádios. A queda de público do Brasileiro 2012 em relação ao de 2011 foi de 800 mil torcedores.

O estudo realizado pela Pluri nos mostra que o Brasil ficou atrás de países com pouca tradição no futebol como EUA, China, Japão e Austrália. Além da Segunda Divisão da Inglaterra e da Alemanha.

Este ano o público pagante do Campeonato Pernambucano apresentou uma queda de 50%. A competição estadual permanece aquecida por conta do programa do governo, o Todos com a Nota.

Os números passam despercebidos porque a grande maioria dos formadores de opinião, dos analistas, parece anestesiada, sob o efeito embriagador da Copa das Confederações, e na próxima temporada assim estará por conta do Mundial de 2014. Mas eles alertam para o risco de uma quebradeira geral no futuro. Afinal, Copa do Mundo não é coisa nossa, trata-se de um produto da FIFA, uma realidade en passant. O cotidiano do futebol brasileiro é bem diferente.


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