Histórico
Artigos
Empresas nivelam jornalismo por baixo
postado em 18 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, JORNALISMO BRASILEIRO É NIVELADO POR BAIXO PELAS PRÓPRIAS EMPRESAS


* Artigo publicado no Blog do Paulinho.


É opinião quase unânime, não apenas no meio jornalístico, como também entre o público consumidor de notícias, que o padrão intelectual da imprensa diminui a cada ano.

Se antes, textos de enorme qualidade davam ainda mais relevância ao que era noticiado, hoje em dia, qualquer notinha de duas linhas ocasiona tristeza e desinteresse aos leitores.

Os tempos mudaram, e, se nos áureos momentos de profissão especialistas eram chamados a escrever sobre o assunto que dominavam, agora cabe a qualquer despreparado, bastando ter diploma na mão, seja por mérito ou pelo fato de ter empurrado o curso com a barriga, para tecer seus comentários e realizar matérias sobre o que pouco domina.

Para piorar a situação, as principais empresas jornalísticas do país têm se utilizado de uma ¨malandragem¨ que pode até poupar alguns trocados, mas ataca impiedosamente a credibilidade do veículo, conseguinda a duras penas pelo suor dos antigos profissionais.

A moda agora é dispensar jornalistas experientes, mas que, pelo tempo de casa, mesmo não ganhando o que merecem, são considerados caros, pelos estagiários de comunicação de péssimas faculdades nacionais.

Nada contra dar oportunidade aos iniciantes, pelo contrário, desde que para isso não sejam colocados nos lugares dos mais experientes.

Esse tipo de ação faz o estagiário ser cobrado pelo que ainda não pode dar, e o órgão de imprensa fornecer ao público bem menos do que a notícia renderia.

E o círculo vicioso é contratar-se o estagiário a preço de banana e, quando esse começa a aprender o ofício, precisando, por lei, ser efetivado, é dispensado do emprego para dar lugar a outro iniciante.

Acaba por se condenar o profissional da imprensa a trabalhar apenas no período de faculdade, tornando a sua colocação posterior cada vez mais dificultada.

Quase impossível.

O público, que antes consumia as publicações para ler comentários do articulista preferido, hoje vê periódicos sem profundidade, quase sempre desconhecendo os autores dos artigos.

Salvo, evidentemente uma ou outra exceção, que acaba por segurar a onda do jornal, com duas ou três páginas de qualidade, e dezenas de embromação.

Se as empresas não mudarem a política do nem sempre bom, mas barato, procurando ao menos, manter os ex-estagiários mais qualificados, em breve, a surra que estarão levando da internet será impossível de ser, ao menos, equilibrada.

leia mais ...

Artigos
Festa no Interior
postado em 18 de julho de 2013
Por ROBERTO VIEIRA


A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) lançou uma proposta inovadora. Um grande campeonato estadual atingindo todas as regiões de Pernambuco. Duas fases para definir os classificados ao octogonal decisivo. E o octogonal decisivo com turno e returno. Finalíssima na Arena Pernambuco. Sessenta agremiações fariam parte do torneio. O governo do estado assegura o "Todos Com a Nota".

Surpresa!

A opinião geral foi contra. Por que? Como ser contra um torneio que promove o futebol pernambucano?

Como ser contra um torneio que trará emprego pra tanta gente?

Como ser contra a democratização do futebol?

Os motivos são muitos. Pernambuco nunca teve campeão do interior. O futebol pernambucano gosta de praia. Deixem o interior com as parabólicas! Trituraram o Central em 1937. Quebraram o Centro Limoeirense nos anos 60. Nem transmitem jogo do Salgueiro no século XXI. Julgam o torneio eleitoreiro. 

Qual será o medo do futebol pernambucano? Festa do interior só pode ser forró. Futebol é o da capital. A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) lançou uma proposta inovadora. Um grande campeonato estadual atingindo todas as regiões de Pernambuco. Já não era sem tempo.

Os torcedores do interior agradecem a atenção dispensada. Afogadense, Barreiros, Egipcience e Grêmio Petrolândia. Ramalat e Tabira. União Peixe e Sport Boa Vista! Aquele abraço!

Pernambuco?

É muito maior que do que supõe a nossa capital filosofia...

leia mais ...

Acontece
Dinheiro para o "palco" de Lula
postado em 17 de julho de 2013

Lula no estádio 1º de Maio


BLOG DO PERRONE


O Diário Oficial da União traz nesta quarta mais um exemplo de que o Governo Federal coloca dinheiro em estádios, ao contrário do que disse Dilma Rousseff no auge dos protestos durante a Copa das Confederações.

No último dia 15, foi assinado contrato que garante o repasse de R$ 2.356.946,03 do Ministério do Esporte para a prefeitura de São Bernardo do Campo.  Disponibilizado por meio da Caixa Econômica Federal, o dinheiro será usado para reforma e modernização do Estádio Municipal 1º de Maio.

O local está entre os oferecidos pelo comitê paulista da Copa como centro de treinamento para as seleções que disputarão o Mundial de 2014. Porém, como todos outros, ainda não tem garantida de que será usado.

O repasse faz parte do programa Esporte e Grandes Eventos Esportivos. A prefeitura de São Bernardo, comandada pelo petista Luiz Marinho, se comprometeu a investir R$ 205 mil nas obras.

No final dos anos 70, o estádio foi palco de históricos discursos de Lula, então líder sindical. No final de 2010, o 1º de Maio já passou por uma reforma.

De acordo com post publicado no último dia 8 pelo "Blog do Rodrigo Mattos", o Governo Federal  destinou R$ 63 milhões para 24 estádios candidatos a receberem treinamentos de seleções.  Ao mesmo blog, o Ministério do Esporte disse ser uma de suas funções o "fomento à prática esportiva e o aprimoramento dos equipamentos públicos esportivos em todo o território nacional".

leia mais ...

Acontece
Manifesto dos Atletas pela Cidadania
postado em 17 de julho de 2013

MATERIAL PUBLICADO NO BLOG DO JUCA KFOURI


A Associação Atletas pela Cidadania, lança hoje forte manifesto sobre os megaeventos esportivos sem legados para o país.

A entidade é hoje presidida por Ana Moser e dela fazem parte esportistas como Mauro Silva, Cafu, Raí, Lars Grael, Magic Paula, Fernando Meligeni, Gustavo Borges, Joaquim Cruz e muitos outros.

Leia abaixo, a íntegra do manifesto que ecoa a voz das ruas nos protestos de junho que abalaram o Brasil:

%u201CHá mais de dois anos, a associação Atletas pela Cidadania vem tentando chamar a atenção do governo para a importância de uma agenda de um legado dos grandes eventos esportivos.

Copa e Olimpíadas têm um valor inegável para o país que as recebe, mas somente se tornam uma oportunidade efetiva quando a prioridade do interesse público é a regra e quando existam propostas concretas de Legado Esportivo e Social.

O interesse público e a transparência têm que prevalecer em todas as ações: nas obras, construções, intervenções sociais ou investimentos públicos e privados. Mais do que isso: todos os recursos gerados pelos eventos devem ser destinados ao desenvolvimento social e econômico do país, chegando de forma positiva na vida das pessoas.

Nós, Atletas pela Cidadania, somos contra a destinação de recursos públicos para benesse de alguns, as remoções que violam os direitos humanos, a corrupção e a falta de transparência nas decisões e nas contas.

Tudo isso é contra o espírito e os valores do Esporte.
Acreditamos nos valores positivos do Esporte e sabemos do seu impacto no desenvolvimento do país. O Esporte é direito de todos os brasileiros. Melhora a saúde e a qualidade de vida, diminui a evasão escolar, aumenta o desempenho dos alunos.

Repetimos: há mais de dois anos apresentamos uma agenda positiva ao país, com dois pontos centrais para o Legado Esportivo e Social da Copa e das Olimpíadas: o Esporte acessível a todos os brasileiros e a urgente revisão do Sistema Esportivo Nacional.

As diretrizes são claras.

Limitar o mandato de dirigentes esportivos, definir os papéis e integrar os entes federativos, abrir à participação democrática de atletas, qualificar educadores e profissionais esportivos permanentemente, ampliar a infraestrutura esportiva pública.

São medidas para garantir o acesso ao Esporte para todas as pessoas, de norte a sul. Além de desenvolver a cultura esportiva no país e levar os benefícios do Esporte a todos. E como consequência natural, também melhorar o esporte de alto rendimento e suas conquistas.

Felizmente, o país hoje clama por mudanças. A agenda pública deve se balizar pelo que seu povo decide e não só pelo que seus governantes acreditam que sejam as prioridades. O dia a dia do poder tem afastado a máquina pública do interesse público. Vivemos uma crise da democracia representativa, cuja solução está em ouvir diretamente os detentores reais do poder %u2013 o povo.

Queremos ser ouvidos e por isso solicitamos:

1. A criação de um comitê interministerial para a reestruturação da legislação do sistema esportivo nacional e a criação de um Plano Nacional de Esporte. Com metas, estratégias, métricas de avaliação e resultados claros. Um comitê com participação da sociedade, com voz e voto, liderado pela Presidência da República.

2. Aprovação de legislação que dispõe sobre as condições necessárias para as entidades do Sistema Nacional de Esporte receberem recursos públicos (emenda nº à MP 612 e emenda nº à MP 615).

3. Total transparência dos investimentos e das apurações referentes às denúncias de violações de direitos humanos nos grandes eventos esportivos, como exploração sexual infantil, remoções sociais forçadas, sub-emprego%u201D.

Nota: Os negritos são do blog.

leia mais ...

Artigos
RESIGNADOS
postado em 16 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, RESIGNADOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os resignados quando morrerem irão para o céu, entre eles os dirigentes do futebol brasileiro e, em particular, os de Pernambuco.

No último domingo, o Diário de Pernanbuco publicou uma matéria do jornalista João de Andrade Neto, sobre o valor das receitas dos jogos, assunto esse que conhecemos de trás para a frente e de frente para trás, pois já estivemos atuando nos dois lados.

Não vamos analisar a matéria do competente jornalista, mas as declarações dos dirigentes dos clubes da capital, que criticaram os custos, ou mesmo como o do Náutico, totalmente resignado com o fato.

A realidade é bem clara. Os clubes, que são os donos do futebol e que constituem as Federações, pois sem eles esssas não existiriam, baixam a cabeça para tudo, e aprovam mesmo sem estarem presentes nas reuniões, assinando a ata a posteriori, todas as propostas que lhes são apresentadas.

Quando lemos também as declarações do Presidente da Federação, o doutor Evandro, de que sem as taxas a entidade não sobreviveria, ficamos na certeza de que o futebol de Pernambuco, por conta da resignação dos cartolas, não tem a mínima perspectiva de um futuro promissor.

A entidade que dirige o futebol descontava há muitos anos 6% da renda bruta dos jogos. Na época de Rubem Moreira era 5%, e a atual gestão fez uma proposta de aumento para 8%, com um crescimento de 3% sem nenhuma necessidade, e todos os filiados aprovaram.

Como podem questionar depois de terem dado o sim para tal pedido?

Federação de futebol é um cartório. Quando se coloca os pés nas suas calçadas já está se pagando pedágio. Nada é grátis, cobra-se tudo. Inscrição, transferência tanto de ida como de volta, duas bolas dos jogos, escala delegados em demasia, observadores de arbitragem (no âmbito local), com pouca utilidade, sem combinar as remunerações com os filiados, que fazem o evento.

Na verdade, não entra com nada e sai com tudo.

Oito por cento de taxa é absurdo, mas todos a aprovaram, como já afirmamos, e a entidade já recebe R$ 50 mil reais da CBF para as suas despesas administrativas.

As suas receitas são grandes e, no final do ano, o balanço demonstra. 

Os clubes resignados não devem pagar por uma folha inflada com amigos, parentes e aderentes, assim como motorista, gasolina, almoços, jantares, ajuda de custo para viagens, entre outras coisas.

Muitas coisas são supérfluas, inclusive a manutenção de Ligas e Clubes Amadores da Capital por conta do processo eleitoral, e para suportar tais custos, esses são cobrados dos filiados com taxas que não correspondem as suas necessidades.

No dia que os clubes de todo o Brasil entenderem que o futebol só existe por conta de suas existências, e que tenham dirigentes determinados, as federações serão enquadradas dentro da realidade e irão funcionar apenas para o conteúdo necessário, não para ostentação e mordomias.

Chorar sobre o leite derramado não resolve mais nada, pois ele já derramou e o gato tomou.

Uma vida longa aos nossos resignados.

leia mais ...