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Os reflexos de uma pesquisa
postado em 09 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS REFLEXOS DE UMA PESQUISA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As pesquisas muitas vezes são criticadas, ou mesmo debochadas em nosso país, quando não atendem os interesses de algum segmento, mas, na realidade, o mundo moderno não pode prescindir dessas, para que possam ter em todos os setores de atividades o reflexo de que como pensa e age os consumidores.

O Portal UOL publicou os resultados de uma pesquisa realizada com 105 profissionais do futebol em atividade, preservando os seus anonimatos quando responderam o questionário, e que nos trouxe excelentes dados que deveriam ser analisados pelos dirigentes do futebol nacional.

Observamos alguns itens importantes nas respostas daqueles que vivem o esporte dentro dos gramados, e sentem algo que transmitido poderá ajudar em algumas reformulações necessárias.

O item que teve maior rejeição foi o calendário de partidas, que foi considerado por 38% dos jogadores ouvidos, como a pior coisa que existe no futebol brasileiro. 

Sobre a pior característica do jogador em nosso país, 28% afirmaram que é a mania do ¨cai-cai¨, da catimba e simulação de faltas, 10% apontam a falta de respeito, como um problema para a geração atual, e 7% consideraram a classe como arrogante, com mania de querer tirar vantagem em tudo.

Um ponto que nos chamou a atenção está na resposta sobre a qualidade do jogador brasileiro, a maioria (45%), optou pela habilidade, improvisação (11%), e a inteligência apenas 5%. Esse último número é assustador, pois o desenvolvimento do esporte depende da inteligência para que possa adaptar-se aos seus ensinamentos.

Na década de 1990, assistimos a uma palestra do técnico da Seleção de Basquete dos Estados Unidos, afirmando que a diferença tática e técnica dos seus atletas para os do Brasil, era a formação cultural e a inteligência mais aprimorada, desde que esses eram todos universitários.

Isso bate com as respostas de nossos jogadores, no item inteligência, que foi colocado em um plano inferior.

No item da pior qualidade, já referenciamos o Calendário como o maior vilão, mas outros fatores nos chamaram a atenção, tais como, a ilusão com o sucesso (12%), desobediência tática (3%), preguiça (3%), baladas (2%).

Sem dúvidas trata-se de um importante trabalho, que deveria estar nas mesas dos planejadores do futebol para uma análise mais acurada, visto que reflete o sentimento de quem está dentro dos campos, com a bola nos pés, e que poderá servir como parâmetro para os projetos de gestão.

O difícil é isso acontecer, porque existe uma carência de profissionais nesse setor.

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Copa do Brasil
Para ser administrado
postado em 08 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O Sport foi a Natal, para enfrentar o ABC, sem alguns titulares. Este é o primeiro jogo entre os dois clubes válido pela segunda fase da Copa do Brasil. O leão está focado na decisão do Pernambucano, mas não pode esnobar a competição nacional através da qual chegou a Libertadores. A Copa do Nordeste deu bons exemplos de que a rivalidade regional equipara as forças e anula favoritismo.

Mesmo poupando algumas peças que são fundamentais para o bom desempenho do conjunto rubro-negro, Sérgio Guedes sabe que sua equipe tem condições de somar os três pontos em disputa. Para que isso aconteça é necessário que o comandante faça uma leitura correta do jogo, o que não ocorreu domingo passado, na derrota para o Santa Cruz.

A obrigação de sair para o jogo é do dono da casa. A dedução lógica é de que o Sport utilize os contra-ataques como armas poderosas na construção de uma vitória.

Se os rubro-negros vencerem por uma diferença de dois gols anulam o jogo da volta. Em qualquer outra hipótese terá a segunda partida. Evidentemente que vencer é a prioridade, mas o Sport irá a campo sem nenhum tipo de pressão. Quem jogará pressionado para conseguir um bom resultado é o ABC. Tal detalhe poderá fazer a diferença.

Na realidade este jogo se transformou numa pedra no sapato por conta do momento, será disputado na véspera da decisão do Pernambucano. Não pode ser tratado como um apronto de luxo, tampouco supervalorizado como uma decisão. 

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A preparação para o Brasileiro
postado em 08 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PREPARAÇÃO PARA O BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Estamos chegando ao fim da brincadeira de se jogar muito para um pequeno retorno. O Workshop está chegando ao seu final, e surge uma pergunta na cabeça dos torcedores dos nossos clubes: O que está sendo feito para que possamos enfrentar as quatro divisões brasileiras?

As Séries A e B começam no dia 25 do corrente, e lá estarão o Clube Náutico e Sport Recife, respectivamente, disputando as competições. Uma semana após, o Santa Cruz inicia sua jornada na Série C, enquanto a D só começará após a Copa das Confederações.

O alvirrubro pernambucano enfrenta uma competição totalmente desequilibrada financeiramente, com pelo menos 12 clubes bem distantes de sua realidade, e com a necessidade de consolidar a sua permanência na divisão principal.

Fora das finais locais, o Náutico terá condições de uma melhor preparação, e a recomposição do seu elenco, que deixa muito a desejar com relação aos adversários. Certamente o correto seria que o planejamento já viesse do ano anterior, mas como não foi feito, as mudanças terão que ser feitas após 4 meses de jogos sem nenhum grande sentido comparativo com as forças que estão na Série A Nacional.

O time estreia enfrentando o Grêmio no dia 26, em Porto Alegre, e daí em diante todos os jogos serão difíceis.

O Sport, na Série B, também tem a necessidade de recompor o seu elenco. Embora essa divisão seja mais fraca tecnicamente do que a principal, mas, as forças são   equilibradas pela competitividade, e quem se organizar  melhor, deverá conseguir uma das três vagas do acesso, desde que o Palmeiras por suas condições financeiras será o detentor da quarta.

O rubro-negro pernambucano tem a sua primeira partida fora de casa, no dia 25, jogando contra o Icasa, em Juazeiro, estado do Ceará. A volta à primeira divisão é por demais importante para esse clube.

O Santa Cruz vai seguir o mesmo caminho do ano anterior, inclusive tendo sagrado-se campeão estadual, fato esse que poderá repetir na presente temporada. No momento conta com uma equipe competitiva, com poucas peças de reposição, que terão que ser contratadas.

A Série C é um labirinto tortuoso, por conta do equilíbrio entre os disputantes. O tricolor já tem a experiência do ano anterior, e conhece as curvas do caminho. A sua estreia dar-se-á no dia 2 de junho, jogando em casa contra o Luverdense.

Na realidade, com o que temos e se não houver uma recomposição, todos os três clubes terão dificuldades nas suas divisões do Brasileiro, já que a competição local é enganoso, principalmente no encontro de forças, com a distância entre os maiores e menores sendo muito grande e dificultando uma melhor avaliação.

Uma análise analítica das tabelas e dos adversários é um passo bem importante para o planejamento, porque serão pesadas as forças e as necessidades para sobrepujá-las.

A ¨festa¨ local está acabando, e agora o pensamento e os projetos terão que ter o objetivo de sucesso das três equipes, para que o futebol de Pernambuco possa voltar a crescer, após esse momento de estagnação.

Uma pergunta para finalizarmos o texto: Qual a programação dos clubes para o período de paralisação da Copa das Confederações?

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São os estaduais, Stupid!
postado em 08 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SÃO OS ESTADUAIS, STUPID!


Por Fernando Ferreira, sócio-diretor da Pluri Consultoria.


Calma, não estou ofendendo ninguém, o título acima faz referência à famosa frase de James Caville (it''s the economy, Sutupid), estrategista de Bil Clinton na campanha contra George Bush (pai), em 1992. A frase se tornou slogan da campanha vitoriosa de Clinton, chamando a atenção para a situação econômica, o verdadeiro problema do país naquele momento.

Pois bem, 20 anos depois, sua adaptação cabe perfeitamente ao cenário do futebol Brasileiro atual. Nos últimos dias o Ministério dos Esportes tornou público o seu interesse em propor a adaptação do calendário Europeu ao futebol brasileiro, mostrando todas as vantagens que ele traria, obviamente sem apontar as desvantagens embutidas na mesma ideia.

A adaptação ao calendário Europeu está longe de ser o principal problema de nosso caótico calendário, posto esse que pertence aos absurdos campeonatos estaduais. Que diferença faz se eles começam em janeiro ou julho?

Adaptar o calendário Brasileiro ao Europeu traz ganhos pequenos e um grupo também pequeno de clubes, mantendo intacto o prejuízo causado pelo fato de que passamos 2/5 no ano brincando de jogar futebol. Vejam para a maioria de nossos clubes (excetuando os que disputam a Libertadores) o meio do ano se aproxima e nada aconteceu até aqui.

Não faz sentido passar tanto tempo e energia negociando um tema cujo ganho é limitado, principalmente pela dificuldade histórica em se mexer no calendário, isto equivale a tratar um doente terminal com remédio para gripe.

Se o objetivo é tornar nossos clubes mais fortes, então que se implante um calendário que torne o Campeonato Brasileiro atraente no Brasil e no exterior, valorizando as marcas das equipes nacionais e criando condições de competirmos com os campeonatos europeus MUITO MAIS ATRAENTES em termos técnico e financeiro.

Uma adaptação ao calendário Europeu urgente seria, por exemplo, a transformação do Brasileiro em competição de ano inteiro e os estaduais (ou regionais, municipais, distritais, whatever) em divisões de acesso a estes campeonatos nacionais. No mundo todo é assim, e o argumento batido que somos um país continental já não se justifica.

Portanto, se o Ministério dos Esportes quer realmente propor uma melhora no calendário, que o faça com entendimento profundo do problema real, ao invés de propor uma não-solução.

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Acontece
As lições de Seedorf
postado em 07 de maio de 2013
CLAUDEMIR GOMES


Uma das imagens mais marcantes do final de semana futebolístico no Brasil foi a do experiente Seedorf chorando com a conquista do título carioca, pelo Botafogo. Aos 37 anos, o craque holandês que tem no currículo alguns dos títulos mais cobiçados no futebol mundial, se emocionou como um garoto egresso das divisões de base que coloca as mãos, pela primeira vez, numa taça. Lição de humildade.

O acanhado estádio de Volta Redonda, e o decadente campeonato carioca fazem parte do script do que pode vir a ser o último capítulo da história de um craque que cruzou fronteiras e se tornou um cidadão do mundo. É possível que, ainda este ano ele inicie uma nova carreira, a de treinador. Esta é a proposta do Milan da Itália.

Seedorf tem dado lições de cidadania desde que chegou ao Brasil. Sua simplicidade conquistou o carioca, não apenas o torcedor do Botafogo. Qual jogador brasileiro, com seu status, tem o desprendimento de utilizar o transporte coletivo? Nenhum.

Clarence Seedorf, que iniciou sua carreira no Ájax da Holanda, e nos últimos dez anos esteve vinculado ao futebol italiano, se surpreendeu com os estádios no país do futebol, que comumente estão quase vazios. Naturalmente que se escandalizou com tantos desmandos.

Elegante, evitou entrar em polêmica, se limitou a fazer o que mais gosta: jogar futebol. E o fez com maestria. Embora sendo uma celebridade se comportou como um cidadão comum, ciente dos seus direitos e deveres. E esta foi uma de suas mais belas jogadas.

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