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Cuca, um brasileiro
postado em 04 de junho de 2013


LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Há um modo torto de explicar o futebol brasileiro atual, a seleção, o Corinthians campeão mundial, o Palmeiras perdendo em casa do lanterna da segunda divisão (agora não mais lanterna graças ao Palmeiras) sob a ótica do Atlético-MG, do técnico Cuca. Veja se eu viajo.

Com a Libertadores no horizonte, o Galo é o único "orgulho" nacional na competição, ao mesmo tempo em que é o penúltimo colocado nacional neste início (jogo a menos e tal).

É o melhor time do Brasil, mas esse "encantador" melhor time do Brasil foi salvo por um milagre contra um time que nem é o melhor do México. Isso em casa, no Horto, onde cair é estar morto, como canta a torcida, que chorou muito num minuto e chorou mais ainda três minutos depois, não pela mesma razão.

O time agora vê um preocupante hiato entre o aflitivo jogo contra o Tijuana (espécie de Batalha dos Aflitos misturada à semifinal Corinthians x Palmeiras de 2000) e o primeiro jogo da semi contra os argentinos do Newell''s Old Boys.

E várias questões vão ter que ser trabalhadas nesse meio-tempo, com um Brasileirão no caminho: o Atlético teria cansado e perdido o encanto? A volta vai ter ou não Bernard? Ronaldinho aguenta um mês de Brasileirão fase chocha, sem jogar a competição continental nevrálgica? Como vai estar o Newell''s para os jogos contra o Galo, já que o Clausura, do qual é líder, vai estar recém-concluído e o time vai poder entrar com tudo na fase final da Libertadores, talvez com moral de campeão?

Acho que respostas para essas questões vão depender menos de Ronaldinho e cia. e mais do técnico Cuca e sua habilidade de treinador ou de administrador de situações.

O mesmo Cuca que, aos olhos do torcedor, está em algum lugar entre ser o melhor técnico do Brasil e o pior técnico do Brasil. Muito pela fama de azarado. Assuntos esses (o quão bom e o quão azarado ele é) que já causaram discussão acalorada numa mesa redonda na TV.

Cuca é o futebol brasileiro. Ele vive uma fase curiosíssima. Comanda a hoje principal equipe do país rumo a uma conquista internacional importante.

Acaba de dar a maior sorte do mundo, o que bota em xeque seu velho estigma, se é que coisas desse tipo se sobressaem no futebol.

No reino brasileiro dos treinadores "top", Cuca, que nunca foi considerado um deles, brilha sozinho. Felipão, o técnico da seleção, é chamado de burro até quando o time joga (até que) bem.

O papa-títulos Muricy foi demitido. Luxemburgo e Abel não andam com muito prestígio, e seus dois clubes deixam Mano Menezes, sem emprego, de sobreaviso. Tite anda de ressaca. Paulo Autuori, que há muito não justifica sua fama de "professor", está com um time-problema na mão. Sobraram poucos. Sobrou o Cuca. Mais até do que o Atlético, o Cuca é o Brasil.

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Artigos
Pernambuco com a maior queda de público
postado em 04 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PERNAMBUCO TEVE A MAIOR QUEDA DE PÚBLICO DO BRASIL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A CBF é a máquina mortífera do futebol brasileiro, não o levando a sério e perpetuando crimes contra esse dia após dia. A última rodada do Brasileiro da Série A que terminou no domingo à noite, em 10 jogos teve uma média de público de um pouco mais de 2.400 torcedores/jogo.

A razão desse fato foi a partida da sua seleção contra a Inglaterra, combinada com a abertura do Maracanã, e que levou a realização de jogos no sábado à tarde, à noite e no domingo também à noite, o que demandou o pequeno número de consumidores.

A prudência e a racionalidade mostravam que a rodada teria que ser adiada por conta da abertura do Maracanã com um jogo da seleção da CBF.

O público desapareceu, e a Pluri Consultoria nos trouxe ontem mais um importante trabalho, o primeiro de uma série de 5, que irão abordar a ausência dos torcedores nos estádios, em especial, nos estaduais.

Os números apresentados são acachapantes, e mostram o desinteresse das Federações na busca de um novo formato, para que esses tornem-se mais atrativos, como o fez a Federação Mineira de Futebol.

Como resultado do trabalho, e os números apresentados pelos estaduais, supondo a manutenção do público médio das 4 séries do Brasileiro em 2013  nos mesmos níveis de 2012, a média total do público ficará em torno de 4.070 torcedores nessa temporada.

Verificamos que o Campeonato Mineiro foi o único do país a denonstrar elevação real em relação a 2012, subindo de 7º para a 1ª posição do Ranking. A média de público subiu 80%, atingindo 6.451 pagantes por jogo. Devemos ressaltar que o campeonato teve uma redução de datas, tornando-se mais enxuto e mais atrativo para os torcedores, mostrando que quantidade não é qualidade.

Dos 25 campeonatos estaduais, 17 apresentaram queda na média de público. Os destaques negativos foram para o Campeonato Pernambucano, que caiu da 1ª para a terceira posição, com 42% a menos na média de pagantes por jogo. Em seguida, aparecem o Campeonato Matogrossense com 33% de queda e o Potiguar com uma redução de 32%.

Sobre o nosso campeonato devemos referenciar que chegou a esse número por conta do Programa Todos com a Nota, que representou mais de 60% do público. Sem esse teríamos uma das piores colocações no Ranking da Pluri. 

Apenas 8 dos 25 campeonatos estaduais tiveram elevação na média de público em 2013, sendo que em 3 a alta não chegou a 2%. O Brasiliense teve a sua média elevada em 83%, em função do público de 22 mil torcedores registrado no jogo final (1.176), que marcou a reabertura do estádio Mané Garrincha. Em seguida veio o Mineiro, com alta de 80% (6.451) e a Paraíba, com elevação de 60% (1.537).

O Rankig ficou assim constituído: Minas Gerais (6.451), São Paulo (6.217), Pernambuco (5.339), Pará (5.022), Goiás (4.449), Santa Catarina (3.519), Bahia (3.155), Paraná (3002).

Do 9º ao 14º, os públicos ficaram abaixo dos dois mil e um pouco acima dos mil. O 8º foi o Rio de Janeiro (2.422), Rio Grande do Sul (2.219), Ceará (2.005), Alagoas (1.754),  Paraíba (1.537) e Brasília (1.176).

Os que ficaram abaixo de mil foram os seguintes: Rio Grande do Norte (958), Espírito Santo (848), Piauí (848), Sergipe (821), Amazonas (807), Maranhão (805), Mato Grosso do Sul (644), Mato Grosso (605), Tocantins (582), Rondônia (248) e Acre (245).

Sem maiores comentários, já que os números apresentam uma trágica realidade.

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Seleção Brasileira
Novatos e meninos
postado em 02 de junho de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Luiz Felipe Scolari começa hoje a mostrar a cara da seleção que tentará conquistar a Copa das Confederações. E que deve carregar até o Mundial de 2014, no qual buscará seu segundo título como o treinador nacional.

Tudo indica que, contra a Inglaterra, às 16h, no Maracanã, Felipão vai armar um time jovem, leve e com vocação ofensiva --justamente na contramão do que seu discurso às vezes parece pregar.

A seleção, que faz seu primeiro amistoso de preparação para o torneio, ficou mais jovem e encolheu em relação àquela campeã da Copa-2002.

Trate de duvidar, portanto, quando ouvir que Felipão prefere jogadores altos e fortes em detrimento dos habilidosos. A média de altura do time é de 1,80 m, contra 1,83 m do que ganhou o Mundial.

Em 2002, as estrelas eram Rivaldo (1,86 m) e Ronaldo (1,83 m). Agora, as apostas são os franzinos Neymar (1,74 m) e Oscar (1,80 m).

"Este não é um critério para mim, e sim a qualidade", disse Felipão. "Quando o adversário tem muitos jogadores altos, nós temos que nos organizar e equilibrar isso."

O técnico afirmou em entrevista à Folha que "essa história de volante goleador só é bonita para a imprensa".

No entanto, forma sua dupla de proteção à zaga com dois jogadores que tentam o gol. Fernando, do Grêmio, é um dos cobradores de falta da seleção. E Paulinho já tem 34 gols em pouco mais de três anos pelo Corinthians.

À frente deles, Oscar, Neymar, Hulk e Fred. "Aquele grupo de 2002 tinha muita experiência e muita idade, a abordagem agora é diferente", comparou. "Às vezes, você conversa como pai, como um responsável mais velho. Noutras vezes, como amigo."

A primeira missão do grupo é acabar com a incômoda marca da seleção de não ter batido nenhum campeão do mundo desde a Copa-2010.

No período, o Brasil perdeu de Argentina, França, Inglaterra e Alemanha e empatou com a Itália. Derrotou apenas uma versão local da Argentina, sem Messi, em Superclássicos das Américas.

E não enfrentou nem Espanha nem Uruguai, que estão na Copa das Confederações e podem ser adversários do Brasil na semifinal.

Este é o primeiro torneio oficial da segunda passagem de Felipão pela seleção. O Brasil estreia contra o Japão, no dia 15, em Brasília. Antes, faz amistoso contra a França, em Porto Alegre.

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