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O Náutico e o Brasileirão
postado em 16 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O NÁUTICO E O BRASILEIRÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No próximo dia 26, o Clube Náutico estará iniciando a sua segunda participação seguida no Brasileirão. Surge então uma pergunta sobre o assunto: Qual o planejamento que foi realizado no início da temporada, que possa contemplar pelo menos a continuidade no grupo maior do futebol nacional?

Pelo que estamos observando o alvirrubro perdeu cinco meses do ano em um estadual, sem pelo menos formatar um elenco para a disputa da competição maior. Partiu agora na busca do tempo perdido.

O Campeonato Brasileiro da Série A não difere dos demais realizados nas Ligas principais do planeta. São divididos em grupos, com aspirações diferenciadas.

São diversos ¨brasis¨ dentro de um só Brasil. São poucos com chances ao título, alguns lutando pela Libertadores, outros para a manutenção na competição e batalhando contra o rebaixamento.

As desigualdades financeiras são gigantescas, e produzem um desequilíbrio que dá um formato antecipado do que irá acontecer.

Clubes como o Náutico, Vitória, Bahia, Goiás, Criciúma, Ponte Preta, Atlético-PR e Portuguesa, formam o conjunto daqueles que participarão com maiores dificuldades, lutando inclusive contra o rebaixamentoo.

Por conta disso, é fundamental o planejamento, que visa inicialmente a alcançar o número de pontos necessários para fugirem do carrasco da degola. Depois do teto alcançado, outras metas deverão ser programadas.

Nas estatísticas dos últimos cinco anos, o ponto de corte foi de 44 pontos, com um aproveitamento de 38% dos 114 disputados. 

Em uma estimativa, esses representam 13 vitórias e 5 empates, que deverão ser contempladas no projeto preparado para a competição.

Nos últimos 11 anos, dos 38 clubes rebaixados, apenas 5  saíram da chamada elite do futebol (13,4%): Grêmio (2004), Atlético-MG (2005), Corinthians (2007), Vasco (2008) e Palmeiras, 2012, mas com as condições financeiras diferenciadas dos componentes da segunda divisão retornaram no ano posterior; os 33 restantes foram clubes intermediários, sendo que alguns no dia de hoje encontram-se em séries bem abaixo, inclusive sem nenhuma divisão.

O planejamento estratégico tem como foco os clubes intermediários, desde que esses são os inimigos potenciais nessa luta programada. Conquistas contra os de maior porte influenciam em muito a soma final da pontuação. O mando de campo deve ser bem analisado e programado para um maior rendimento, que será o fator principal para uma boa participação na competição.

Vivemos uma realidade mundial com a concentração de renda entre poucos contra os interesses da maioria, e isso motiva menores debacles entre os grandes clubes, impulsionando a queda de outros que vivem no sistema gangorra, no sobe e desce, quando não conseguem saborear a competição por mais de três anos seguidos.

O sistema mercantilista implantado no futebol brasileiro tornou os clubes intermediários, sobretudo os do Nordeste, como figurantes da divisão principal, numa luta incessante contra a queda e nunca por maiores objetivos.

Como acontece na sociedade, os pobres se contentam com um pequeno mimo e os grandes com um grande banquete, com direito a caviar.

Planejar certamente não pode ser considerado um pecado.

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Copa do Brasil
A espera do milagre
postado em 15 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


É certo que no futebol não existe verdade absoluta, mas as competições seguem uma tendência natural que respeita a lógica. Das 24 edições já disputadas da Copa do Brasil, 19 foram conquistadas pelos considerados grandes clubes do futebol brasileiro. Sport, Criciúma, Juventude/RS, Santo André/SP e Paulista/SP foram os que contrariaram a lógica.

Partindo deste princípio não alimento bons sentimentos em relação ao confronto do Internacional com o Santa Cruz, hoje à noite, em Caxias do Sul.

Numa comparação direta vemos que o Colorado tem uma qualidade técnica superior a do Santa Cruz. Há quem defenda a tese da superação, mas vale lembrar que o tricampeão pernambucano vem de uma sequência de seis jogos com adversários qualificados: Sport (3), Náutico (2) e Internacional. Uma série desgastante e que provocou baixas na equipe comandada por Marcelo Martelotte.

O Internacional chegou duas vezes à decisão da Copa do Brasil: em 1992, quando ficou com o título numa disputa com o Fluminense, e em 2009, quando perdeu para o Corinthians. O Santa Cruz nunca teve uma boa evolução na competição que, apesar do inchaço, continua sendo o caminho mais curto para um clube chegar a Libertadores.

Os tricolores mais velhos começam a comparar o goleiro Tiago Cardoso ao lendário Detinho, que na campanha do pentacampeonato chegou a ser chamado de "São Detinho". E que ele opere, no Pampa Gaúcho, "milagres" semelhantes aos que operou domingo, na Ilha do Retiro.

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Artigos
Tão caro por tão pouco
postado em 15 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TÃO CARO POR TÃO POUCO!


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Já tínhamos apresentado um trabalho da Pluri Consultoria sobre os preços dos ingressos no futebol mundial, constatando-se que os nossos são os mais caros na comparação com outros 15 países.

Recebemos no dia de ontem a complementação do relatório, com dados interessantes, e que demonstra que oferecemos muito pouco pelo que cobramos.

O estudo comparou os preços dos ingressos praticados no mundo, com relação à renda per capita de cada país. O preço médio dos ingressos mais baratos do Brasil é de R$ 38,00, equivalente a US$ 19,12. Se compararmos este valor com a renda per capita da população (US$ 12.340), conclui-se que se permite comprar 645 entradas.

Na média dos países analisados, a renda permite a compra de 1.308 ingressos, 103% a mais do que a capacidade de compra dos brasileiros (645). Uma simples conclusão: aqui o ingresso mais barato é o dobro da média nos principais  países do mundo.

O relatório da Consultoria se contrapõe a determinados argumentos que tentam justificar os valores cobrados, e entre esses é  Â¨preços baixos desvalorizam o produto¨. 

Sempre ouvimos e lemos sobre isso, mas os dirigentes esquecem que atualmente esses estão bem acima da qualidade do produto oferecido, e sobretudo pelas outras opções de entretenimento que são oferecidas aos consumidores.

Outros argumentos também são citados, tais como: custos do futebol, o estímulo para que o torcedor se torne sócio do clube, que poderia ser de bom alvitre, mas para isso  teríamos que melhorar o nível técnico e a sua infraestrura.

Existe uma regra de mercado ditando o preço de qualquer produto, inclusive o futebol. Os nossos visitantes poderão verificar que os estádios ficam ociosos na quase totalidade dos eventos, e só conseguem as suas lotações em jogos com melhor validade.

O consumidor é inteligente e tomou uma decisão racional ao selecionar as partidas a que irão assistir, e isso vem sendo demonstrado em jogos das finais dos estaduais e da Copa Libertadores.

O ingresso mais barato do jogo final entre Cruzeiro x Atlético é R$ 60, e o mais caro R$ 120 (sem contar os dos espaços Vips), o que sem a menor dúvida está bem acima da capacidade financeira do torcedor médio, e que para assisti-lo deve ter deixado de lado outras partidas realizadas anteriormente.

O Brasil é um dos países mais controvertidos do mundo, onde um entrevistador pede desculpas ao entrevistado por uma pergunta que será formulada, as pessoas blindam as suas inteligências, e anestesiadas, não percebem que a  flexibilizarão dos preços é algo comum no mercado, quando se faz a adequação desses a realidade e importância do que é oferecido.

Na Europa é comum valores diferentes pela classe dos jogos, mas lá eles colocam 30/40 mil torcedores em campo, e aqui,  em nosso Brasileiro, contentamos com menos de 13 mil. Os europeus devem estar errados e nós, os ¨inteligentes¨ brasileiros, estamos corretos.

Jogar para um estádio vazio é igual a um artista cantar sem plateia. Causa desânimo. O estádio cheio convoca os patrocinadores, que não querem expor as suas marcas para algo que não desperta interesse.

O interessante, e o relatório bem ressaltou, é que o preço dos ingressos no Brasil não obedece a nenhum tipo de estudo ou análise mais profunda (¨princing¨), e sim através de uma simples conversa informal entre dirigentes de federações e clubes.

Na verdade poucos conhecem que existe um preço de  equilíbrio que ajusta oferta e demanda de um produto, daí essa inflação nos valores cobrados para os eventos esportivos.

O filé tem um preço, e a carne com osso, outro. É a lei da qualidade, e o futebol terá que entender isso, e não uma tentativa de elitização de cima para baixo.

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Santa Cruz
A força da torcida
postado em 14 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Nos últimos dias muito tem se falado nos números do balanço do Santa Cruz. Ontem, dia seguinte a uma conquista histórica do Tricolor do Arruda, o presidente, Antônio Luís Neto, e o ex-presidente, Rodolfo Aguiar, um dos corais mais ilustre que conheço, exaltavam o terceiro tricampeonato estadual da história do clube sempre afazendo alusão às dificuldades financeiras.

Cada vez que uma edição do Pernambucano é encerrada concentro minha atenção na reação popular. Na caminhada matinal fiz um roteiro que me permitiu passar por várias paradas de ônibus. Depois visitei dois mercados públicos, andei pelas ruas do comércio popular no centro do Recife.

Enfim, constatei o quanto a Capital Pernambucana estava colorida de preto, branco e encarnado. E povão gostando. Pensei cá com meus botões: para um clube que tem uma torcida como esta haverá sempre perspectivas.

Lógico que tal dedução está mais para um telúrico do que para um analista econômico. Mas sempre defendi a tese de que os marqueteiros não conseguem potencializar este patrimônio imaterial que é o sentimento do torcedor coral.

O Santa Cruz é um clube pobre que parece ter sido fundado para quebrar preconceitos. Não é por acaso que a maioria dos seus amantes reside na periferia da cidade, nos bairros pobres. Mas essa gente humilde tem um poder de doação incrível.

Respeito os números, sei que eles são reais e aterrorizam. Mas o povo alegre que desfilou ontem pelas ruas do Recife opera milagres. É só provocar pra ver o resultado.  

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Artigos
As Carolinas do futebol
postado em 14 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS CAROLINAS DO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nada na vida acontece por acaso, e sim pelo acúmulo de acontecimentos, que produzem os fatos.

O futebol de Pernambuco encaixa-se perfeitamente na música ¨Carolina¨, de Chico Buarque de Holanda, quando em seu final caracteriza que essa deixou passar o tempo pela janela, sem o sentir.

Entra ano, sai ano, e a oxigenação não chega, e por conta disso os peixes morrem no rio poluído que contempla o esporte local. Os assuntos são de uma mesmice repetitiva, os clubes profissionais se contetam em disputar uma competição local, que não deixa um legado sequer para o seu futuro.

Hoje, o Santa Cruz e seus torcedores festejam o título de campeão de forma justa, mas na verdade deveriam repensar o seu futuro, pois competições como essas que são realizadas, nem para a auto-estima estão mais influenciando.

O tricolor tem uma boa base, e que deverá ser ampliada para a disputa da Série C, objetivando um passo maior do acesso à Segunda Divisão, e não pode raciocinar que tudo são flores por conta de um evento desequilibrado e pouco nivelado, se comparado ao que irá encontrar.

O Náutico projeta a sua reformulação a partir desta semana, faltando menos de quinze dias para o início de uma Série A  difícil, com equipes proporcionalmente com mais recursos, e com elencos mais fortes.

Como um clube irá fazer uma reestruturação com a proximidade do seu evento mais importante e produzir resultados? Claro que se trata de uma total ausência de um projeto, que deveria ter iniciado a temporada, mostrando que disputaram uma competição sem a preocupação do que viria pela frente.

O mesmo se dá com o Sport, e com relação a esse nenhuma novidade, pois o que vem acontecendo é um replay de anos anteriores de um clube, que no período de 11 anos visitou a segunda divisão por 7 vezes, o que caratcteriza a falta de um projeto consistente a médio e longo prazo.

O rubro-negro vai ter também que fazer um recomeço, mesmo nas proximidades do início da Série B, já que os seus gestores, em cinco meses do ano, pouco fizeram para que sua participação nesse campeonato tivesse a perspectiva de sucesso. Nada foi feito e os seus torcedores choram lágrimas de amargura, que no futuro serão de sangue. 

O Sport não se oxigenou e passa hoje por um processo de respiração artificial para a sua sobrevivência.

Os nossos times do interior, pelo menos seis, vivem a síndrome da sazonalidade, e já começaram a hibernação na espera da próxima temporada, e mesmo aqueles que estarão nas competições nacionais, têm poucas ilusões de conquistas.

O futebol de Pernambuco não se renovou, parecendo um show de fim do ano de Roberto Carlos, que repete há décadas as mesmas músicas, as mesmas roupas e os mesmos convidados. 

Não tivemos imaginação para renovarmos. Os clubes parecem um DVD repetitivo. Terminam um evento sem apresentarem nada de novo, nem mesmo uma reveleção. O trabalho de base faleceu e está enterrado por um bom tempo.

As mudanças não aparecem, os dirigentes são os mesmos, e  obviamente os procedimentos continuam iguais, e por conta disso iremos prosseguir por muitos anos na janela como a Carolina, vendo o tempo passar.

A música é a cara do futebol local, quando diz:

¨Lá fora amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu,

Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela só Carolina não viu".

Os nossos dirigentes são as Carolinas do futebol, o tempo passou e não viram.

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