JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A Aliança Renovadora Nacional, partido que dava a
sustentação à ditadura militar que foi implantada no Brasil na década de 60,
está de volta através da atuação de um seu antigo membro José Maria Marin, hoje
presidente da CBF, que está introduzindo os mesmos métodos adotados na época,
quando o futebol servia como promoção institucional dos ditadores de
plantão.
Naquela ocasião foi criado um lema: "Onde o futebol vai bem, a ARENA vai bem". E realmente os procedimentos eram esses. Construção de estádios, jogos da seleção e um Campeonato Brasileiro de 100 clubes, no perÃodo do presidente Almirante Heleno Nunes, fizeram parte do contexto do Ame-o ou Deixe-o.
A antiga Arena que não mais existe como partido polÃtico conseguiu um aliado nessa composição futebolÃstica, e cooptou o maior partido da oposição, o PSDB, que brevemente adotará o mesmo slogan: ¨Onde o futebol vai bem, o PSDB vai bem".
Alguns fatos estão ocorrendo que demonstram essa nova simbiose. Em Minas Gerais, na abertura oficial do Mineirão, a atenção dos governantes com Marin foram excessivas, e sobretudo a de Aécio Neves, potencial candidato a presidência da República.
No Rio de Janeiro, na festa do Maracanã, não tÃnhamos nenhum membro de BrasÃlia na Tribuna, e lá encontramos mais uma vez Aécio Neves e, por incrÃvel que pareça, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso com a maior confraternização com o Presidente da CBF.
Trata-se de um fato constrangedor, desde que um mandatário da envergadura do ex-presidente nunca poderia estar se misturando com uma figura como a de José Maria Marin.
Mas os afagos continuaram, e de forma estranha a seleção da CBF está ajudando os interesses eleitorais de mais um governador do partido de oposição, Marcondes Perillo, cujo estado está abrigando-a para a preparação do jogo contra a França.
O interessante é que nem hotel que pudesse locar uma delegação do porte de uma seleção Goiânia dispõe, e o inusitado é que não existe um setor para a imprensa, e os jogadores são obrigados a seguirem numa van para o outro lado da avenida, para que possam ser entrevistados.
Existe uma realidade, Marin não tem o menor espaço no governo federal, e recorreu aos préstimos da oposição utilizando a sua seleção, que de maneira equivocada juntou-se ao que de pior existe nos desportos brasileiros, por conta de votos.
Lamentável, sobretudo para um partido que prega a ética, a moralidade, entre outras coisas, e que se submete ao convÃvio com figuras execradas pela sociedade brasileirata, que estão tentando com esperteza o apoio do governo federal, dando as suas atenções para a oposição.
à difÃcil de entender.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







