Histórico
Campeonato Pernambucano
Até amanhã é só alegria
postado em 11 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Está tudo pronto para o clássico entre Sport e Santa Cruz, amanhã à tarde, na Ilha do Retiro. Os técnicos podem até fazer segredo de algum detalhe para a imprensa, mas já estão com todo o planejamento definido em suas mentes. Como costumava dizer o mestre Adonias Moura, quando fechávamos o jornal em véspera de decisão, "os guerreiros estão velando suas armas". Isto quer dizer que a concentração é total por parte dos dois times.

A zoada fica por conta das torcidas. Convenhamos: a gréa entre os populares alegra os clássicos. Os torcedores mantêm uma disputa verbal com gozações e tiradas inteligentes que revelam humor em variados níveis.

Já estão a venda, nas ruas da cidade, faixas alusivas ao tricampeonato do Santa Cruz. Certamente, se o Sport provocar a disputa de um terceiro jogo, na próxima semana serão comercializadas faixas rubro-negros para os leoninos comemorarem o título de campeão. Coisa de torcedor. Ninguém torce por derrota. O importante é não deixar que a "farra" dos populares entre no vestiário.

O futebol sem o despojamento do torcedor seria chato, burocrático. Para o torcedor popular não existe o politicamente correto, não existe ilustríssimo nem vossa excelência. O tratamento se resume ao eu, tu e os outros. O clima, até a bola rolar, é só alegria.

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Artigos
Troca de bandeiras
postado em 11 de maio de 2013

EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


A globalização na área dos esportes, que intensificou o intercâmbio internacional, abrindo horizontes para o setor, aponta na direção de uma atração extra para o Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016.

Trata-se da oportunidade de vir a ocorrer durante o evento confrontos entre brasileiros em alguns esportes. Isto porque, atletas nacionais já procuram outros países em busca de naturalização, a fim de ganharem condições para disputar os Jogos sob nova bandeira.

Isso não é inédito, mas ocorreu anteriormente sem impacto, leve. Em Pequim-2008, duplas do vôlei de praia, integradas pelos brasileiros Jorge Terceiro, Renato Gomes, Cristine Santanna e Andrezza Chagas, defenderam a Georgia. E a onda desse procedimento mostra evolução e tende a se tornar rotina.

Sete judocas brasileiros, naturalizados ou em processo de naturalização para defender outros países, foram contabilizados por Rodrigo Farah, no UOL: Taciana Lima (Guiné-Bissau), Camila Minakawa (Israel), Sérgio Pessoa (Canadá), Carlos Luz e Eduardo Lopes (Portugal), Moacir Mendes (Uruguai) e Victor Karabourniotis (Grécia).

É um número expressivo, que mostra o potencial do judô nacional, medalhista em todas as Olimpíadas desde Los Angeles-84. Nos Jogos, cada equipe pode classificar um atleta por categoria. Quem não sonha em participar da Olimpíada? Por isso, a busca por outro país virou opção, um novo caminho.

O esporte de alto rendimento é a ponta de uma pirâmide, com os iniciantes formando a enorme base e, no alto, os fora de série. No Brasil, são os casos, especialmente, do judô e do futebol. Além dos títulos mundiais da seleção, ninguém estranha o fato de futebolistas brasileiros atuarem em times nos mais longínquos cantos do planeta.

Na contramão dessa corrente, o Brasil também utiliza "nacionalizados". Coincidentemente, a primeira medalha olímpica brasileira do judô --bronze em Munique-72-- foi uma conquista de um japonês naturalizado, Chiaki Ishii. Em Londres, ano passado, Gui Lin, nascida em Nanning, na China, vestiu a camiseta brasileira do tênis de mesa.

Tem ainda brasileiros, moradores desde cedo em outros países, que, em alguns casos, nem português falam com fluência, como Jhonatan Longhi e Maya Harrison no esqui alpino nos Jogos de Inverno-2010. Em contrapartida, o país não poupa esforços para importar técnicos. No momento, 32 treinadores de 19 nacionalidades atuam em 21 seleções olímpicas.

Interessante é que essa abertura de fronteiras também virou arma dos atletas contra maus dirigentes e falta de apoio, como mostrou o episódio envolvendo o ginasta Arthur Zanetti, ouro em Londres. Bastou ele encenar uma possível, embora improvável, troca de nacionalidade, e suas reivindicações foram prontamente atendidas.

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Artigos
A exclusão no futebol brasileiro
postado em 11 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A EXCLUSÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Realizamos uma pesquisa no Brasileirão a partir da era dos pontos corridos, e nos deparamos com algo bastante sério com relação à exclusão de 2/3 do país na maior competição nacional.

O fato repercute por conta do Brasil ser um país continental, com 27 estados (incluindo o Distrito Federal) em sua Federação, e apenas 9 participam do seu campeonato maior. Uma forte exclusão.

No ano de 2003, participaram 11 estados, 2004 (9), 2005 (10), 2006 (9), 2007 (10). De 2008 em diante, estabilizou-se em 9. 

Em 2003, foram 24 participantes. O Sul/Sudeste com 19 (79%), Centro Oeste, 1 (4%), Nordeste, 3 (13%) e Norte, 1 (4%). As cinco regiões estavam representadas, embora de forma desproporcional. O nosso estado não teve representante.

Em 2004, ainda com 24 clubes, o Sul/Sudeste teve 21 representantes (88%), Centro Oeste, 1 (4%), Nordeste,1 (4%) e Norte, 1 (4%). O futebol de Pernambuco também não participou. 

No ano de 2005, o numero caiu para 22 equipes. O Sul/Sudeste teve 18 representantes ( 82%), Centro-Oeste, 2 (10%), Nordeste, 1(4%) e Norte, 1 (4%). Pernambuco mais uma vez fora do baile.

Em 2006, iniciou-se o atual formato com 20 clubes. A exclusão começou a se acentuar, com a ausência da Região Norte, que a partir deste período sumiu da competição maior nacional. O Sul/Sudeste teve 17 equipes (85%), o Centro-Oeste, 1(5%) e o Nordeste, 2 (10%). O Santa Cruz representou Pernambuco e foi rebaixado.

Em 2007, foram 16 clubes do Sul/Sudeste (80%), Centro Oeste, 1 (5%) e Nordeste, 3 (15%). Sport e Náutico participaram.

Nos anos de 2008 e 2009, tivemos os mesmos percentuais do ano anterior, e com os dois clubes de Pernambuco. 

Em 2010, o Sul/Sudeste com a mesma quantidade de clubes do ano anterior (16), com 80% de participação, o Centro-Oeste, 2 (10%) e o Nordeste, 2 (10%). Pernambuco não teve representante.

Em 2011, Sul/Sudeste, 17% (85%), Centro-Oeste, 1(5%) e o Nordeste, 2 (10%). Nenhum clube pernambucano.

Em 2012, Sul/Sudeste, 16 (80%), Centro Oeste, 1(5%) e o Nordeste, 3 (15%). Sport e Náutico participaram e o rubro-negro foi rebaixado. Os mesmos percentuais são encontrados no Brasileiro de 2013, que ainda será iniciado.

Nesse período, a participação do Norte, com os clubes do Pará, deu-se em 2003, 2004 e 2005 que foi o último ano. São oito anos sem equipes nessa competição, que colaborou para a decadência do futebol desse estado.

No Centro-Oeste existe uma participação anual como média, sempre com uma equipe. Brasília disputou apenas uma vez, com o Brasiliense, no ano de 2005, e foi logo rebaixado.

No Nordeste, nenhum clube da Paraíba, Alagoas e Sergipe. Do Rio Grande do Norte, apenas em 2007 com o América-RN, rebaixado no mesmo ano. Daí em diante, o estado desapareceu do mapa do futebol nacional. Na Bahia, Vitória e Bahia se reversaram, algumas vezes participaram juntos. Nos anos de 2005 e 2006, o estado não teve representantes.

A situação pernambucana é grave nesse século XXI. Nos anos de 2003, 2004, 2005, 2010 e 2011 não teve representantes. O Santa Cruz, no período 2003/2013, jogou apenas 1 vez (2006); Sport, 4 vezes ( 2007, 2008, 2009, 2012) e Náutico, 5 vezes ( 2007, 2008, 2009, 2012 e 2013). 

São números para serem analisados, e que  mostram uma realidade no mundo do futebol, quando três regiões do Brasil simplesmente não existem, e quando participam é para divertimento, sem maiores pretensões, resultante de uma péssima distribuição de rendas.

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Campeonato Pernambucano
No ritmo da decisão
postado em 10 de maio de 2013

CLAUDEMIR GOMES


É natural que a derrota do Sport para o ABC - 2x0 - em jogo válido pela Copa do Brasil, reflita na decisão do Pernambucano. Os rivais tricolores aproveitaram o tropeço dos rubro-negros para fazer previsões otimistas, apostando num impacto negativo sobre o grupo comandado por Sérgio Guedes.

Por outro lado os leoninos, por mais otimistas que sejam, colocaram as barbas de molho. Diria que a inesperada derrota do Leão foi uma pitada extra de pimenta no %u201Cbanquete%u201D a ser servido no Dia das Mães.

O desafio de Guedes é separar as coisas, ou seja, o resultado de uma competição não pode impactar na outra. Não é fácil conseguir tal façanha, mas o Sport precisa adotar tal postura para, em campo, no próximo domingo, ter a atitude que lhe faltou em Natal. Não vamos falar em deficiências técnicas porque neste item os dois times se equiparam.

O que tem feito a diferença em prol do Santa Cruz nos confrontos realizados até o momento, tem sido a determinação, a postura e a atitude do time em campo. Nos dois clássicos que rubro-negros e tricolores disputaram, até agora, Marcelo Martelotte se saiu melhor do que Sérgio Guedes, mas isto não lhe assegura sucesso no clássico de domingo.

A vantagem do Santinha é poder concluir a disputa pelo título neste final de semana. O Sport vai tentar provocar um terceiro jogo, fato que lhe força a sair para o ataque, ou seja, ter atitude.

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Artigos
Mortos e desaparecidos
postado em 10 de maio de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MORTOS E DESAPARECIDOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Já tínhamos conhecimento antecipado do artigo do jornalista Juca Kfoury, no jornal Folha de São Paulo, com o título ¨Direita, vou ver...", visto que, conversado com o radialista Ednaldo Santos sobre o assunto, que tinha recebido um telefonema de um personagem dos mais ilustres de nosso estado, mostrando o incoformismo com um fato que estava acontecendo.

De acordo com o artigo, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Doutor Evandro Carvalho, é o articulador de ações cíveis e criminais para que as demais 26 federações processem o colunista, quando preparou uma minuta em que diz, entre outras queixas, que servirá ¨como demonstração de comprometimento e solidariedade com o presidente Marin¨. 

Trata-se de um direito do cartola pernambucano de estar solidário ou não ao presidente da CBF, mas isso poderia ser de forma pessoal, e não envolvendo o nome de  uma entidade que agrega dezenas de filiados, e comanda um esporte de contempla milhões de torcedores.

Não discutimos a sua solidariedade, e sim de que Pernambuco não pode e não deve levantar uma bandeira na defesa de alguém que, embora não tenha participado diretamente das torturas e mortes no regime militar, mas as influenciou com os seus pronunciamentos de apoio a famosos torturadores da época.

O nosso estado é rico em sua história, desde a luta libertária contra a invasão holandesa, e a entidade local do futebol não poderia tomar uma posição como essa, que deveria ser feita pelo próprio presidente Marin, caso esse tivesse a percepção de que a sua dignidade tivesse sido ultrajada.

O Doutor Evandro Carvalho esqueceu os momentos de chumbo da didatura militar, e a ausência total dos direitos da sociedade brasileira.

As prisões eram constantes, às vezes por perseguições de pessoas rancorosas que estavam do lado contrário, e aproveitaram-se da ocasião para vomitarem o seu bílis de ódio e rancor.

Pernambuco tem que respeitar os familiares dos seus MORTOS E DESAPARECIDOS, e não articular ações contra um colunista que teve a coragem de denunciar o que aconteceu na era de Marin, e a morte de Vladimir Herzog, que foi o estopim para a campanha que a sociedade brasileira move contra o cartola.

Sentimos de perto as garras da ditadura militar, quando  Ã©ramos arrancados de casa, muitas vezes apenas por conta de uma visita de um Presidente da República ao nosso estado, assim como na proibição de trabalharmos como professor na Universidade Federal.

Lembramo-nos quando tomamos conhecimento do assunto, da família de Ruy Soares Frazão, que conhecíamos de perto, como membro do Diretório Estudantil da Faculdade de Engenharia, e um lutador pelas causas democráticas, que é um dos desaparecidos.

Lembramo-nos dos familiares de Fernando Santa Cruz, que até hoje continuam na luta para conhecerem os seus algozes, assim como da família do Padre Henrique, que conhecemos bem jovem, como contemporâneo do Ginásio da Madalena, assim como de tantos outros.

Deveríamos respeitá-los, e como afirmamos, o Doutor Evandro tem todo o direito democrático de apoiar José Marin, mas não tem o direito moral de envolver uma entidade pernambucana em um processo tão vil e intimidador.

Pernambuco não merece.

OS MORTOS E DESAPARECIDOS MERECEM RESPEITO.

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