* Artigo publicado
no Blog do Paulinho.
à opinião quase unânime, não apenas no meio jornalÃstico, como também entre o público consumidor de notÃcias, que o padrão intelectual da imprensa diminui a cada ano.
Se antes, textos de enorme qualidade davam ainda mais relevância ao que era noticiado, hoje em dia, qualquer notinha de duas linhas ocasiona tristeza e desinteresse aos leitores.
Os tempos mudaram, e, se nos áureos momentos de profissão especialistas eram chamados a escrever sobre o assunto que dominavam, agora cabe a qualquer despreparado, bastando ter diploma na mão, seja por mérito ou pelo fato de ter empurrado o curso com a barriga, para tecer seus comentários e realizar matérias sobre o que pouco domina.
Para piorar a situação, as principais empresas jornalÃsticas do paÃs têm se utilizado de uma ¨malandragem¨ que pode até poupar alguns trocados, mas ataca impiedosamente a credibilidade do veÃculo, conseguinda a duras penas pelo suor dos antigos profissionais.
A moda agora é dispensar jornalistas experientes, mas que, pelo tempo de casa, mesmo não ganhando o que merecem, são considerados caros, pelos estagiários de comunicação de péssimas faculdades nacionais.
Nada contra dar oportunidade aos iniciantes, pelo contrário, desde que para isso não sejam colocados nos lugares dos mais experientes.
Esse tipo de ação faz o estagiário ser cobrado pelo que ainda não pode dar, e o órgão de imprensa fornecer ao público bem menos do que a notÃcia renderia.
E o cÃrculo vicioso é contratar-se o estagiário a preço de banana e, quando esse começa a aprender o ofÃcio, precisando, por lei, ser efetivado, é dispensado do emprego para dar lugar a outro iniciante.
Acaba por se condenar o profissional da imprensa a trabalhar apenas no perÃodo de faculdade, tornando a sua colocação posterior cada vez mais dificultada.
Quase impossÃvel.
O público, que antes consumia as publicações para ler comentários do articulista preferido, hoje vê periódicos sem profundidade, quase sempre desconhecendo os autores dos artigos.
Salvo, evidentemente uma ou outra exceção, que acaba por segurar a onda do jornal, com duas ou três páginas de qualidade, e dezenas de embromação.
Se as empresas não mudarem a polÃtica do nem sempre bom, mas barato, procurando ao menos, manter os ex-estagiários mais qualificados, em breve, a surra que estarão levando da internet será impossÃvel de ser, ao menos, equilibrada.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









