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O adeus de Nado
postado em 04 de maio de 2013

 

Por ROBERTO VIEIRA


Meu ídolo de infância.

O baixinho entortando defesas.

O irmão de Bita.

O garoto das praias de Olinda driblando coqueiros.

Um dia Nado se foi. Seleção, Vasco da Gama, botão.

Botão de Chico Buarque. Chico que desejava homenagear João Cabral de Melo Neto. Botando um pernambucano na sua seleção. João Cabral que era América. E Nado nunca jogou no América.

Nado pelas pontas. Nado tocando piano na concentração. Nado apaixonado pelos filhos.

Nado que de tão bom entra no céu sem pedir licença.

Hoje.

O futebol perdeu aquele menino travesso.

Hoje.

Perdi uma parte de mim mesmo. Uma parte que acreditava na eternidade. Dos noventa minutos de um jogo de futebol...

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Artigos
Santa Cruz e o abismo financeiro
postado em 02 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SEM UM GRANDE PROJETO, O SANTA CRUZ SE TORNARÁ INVIÁVEL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Balanço Patrimonial do Santa Cruz, referente ao exercício de 2012, é um sinal de alerta para os tricolores e, em especial, para o futebol pernambucano, sendo o clube peça importante para a sua evolução.

Ao analisarmos os dados ficamos preocupados, e com a certeza do sacrifício que é o de gerir um clube com a situação apresentada pelos números.

O seu Patrimônio Líquido apresenta-se negativo, em -R$ 2.602.908,19. Na linguagem financeira o fato representa um ¨Passivo a Descoberto¨, quando o valor dos encargos para terceiros são superiores aos ativos, ou seja,  o que esses últimos não cobrem os débitos.

Simplesmente um regime pré-falimentar.

O Intagível de R$ 53.951.884,28, serviu para reduzir em larga escala a diferença entre o Ativo e Passivo. Esse representa algo sem existência física, e no caso do Santa Cruz, acreditamos que está relacionado aos valores  econômicos dos seus atletas.

O Passivo assusta. No Circulante, que é a Curto Prazo, o valor total é de R$ 42.972.049,98, com um incremento de um ano para o outro (2011-2012), de R$ 1.871.779,29. Neste item os maiores pesos estão nos Empréstimos e Financiamentos, Obrigações Tributárias; Obrigações Trabalhistas e Outras Obrigações, que somadas totalizam R$ 42.697.443,62.

O Passivo a Longo Prazo (Não Circulante), tem um valor apresentado de R$ 28.564.814,12, com os itens Obrigações Tributárias e Trabalhistas sendo os responsáveis pela sua quase totalidade.

A Receita Bruta Total foi de R$ 17.129.820,16, com uma queda de R$ 3.373.235,84 em comparação com o exercício de 2011.

A Atividade Esportiva representou um prejuízo de R$ 1.379.052,04, contra um Lucro, em 2011, de R$ 2.457.483,00, o que demonstra uma curva descendente. Houve uma queda na arrecadação de jogos, de R$ 3.141.832,00, um incremento no item Patrocínio e Publicidades de R$ 812.846,08.

A Atividade Social teve um avanço, pulando de R$ 3.317.983 (2011), para R$ 3.996.184,63 (2012). A contribuição dos sócios práticamete ficou estagnada, com uma pequena queda, mostrando que não houve crescimento no seu quadro social, quando saiu de R$ 2.781.608,00 (2011), para R$ 2.759.183,60.

O Santa Cruz é um clube tradicional, mas que precisa de um choque de realidade. Os números assustam, e mostram que o clube está ingressando na rota da inviabilidade, e os seus dirigentes têm que atentar para tais fatos, e principalmente os associados e torcedores, tendo que deixar de lado as emoções e paixões e encararem de frente a dureza que o Balanço de 2012 representou.

Sem um grande projeto, e esse passa pelo aproveitamento do seu patrimônio, infelizmente o tricolor não tem pela frente maiores perspectivas, a não ser sofrimento.

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Santa Cruz
Caminhos opostos
postado em 01 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor tricolor mais velho recorda que, na década de 70, quando se olhava para Santa Cruz e Internacional se via dois clubes do mesmo tamanho, mesmo com o Colorado já tendo no seu currículo títulos nacionais.

Os anos passaram, o Inter se agigantou com conquistas internacionais, e o Tricolor do Arruda se apequenou ao ficar distante, tanto tempo, da elite do futebol brasileiro.

Não vamos entrar em detalhes sobre causas e efeitos de trajetórias tão díspares de duas grandes bandeiras do futebol brasileiro. Os anos 70 representam a época de maior crescimento do Santa Cruz. Período no qual o clube bancou o maior salário de um treinador nacional, Evaristo de Macedo.

O Santinha encarava qualquer grande clube brasileiro de frente, em qualquer estádio. O ataque do time de Evaristo era formado por Fumanchu, Nunes e Joãozinho. Impunha respeito a todos os adversários.

Não vamos traçar um paralelo entre o passado e o presente, mas é importante se espelhar nos bons exemplos. Não é correto exigir do grupo comandado por Marcelo Martelotte um futebol com o mesmo padrão técnico do Internacional.

Entretanto, é importante que Dênis Marques e companhia saibam que a postura faz a diferença em campo. A torcida tricolor tem consciência das diferenças, e a única coisa que vai cobrar hoje a noite é garra.

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Acontece
O inimigo número um
postado em 01 de maio de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O maior crítico da CBF é o seu ex-secretário geral, Marco Antonio Teixeira.

Hoje é o inimigo número um dos atuais dirigentes.

Marco Antonio saiu da entidade ainda sob o comando do seu sobrinho, Ricardo, visto que já vinha perdendo os grandes poderes que detivera por muitos anos.

No dia de ontem, vimos uma sua entrevista à ESPN-Brasil, com comentários sobre a gestão de Marin, inclusive afirmando que a entidade terá problemas futuros de caixa, tendo em vista a gastança com despesas com pessoal, conforme demonstrou o Balanço de 2012, aprovado pelas 27 Federações estaduais.

Segundo o ex-secretário, se a seleção da CBF perder a Copa de 2014, haverá uma saída dos maiores patrocinadores, dificultando, assim, a futura administração.

Sobre o apoio das Federações, Teixeira afirmou que o cartola não conta com a totalidade dessas entidades, ficando demonstrado com relação à Nota preparada pela Federação Pernambucana de Futebol de solidariedade, rejeitada pela maioria dos seus presidentes.

Ainda segundo ele, Marin não conta nem com o apoio de Del Nero.

Acreditamos que isso seja verdade, como também que o atual presidente dificilmente irá comer o milho do São João nordestino, que será enviado pelo presidente de nossa Federação, já que a FIFA livrou-se de Teixeira, Havelange e Leoz, e o próximo da fila é o cartola brasileiro.

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Acontece
Havelange renuncia para evitar punição
postado em 01 de maio de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


João Havelange, 96, o brasileiro que comandou o futebol mundial por 24 anos, renunciou à presidência honorária da Fifa em 18 de abril para evitar o constrangimento de ser punido pela entidade.

Ontem, 12 dias após carta enviada por ele à federação, o Comitê de Ética da Fifa divulgou relatório final do caso ISL, apontando que Havelange, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol, receberam propinas da empresa de marketing esportivo.

A falida ISL foi investigada pela Justiça suíça por ter pago propina a dirigentes em troca de facilidades na obtenção de contratos.

No ano passado, foi divulgado que Havelange e Teixeira receberam R$ 45 milhões em subornos. Eles nunca comentaram as acusações.

Como a Folha revelou em 24 de abril, a renúncia de Leoz do Comitê-Executivo da Fifa e da Conmebol teve como motivo, além de problemas de saúde, o relatório sobre o caso, que poderia recomendar punições internas.

Para evitar o constrangimento da punição, Havelange e Leoz abandonaram os cargos antes da conclusão do texto do Comitê de Ética --em março de 2012, Teixeira adotou a mesma estratégia.

Se não deixassem seus postos, poderiam ser banidos da Fifa ou serem impedidos de trabalhar com futebol por alguns anos, sanção semelhante à de Vernon Manilal Fernando, do Sri Lanka --ex- -membro do Comitê-Executivo, proibido de exercer cargos por oito anos por má gestão na sua confederação.

Apesar da saúde debilitada, Leoz, 84, ainda participava de decisões na Fifa, ao contrário de Havelange, cujo cargo era figurativo. Procurado pela reportagem, Havelange não foi encontrado.

O documento isenta o atual presidente da entidade, Joseph Blatter, de responsabilidade no caso de propina.

Em sua conclusão, divulgada ontem no site da Fifa, o juiz do Comitê de Ética, Hans-Joachim Eckert, mantém a informação de que os cartolas receberam subornos da ISL, entre 1992 e 2000, mas argumenta que, na época do episódio, não havia código de conduta dentro da Fifa.

NOVO PRESIDENTE

Ontem, foi oficializada a renúncia de Leoz da presidência da Conmebol. Pela manhã, ele foi internado com problemas respiratórios.

O uruguaio Eugenio Figueredo, até ontem vice-presidente, assume o comando. O novo vice será decidido em maio, em Maurício, na África, no Congresso da Fifa.

Os presidentes das associações filiadas à Conmebol também deram a Figueredo a vaga que era de Leoz no Comitê-Executivo da Fifa --os outros cartolas sul-americanos no comitê são Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, e Julio Grondona, presidente da federação argentina.

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