Histórico
Copa das Confederações
A farra com o nosso dinheiro
postado em 16 de junho de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, sob a responsabilidade da jornalista Vera Magalhães, nos mostrou alguns números surpreendentes.

Os órgãos públicos gastaram R$ 4 milhões na compra de ingressos para o ¨Copo das Confederações¨.

A Terracap, estatal do governo Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, gastou R$ 2,8 milhões em 1 mil ingressos e um camarote de 18 lugares para receber as personalidades brasilienses.

O Banco do Brasil gastou R$ 1,3 milhões para convidar clientes de alta renda, e a Caixa Econômica adquiriu 146 ingressos por R$ 265 mil.

Lá vamos nós com a gastança. O dinheiro não é meu, não é teu, pode ser torrado. 

A Apex, agência federal de exportações, gastou R$ 445.780 com a compra de ingressos para compradores estrangeiros, investidores e empresas.

A Prefeitura do Recife, que não vem cuidando da cidade, que digam os uruguaios e espanhóis, gastou R$ 250 mil por uma camarote e 1.000 ingressos.

A maioria desses ingressos vendidos para esses órgãos faz parte de um pacote chamado ¨hospitality¨, com serviços de bufê, aperitivos e benidas antes dos jogos, além de brindes.

Isso tudo com o dinheiro do povo que vai ficar de fora.

Como nunca utilizamos carteiras, mesmo quando tínhamos direito, para ingressarmos em um estádio de futebol, lamentamos o que acontece em nosso país na utilização do dinheiro público. 

Vaias para todos esses órgãos.

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Acontece
Vaias para uma reflexão
postado em 16 de junho de 2013

VALDO CRUZ - FOLHA DE SÃO PAULO


As vaias de ontem, recebidas por uma presidente Dilma com o semblante carregado, talvez sirvam para que sua equipe reflita um pouco mais sobre o que está ocorrendo no país e pare de simplesmente acusar a oposição de criar uma "situação irreal" da economia brasileira.

Vaiada três vezes na abertura da Copa das Confederações, Dilma encerrou uma semana na qual não escondeu sua irritação com as críticas de que o Brasil passa por um momento ruim, com inflação alta, dólar pressionado e crescimento fraco.

Em público e reservadamente, ela e sua equipe acusavam seus opositores de "vendedores do caos" e de "velhos do Restelo", personagem do poeta português Luís de Camões que simboliza o pessimismo.

Na visão do governo, o país é outro. A inflação vai cair, o desemprego continuará baixo e o crescimento será maior neste ano. O tom de irritação chegou a tal ponto que não há espaço para autocrítica, só para ataques ao "terrorismo informativo".

As vaias de ontem, porém, só reforçam os sinais de insatisfação em alguns setores do país emitidos e captados ao longo de toda a semana, mas que o governo se recusava a admitir ou procurava diminuir sua importância.

O Datafolha mostrou no domingo, por exemplo, queda de oito pontos na popularidade presidencial. Recuo generalizado diante do pessimismo do brasileiro em relação ao futuro da economia.

Durante a semana, manifestações em São Paulo e no Rio tornaram-se cenário de depredação e de confronto entre policiais e manifestantes, revelando um sentimento difuso nas principais cidades do país, propício para novos protestos.

É fato que o país não está uma tragédia. Se a inflação não sair do controle e continuar recuando, Dilma seguirá favorita na eleição presidencial do ano que vem.

Mas o clima no país já indica que a campanha de 2014 não será um passeio como imaginavam os petistas. E que parte dos eleitores estão, sim, insatisfeitos com os rumos do governo Dilma.

Sem falar que o cenário mundial pode jogar contra.

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Futebol Pernambucano
FPF completa 98 anos de fundação
postado em 16 de junho de 2013

ASSESSORIA FPF

Neste domingo, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) completa 98 anos de fundação. A Instituição se aproxima cada vez mais do seu centenário. Acompanhe histórias de umas das entidades mais antigas do continente americano.http://www.fpf-pe.com.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif

A FPF congrega clubes dos mais tradicionais do Brasil %u2013 país mais vitorioso do futebol mundial. O esporte nasceu em Pernambuco em 1905. Era necessária uma ligação entre as equipes, uma organizadora de competições. Surgiu, então, a ideia da criação do que viria a ser a entidade máxima do futebol pernambucano. No início do século XX, durante recreativos do antigo João de Barros (atual América), Eduardo Lemos propôs aos integrantes do clube a formação da Liga.

Fundada como Liga Sportiva Pernambucana (LSP), no dia 16 de junho de 1915, na residência de Aristheu Accioly Lins, na Avenida João de Barros, nascia a Federação Pernambucana de Futebol. No ano de fundação, a LSP teve, ainda, como presidente Alcebíades Braga, sucedido por Henrique da Silva Jacques.

A Liga teve como clubes fundadores o Centro Sportivo do Peres, João de Barros Futebol Club, Sport Club Flamengo, Agros Sport Club e o Santa Cruz Futebol Clube. Nos dias 25 de junho e 02 de julho, os estatutos foram aprovados. Dois novos clubes foram incorporados à Liga %u2013 a Coligação Sportiva Recifense e o Torre Sport Club.

No mesmo ano de fundação, a LSP promoveu a edição inédita do estadual. Cinco agremiações participaram e o Sport Club Flamengo sagrou-se o primeiro campeão pernambucano, com o Santa Cruz como vice-campeão. Na edição seguinte, o Casa Forte Futebol Clube, o Paulista Futebol Clube, o Clube Náutico Capibaribe e Sport Club do Recife ingressaram na competição, que passou a contar com nove clubes. O Sport conquistou a taça, feito repetido em 1917.

No início de sua trajetória, a LSP mudou de nome algumas vezes, passando, primeiro, a se chamar Liga Pernambucana de Desportos Terrestres (LPDT). Nos anos 1950, ocorreu um dos momentos mais importantes na história do futebol de Pernambuco, quando Recife sediou uma partida da Copa do Mundo. Isto entusiasmou ainda mais os pernambucanos, que, mesmo sem acompanhar a Seleção do Brasil de perto, puderam sentir o clima de um torneio mundial, e vibraram pelo rádio com as goleadas da seleção brasileira e os gols do pernambucano Ademir de Menezes.

As mudanças continuavam na entidade. A então Federação Pernambucana de Desportos (FPD) estabeleceu sua sede na Rua Dom Bosco (atual endereço), em 1952, sob a gestão de José Rego Vieira. Três anos passados, era vez de Rubem Moreira assumir a Federação, mudando o nome para Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

No fim da década de 1960, o Brasil era duas vezes campeão do mundo. Já existia a competição nacional %u2013 a Taça Brasil, competição na qual Pernambuco conquistou o vice-campeonato em 1967 com o Náutico, o que rendeu ao filiado participação pioneira em uma competição internacional.

Era preciso reformular também a estrutura da Federação. A sede foi demolida em março de 1968, para, quatro anos depois, ser erguido o Palácio dos Esportes, uma obra com arquitetura moderna para época. O prédio foi inaugurado oficialmente em 1972, durante a presidência de Rubem Moreira. A festa contou com as ilustres presenças do Governador do Estado, Eraldo Leite, e do presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), João Havelange.

Com toda a estrutura necessária, o trabalho aumentou %u2013 e o sucesso nos esportes também. O campeonato estadual era disputadíssimo, com clássicos emocionantes que marcaram a história esportiva de Pernambuco. Além disso, os clubes representavam bem o estado no campeonato nacional, tendo o filiado Sport Club do Recife conquistado o primeiro título brasileiro para Pernambuco, levantando o troféu da Série A de 1987. No ano seguinte, o Sport seria Pernambuco na Copa Libertadores da América.

A Federação cresceu e, novamente, teve a oportunidade de receber uma competição internacional: a Copa América de 1989. Dessa vez, com uma partida da Seleção Brasileira realizada no estádio do Arruda. Na época, o presidente Fred Oliveira trouxe vários jogos da equipe canarinha para o estado, como o de 1993, quando, com o Arruda lotado, a torcida local empurrou o time para uma goleada sobre a Bolívia nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. O Brasil conquistou o tetra e, na volta, desembarcou no Recife, para comoção dos pernambucanos, que foram às ruas homenagear os campeões.

No ano seguinte, o novo presidente, Carlos Alberto Oliveira, implantou mudanças no estadual. Promoveu-se a interiorização do torneio, com mais equipes de diversas regiões, representando seu povo e desenvolvendo suas cidades. No fim do século, o campeonato lançou sua parceria com o Governo, o Todos com a Nota, projeto que incentiva os torcedores a irem aos estádios.

Com o novo milênio, dois filiados - Náutico e Sport - se tornam clubes centenários. Pernambuco reconquistou o Brasil, com mais um título nacional, o da Copa do Brasil de 2008, do Sport. O estado também foi escolhido como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA 2014, além de ter voltado a contar com dois de seus clubes na Série A do Campeonato Brasileiro.

Na nova década, assumiu o 31° presidente da história da FPF, Evandro Carvalho.

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Artigos
O Brasil da Copa de 50
postado em 14 de junho de 2013

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Por ROBERTO VIEIRA

O Brasil possuía 52 milhões de habitantes.

Brasil dos territórios do Guaporé e Rio Branco.

Havia brancos, pretos, amarelos e pardos.

Os pardos eram índios, mulatos, caboclos e cafuzos.

26 milhões se declaravam brancos.

6 milhões se declaravam pretos.

Talvez pela inexistência de cotas nas universidades.

16 milhões de pessoas estavam casadas no civil e religioso.

Apenas 40 mil desquitadas.

Separação era pecado mortal.

Melhor infeliz no paraíso que desquitado no quinto dos infernos.

49 milhões eram católicos romanos.

200 mil eram ateus.

Havia dois protestantes para cada espírita.

Não eram mencionadas as religiões africanas.

Terreiro era fechado no tapa.

Menos em véspera de final de campeonato.

14 milhões de brasileiros assinavam o nome.

15 milhões desconheciam o "0".

22 milhões nem uma nem outra coisa.

1% da população falava alemão em casa.

0,5% conversava em italiano.

0,2% batia papo em japonês.

Todos os japoneses e seus descendentes cabiam no Maracanã.

Pátria desdentada.

O Brasil contabilizava 19 mil dentistas.

22 mil médicos.

E incríveis 8 mil fotógrafos.

14 homens ganhavam a vida como parteiras.

O Brasil tinha 18 astrônomos.

Um deles era mulher.

Jogador de futebol não era profissão.

Jogador era um vagabundo calçando chuteira.

São Paulo era sul.

Rio de Janeiro era Leste.

Flávio Costa era uma besta.

Moacir Barbosa, titular absoluto.

Morria-se de fome, verme e vício.

Mas muita gente garante de pés juntos.

Era feliz e não sabia...

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Futebol Pernambucano
A hora do lanche
postado em 14 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, HORA DO LANCHE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A campainha tocou, os alunos saíram das salas de aulas, e vão gozar da chamada hora do recreio, que é destinada ao lanche.

No futebol acaba de acontecer o toque da recreação e todas as competições nacionais paralisaram, tudo isso por conta da genialidade dos nossos dirigentes, que insistem em um Calendário esportivo totalmente na contramão da história. Cangalhas para eles é muito pouco, mereciam muito mais.

O interessante é que a recreação poderá modificar o panorama de todas as competições. Aqueles clubes que estão embalados nas primeiras colocações, poderão perder o foco, e no recomeço sofrerem alguns percalços.

Os atletas são afetados na sua fisiologia. Quando uma   competição paralisa, relaxam e mesmo com o trabalho no recreio, alguns irão sentir problemas no retorno às aulas. 

O momento será do ¨Copo das Confederações¨, assim chamado por conta das seus importantes proprietários, os famosas cervejeiros, que dominam totalmente os espaços publicitários, inclusive dos novos estádios. É a COPA DO COPO.

O evento internacional tem a sua validade, desde que serve para colocar o futebol brasileiro na rota internacional, muito embora a maioria das equipes disputantes não representem a boa qualidade do esporte mundial e, ao mesmo tempo, como um laboratório para as seleções que estarão na Copa do Mundo, assim como para os estádios e obras de infraestrutura.

O futebol de Pernambuco não tem muito a comemorar durante esse recreio nos eventos nacionais.

As exceções são para dois clubes da Série D, Salgueiro e Central, que estão na zona de classificação em seus grupos, sendo que o time sertanejo é o 1º, e o do agreste ocupa a segunda posição.

O Ypiranga que também está nessa mesma divisão é o 4º colocado, embora só tenha realizado um único jogo.

Na Série C, o Santa Cruz está fora do G4, na 5ª colocação, com 3 pontos, produtos de uma vitória.

Na Série B, o milionário Sport, em comparação com os demais, vive preocupado com a suas obras imobiliárias, e as contratações de Derley (que foi para o espaço) e Durval (que deu mais um drible da vaca em GD), é o 8º colocado, com 9 pontos, produtos de 3 vitórias. 

O interessante é que não houve um meio termo na campanha do rubro-negro. Foram 3 vitórias e 3 derrotas (inclusive como mandante).

Na divisão principal, a situação do Náutico é a mais grave de todos os clubes de Pernambuco que atuam nas diversas divisões. O alvirrubro até hoje não tem um treinador, as contratações que estão sendo efetuadas está mais para lá do que para cá, e erros vem sendo acumulados, que poderiam ser solucionados na hora do lanche, mas pelo que estamos sentindo as dificuldades irão continuar.

O clube dos Aflitos é o 19º colocado na tabela de classificação da Série A, inquilino da zona de rebaixamento, com 1 vitória e 1 empate, e com 27% de aproveitamento, e dado como possível rebaixado por todos os sites que fazem as projeções para a competição, muito embora estejamos no seu início.

Na verdade, satisfeitos estão os torcedores de Salgueiro e Central, mas aqueles que torcem pelos antigos chamados ¨grandes¨ clubes da capital, o recreio é hora de preocupação, pois sentiram que os seus times ingressaram em uma estrada tortuosa, com muitos desníveis e as trações dos seus veículos não conseguiram contorná-las.

Os fatos retratam como perdemos um semestre, e entre esses quase 130 dias em um estadual, que não serviu para nada, apenas para o caixa da Federação local, com os seus 8% da renda bruta, principalmente do programa Todos com a Nota.

Esperamos que após esse lanche demorado, os clubes voltem com o corpo alimentado, e que possam ter um bom recomeço, para que no final do ano não tenhamos choros de todos os segmentos que estão envolvidos no futebol pernambucano.

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