Histórico
Copa das Confederações
Filosofia Fifeana, dialogo
postado em 24 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FILOSOFIA FIFEANA, DIÁLOGO


Hiltor Mombach - Correio do Povo - Porto Alegre


Senhor Presidente da FIFA, precisamos encontrar uma participação para tantos gastos.

- Mas o senhor garantiu que tinha o povo na mão.

- Os resistentes estão fazendo um barulho danado. Ã‰ essa praga das redes sociais, este tal de Facebook, Twitter.

- Pô! Demos futebol, pão e circo e querem mais! Ingratos.

- Querem saúde, educação, hospitais... e nos querem na cadeia.

- Como era o nome daquele cara que inventou a tese que para acreditar em Deus é preciso ter fé?

- São Tomaz de Aquino, eu acho, não tenho a certeza.

- Inteligente. Quando começaram a cobrar provas da existência de Deus, ele saltou para dizer ser necessário ter fé, um profundo sentimento íntimo de certeza. Não dizendo nada, disse tudo. Vamos criar uma Base filosófica para justificarmos os gastos. Será a filosofia Fifeana.

- Não entendi, senhor presidente da FIFA.

- Já que a Copa é do povo, os estádios não são do povo, vamos dar ao povo o legado. Está criado o legado FIFA! Para acreditar na Copa é preciso ter fé no legado.

- Mas, senhor Presidente da FIFA, o legado é das construtoras, das empreiteiras, das multinacionais... É de quem mama nesta tetinha,senhor presidente. E que legado para FIFA, hein! Cofres recheados senhor presidente.

- Eu sou o maior gênio pós-Socrático. Está criado o legado FIFA! O governo banca algumas obras. Com o dinheiro do povo claro. É o legado. Até a palavra é pomposa: legado. O povo vai pensar que tudo que está sendo feito para a Copa é para ele. É o legado dele.

- Mas, senhor presidente da FIFA, e se nem mais esta enganação dar certo? O povo quer comida, estudo e hospitais...

- Temos o plano B. O governo baixa os preços disto, daquilo, o escambau. A gente distribui meia dúzia de ingressos para o povo e deu. Depois da Copa aumenta tudo outra vez, é claro.

- E se o plano B falhar, senhor presidente da FIFA?

- Eu te falei, era melhor fazer a Copa num país autoritário. Na Coreia do Norte estaria tudo resolvido. Ah! Como faz falta homens como Stalin! Quem inventou esta droga de democracia!

- E se o plano B falhar, senhor presidente da FIFA?

- Manda editar imagens do povo feliz nas ruas com a realização da Copa. Ou a imprensa oficialista não tem mais poder?

- E se o plano B seguindo falhando senhor Presidente da FIFA?

- Aí o pepino é todo teu. O pepino e os elefantes brancos.


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Copa das Confederações
Provação sem fim
postado em 24 de junho de 2013

JOSÉ ROBERTO TORERO - FOLHA DE SÃO PAULO


Não gosto de jornalista que faz o gênero rabugento, que fica vendo defeito em tudo e dizendo: "Imagine na Copa". Mas hoje não tem jeito. Terei que engrossar suas fileiras.

Não sei se estava influenciado pela superlua ou pelo supersol, mas o fato é que achei o jogo entre Taiti e Uruguai ruim em vários aspectos. E não estou falando de futebol.

Para começar, o estádio fica muito longe do Recife. Na verdade, fica em outra cidade: São Lourenço da Mata. O hotel oficial da imprensa estava a 28 km do estádio. O meu, um pouco mais perto, ficava a 21 km. Cheguei a sentir saudades do Morumbi.

A Arena Pernambuco não tem falta de mobilidade. Pelo contrário, exige mobilidade demais. A entrada do estádio fica longe do ponto de ônibus mais próximo. Foram 1.300 metros (medidos com meu GPS) embaixo do supersol até o portão de entrada.

E o problema não parou aí. Os funcionários não sabiam informar onde era o centro de mídia. Há tapumes e barreiras por todos os lados e, é claro, pouquíssimas placas.

Fui acabar na área VIP. Obviamente, não me deixaram ficar por lá. Vaguei de indicação em indicação por 45 minutos, até que uma santa voluntária (os voluntários pernambucanos são extremamente amáveis) me deixou bem perto do centro.

Acabou a provação? Que nada! Não tinha comida para os jornalistas. É que havia acabado a carne, e o tal padrão Fifa não permite que sirva-se comida sem proteína.

Mesmo que você seja vegetariano e queira comprar seu prato sem carne, o patrão (com tê) Fifa não permite. Minha saída foi comprar uma saudável Coca-Cola e um nutritivo sorvete.

O pior ainda estava por vir. Por conta da caminhada sob o sol, minha pressão baixou e tive que deitar num sofá, onde servi de alimento (com proteína) aos pernilongos. Perguntei se havia algum médico por ali. Adivinhe?

Então chegou a hora de subir para a tribuna de imprensa. É claro que ela ficava no ponto mais alto do estádio.

"Onde é o elevador?", perguntei inocentemente. "Não está funcionando", me responderam. Se eu fosse um jornalista cadeirante, não poderia usar o centro de mídia. Sem outra opção, lá fui eu escalar a Arena Pernambuco.

As coisas estariam ainda pior se eu fosse um dos torcedores que sentaram do lado oposto do estádio. Como a cobertura do estádio é mais modesta aqui, em algumas cadeiras o sol só parou de bater no segundo tempo.

Talvez no futuro estas partes sejam conhecidas como "ala da insolação", "frigideira" ou "inferno vermelho", por conta da cor das cadeiras.

É claro que a visibilidade do estádio é ótima, ele é bonito, foi emocionante ver os taitianos com a bandeira brasileira no final e a torcida se comportou com grande simpatia, torcendo muito pelo time da Polinésia.

Daria até para plagiar um slogan dos tempos de Lula e dizer: "A melhor coisa da Arena Pernambuco são os pernambucanos".

Mas acho que hoje fico com o slogan dos rabugentos: "Imagine na Copa".

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Artigos
Sócio-Torcedor devagar em Pernambuco
postado em 23 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SÓCIO-TORCEDOR ANDA DEVAGAR EM PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornal Folha de São Paulo no dia de ontem fez um balanço sobre o Programa do Sócio-Torcedor, com o apoio da Ambev, mostrando crescimento em alguns clubes brasileiros e, ao mesmo tempo, o vagar em outros.

Embora alguns dados sejam distorcidos, como no caso de Pernambuco, a matéria mostrou que as receitas dos clubes aumentaram, com o número de associados pulando de um total de 362 mil para 500 mil.

Na realidade, alguns programas já funcionavam bem antes da campanha da cervejeira, mas os benefícios dos descontos em estabelecimentos comerciais têm influenciado no aumento dos sócios, principalmente em clubes que não tinham a tradição de terem um bom quadro social, muito embora fossem considerados como grandes no futebol.

O Cruzeiro foi um desses, e tornou-se o líder na captação, pulando de 7.023 para 28.681 sócios, com um incremento de 308,5%. A seguir vem o São Paulo, também um grande clube, com poucos associados, e que passou de 5.934 para 21.751 (266,5% de crescimento).

O Atlético-MG, que tem os valores mais caros entre os demais (R$ 120), passou de 4.820 sócios, para 15.623 (224%), o Palmeiras, de 9.526 para 26.558 (128,8%), e completando os cinco maiores, encontramos a Ponte Preta, que passou de 3.109 para 6.612 (112,6%).

Dois outros clubes conseguiram quase dobrar o número de sócios. O Vasco, que saiu de 6.615 para 12.338 (89,4%) e o Botafogo, de 4.146 para 7.822 (88,7%).

O Internacional, detentor de maior número de associados, sentiu o reflexo da campanha com um crescimento de 22,1%, saindo de 82.029 para 100.139, mostrando que o atendimento de sua demanda está chegando ao limite, e que contempla atualmente 2% do total dos seus torcedores.

O mesmo aconteceu com o Corinthians, com um crescimento de 18%, saindo de 44.235 para 52.115. O Santos apresentou o mesmo quadro, com 10,7% de crescimento, saindo de 47.594 para 52.676.

O Sport Recife, que não tinha o programa Sócio-Torcedor, desde que os seus associados eram aqueles que frequentam o clube nos dias normais, assim como em jogos, teve um aumento de apenas 996 sócios (9,3%), que é muito pouco para a potencialidade do clube, que poderia ter pelo menos 30 mil sócios no seu quadro social.

Um fato que não conseguimos entender está relacionado ao Santa Cruz e Náutico, quando tiveram uma perda de 1,5% e 8,6 %, respectivamente, entre os seus associados. O tricolor tinha 13.174 que foi reduzido para 12.926, enquanto o alvirrubro desceu de 4.033 para 3.685.

Ambos possuem uma capacidade muito maior para a absorção de associados, mostrando assim que algo existe de errado nesse trabalho que é por demais importante para os clubes.

Os números dos clubes pernambucanos refletem a concorrência do programa Todos com a Nota, e isso sempre temos destacado, inibindo a vinda de novos sócios, que terão que desembolsar recursos, quando com as suas notas de compras conseguem os seus bilhetes.

De qualquer forma, trata-se de um fato negativo, e que deveria ser analisado. Arrecadação em clubes de futebol é um assunto para profissionais que entendam do ramo e não de amadores.

Outro fiasco foi do Bahia, por conta de sua crise administrativa, teve uma redução de 48,7%, caindo de 5.968 para 3.240.

São dados bem importantes, e que demonstraram o nosso atraso nesse segmento, que para nós não foi nehuma novidade, porque conhecemos de perto os modelos de gestões de nossos clubes. O amador ganha do profissional por um placar bem dilatado.

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Artigos
Dilma falou... e disse!
postado em 23 de junho de 2013

Por ROBERTO VIEIRA

 

Dilma falou.

E disse.

"Todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar".

Ou seja, ela assiste televisão.

"A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão. Precisamos oxigenar o nosso sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e, acima de tudo, mais permeáveis à influência da sociedade".

Por isso ela está reunida com Renan e Sarney.

"Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos".

Vai ter almoço e coquetel com governadores e prefeitos. Traje social fino.

"O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo".

Elaborar plano é a melhor maneira de não fazer nada...

"Segundo, a destinação de cem por cento dos recursos do petróleo para a educação".

Como sempre, o pré-sal é o cálice sagrado que vai salvar nossa terra.

"Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS".

Cuba, aqui vamos nós!

"Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos os poderes da República e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. Aliás, a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor".

Vai ser transparente em seus gastos pessoais que já proibiu de serem revelados.

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e os governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação".

A Copa não foi bancada por nós...

"Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte. Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria, é assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacífica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa".

FIFA, não nos abandone!

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Copa das Confederações
A criminalização da Arena
postado em 21 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A CRIMINALIZAÇÃO DA ARENA PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Arena, ou o Estádio Pernambuco, como nós gostamos de chamar, é uma realidade latente. Está de pé e tornou-se irreversível.

Os gastos chegaram a casa dos R$ 600 milhões, por conta da necessidade de sediar o ¨Copo das Confederações¨, mas estando no seu local implantada e pronta para receber os eventos dos clubes de Pernambuco. Não poderá ser  destruída, embora continuamos a achar que o dinheiro público não poderia ser destinado à construção de estádios.

Houve uma criminalização desse espaço esportivo por conta dos acontecimentos, principalmente no setor de  acessibilidade, mas esse não pode e não deve pagar os pecados e ser condenado por erros de terceiros.

Os gastos foram exagerados, e fundamentalmente deixaram a Arena perdida em um deserto, sem a contemplação dos meios de acesso.

Os consumidores sofreram quando se dirigiram aos eventos já realizados, mas não devem culpar a estrutura de concreto, julgá-la e condená-la por um crime que foi cometido pelo ser humano, que não soube formatar um planejamento adequado para que essa pudesse receber com dignidade os seus clientes.

A criminalização de um inocente é perigoso, porque não se deve condenar aquele que nada de errado cometeu.

Qual a culpa do Estádio, por não haver um estudo profundo para a acessibilidade, e não ser entregue para um único meio de locomoção, o metrô, que já atende no seu limite a demanda do dia a dia e, de repente, somou a essa mais 30 mil usuários?

Qual a culpa do estádio, quando os portões estavam fechados com os torcedores do lado de fora? 

Qual a culpa do estádio, quando os bares não tinham alimentos para atender os consumidores, nem mão de obra para tal?

Qual a culpa do estádio, se o Centro de Imprensa era mal iluminado, com ar condicionado barulhento e dezenas de televisores sem som, sem água nos banheiros e com falta de manutenção, onde pilhas de papel higiênico lotavam as lixeiras?

Os culpados foram aqueles que não se prepararam adequadamente para programar o seu funcionamento. Um evento de futebol tem muitos detalhes, e só os do ramo bem o conhecem, e por conta disso tivemos as críticas contra o equipamento esportivo, que foram justas pelo que aconteceu em seu entorno, mas cruéis para esse que nada tinha a ver com os problemas.

A Arena Pernambuco está aí, podemos achar que os custos foram altos, contudo não devemos esquecer que foi aprovada pelos torcedores que estiveram nos dois jogos do torneio das Confederações, com quase 80 mil pessoas no seu total.

O importante de tudo é que essa abriu o espaço para um novo torcedor, civilizado, que festejou com jogos de equipes externas e que poderão ser um fator importante para o futuro de nosso futebol, quando os encontros de nossos clubes forem realizados no local.

Torcedores vestindo camisas de Sport, Santa Cruz e Náutico, lado a lado, numa demonstração que a intolerância só existe quando temos os organizados, que não estão para contribuir e sim para destruir. Entraram e saíram juntos, sem nenhum sentimento de violência.

Os erros não foram do gigante de concreto, mas dos humanos que o administram, e que juntamente com os clubes de Pernambuco poderão fazê-lo como um grande alavancador do futebol local, que precisava de um bom equipamento, já sendo realidade, devendo ser bem aproveitado.

Criminalizar algo que não pode se defender é um erro. Os culpados foram outros.

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