Histórico
Copa das Confederações
Para a torcida se divertir
postado em 20 de junho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

A barra era de dez! Eis o que nos repassa o placar - 10x0 - que os reservas da seleção da Espanha impuseram ao time amador do Taiti. Com tamanha disparidade técnica entre os dois conjuntos, os torcedores que foram ao Maracanã optaram por apoiar o time que foi a campo preparado para sofrer uma goleada. Uma forma inteligente de participar, de forma efetiva, daquela brincadeira de bobo.

Em alguns momentos, era como se a extinta geral do Mário Filho tivesse ressurgido. E haja gréa. Alheios a reação do público, os espanhóis, que fugiram um pouco do padrão excelência do futebol campeão do mundo, iam construindo a goleada que parecia ter um teto estabelecido: 10 gols.

Mas nada iria estragar aquele momento de alegria e descontração.

E houve espaço até para demonstração de civismo: em determinado momento, sem nada que pudesse linkar o fato com o que acontecia dentro das quatro linhas, 70 mil pessoas começaram a cantar o Hino Nacional. Um gesto de solidariedade que também serviu para legitimar o MOVIMENTO que ganhou as ruas das principais cidades brasileiras.

A cada esboço de reação do Taiti a torcida se manifestava, e vibrou como se estivesse comemorando um gol, quando a Espanha desperdiçou um pênalti.

Por merecimento, o torcedor brasileiro teria que receber o Troféu Fair-Play da FIFA. Afinal, ninguém como ele aceitou a brincadeira de ter um Taiti disputando uma competição que tem quatro campeões mundiais.

Piadas são celebradas com risadas e muita gréa. Tal qual aconteceu ontem no Maracanã.

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Artigos
O Povo, os Protestos e Eu
postado em 20 de junho de 2013

Sidney Nicéas


Só se fala nisso. O povo brasileiro (aliás, parte dele) sai às ruas para protestar. Manifestações nas principais cidades do país revelam que, ao que parece, os brasileiros estão aprendendo a sair da passividade. A cobrar por justiça, igualdade e transparência. O preço das passagens de ônibus, os altos valores gastos para as Copas (das Confederações e do Mundo), o custo social, enfim, questões prementes reunidas numa voz coletiva a exigir do Estado o cumprimento do seu papel (tão relegado pelas mais diversas razões).


Deixemos de lado as hipocrisias de alguns tantos - que pagam pra ver os jogos da mesma Copa que protestam; que nem andam de ônibus e vivem alheios à dura realidade de quem utiliza transporte público; que votam e sequer se lembram em quem votaram; que reclamam dos impostos e da inflação, mas não se eximem de encher a cara nos finais de semana, pagando caro pelo álcool consumido; enfim, que criticam determinadas emissoras, mas não perdem o final da novela preferida. Deixemos isso de lado. Miremos na natureza do momento. Na importância de protestar e exercer, assim, uma voz social ativa - e exercer isso em nada diminui qualquer ser humano, muito pelo contrário.

As ruas viram, então, palco desses protestos. E os fins pacíficos acabam burlados por alguns. E a legitimidade do pleito fica manchada por conta da violência, tanto pelos excessos desses poucos arruaceiros, quanto pela falta de habilidade das polícias em garantir a democracia (sim, usar da violência como pretexto para perturbar a ordem soa tão paradoxal quanto depredar o patrimônio que é de todos - infantilidade plena). Se não quero corruptos no poder, por que corromperei as manifestações com desordem? Se me queixo da violência cotidiana, por que ser violento na hora de fazer valer a minha voz?

Tais atos não apagam a natureza do momento. A voz coletiva é, sim, legítima. E os protestos vão se repetindo e se alastrando. Os gritos unidos começam a ecoar pelo planeta. A Presidente (isso mesmo, "presidenta" não existe na língua portuguesa - e isso nada tem a ver com machismo ou feminismo!) diz que protestar é um direito democrático. Obviedade que remete a uma questão: será que toda essa mobilização está sendo mesmo levada a sério pelos nossos governantes? Quais artifícios estão sendo moldados pelos marqueteiros políticos para tentar dobrar os efeitos desse momento? Passada a onda, o brasileiro permanecerá realçando esse coro coletivo no cotidiano?

Independente de qualquer questionamento, o reboliço está feito. O clamor coletivo ecoa alheio a quaisquer questões. E, reforce-se, que não fique restrito apenas ao período de competições no país. Que o povo proteste nas eleições, nas votações absurdas dos parlamentares (especialmente naquelas em que ampliam suas regalias), nas absurdas cobranças tributárias, nos escândalos de corrupção que mancham a nossa pátria mãe gentil - gentil, mas não idiota!

A indignação invade as ruas. Pelas redes sociais, o sentimento de protesto se alastra. A indignação invade os lares (nem todos podem ou precisam ir às ruas). E chega até mim. Sim. Dentro de mim também reverbera um sem número de manifestações. E não somente pelas questões alusivas ao país e ao mundo em que vivo, mas também pelas coisas que se referem a mim mesmo - afinal, de que adianta externar uma indignação por coisas que, dentro de nós, não têm combate? De que adianta cobrar do outro o que não fazemos no dia a dia?

Sim, é preciso unificar a nossa voz pessoal com a coletiva. Ser a mudança que queremos ver. Aí, quem sabe, consigamos mesmo atingir um nível ideal de transformações. Até lá, contudo, vamos engrossando o coro coletivo e, nesse processo, tentando nos transformar junto com a realidade que nos cerca (e da qual somos mesmo responsáveis). Um dia chegaremos lá...

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Copa das Confederações
Devolvam o dinheiro do povo
postado em 20 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DEVOLVAM O DINHEIRO DO POVO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última segunda-feira, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Distrito Federal, requisitou ao governo local informações sobre as providências a serem adotadas para ressassir ao erário o gasto com a aquisição de ingressos e camarotes para o jogo de abertura do ¨Copo das Confederações¨. O valor ultrapassa a R$ 2.8 milhões.

Como os governantes desse país gostam de torrar o dinheiro da população.

O governador do DF, Agnelo Queiroz, o secretário extraordinário da Copa, Cláudio Monteiro e o presidente da  Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Antonio Carlos Lins, têm o prazo de 48 horas para responder o ofício. A ausência da devolução do valor do erário poderá ser caracterizada como ato de improbidade administrativa.

Para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a distribuição de ingressos para personalidades da Capital configura a utilização de cargo público para autopromoção, o que viola o princípio da impessoalidade da administração pública. ¨Vizualiza-se, ainda, que a despesa pública não almejou o atendimento do interesse público, motivo pelo qual há desvio de finalidade", explicam os promotores de Justiça do documento.

Entenda o caso:

No dia 2 de abril, a Procuradoria Distrital dos Direitos dos Cidadãos (PDDC) requisitou informações a Terracap sobre a compra de ingressos para o jogo de abertura do evento da FIFA. Em resposta a empresa disse que iria utilizar os ingressos de acordo com programa de relacionamento que possibilitasse reunir os parceiros empresariais do GDF como estratégia de investimento.

Outra justificativa era apoiar o evento, o que representaria o comprometimento da Terracap com o desenvolvimento do Estado, bem como repercutir nas mídia nacional e internacional, tarefas, funções e finalidades da empresa. Entretanto, a motivação apresentada- promoção e marketing do GDF- são proibidas pela FIFA, segundo estabelece o regulamento do evento.

Na verdade, o governo de Brasília fez festa com o dinheiro alheio, ou seja, dar mordomias com o recursos  públicos.

Que os cofres públicos sejam ressarcidos.

* Fontes: Site do MP do Distrito Federal, e o Blog de Hiltor Mombach.

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Copa das Confederações
Simplesmente inesquecível
postado em 19 de junho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Qualquer sacrifício que o torcedor tenha feito para chegar a Arena Pernambuco valeu a pena. Afinal, ele foi testemunha de um épico do futebol que contrariou todo e qualquer prognóstico. Mais ainda: deixou aquele presunçoso cronista sem espaço para soltar o seu costumaz "eu falei". O jogo entre Itália e Japão entrou para a galeria dos inesquecíveis, onde o placar final é um mero detalhe.

Naturalmente que vitória da Itália - 4x3 - foi decisiva em relação ao destino das duas equipes, mas não chega a traduzir a história da partida que pode ser contada através de adjetivos, de tão surpreendente que foi do primeiro ao último minuto.

A superação foi observada a partir da postura da seleção do Japão, que mais aclimatada ao fuso horário, demonstrou um vigor físico surpreendente, fato que lhe levou a impor um ritmo de jogo que deixou a favorita Itália estonteada. A resultante da pressão inicial foi à abertura de uma vantagem de dois gols no placar.

A Itália usou a força para chegar ao empate e virar o placar. Não faltou atitude aos dois times, que com propostas diferentes foram intensos durante os 90 minutos. A velocidade e a troca de passes levaram o Japão a pressionar novamente à tetracampeã Itália, que parecia incrédula ante o poderio daquele exército emergente cujo potencial poderá lhe transformar numa grata surpresa na Copa do próximo ano.

O veterano Buffon ficou atônito ao ver sua defesa ser vencida numa jogada aérea, e aceitou um gol que ainda não existia no seu currículo: gol de cabeça da seleção japonesa.

Os gols desenhavam cenários diferentes para a próxima rodada da Copa das Confederações, e criavam possibilidades diversas na briga pela classificação para as semifinais.

O lendário Império Romano utilizou a força, se superou e fez da experiência sua arma para vencer a batalha inesquecível.

E o torcedor voltou para casa com a certeza de que, até o Mundial de 2014 a Arena Pernambuco não servirá de palco para outro jogo tão fantástico. O melhor desta edição da Copa das Confederações.

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Copa das Confederações
Vitória à Neymar
postado em 19 de junho de 2013


Foto: AFP


CLAUDEMIR GOMES

 

A Seleção Brasileira foi envolvente com um futebol rápido e troca de passes precisa. O gol de Neymar aos 8 minutos, chutando de primeira uma bola que veio de um corte da defesa mexicana nos pareceu à ameixa do pudim. Mas o ritmo alucinante teve um prazo de validade: 20 minutos.

A outra metade do primeiro tempo o time mexicano teve mais posse de bola, e as falhas se tornaram evidentes na equipe brasileira. Oscar não conseguiu reprisar o bom futebol que apresentou na partida contra o Japão. Estático, Fred teve um baixo rendimento no comando do ataque, enquanto Marcelo, se por um lado é elogiado pelo bom entrosamento que tem com Neymar, quando se libera ao ataque, deu mostra de sua fragilidade no quesito marcação.

Os erros coletivos apresentados pelos comandado de Felipão eram compensados com o show individual de Neymar, que pela primeira vez, nos brindou com um pouco do futebol que nos deixava extasiados em suas apresentações pelo Santos.

O atacante do Barcelona marcou um golaço, repetindo o feito do jogo com o Japão e passou a ser o ponto de desequilíbrio de uma equipe que depende muito do seu talento.

Felipão, embora tenha reconhecido à queda de produção da equipe, se equivocou nas mudanças, demorou para acionar Lucas e Jô, justamente os jogadores que tinham potencial de tirar o Brasil do sufoco que estava levando do México. Mas os poucos minutos que Jô passou em campo foram suficientes para a sua estrela brilhar, mais uma vez, marcou o gol que selou a segunda vitória brasileira. Um gol cuja construção deve ser creditada ao talentoso Neymar.

Com a classificação para as semifinais assegurada, é possível que sábado, em Salvador, o Brasil entre em campo com um novo comandante de ataque para enfrentar a Itália.

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