JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
As pesquisas muitas vezes são criticadas, ou
mesmo debochadas em nosso paÃs, quando não atendem os interesses de algum
segmento, mas, na realidade, o mundo moderno não pode prescindir dessas, para
que possam ter em todos os setores de atividades o reflexo de que como pensa e
age os consumidores.
O Portal UOL publicou os resultados de uma pesquisa realizada com 105 profissionais do futebol em atividade, preservando os seus anonimatos quando responderam o questionário, e que nos trouxe excelentes dados que deveriam ser analisados pelos dirigentes do futebol nacional.
Observamos alguns itens importantes nas respostas daqueles que vivem o esporte dentro dos gramados, e sentem algo que transmitido poderá ajudar em algumas reformulações necessárias.
O item que teve maior rejeição foi o calendário de partidas, que foi considerado por 38% dos jogadores ouvidos, como a pior coisa que existe no futebol brasileiro.
Sobre a pior caracterÃstica do jogador em nosso paÃs, 28% afirmaram que é a mania do ¨cai-cai¨, da catimba e simulação de faltas, 10% apontam a falta de respeito, como um problema para a geração atual, e 7% consideraram a classe como arrogante, com mania de querer tirar vantagem em tudo.
Um ponto que nos chamou a atenção está na resposta sobre a qualidade do jogador brasileiro, a maioria (45%), optou pela habilidade, improvisação (11%), e a inteligência apenas 5%. Esse último número é assustador, pois o desenvolvimento do esporte depende da inteligência para que possa adaptar-se aos seus ensinamentos.
Na década de 1990, assistimos a uma palestra do técnico da Seleção de Basquete dos Estados Unidos, afirmando que a diferença tática e técnica dos seus atletas para os do Brasil, era a formação cultural e a inteligência mais aprimorada, desde que esses eram todos universitários.
Isso bate com as respostas de nossos jogadores, no item inteligência, que foi colocado em um plano inferior.
No item da pior qualidade, já referenciamos o Calendário como o maior vilão, mas outros fatores nos chamaram a atenção, tais como, a ilusão com o sucesso (12%), desobediência tática (3%), preguiça (3%), baladas (2%).
Sem dúvidas trata-se de um importante trabalho, que deveria estar nas mesas dos planejadores do futebol para uma análise mais acurada, visto que reflete o sentimento de quem está dentro dos campos, com a bola nos pés, e que poderá servir como parâmetro para os projetos de gestão.
O difÃcil é isso acontecer, porque existe uma carência de profissionais nesse setor.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









