Histórico
Artigos
A Pátria sem chuteiras
postado em 02 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PÁTRIA SEM CHUTEIRAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Embora o ufanismo tenha sido grandioso através de alguns segmentos com a vitória da seleção da CBF contra a Espanha, que na realidade serviu para trazer de volta a auto-estima do futebol brasileiro, um fato bem importante aconteceu e que passou despercebido pelos que fazem a mídia esportiva nacional, isto é, o país deixou de ser a pátria de chuteiras.

Os torcedores compareceram aos jogos, cantaram o Hino Nacional, gozaram dos prazeres das novas arenas, o time correspondeu e fez uma excelente final contra uma forte equipe, considerada a melhor do mundo, mas com todo esse contexto, isso tudo está passando como um bom resultado de que temos uma equipe já se formatando, e que na Copa de 2014 poderá fazer uma boa apresentação.

Por outro lado, as manifestações ocorridas nas ruas do país, por conta dos gastos efetuados para a realização dos eventos esportivos de 2014 e 2016 no Brasil, deram-nos um recado que aquele falso patriotismo que alguns se apossam durante essas ocasiões estão ingressando no passado, visto que os comportamentos impulsionados pelos protestos estão dando um ponto final a tais momentos.

Comemoraram a conquista sem o ¨slogan¨, ¨Brasil a Pátria de Chuteiras¨, e a própria Presidente da República, Dilma Rousseff, não compareceu à final do evento, mandando um simples telegrama de parabéns pela conquista.

Normalmente a presidente estaria recebendo os jogadores no Palácio, como uma forma de identificação do governo com o futebol, mas os recados dados pelos cartazes que afirmavam que ¨desejavam hospitais no lugar da Copa do Mundo¨, ou que os ¨professores eram melhores que Neymar¨, entre tantos outros vindos das ruas, acenderam o sinal de alerta de que o futebol é uma coisa cultural e que não deve ser tratado como uma solução para os problemas nacionais.

Já passou a época de mandatários tirando as fotos tradicionais com os campeões, ou um presidente da República, no caso, Fernando Henrique Cardoso, compactuar com gestos como o de Vampeta, fazendo cambalhotas na rampa do Planalto, e segundo aqueles que assitiram, o jogador não estava em seu estado normal.

A sociedade amadureceu nesses últimos dias, e se alguns pensavam que a conquista da Copa das Confederações iria jogar um balde de água fria nas manifestações, ainda não entenderam que o futebol é o futebol e continua sendo o futebol, e que o Brasil de hoje começa a ser um novo Brasil, e que abdicou totalmente de ser a ¨Pátria de Chuteiras¨.

No dia de ontem, as Rodovias Dutra e Anchieta, em São Paulo, estavam fechadas, por conta dos protestos dos caminhoneiros, que certamente torceram pela seleção da CBF, mas não deixaram de lado as suas reivindicações. Em Recife os Rodoviários paralisaram as suas atividades, transformando a cidade em um caos.

Quando nos perguntam qual foi o legado desse torneio, não temos o menor receio em dizer que foi o da mudança da mentalidade de nossa sociedade, que rasgou definitivamente a ideia de que o futebol é o ópio do povo.

Futebol é alegria, é cultura, mas não pode ser misturado com os problemas nacionais.

leia mais ...

Artigos
Imagina no Brasileiro
postado em 02 de julho de 2013

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Agora que dentro de campo o Brasil voltou a ser um time de respeito, ao mesmo tempo que, fora dele, nas ruas, o povo tenta fazê-lo um PAÍS de respeito, foi notável ver que futebol e movimentos sociopolíticos tiveram fortes ligações no Maracanã, anteontem, na final da Copa das Confederações.

Ouso dizer que o momento sério pelo qual o país atravessa foi o que levou a torcida no Rio a cantar em vários tons acima e de modo completo o abreviado hino nacional protocolar. E esse heroico brado de quase 78 mil pessoas por sua vez levou os jogadores ao retumbante início contra a Espanha, que resultou em gol e seguidas chances perdidas de imediato, até que o poderoso adversário resolvesse mostrar que, sim, havia entrado em campo.

É óbvio que futebol é só um pequeno recorte dentro da quantidade de questões importantes que o Brasil tem para resolver como nação, para as quais a voz das ruas reivindica solução imediata. Mas não dá para deixar de lembrar que, para os brasileiros, futebol é muito mais que uma mera modalidade esportiva: faz parte de sua cultura.

Dito isso, e entrando só na seara do futebol enquanto cultura, vem aí uma curiosa fase do Brasileirão, a retomada dentro de uma nova ordem nacional, que é o uso doméstico do legado que a Copa das Confederações deixou.

E aí de novo estará o futebol, o povo e a correlação cultural da qual falamos acima.

Estive no Maracanã no domingo, com ingresso comum, e sentei-me separado dos meus amigos, porque "o sistema" escolheu meu lugar na hora da compra. Não eu. Não eles.

Como será quando for a um jogo do meu time, na minha cidade? Vou poder me sentar perto da minha turma? Como separarão torcidas rivais?

No meu setor, não teve jeito. Tirando os poucos momentos em que o coro "Senta, senta" era maior que o "Brasil, Brasil", todo mundo ficava de pé, como nos "velhos tempos".

Imagina um Flamengo x Vasco, por exemplo, na Arena Maracanã. O que farão com a Raça Rubro-negra e Torcida Jovem? Não dá para não aceitar que as organizadas existem, são numerosas e irão acompanhar seus times. Será que dirigentes e autoridades já sabem o que fazer quando o problema aparecer?

Um exemplo que vem do Sul é o do Grêmio. Grande parte da torcida já comprou as cadeiras marcadas. Amigos frequentadores combinaram setores e compraram em bloco.

Mas o Grêmio chamou a organizada para conversar. Deu a eles um setor atrás do gol, livre de número x, cadeira y. A pedido, todos assistem em pé, sem cadeiras. E botou um preço "popular" para esses ingressos: R$ 40.

Flamengo e Santos, pelo Brasileiro, em maio, jogaram no novo Mané Garrincha, em Brasília. Lá a entrada mais barata custava R$ 80.

Vamos acompanhar como tudo se assenta.

leia mais ...

Copa das Confederações
Campeão e nos braços do povo
postado em 01 de julho de 2013


Foto: AFP


CLAUDEMIR GOMES

 

O campeão voltou! A voz das arquibancadas ecoou de forma imperativa no novo Maracanã, que permite aos ídolos caírem nos braços da galera. E o abraço foi repetido três vezes na brilhante vitória - 3x0 - sobre os atuais campeões do mundo. A Seleção Brasileira reconquistou a sua torcida, da qual estava distanciada há muito tempo.

O Brasil chegou à final com um aproveitamento de 100%, contudo, ter a Espanha como adversário lhe tirava qualquer favoritismo, embora, no jogo com a Itália os espanhóis deixaram claro que não eram imbatíveis. Tampouco imaginavam que o time brasileiro pudesse ser tão surpreendente.

Até os críticos costumaz se renderam ao bom futebol apresentado pelos comandados de Felipão. Ficou claro que o grupo é bom e precisava apenas de tempo para se harmonizar. O Brasil cresceu dentro da competição, e na decisão deixou evidenciada uma evolução individual e coletiva.

A Copa das Confederações deixou um bom legado para o País anfitrião do Mundial de 2014: a Seleção reconquistou o crédito da torcida brasileira e agora tem um time definido, com qualidade para se colocar entre os que irão brigar pelo título no próximo ano. A voz das arquibancadas é sábia: "O campeão voltou!".

leia mais ...

Artigos
O futebol e as manifestações
postado em 01 de julho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUTEBOL E AS MANIFESTAÇÕES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No sábado vimos o quanto o futebol tem dificuldades em agregar a sociedade para promover manifestações contra as mazelas que o afloram. Um chamamento da Frente Nacional de Torcedores juntou apenas 30 pessoas que fizeram uma manifestação do nada para o nada na Avenida Paulista e na rua da residência de José Maria Marin.

Foi tão importante que ninguém tomou conhecimento.

No dia de ontem, no Rio de Janeiro, mais uma demonstração de que o segmento continua sendo considerado como de menor importância, quando vinte torcedores fizeram uma manifestação, invadindo o prédio da CBF na Barra da Tijuca, cujo conteúdo para divulgação ficou também do nada para o nada.

Na realidade, o sentimento do torcedor de futebol está agregado apenas as vitórias dos seus times, e o que se passa no entorno do esporte é totalmente relegado.

Vimos ontem várias faixas nas manifestações efetuadas nas proximidades do Maracanã, antes do jogo CBF x Espanha, e não visualizamos nenhuma protestando contra a presença de Marin, Del Nero e companhia. Com relação ao futebol apenas os protestos contra os gastos da Copa.

Para nós não existe nenhuma novidade nessa maneira de comportamental dos nossos torcedores, porque fazem parte de um sistema que é induzido por uma mídia, principalmente a televisiva, que é manietada pelos patrocinadores e editorias, que obviamente não admitem nenhuma análise mais crítica sobre o segmento.

Vivemos mais na base do humor do que na interpretação real dos fatos, e isso reflete muito bem no espírito do consumidor, que prefere a leitura dos resultados dos jogos de ontem, assim como a previsão do que acontecerá no amanhã.

O maior exemplo dessa alienação programada foi Ricardo Teixeira, que comandou a entidade maior do futebol nacional por muitos anos sob o manto das suspeitas, e em nenhum momento um único torcedor se levantou contra a sua presença, muito menos a imprensa nacional.

Na realidade são poucas as esperanças que poderemos mudar o sistema, desde que a sociedade pouco importa-se com o que acontece nos intra-muros do futebol brasileiro e não mostra a sua indignação, e qualquer transformação teria que vir de cima para baixo, mas isso pelo comprometimento de alguns, existe uma dificuldade de acontecer.

Esses vinte ou trinta torcedores não irão sensibilizar ninguém, pois para aqueles que acompanham o esporte, esse vive na eterna Ilha da Fantasia, onde juntam-se os maus ao lado de pessoas boas que não conseguem por uma miopia crônica entenderem o que se passa ao seu lado.

É lamentável. Mas vamos continuar lutando.

leia mais ...

Acontece
Estatísticas perversas
postado em 01 de julho de 2013

BLOG DO MION


O Brasil tem 15 mil jogadores registrados.

3% faturam acima de 40 salários mínimos.

80% ganham entre 2 a 4 salários mínimos.

Entre 10 meninos brasleiros, 7 pretendem ser jogador de futebol.

Entre mil meninos apenas um consegue chegar ao profissionalismo.

Desses a cada 25, apenas um consegue ter bons contratos.

Essa é a cara do futebol brasileiro, que não é devidamente apresentada.


leia mais ...