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A esperança do Inter é tricolor
postado em 13 de junho de 2013

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A NOVA ESPERANÇA DO INTERNACIONAL SAIU DO SANTA CRUZ


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Estávamos assistindo no último fim de semana ao jogo Cruzeiro x Internacional, e ouvimos comentários elogiosos ao jogador Otávio do colorado gáucho, de apenas 18 anos de idade.

Lembramos que tempos atrás fizemos uma postagem sobre esse mesmo atleta, após lermos uma entrevista,  quando detectamos que ele pertencera ao Santa Cruz, nas suas categorias de base.

Em 2011, na Copa Carpina, o atleta já estava no Internacional, e tornou-se a grande sensação do torneio, sendo o seu artilheiro e conquistado o título de campeão.

Quando abrimos as páginas dos jornais de Porto Alegre, Correio do Povo e Zero Hora, os destaques eram para Otávio por sua excelente participação no jogo contra o time mineiro pelo Campeonato Brasileiro.

O ex-goleiro Clemer, seu treinador no Juvenil do Inter, declarou que foi o responsável pela formação do jogador, quando modificou a sua posição original de lateral direito, para a de meia-atacante.

O interessante é que nenhum dos comentários que ouvimos no pós-jogo, citavam as origens desse novo talento, que, na verdade, é oriundo da Paraíba e treinava no Santa Cruz.

Na ocasião do jogo e vendo a habilidade de Otávio, inclusive marcando um gol, ligamos para o jornalista Claudemir Gomes, e chamamos a sua atenção para esse atleta, por fazer parte de um contigente que passa junto dos olhos dos dirigentes e treinadores dos  clubes, que não os enxergam e só vão descobri-los quando se destacam em outras agremiações.

Trata-se na realidade da falta de um planejamento para as categorias de base, principalmente pela ausência de apoio, o que é retratado no caso de Otávio, que só pedia a gasolina do veículo do seu pai para treinar no tricolor do Arruda.

O jogador morava em João Pessoa e vinha treinar de carro três vezes por semana, recebendo apenas o dinheiro da gasolina que depois foi cortado. Treinava futsal e nas categorias de base do futebol do Santa Cruz e, por incrível que pareça, não foi visto por ninguém como uma promessa para o futuro.

Outro atleta saído desse clube nas mesmas condições é Douglas Baggio, que se tornou no Flamengo uma de suas grandes promessas, jogando várias vezes pela equipe titular.

Quantos Otávios, Douglas, temos pelo Brasil afora que  saíram dos clubes de nosso estado pela fragilidade e apoio ao trabalho de formação, e que estão pelo mundo afora conquistando os seus espaços.

No Goiás temos Walter, um jogador um pouco complicado, mas que tem demonstrado um futebol de bom nível, revelado no campeonato pernambucano sub-17. Seus direitos pertencem ao Cruzeiro de Minas Gerais.

O Santa Cruz tem um excelente trabalho em seu futsal, que deveria harmonizar-se com o futebol para a promoção de novos jogadores. Este modelo é adotado em vários clubes europeus, principalmente no Barcelona.

Infelizmente o modelo adotado em Pernambuco é quando deixamos de lado a formação para contratarmos um avião de jogadores.

Uma triste realidade, e  os responsáveis por esse setor nos clubes de nosso estado vivem em uma total letargia, enquanto os observadores vão levando os talentos para outras plagas.

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Acontece
A força da torcida do Santa Cruz
postado em 11 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SANTA CRUZ TEVE A TERCEIRA MÉDIA DE PÚBLICO NOS ESTADUAIS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A terceira parte do trabalho da Pluri Consultoria sobre os  estaduais brasileiros chegou às nossas mãos no dia de ontem, com a análise do público total por clube.

Os 278 clubes que disputaram os 25 principais campeonatos Estaduais, em 2013, dividiram um público total de apenas 6,2 milhões de torcedores nas 2.467 partidas disputadas, o que resultou em uma média baixíssima de 2.562 torcedores por jogo. A distribuição do público foi bem assimétrica, com grande concentração em uma pequena quantidade de clubes.

Procedemos com a nossa leitura, e constatamos que o Cruzeiro foi o clube com maior média de público dos estaduais, com 24,5 mil torcedores por jogo, e um total de 172,1 mil em todo o campeonato, o 3º maior nesse item.

O Corinthians foi o 2º maior na média (23,9 mil por jogo) e o 1º em público total, com 262,8 mil torcedores em 11 jogos do Paulista. A média dos dois clubes foi cerca de 10 vezes maior do que a Nacional.

Na 3ª posição em média de público aparece o Santa Cruz, com 19,3 mil por partida, e um total de 154,5 mil torcedores, 5º maior do país. Em público total, o 3º lugar ficou com o São Paulo, 174,1 mil torcedores, com a 7ª maior média por partida (14,6 mil).

O destaque ficou para os clubes paraenses: o Remo aparece em 5º na média de público (15,5 mil/jogo) e 4º no público total (170,5 mil torcedores). O Payssandu situou-se na 9ª colocação (12,3 mil/jogo) e 7º no total (11,2 mil).

Metade do público total é distribuída entre os 28 primeiros colocados no Ranking, o que dá uma média de 111 mil torcedores por equipe ao longo de todo o campeonato (média de 11,1 mil/jogo). Por outro lado, a outra metade é dividida entre 250 clubes, cabendo a cada um a média de 12,5 mil por todo o campeonato, e apenas 1,3 mil por jogo.

Metade dos clubes (139) não conseguiram atingir uma média de 1.000 torcedores por partida. Apenas 122 dos 278 conseguiram levar mais de 10 mil pagantes aos estádios na soma de todas as partidas disputadas.

Os dez primeiros na média de público por partida nos estaduais foram os seguintes: Cruzeiro (24,5 mil), Corinthians (23,9 mil), Santa Cruz (19,3 mil), Atlético-MG (18,3 mil), Remo (15,5 mil), Bahia (14,9 mil), São Paulo (14,6 mil), Vitória (13,2 mil), Payssandu (12,3 mil) e Ceará (12,1 mil).

Os cinco piores foram: CENE-MS (525), Sport-AL (517), Comercial-MS (499), Paranavaí-PR (495) e São Raimundo-AM (491).

De Pernambuco, o Sport (11º lugar), com 11,5 mil torcedores/jogo, Náutico (22º), com 7,6 mil, Salgueiro (23º) com 7,2 mil, e Belo Jardim (35º), com 4,9 mil.

Um bom trabalho para ser analisado pelos estudiosos do futebol, e que mostram os números precários dos nossos estaduais.

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Copa das Confederações
A Copa do Silêncio
postado em 11 de junho de 2013

BERNARDO ITRI MARCEL RIZZO - FOLHA DE SÃO PAULO


Não só a caxirola, chocalho criado pelo músico Carlinhos Brown e uma multinacional, está proibida de entrar nos estádios na Copa das Confederações e, provavelmente, no Mundial-2014.

Qualquer instrumento "mecânico que produza volume excessivo de ruído" não será permitido no torneio que começa sábado com Brasil x Japão, às 16h, em Brasília.

No artigo 4 do código de condutas nos estádios, a Fifa usa megafones e buzinas como exemplos de produtos vetados. Mas qualquer torcedor será proibido de entrar em uma das seis arenas com instrumentos que animavam anos atrás os brasileiros em torneios internacionais, como o tamborim e o pandeiro.

De 2006, no Mundial da Alemanha, para cá, a Fifa evita instrumentos musicais em suas competições por segurança e para atender a pedidos de TVs e seleções.

Em 2010, a entidade liberou as vuvuzelas, as cornetas usadas pelos sul-africanos. Aceitou por pressão do governo local, que argumentou que a proibição seria um desrespeito à tradição do país.

O barulho ensurdecedor que tomou conta dos estádios que receberam jogos gerou uma enxurrada de reclamações. Os principais insatisfeitos, segundo apurou a Folha, foram as TVs, que tiveram problemas nas transmissões e, em campo, os treinadores, que não conseguiam passar recados a seus jogadores.

Na derrota do Brasil para a Holanda (2 a 1), houve falha do goleiro Júlio César e do volante Felipe Melo no primeiro gol rival. Após a partida, uma explicação para o erro foi a de que os jogadores não ouviam uns aos outros.

A barulheira do instrumento sul-africano atrapalhou a caxirola, o pedhuá (espécie de apito) e qualquer outro instrumento em 2013 e 2014, mas não é o único motivo que fez a entidade evitar esses objetos. Há uma preocupação da Fifa com segurança.

No Brasil, há o histórico de protestar arremessando objetos ao gramado. Na derrota do Bahia para o Vitória por 5 a 1 em abril, na inauguração da Fonte Nova, houve uma "chuva" de caxirolas no campo. Os chocalhos foram distribuídos gratuitamente pelo fabricante para promoção, mas o tiro saiu pela culatra.

O Ministério da Justiça fez um parecer questionando a segurança das caxirolas e pedindo o veto. A Fifa seguiu a recomendação, usando o item R do artigo 4 do código de condutas, que prevê o "não acesso de objetos que comprometem a segurança do público em geral".

Mesmo rejeitada nos estádios, a Fifa aceitou licenciar a caxirola como um produto oficial --ela será vendida nas lojas da competição.

Por enquanto, somente um supermercado na zona norte de São Paulo, o Andorinha Hiper Center, vende o chocalho desde o fim de semana.

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Acontece
Juizado do Torcedor na Arena Pernambuco
postado em 11 de junho de 2013

Assessoria de Comunicação do TJPE


 

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) inaugura, nesta quinta-feira, às 14h30, o espaço destinado ao Juizado do Torcedor (Jetep) na Arena Pernambuco durante a Copa das Confederações. No próximo domingo, a unidade jurisdicional estréia no seu primeiro evento internacional, quando uma equipe de magistrados e servidores vão atuar em regime de plantão durante o jogo entre as seleções da Espanha e do Uruguai.

 

Participarão da inauguração do espaço o presidente do TJPE, desembargador Jovaldo Nunes, o coordenador das atividades do Judiciário estadual durante a Copa, desembargador Luiz Carlos Figueiredo, magistrados e servidores do Tribunal e demais autoridades.

 O espaço físico cedido ao Jetep na Arena Pernambuco contará com um juiz e dois servidores e mobiliário próprio - mesas, cadeiras, impressoras e computadores. Um oficial de justiça ficará disponível. O plantão vai ter a duração de seis horas, iniciando duas horas antes e finalizando duas horas depois dos jogos.

 O Juizado do Torcedor vai registrar, processar e julgar as ações cíveis (tais como problemas com acesso aos ingressos, ações de cambistas). Na área criminal, o Jetep poderá registrar contravenções e crimes de menor potencial ofensivo (como brigas entre torcedores) e os crimes que são descritos especificamente no Estatuto de Defesa do Torcedor.

 Os crimes previstos no Estatuto do Torcedor são promover tumulto, praticar e incitar a violência no estádio e em um raio de 5 mil metros, invadir local restrito aos jogadores de futebol; vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete, bem como o fornecimento, o desvio ou a facilitação dessa prática; e solicitar ou dar vantagem ou promessa de recompensa para qualquer ato ou omissão destinado a alterar ou falsear o resultado de competição esportiva.

 Os procedimentos de natureza cível, os que dizem respeito a crianças e adolescentes e mesmo os criminais que não se encontram no âmbito da competência do Juizado do Torcedor serão atendidos nos plantões judiciais Cível, Criminal e da Vara da Infância e Juventude, localizados no Anexo do Fórum de São Lourenço da Mata, na Rua Olívio Costa, nº 123.

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Náutico
Parou por que?
postado em 10 de junho de 2013

Claudemir Gomes

 

Surpreendi-me com a medida adota pela diretoria do Náutico de liberar os jogadores profissionais esta semana. Eles retornam aos treinamentos na segunda-feira. Aliás, muitos outros cronistas e desportistas, com larga experiência, também se surpreenderam. Trata-se de mais uma mostra dada pelos dirigentes alvirrubros de que ainda não chegaram a um denominador comum sobre o que querem para o clube dos Aflitos.

O amigo José Joaquim Pinto de Azevedo me informou que, de 2007 a 2012 passaram 200 jogadores e 16 treinadores pelos Aflitos. Números que atestam à falta de critério nas contratações. A primeira coisa a se saber é o que os dirigentes querem para o clube. Acreditamos que o desejo de se manter na Primeira Divisão Nacional seja uma unanimidade. Nada acontece por acaso. Tal regra também é válida para o futebol.

O desafio maior para os clubes medianos é se manter durante três anos seguidos na Série A. Poucos conseguem fortalecer a musculatura e vencer tal desafio. O Náutico está no seu segundo ano. Se traçarmos um paralelo entre o início da competição em 2012 e o início em 2013, chegaremos à conclusão de que o elenco alvirrubro perdeu muito em qualidade. A reposição de peças foi desastrosa.

Um dia desses conversava com um alvirrubro que é uma referência nos Aflitos, ex-jogador que goza de grande prestígio no clube. Ele defende a tese de que o Náutico deveria formar uma comissão técnica com ex-jogadores, profissionais que já trabalham no clube e têm qualidade comprovada. Defendeu, inclusive, que fosse dada uma chance a Sérgio China como treinador.

A tese é embasada com bons argumentos, entretanto, não sei se o momento é o mais propício para tal experiência. Creio que tal iniciativa deveria ter sido tomada no início do ano, ou seja, no Pernambucano, onde fatalmente o Náutico se posicionaria entre os quatro finalistas, o que tradicionalmente ocorre com os clubes recifenses: Sport, Náutico e Santa Cruz.

Levi Gomes se saiu bem nos jogos contra Flamengo e Coritiba, em que pese à derrota para o Coxa. Neste jogo de domingo ficou caracterizada, mais uma vez, a limitação ofensiva do time alvirrubro. Para apostar na dupla - Levi e Kuki - é preciso saber duas coisas: se o grupo aceita os dois, e quais os reforços que aportarão nos Aflitos nesta intertemporada.

De uma coisa temos certeza: com solução doméstica ou com mais um treinador importado, o Náutico tem que desenvolver uma política de sobrevivência que seja capaz de resgatar o passivo. Afinal, o clube fecha o primeiro ciclo da Série A na zona de rebaixamento, com 3 gols a favor e 8 contra, o que lhe dar um saldo negativo de 5 gols. Nada que surpreenda, apenas uma resposta a quem não se planejou adequadamente para o início do campeonato mais importante do futebol brasileiro. E ainda jogam pro ar 5 dias de trabalho. "Coisas do futebol brasileiro", como diz Edvaldo Morais.

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