JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Pesquisamos os Balanços de 19 dos 20 clubes que
irão disputar o Brasileiro de 2013, desde que não conseguimos detectar o do
Sport Club Bahia.
Os números e as diferenças impressionam, e sem dúvidas impulsionam o desequilÃbrio da competição, que da maneira como está se formatando teremos apenas poucos clubes em condições de uma maior competitividade, desde que receitas maiores, os investimentos são mais vultosos.
Tomamos como base as Receitas do Sport Club Corinthians (1º do Ranking), que totalizaram, em 2012, R$ 358.5 milhões. Se comparadas com as do Criciúma, que somaram R$ 29.5 milhões, representam 12 vezes mais do que as do clube catarinense.
Os mesmos números praticamente batem com a Ponte Preta, que teve R$ 30.1 milhões no exercÃcio do ano passado.
Isso representa que a cada R$ 1 real obtido por esses clubes, o time do Parque São Jorge captou 12 reais.
Comparando-se com as Receitas do Clube Náutico (R$ 41,5 milhões), a diferença é de 8.6 vezes. De cada R$ 1 alvirrubro, a disponibilidade corintiana é de 8.6 reais.
Existem ainda mais cinco clubes bem distantes do patamar mais alto. Portuguesa (R$ 50,3 milhões); Vitória (R$ 52,3 milhões); Goiás (R$ 53,1 milhões); Coritiba (R$ 84,4 milhões) e Atlético-PR (R$ 88,9 milhões).
A diferença do Corinthians para o Atlético-PR que é o melhor colocado do grupo, é de 4.0 vezes (400%).
A seguir, vem um grupo que oscila em uma diferença de 2.97 vezes, no caso o Cruzeiro (R$ 120,3 millhões) e 2.2 vezes, o Atlético-MG (R$ 162,9 milhões). No meio desses, temos o Botafogo (R$ 122,6 milhões) e uma diferença de 2.92 vezes, Vasco (R$ 139,4 milhões), diferença de 2.57 vezes e Flumimense (R$ 151,2 milhões), diferença de 2.37 vezes (237%).
Numa situação um pouco melhor, estão o Palmeiras, com R$ 186,7 milhões de receitas, equivalendo na comparação com as do Corinthians, a 1,92 vezes, Grêmio (R$ 192,5 milhões), 1.86 vezes; Santos, que é o 5º no Ranking (R$ 197,8 milhões), 1.8 vezes; Flamengo (R$ 212,0 milhões), 1,69 vezes.
Os melhores situados no ranking comparativo foram o Internacional (R$ 252,9 milhões), 1,41 vezes (141%) e o São Paulo (R$ 284,5 milhões), 1.26 vezes, ou seja, 126% de diferença.
Logicamente, e isso temos referido em nossas postagens, as diferenças irão sempre existir, porque o mercado é que faz a sua pontuação, mas observamos que o maior problema desse abismo é o das receitas dos direitos de transmissão, que poderiam ter uma distribuição mais equitativa, e dariam assim um contrabalanço entre os disputantes.
O que podem fazer clubes como Criciúma, Ponte Preta, Náutico, Portuguesa, Vitória, Goiás, Coritba e Atlético-PR, no meio desses potentados do futebol brasileiro.
Certamente no Brasileirão, a grande luta desses será contra o rebaixamento. No resto sempre serão figurantes, com pequenas vitórias pontuais contra os gigantes.
Esse é mais uma tomografia do futebol nacional.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









