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Parou no tempo
postado em 19 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM FUTEBOL QUE PAROU NO TEMPO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Por conta da repercussão de dois artigos postados no dia de ontem sobre os técnicos de futebol e os clubes do Nordeste, recebemos muitos comentários sobre o assunto, e um bom número de emails.

O mais importante é que o blog vem alcançando os seus objetivos, que é de fomentar o debate democrático e independente sobre o esporte nacional.

Anotamos alguns detalhes das mensagens recebidas, e essas vão ao encontro a nossa percepção sobre o assunto, quando destaca-se que o futebol evoluiu em termos técnicos e físicos, e que não permite mais jogadores singulares com uma única função, o que aliás é um dos equívocos de nossos treinadores.

Não existe mais o que Scolari, bem atrasado, deseja, ou seja, um jogador na frente esperando a bola chegar para tentar o gol.

O futebol adotado em nosso país não permite que o jogador pense. A valorização de um lateral ou um zagueiro é muito maior do que aqueles que atuam no meio, que são vistos como marcadores.

Os nossos amigos acham, e nós também, que o trabalho errado começa nas categorias de base, onde os futuros e promissores brucutus são preparados, sem a habilidade necessária. São lutadores de UFC.

Na realidade, o futebol brasileiro parou no tempo e no espaço, e ouvimos isso da parte de Paul Breitner, campeão mundial pela Alemanha, e de Paulo Autuori, técnico do Vasco da Gama.

Quem estuda a história do esporte nacional encontra gerações mais antigas que apresentavam um bom futebol. Na ocasião, éramos os melhores e mais respeitados no mundo da bola.

Quem poderá esquecer o Vasco da Gama na década de cinquenta; o Botafogo entre 56 e 64; o Santos nesse mesmo período; a Academia do Palmeiras; o Cruzeiro da década de 70; o Flamengo de 81/83; o melhor do São Paulo, com Cilinho e seus menudos, depois comandados por Telê Santana. Era um futebol de excelência, com grandes craques e que tratavam a bola com a devida reverência.

Se voltarmos no tempo em Pernambuco, lembramos de grandes times, como o do Sport na década de 50, do Náutico nos anos 60 e o Santa Cruz no período de 70. Tínhamos grandes jogadores e excelentes jogos. Hoje morremos de inanição.

No Brasil moderno nos contentamos com Neymar e, em Pernambuco, nada se tem a destacar.

Essa é a realidade que temos, e que vamos continuar lutando para mudá-la, quando os treinadores passaram a odiar os craques, passes, dribles, optando por um jogo pragmático e preso que afugentou os torcedores dos estádios.

Chegamos a um ponto em que um atleta de um time adversário não aceita uma filigrana, uma lambreta, um drible da vaca, que embelezavam o futebol, e partem para a agressão quando essas jogadas são realizadas.

Trata-se sem dúvidas da vitória da mediocridade, que é a cara desse nosso Brasil.

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Acontece
Com atraso, mas providencial
postado em 19 de maio de 2013

Por Eduardo Vital Chaves

 

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, reconheceu o direito de um grande portal de internet, nos termos da Lei Pelé (Lei nº. 9.615 de 1998), de ter feito a cobertura jornalística, ao vivo, dos XV Jogos Pan-Americanos ocorridos em 2007 na cidade do Rio de Janeiro.

 

A decisão garante a integral aplicação da Lei Pelé e poderá servir para balizar decisões futuras para a cobertura de eventos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

 

De acordo com o advogado Eduardo Vital Chaves, especialista em Direito Civil do escritório Rayes & Fagundes Advogados, que representou o portal, o CO-RIO (Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007) havia restringido o material que os órgãos de imprensa poderiam veicular, impondo, ainda, a exigência de exibi-los com, pelo menos, seis horas de atraso em relação à competição específica, para, somente assim, liberar a veiculação dos arquivos de vídeo e áudio das competições realizadas.

 

Nas palavras da ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso especial, "fica evidente que o prazo conferido pelo comitê organizador para disponibilização dos arquivos de áudio e vídeo do evento - 6 horas após o término de cada competição - se mostra excessivo, visto que retira da notícia a ser transmitida via Internet qualquer resquício de atualidade".

 

"Embora os tribunais brasileiros já tenham pacificado o direito da imprensa à livre cobertura e acesso a eventos desportivos realizados no País, o Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos de 2007 havia imposto restrições ilegais à cobertura jornalística do evento pelos meios de comunicação pela internet, em afronta à liberdade de imprensa, às disposições de nossa Constituição Federal e ao garantido pela Lei Pelé", destaca Eduardo Vital Chaves.

 

Como a decisão final só veio agora, passados quase cinco anos do evento, foi fixada indenização por perdas e danos em prol do portal de internet, prejudicado na ocasião.

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Depoimento
O golpe do jogo-teste
postado em 19 de maio de 2013

Por Júlio Ferreira


Em um país minimamente sério, com governantes minimamente guiados por preceitos éticos e um povo minimamente atento aos seus direitos cívicos, qualquer jogo-teste, engendrado para verificar se um estádio de futebol, embora ainda não totalmente concluído, já pode ser usado, mesmo que na base do "jeitinho brasileiro", deveria ser feito diante de uma plateia formado por "convidados".

Cobrar ingressos para que cidadãos sirvam de cobaias em relação às reais possibilidades de uso da tal Arena Pernambuco, tal como está sendo feito em relação ao jogo-teste entre Náutico e Sporting Lisboa, não passa de um golpe para "tomar dinheiro" do torcedor pernambucano, cobrando, e caro, para que assista a uma partida realizada em um estádio ainda em obras, submetendo-o aos constrangimentos da ridícula estrutura de tráfego montada para acesso ao estádio, entre as quais a "proibição" de que o torcedor (ou seria sofredor?) possa ir ao evento com seu carro particular, visto que a área de estacionamento não ficou pronta, e as poucas vagas existentes estarão reservadas para as "otoridades", impingindo ao mesmo o uso do caótico esquema de transportes públicos diariamente vivenciado no Recife.

Cadê o tal Estatuto do Torcedor, "cantado em versos e prosa", que não defende a população desse tipo de "golpe"?

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Futebol Pernambucano
Hora de discutir mudanças
postado em 17 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A proposta do presidente da FPF, Evandro Carvalho, de promover a Segunda Divisão do Pernambucano com até 20 clubes, incluindo os seis - Petrolina, Belo Jardim, Chã Grande, Serra Talhada, Porto e Pesqueira - que participaram da Primeira Divisão em 2013, começa a ser questionada pelos clubes. A primeira questão levantada é em relação à viabilidade financeira.

Embora a forma de disputa não tenha sido discutida, a maioria dos clubes assegura não ter recursos para bancar o número de viagens que o "inchaço" irá provocar.

A outra questão é com relação aos clubes que participaram da Primeira Divisão. Há quem diga que uma agremiação não pode disputar dois campeonatos com acesso e descenso, promovidos pela mesma entidade, numa única temporada.

O projeto de Evandro é, em médio ou longo prazo, promover uma grande competição com clubes do Interior - 30 participantes - com os jogos sendo disputados em três sedes: Caruaru,Petrolina e Salgueiro. A proposta é para que sejam construídas arenas em Caruaru e Petrolina. O estádio do Salgueiro, que foi reformado e ampliado em 2011, atende as exigências.

Sport, Náutico e Santa Cruz, as grandes forças do futebol estadual, donos das maiores torcidas, terão um tratamento diferenciado. Este é um projeto de adequação a nova ordem do futebol brasileiro, onde os estaduais estão cada vez mais desprestigiados.

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Artigos
O Sport e a Série B
postado em 17 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SPORT E A SÉRIE B


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Sport Recife inicia a sua participação na Série B do Campeonato Brasileiro no dia 25 deste mês, jogando em Juazeiro do Norte contra o Icasa.

Estivemos analisando os competidores nessa divisão, e ficamos na certeza de que o rubro-negro pernambucano só não alcançará o acesso por conta dos seus próprios erros, que já são muitos na presente temporada, porque a competição é uma das mais fracas entre as que foram realizadas desde a época dos pontos corridos.

Nos cinco últimos anos, as estatísticas mostram que um clube para chegar a primeira divisão, classificando-se na quarta colocação, necessita de 64 pontos, o que representa 18 vitórias e 10 empates.

Não conseguimos ainda detectar o planejamento do clube, e pelas contratações parece que vai mal, desde que contratar Nunes é certamente não acompanhar o futebol brasileiro, e desejar continuar na segunda divisão.

Todos nós sabemos que o futebol nacional não passa por um bom momento, e a qualidade dos clubes deixa muito a desejar, muito mais entre alguns que estão nessa divisão em que o rubro-negro pernambucano irá atuar.

Fizemos um levantamento dos seus adversários pela ordem da tabela, e ficamos certos de que se houver um bom projeto, o acesso poderá acontecer sem nenhum risco.

Dos vinte clubes disputantes, conseguimos separar apenas sete que se somam ao time pernambucano: Palmeiras, Figueirense, Joinville, Avaí, Ceará, Atlético-GO e Paraná; os demais, pelo que vêm apresentando, não têm a consistência de chegar ao acesso à divisão principal.

O Palmeiras, mais uma vez, não vem fazendo uma boa temporada, mas faz parte daqueles grandes que caíram e voltaram no ano seguinte, principalmente por conta dos recursos. Vaga garantida.

Com relação aos times de Santa Catarina, o Figueirense, que não participou das finais do estadual, mas está na disputa para a continuidade da Copa do Brasil, é o mais forte, entre os tres capixabas.

O Ceará, que está disputando o título estadual, entrou nessa lista pela tradição, já que o futebol cearense não anda bem, sendo que esse não chegou às finais da Copa do Nordeste e e foi eliminado da Copa do Brasil pelo ASA.

O Atlético-GO, que vinha em fase decadente, recuperou-se com a contração de Waldemar Lemos. Classificou-se para a terceira fase da Copa do Brasil, e está disputando com o Goiás o título do estadual.

Finalmente, o Paraná, que tem Dado Cavalcante como treinador, e está vivendo uma boa fase de estabilização administrativa e financeira. Será sem dúvidas um adversário forte na busca do acesso.

Na soma geral são oito clubes, mas na real, pelo momento em que vivem, serão seis, e entre esses o Sport, que dependerá de sua formatação, pois contempla recursos mais elevados do que os demais, com exceção do alvi-verde paulistano.

O rubro-negro tem a obrigação de voltar a primeira divisão, principalmente pelo conteúdo técnico dos seus futuros adversários. Se não o fizer será por uma pura incompetência.

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