Histórico
Copa do Brasil
A importância da vitória
postado em 21 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O Sport precisa vencer o ABC, hoje à noite, na Ilha do Retiro. O objetivo é seguir adiante na Copa do Brasil, mas para que isso aconteça os leões precisam de uma margem de três gols de diferença. Os rubro-negros fracassaram na Copa do Nordeste e no Estadual. O time comandado por Sérgio Guedes vem de uma sequência de três derrotas. Enfim, a pressão é total. Não é fácil jogar pressionado.

Entendo que seguir na Copa do Brasil representa ganhos e alimenta o sonho da torcida em ver o clube conquistar mais um título nacional. Mas a vitória, pura e simples, mesmo que não seja pelo placar desejado, será fundamental para por fim a série de fatos negativos. E se tornaria o ponto de partida em busca da meta maior que é o retorno à Série A.

O desenho tático deste jogo de hoje é previsível: o Sport se lançando ao ataque e o ABC se defendendo, e tentando surpreender os donos da casa em contra-ataques. Coisa óbvia que o futebol nos mostra com frequência.

Como a maior deficiência do Leão no Pernambucano foi no quesito finalização, as atenções se concentrarão na estréia do atacante Nunes, que precisa provar que sua carreira não está em declínio. Existe também a possibilidade de Jonathan Balotelli, uma das revelações do Pernambucano atuando pelo Pesqueira, ser acionado durante a partida.

Na próxima semana, também na terça-feira, Sport e ABC voltam a medir forças na Ilha do Retiro, em jogo válido pela Série B. Uma vitória hoje à noite vai muito além da simples soma de três pontos.

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Artigos
Movimento por um Futebol Melhor
postado em 21 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MOVIMENTO POR UM FUTEBOL MELHOR


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Ambev ocupou um espaço que foi aberto pelos clubes gaúchos em seus projetos do sócio-torcedor e está lançando, em alguns estados do Brasil, o ¨Movimento por um Futebol Melhor¨, que contempla a absorção de novos sócios para diversos clubes brasileiros, ao mesmo tempo lhes garante uma participação numa rede de descontos com mais de 600 marcas.

Embora tenhamos um sentimento que o álcool vem dominando os esportes, e certamente não é uma boa união, desde que o copo nada tem a ver com atletas, consideramos a iniciativa boa e que poderá dar uma consistência financeira aos clubes brasileiros.

Pernambuco também será contemplado com os seus três clubes, mas necessitam de um projeto bem elaborado, para que possa repassar para os associados uma reciprocidade nos serviços prestados pela troca das mensalidades pagas.

Os nossos clubes continuam capengando com relação aos seus quadros sociais, não conseguindo ultrapassar a barreira dos 10 mil, quando o potencial da demanda é muito superior a tai número.

Quando observamos a participação dos sócios-torcedores em alguns clubes do país, verificamos o quanto esses estão  incentivando as suas receitas. O Internacional é o lider há anos, com 82.924 sócios. A seguir, o Grêmio com 71.713, Corinthians, 52.647, Santos, 51.753, Coritiba, 33.300, Palmeiras, 23.200, Flamengo, 20.836, São Paulo, 19.772 e Fluminense, 16.106.

O Inter e o Grêmio, em 2012, tiveram uma arrecadação social acima de R$ 40 milhões, que são números bastante relevantes para um clube de futebol.

Temos uma previsão para o nosso estado de que o Sport possa ter entre 25 a 30 mil sócios, o Santa Cruz, entre 15 a 20 mil sócios e o Náutico entre 12 a 15 mil, levando-se em consideração o potencial de suas demandas.

O foco nas atividades dos sócios nos clubes modificou-se, e o crescimento do futebol na indústria de entretenimento motivou a necessidade do atendimento de uma demanda dos não sócios para integrá-los em seus quadros, mais precisamente para este esporte. Esse foi o mote para o sócio-torcedor, que os pernambucanos até hoje não entenderam.

Temos dito e repetido que o nosso estado tem dificuldades em solidificar um programa desse tipo, por conta da concorrência do programa Todos com a Nota, desde que a troca de bilhetes por ingressos reduz o potencial da absorção de sócios que terão que pagar a taxa de adesão, as mensalidades e os ingressos, e com esses subsidiados nada desembolsam.

Pelo menos entre os três clubes temos 30 mil torcedores que  utilizam o ingresso governamental, e certamente, mesmo com a rede de descontos oferecidas a pré-venda exclusiva de bilhetes, os descontos que variam de 50% a 100%, dependendo do programa adotado, a economia é bem maior ficando fora do sócio torcedor.

O assunto requer uma análise bem acurada, que deverá juntar-se a um bom trabalho de marketing e um acompanhamento administrativo de profissionais competentes para que o processo possa atingir bons objetivos.

Os nossos dirigentes precisam entender a necessidade da criação de tais mecanismos, e sobretudo a de analisar o custo benefício do programa Todos com a Nota e a influência desse na inscrição de novos sócios, que é sem dúvidas o caminho mais importante para a consolidação de suas receitas.

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Futebol Pernambucano
O jogo do Cidadão
postado em 20 de maio de 2013


CLAUDEMIR GOMES


A bola vai rolar, hoje à tarde, pela primeira vez na Arena Pernambuco. Em campo teremos duas equipes formadas por Joões, Josés, Severinos, a maioria com o sobrenome Silva. São craques de mãos calejadas, marca registrada de quem é operário da construção civil.

Nas arquibancadas, seus familiares, cujos sorrisos estampados nos rostos não serão em decorrência das jogadas que porventura sejam mostradas nas quatro linhas. Afinal, todos, sem exceção, não têm talento, nem intimidade com a bola. Na Tribuna de Honra, a presidente, Dilma Rousseff e o governador, Eduardo Campos. Não se trata de um jogo oficial, e sim, do momento cidadão.

Um dos maiores sucessos do cantor e compositor, Zé Geraldo, a música Cidadão, se tornou um hino dos operários da construção civil. Nela o compositor traduz a frustração de quem ajudou a construir o País, e por conta das diferenças sociais amarga o dissabor de ter sonhos frustrados.

As novas arenas, que servem como marco de mudança no futebol brasileiro, também pode ser mote de inspiração para uma nova versão da música do Zé: Ta vendo aquele estádio moço, eu ajudei a levantar, e com meus companheiros de trabalho, fiz a bola rolar pela primeira vez...

O evento é para 15 mil pessoas, mas será notícia em todo o Brasil. O primeiro jogo oficial - amistoso do Náutico com o Sporting de Lisboa, quarta-feira - é que vai receber o registro histórico.

Pouco importa, o golaço desta segunda-feira fica por conta da alegria das famílias dos Joões, Josés e Severinos da Silva.

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Artigos
Santa x Náutico e a ética no futebol
postado em 20 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SANTA X NÁUTICO E A ÉTICA NO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos sempre referenciado que o Santa Cruz com poucos recursos nos tem dado lições de competência, em relação aos seus rivais pernambucanos.

Enquanto Sport e Náutico jogam dinheiro pela janela com contratações equivocadas, que muitas vezes não chegam a atuar em nossos gramados, o tricolor tem conseguido para o seu elenco atletas muitas vezes desconhecidos e que se  destacam usando a sua camisa.

Os exemplos são latentes.

Por conta disso, o Santa Cruz observa o assédio aos seus bons jogadores, que estavam pelo Brasil afora e ninguém conseguiu vê-los, sendo agora objetos de desejo de outros clubes, em especial, do Náutico Capibaribe.

Recebemos no dia de ontem um telefonema de um antigo tricolor, perguntando-nos sobre a ética em nosso futebol, quando um clube assedia jogadores de um outro, mesmo esses tendo contratos em vigor.

Sempre temos demonstrado que o futebol nacional mudou, inclusive no conceito de ética. Os clubes apequenaram-se com relação aos seus jogadores. Esses não lhes pertencem, e sim a empresários ou grupo de empresários, que comandam os seus destinos.

Para que possam tê-los em suas equipes, muitas vezes colocam uma multa contratual bem abaixo do real valor ou, ainda, cláusulas que os liberam caso tenham uma proposta do exterior, ou de um clube de uma divisão maior.

O jogador nos dias de hoje se sobrepõe ao clube, e esse por necessidade sujeita-se a tais compromissos.

A busca pelo Náutico de três jogadores corais é o reflexo do sistema e, sobretudo, do mercado. O profissional deseja auferir maiores ganhos e recebe proposta que multiplicam o seu contrato com o seu atual clube, e em um estado capitalista isso motiva a qualquer trabalhador que deseja cuidar do seu futuro.

O caso se agrava mais ainda quando mesmo segurando os seus atletas, o Santa Cruz não os terá com a mesma intensidade de antigamente, pois sempre ficará um reflexo de perda de numerários.

Fatos como esses continuarão a acontecer e Denis Marques, Tiago Cardoso e Wiliam Alves são apenas três peças de uma engrenagem que tomou conta do nosso futebol.

Temos um entendimento que o Santa Cruz poderá esse ano acessar a Série B se houver a manutenção do atual elenco, e isso demanda um trabalho na busca de patrocínios, para que possam manter os seus atletas cobiçados, dando-lhes uma maior remuneração através dos investidores.

Esse deveria ser o trabalho dos dirigentes corais, esquecendo a ética, que é um objeto raro em uma sociedade que procura um jeitinho para tudo, inclusive a corrupção.

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Sport
Teste para o futuro
postado em 19 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Terça-feira o Sport enfrenta o ABC, na Ilha do Retiro, jogo de volta válido pela segunda fase da Copa do Brasil. Oito dias depois os dois times voltam a se confrontar, desta feita pela Série B, também no Recife. O primeiro jogo dos leões no Brasileiro será contra o Icasa. É como se o Sport ainda estivesse disputando a Copa do Nordeste. E tal como aconteceu na competição regional, o rubro-negro pernambucano, antes de a bola rolar, aparece como favorito para conquistar uma das quatro vagas de acesso a Série A.

Teoricamente duas dessas vagas têm donos: Palmeiras e Sport. Ao analisarmos o atual momento dos 20 clubes inseridos na disputa vamos pressupor que esta deverá ser uma das edições da Segunda Divisão nacional com índice técnico mais baixo. Mas como a história de um torneio é feita dentro das quatro linhas, surpresas podem acontecer.

O exemplo mais recente vem da Copa do Nordeste onde os favoritos - Bahia, Vitória e Sport - ficaram pelo meio do caminho. Não se trata de nivelar todos os clubes por baixo. Essa de afirmar que "não existe mais adversário bobo", é discurso de perdedor. O problema é que nem sempre o melhor grupo incorpora o espírito da competição.

A Série B exige doação e intensidade. Muitos jogadores de boa qualidade técnica não conseguem render o esperado. Este é um desafio que, de saída põe os treinadores sob alça de mira.

Todos os clubes credenciados a brigar por uma vaga conhecem a competição. Terça-feira o Leão terá mais uma mostra do que lhe reserva o futuro.

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