Histórico
Brasileiro Série B
Sport dá um salto de qualidade
postado em 21 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A boa vitória do Sport - 2x0 - sobre o Avaí, na abertura da nona rodada da Série B, foi coroada com a conspiração, a favor, dos outros resultados que deram sustentação ao rubro-negro pernambucano no G4. Na próxima sexta-feira os leoninos enfrentam o Oeste, na Ilha do Retiro, com grande chance de avançar um pouco mais na tabela de classificação, fato que consolidará sua condição de forte candidato ao acesso.

Sport e Palmeiras são clubes credenciados a subirem para a Série A antes mesmo de a bola começar a rolar. Hoje, a distancia de um para o outro é de uma vitória. Detalhe: os dois times são os únicos, dentre os vinte clubes que disputam a Série B, que ainda não empataram. A matemática, com sua exatidão e precisão, nos mostra que é melhor vencer um jogo e perder outro do que empatar os dois. É que na soma da classificação três também é maior do que dois.

Marcelo Martelotte dá mostra de que encontrou o padrão de jogo ideal para o time do Sport. Ele conseguiu uma produção do grupo num nível bem superior ao que seus antecessores obtiveram. Se os reforços contratados corresponderem às expectativas, haverá uma sensível melhora de qualidade técnica na equipe rubro-negra, por conseguinte, reforçará sua condição de grande aspirante a uma das vagas de acesso.

Certas coisas são imutáveis no futebol, mas isso não quer dizer que tudo seja muito simples. Nem sempre é fácil encontrar a simplicidade e fazer com que tudo flua dentro dela. Quando aportou na Ilha do Retiro Martelotte já tinha um bom conhecimento sobre o grupo de profissionais do Sport. Afinal, para ser tricampeão pelo Santa Cruz, ele tinha que ter conhecimento do exército inimigo. Sabia que precisava melhorar a qualidade do elenco, mas foi cozendo com as linhas que dispunha. Logo nas primeiras costuras ficou evidenciado que o tecido não estava esgarçado, havia conserto para ele. Conseguiu levar a bandeira rubro-negra para o alto. O desafio agora é mantê-la no topo.

Concordo, em parte, com a tese de que a Série B exige mais superação das equipes do que técnica. Se um time tem uma boa qualidade técnica, um padrão de jogo definido e seus jogadores são aplicados, a tarefa se torna mais fácil.

Martelotte pode fazer no Sport o que Mano Menezes fez no Grêmio e no Corinthians. E tudo começa na Série B, com a definição de uma filosofia de trabalho. Naturalmente que o sucesso passa pelo respaldo da diretoria.

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Artigos
Clubes pecam igual ao Eike Batista
postado em 21 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS 7 ERROS CAPITAIS DE EIKE BATISTA E OS CLUBES BRASILEIROS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fomos alertados por um amigo empresário e desportista da  melhor safra, sobre o conteúdo de uma entrevista de Eike Batista sobre os problemas de suas empresas e a relação com as gestões dos clubes brasileiros.

Lemos a matéria e certamente a simbiose entre o que falou o empresário e os nossos dirigentes clubísticos tem uma similaridade espantosa, o que não se trata de nenhuma novidade, porque o futebol de hoje é um negócio como outro qualquer.

O primeiro pecado cometido por Batista, segundo o próprio, foi o de ¨NÃO PROTEGER A EMPRESA DE SEUS PRÓPRIOS DEFEITOS¨. Os gestores do futebol têm este mesmo sentimento, pois acreditam que são uns gênios no setor, começam a investir de forma errônea, e não protegem os seus clubes dos seus defeitos, que são transportados para o dia a dia. 

O segundo pecado capital está relacionado à ¨DIVERSIFICAÇÃO, COM CONCENTRAÇÃO DE RISCO¨. O mesmo se dá no futebol, quando os clubes começam a diversificar-se em setores que vão além do futebol, sem contarem com bons profissionais e sobretudo recursos para tais fins. Criam setores olímpicos sem receitas disponíveis, com gastos fora dos padrões, formando, assim, um fator de risco, que influencia na sua vida normal.

O terceiro pecado capital delineado pelo empresário foi a de ¨GUIAR-SE PELO MERCADO ACIONÁRIO, E NÃO PELA DINÂMICA DE CADA SETOR¨. No futebol, os dirigentes apostam em contratações equivocadas, esquecem da sua produção, que é formada pelas bases, e preferem agir sozinhos sem a contratação de pessoas preparadas.

O quarto pecado é bem similar com as gestões esportivas, com o ¨DESENHO DE UMA ESTRATÉGIA DO TUDO OU NADA¨. O futebol de hoje vive no sistema ou tudo ou nada. Os cartolas vão com muita sede ao pote, gastam recursos em contratações, como se fossem resolver os seus problemas, e no final, sem retorno, observam os prejuízos dos seus balanços. A ausência de um planejamento a médio e longo prazo, motiva todos os seus problemas.

O quinto pecado foi o de ¨ENRIQUECER EXECUTIVOS SEM ENRIQUECER A EMPRESA¨. Também muito parecido com o futebol e seus salários fora da realidade. Os profissionais enriquecem e os clubes ficam pobres por conta dessa filosofia totalmente desordenada, sendo que em alguns casos os dirigentes também embalam nessa rotina.

O sexto pecado foi o de ¨CONFUNDIR AMBIÇÃO COM PRESSA¨. Poucos clubes usam a paciência em suas gestões. A pressa por resultados faz parte do seu dia a dia. Não existe um trabalho de médio a longo prazo, e as ambições pessoais dos dirigentes falam mais alto, desde que desejam conquistas para mostrarem serviços.

O sétimo e o último pecado elencado por Eike, foi a da "PROMOÇÃO APENAS DOS OTIMISTAS¨. Esta é a maior coincidência com o futebol brasileiro, onde são ouvidos aqueles que sempre dão amém ao poder e que acompanham o chefe em tudo, mesmo nos erros. Os realistas são deixados de fora e considerados como inimigos, e os submissos ganham status.

Sem dúvidas os sete pecados capitais de Eike Batista podem colaborar pelo menos para que os cartolas do futebol brasileiro possam fazer uma reflexão dos seus erros, que fazem parte de um mesmo conjunto que afetou as empresas criadas pelo milionário.

Uma boa matéria e de ótima serventia para os ilusionistas e para os iludidos de nossos esportes.

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Artigos
Os novos domingos
postado em 21 de julho de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


O Maracanã foi a casa da seleção brasileira em junho, no empate contra a Inglaterra e na vitória sobre a Espanha. Hoje, volta a ser o lar do futebol de clubes no Brasil. O último jogo de Campeonato Brasileiro no velho Maraca aconteceu em 5 de setembro de 2010, empate em 0 a 0 entre Flamengo e Santos. Hoje tem Fluminense x Vasco.

Deveria ser dia de festa. Não é.

A briga da vez é pelo lugar de cada torcida nas arquibancadas. Quando o Maracanã era o maior do mundo, os rubro-negros sentavam-se à esquerda das tribunas, situadas no miolo do anel superior. Os vascaínos ficavam à direita. Os tricolores sentavam-se sempre à esquerda, menos contra o Flamengo. Os botafoguenses à direita, exceto quando enfrentavam o Vasco.

Há coisas mais decisivas a se discutir no novo Maracanã. Como enchê-lo de gente toda vez que se abrirem os portões monumentais, por exemplo. Ou como dividir com os clubes a receita de tudo o que se arrecadar no estádio, bares e camarotes incluídos.

O novo Maraca sobrevive, mas sempre alguém faz um porém...

É delicioso relembrar as razões da divisão das torcidas pelos espaços populares. Mais importante entender como Fluminense e Flamengo se dividirão como clientes prioritários do novo estádio.

O histórico e brilhante jornalista João Máximo conta que não havia divisão formal dos lados das arquibancadas antes do Fla-Flu de 1951, o primeiro no Maracanã. Para revigorar o clássico entre o sexto e o sétimo colocados de 1950, o "Jornal dos Sports" criou um concurso de torcidas. O clássico e o concurso foram vencidos pelos tricolores, que se sentaram à direita das tribunas.

Os torcedores vascaínos dizem ter ocupado antes dos tricolores o espaço por terem sido campeões em 1950, no primeiro campeonato da era Maracanã. As duas explicações se complementam. O bom-senso encerraria a polêmica.

O novo estádio será ocupado por Flamengo e Fluminense. O Fla terá loja oficial do lado esquerdo, o Flu do lado direito. A divisão agora tem motivos comerciais --e justificáveis.

Seriam ainda mais justos se a receita inteira fosse rateada entre os clubes. O Flu vai explorar só 43 mil dos 78 mil lugares de sua nova casa por 35 anos. O Fla não aceita tão pouco. Assinou contrato só de seis meses por esse motivo.

Mesma razão pela qual o Atlético-MG preferiu jogar no Independência em vez do Mineirão. Não importa se Flamengo e Atlético vão ganhar mais do que ganhavam. Importa os consórcios vencedores das licitações para administrar os novos palcos ganharem muito mais. E à custa dos clubes!

O futebol brasileiro tem histórias raras, belíssimas. Mas só há uma maneira de impedir que elas fiquem restritas aos livros: olhar de forma mais moderna para o que se passa nos domingos do século 21.

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Para menores de 23 anos
postado em 19 de julho de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Tomamos conhecimento no dia de ontem que o Regulamento do Estadual da Segunda Divisão de Pernambuco, contempla em um dos seus artigos algo que fere os direitos dos profissionais com mais de 23 anos de atuarem nessa competição.

A ¨genialidade¨ dos que fazem a mentora do futebol local, e os seus clubes aprovaram algo de inusitado, quando só permitiram por time disputante cinco atletas com mais de 23 anos.

Onde anda o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Pernambuco, se é que esse órgão existe?

Onde anda o Ministério Público do Trabalho para verificar esse atentado à Constituição Brasileira?

Privar o cidadão de trabalhar por conta da idade é algo vergonhoso e que não pode acontecer.

Se queriam lançar jogadores mais jovens, que o fizessem de forma contrária, ou seja, determinando a participação de pelo menos 5 jogadores até o Sub-23 nas equipes disputantes.

O que foi aprovado feriu frontalmente a nossa Carta Magna.

Uma vergonha.

Enquanto a nossa Federação procede com a caça aos jogadores veteranos, com o intuito de eliminá-los, o atual futebol brasileiro consegue compor uma seleção dos trintões, que estão atuando na Série A Nacional e jogariam em qualquer clube do mundo.

Eis a seleção que foi feita pela ESPN:

Dida- 40 anos, Léo Moura, 34, Gilberto Silva, 36, Juan, 34, Kleber,33, Josué, 33, Seedorf, 37, Zé Roberto, 39, Alex, 36, Forlan, 34 e Emerson, 34.

Poderiam compor esse elenco outros atletas, tais como: Ronaldinho Gaúcho (33), Deivid (33), Rogerio Ceni (40), e o mais novo participante, Juninho Pernambucano (38).

O interessante é que a quase todos são titulares em seus clubes.

Se a CBF resolvesse adotar o método da câmara de gás pernambucana, esses jogadores seriam eliminados.

São coisas do futebol local.

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Futebol Pernambucano
Coisa de louco
postado em 18 de julho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O Diário de Pernambuco, na edição desta quinta-feira, traz uma matéria sobre uma proposta da Federação Pernambucana de Futebol para o Campeonato Estadual. Nitroglicerina pura. Naturalmente que, se a "bomba" for vendida com um discurso populista, demagogo, de que se trata de um modelo democrático que vem dar oportunidade a todos os clubes do Estado, certamente encontrará quem defenda tais mudanças. Afinal, exemplos nos mostram que até as seitas suicidas têm adeptos.

Embora esteja na Federação há 28 anos, pois faz parte do quadro diretivo da entidade desde a chegada de Fred Oliveira ao comando do futebol estadual, o presidente, Evandro Carvalho, ao revelar o insano projeto nos deixa com a quase convicção de que não conhece nada do futebol pernambucano.

Naturalmente que o presidente tem sua equipe de "pensadores", os quais foram responsáveis pela edição jurássica do Estadual 2013. Mas os "gênios" esquecem que, qualificação é necessária também no futebol, onde a exemplo de outros setores da sociedade, o primeiro é diferente do segundo, que difere do terceiro, e assim por diante.

Durante 26 anos em que foi diretor dos ex-presidentes, Fred Oliveira e Carlos Alberto Oliveira, Evandro Carvalho, como bom jurista que é, direcionou sua atenção apenas aos assuntos pertinentes à matéria que bem conhece, ficando alheio aos fatos que provocaram uma mudança na estrutura do futebol brasileiro.

Na década de 80 o Campeonato Brasileiro chegou a ser disputado por mais de cem clubes, todos jogando numa mesma divisão. Os interesses políticos dos dirigentes da CBF e das Federações eram postos acima de qualquer coisa. A qualidade era relegada a um segundo plano em detrimento a quantidade. A bolha estourou e o futebol brasileiro passou a seguir um modelo onde à qualificação era respeitada. E foram criadas as Séries A, B, C... , tomando por base os países europeus onde a gestão do futebol apresenta muito mais acertos do que erros.

O projeto da FPF leva para os campos a filosofia do seu processo eleitoral, onde o voto unitário nivela os grandes clubes, donos das maiores torcidas do Estado, a inexpressivas Ligas do Interior. Misturar clubes profissionais com equipes amadoras, numa mesma competição, é desqualificar agremiações centenárias e agredir uma história em nome de um modernismo descabido.

Quem conhece um pouco da realidade do futebol do Interior sabe que tal projeto é inviável. Aliás, mesmo sendo avesso a unanimidade, sempre gosto do contraponto, a melhor definição para tamanha insanidade foi dada por José Joaquim Pinto de Azevedo, um profundo conhecedor da realidade do nosso futebol: "Isto não é assunto futebolístico, e sim de psiquiatria".

   

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