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A inflação no preço dos ingressos
postado em 13 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A INFLAÇÃO NOS PREÇOS DOS INGRESSOS DO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na série em que a Pluri Consultoria aborda a crise de público nos estádios brasileiros, mais uma análise nos foi apresentada. Dessa vez relacionada aos preços dos ingressos no Brasil e seu patamar atual em confronto com o mercado internacional.

Estudamos o trabalho, e conforme se constatou o preço dos ingressos mais baratos subiu 300% nos últimos 10 anos, período em que a inflação medida pelo IPCA-IBGE foi de 73%, a Cesta Básica, 84% e o Salário Mínimo aumentou 133%.

Sem dúvidas uma superinflação, e de maneira grotesca, desde que essa alta ocorreu em um ambiente de jogos de baixa qualidade, muitos disputados em estádios em situação precária e sem conforto para os torcedores.

Alguns ¨sábios¨ do futebol tentam justificar esse incremento irreal. Um deles é a de que preços baixos ¨desvalorizam¨ o produto¨. Existe uma resposta pronta para tal afirmação, ou seja, ¨Não existe nada pior para o futebol do que um jogo ruim disputado em estádio vazio¨.

Outras alegações para os preços altos estão relacionadas aos custos do futebol, ou então para estimular os torcedores a se tornarem sócios dos clubes, através do programa sócio-torcedor, que em algumas equipes têm dado bons resultados.

Na verdade, existem ¨jogos e jogos¨. Um estadual não pode ter os mesmos preços de uma Copa do Brasil, do Brasileiro e de uma Libertadores, e a diversificação deveria ser aplicada em todas as competições, com divisões nos estádios, contemplando vários tipos de ingressos.

Isso é chamado de política de flexibilização de preços, que os cartolas certamente não entendem.

Quando se uniformiza e cobra caro, o consumidor escolhe aqueles eventos a que irão assistir, e os jogos mais importantes são os definidos.

Nas análises procedidas pela Pluri, foi ressaltado que encher os estádios deveria ser prioridade total do clube, mesmo que para isso seja necessário praticar preços de ingressos mais baixos inicialmente. 

Entendemos que se utilizando desse procedimento, o aumento da demanda seria maior do que a oferta, e daí a permissão para aumentar os valores dos ingressos para dar o contrabalanço. É a lei mais antiga do mundo, da Oferta e da Procura, que o futebol conseguiu desmoralizar.

Alguns dados foram apresentados para ilustrar o trabalho e entre esses destacamos a relação do aumento dos preços em real/dólar/euro. Em 2003, o ingresso era de 9,50, correspondendo a 2,44 euros e US$ 2,76. Já em 2013 temos a seguinte relação, R$ 38,00 (ingresso médio), 14,77 (euros) e 19,12 (dólares).

Outros dados comparativos também são interessantes, tais como: Ingressos (300% de aumento), Renda-Per-Capita (167%), BIG MAC (128%), Renda Média do Trabalhador (37%) e a Gasolina (30%).

Os números são bem claros e que representam uma realidade, a de que os ingressos do futebol tiveram uma superinflação, bem acima dos demais itens da economia nacional, e que os nossos dirigentes conseguiram derrotar a mais antiga lei econômica do mundo: a da Oferta e Procura.

São uns ¨gênios¨, candidatos ao Prêmio Nobel da Economia.

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Acontece
FPF na contramão da história
postado em 12 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Aos poucos os arquivos dos anos de chumbo, como era chamado o período em que o Brasil viveu sob o regime militar, vão sendo abertos, e a cada dia cai o pano revelando a personalidade do presidente da CBF, José Maria Marin, que também é presidente do Comitê Organizador Local - COL - da Copa de 2014. O UOL começou a publicar, ontem, uma série de reportagem revelando que "Marin foi ligado à ala radical da ditadura". O desgaste do dirigente tornou irreversível o processo para tirá-lo da presidência do COL. Até os aliados mais próximos, como o ex-jogador Ronaldo, que é um dos diretores do COL, já advoga a favor da sua saída. Apesar de todas as evidências, inclusive com gravações comprometedoras que vazaram na Internet, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, tentou criar um movimento em defesa de um cidadão indefensável. Evandro elaborou o - Manifesto de Desagravo ao Presidente da CBF José Maria Marin - documento que foi enviado para as federações do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte.

A iniciativa não encontrou eco, e o documento foi parar nas mãos do jornalista, Ricardo Perrone, que o publicou, na íntegra, com papel timbrado da FPF, tal como fora enviado para as federações.

Respaldar um comandante como Marin a frente do futebol brasileiro já é um absurdo, e defender um dos maiores aliados da ditadura é um crime contra a cidadania.

ENVOLVIDOS - Não sei se os presidentes dos clubes filiados a FPF foram ouvidos sobre o Manifesto de Desagravo, mas no documento consta que a Federação - em nome próprio e dos seus clubes filiados - formulou a peça que transforma santos em demônios, numa inconteste inversão de valores.

COVEIROS - No Manifesto de Desagravo ao Presidente da CBF José Maria Marin, elaborado pela FPF, para desencadear um movimento de apoio ao sucessor de Ricardo Teixeira, as pessoas que têm se manifestado a favor da saída do dirigente do comando do futebol brasileiro são tratadas como "atores travestidos de coveiros do futebol brasileiro". O jornalista, Vladimir Herzog, deve estar estribuchando no seu túmulo.

ÉTICA E HONESTIDADE - Na peça criada pela FPF, os críticos do presidente da CBF são tratados como pessoas e grupos que têm "desapego e desprezo com a ética e honestidade de princípio". Falar de honestidade e ética em defesa de um cidadão que foi flagrado roubando uma medalha de um jogador no pódio é complicado.

EXPRESSÃO - O Manifesto criado pela FPF não foi enviado para nenhuma das federações cujos Estados abrigam os maiores clubes do futebol brasileiro: São Paulo, Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nem entre os nanicos o documentou ecoou.

PRESSÃO - Segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, "o governo federal não pode intervir na CBF, mas a Câmara dos Deputados pode". A pressão aumenta e a situação de Marin se complica como aconteceu com seu antecessor.

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Uma questão de cidadania
postado em 12 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA QUESTÃO DE CIDADANIA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O número de telefonemas e emails que recebemos no dia de ontem por conta da publicação da Nota de solidariedade do presidente da Federação Pernambucana de Futebol a José Maria Marin foi expressivo e que aumentou mais ainda a nossa indignação. Por conta disso, estamos voltando ao assunto para mostrarmos ao cartola pernambucano que os que lutam pelo ¨Fora Marin¨ são cidadãos brasileiros da maior dignidade.

Perrone com seu blog nos prestou um grande favor,  ao denunciar o fato, tendo a nossa sociedade condições de tomar conhecimento do assunto, pois estava sendo tratado entre quatro paredes.

Em sua infeliz e malfadada nota, Evandro Carvalho afirma que ¨os que atacam José Marin não podem ser cidadãos voltados e direcionados por uma causa legal e justa, mas sim atores trasvetidos de coveiros do futebol brasileiro¨.

Equivoca-se o presidente, já que os verdadeiros coveiros do futebol estão alocados na CBF, que tem Marin como presidente, e em diversas federações estaduais, inclusive a de Pernambuco, que está sendo enterrada durante a sua gestão de sonhos, conversas fiadas e sem nada de útil.

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos, e isso é que está sendo feito pelos cidadãos que não podem se conformar com a presença de um incentivador dos torturadores à frente de um órgão importante para a sociedade brasileira.

Doutor Evandro nunca sentiu de perto o que representou a repressão no Brasil, e hoje querer rotular de coveiros  aos que combatem uma presença de um repressor no comando do futebol brasileiro é algo que não podemos, nem devemos, aceitar.

A cidadania é uma das maiores referências conquistadas pelo ser humano, representada em uma sociedade por aqueles que lutam por mais direitos, por mais liberdade e, principalmente, que não são submissos ao poder por conta dos interesses pessoais.

A cidadania está entre aqueles que lutam contra as injustiças sociais, contra os corruptos e corruptores, e que buscam separar o joio do trigo.

Lutar contra Marin não é uma peleja pessoal isolada e sim um sentimento da sociedade, que esse não pode e não deve representar o Brasil futebolístico.

O cartola sempre foi um intenso defensor dos órgãos repressores e dos seus membros. Se o presidente da entidade local procurasse os anais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, iria verificar as bajulações a todos esses, do então deputado Marin, no período de 1972 a 1978. Os elogios aos violentos delegados de polícia foram usuais.

Sérgio Paranho Fleury era o seu ídolo, Erasmo Dias, então Secretario de Segurança do estado, também era elogiado, assim como fez quando da nomeação de Rubens Liberatori para o DEIC, onde esse protagonizou um dos maiores crimes contra menores no país.

Este é o cidadão exemplar referido por Evandro Carvalho, e os que o repudiam são os coveiros, numa mudança total de foco. Na verdade trata-se da defesa de interesses pessoais, e não do coletivo brasileiro.

De nossa parte, embora modestamente, vamos continuar apoiando essa luta da sociedade não anestesiada contra a presença de alguém que pelo seu currículo nunca poderia representar o nosso Brasil esportivo.

Desta forma, vamos sugerir que seja acoplada a campanha do ¨Fora Marin¨ a do ¨Fora Evandro¨.

Ser alimentado pela ditadura foi muito salutar para alguns que se locupletaram do sistema, inclusive com empregos, mas, na realidade, foi bem duro para os que sofreram perseguições, torturas e mortes.

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O dirigente, a crítica e a singularidade dos princípios
postado em 11 de abril de 2013
Alfredo Bertini 

 

            Impressionam-me os sucessivos embates em listas, seminários ou quaisquer outros ambientes propícios, que só instigam as divergências de posicionamento no que podemos chamar de produção audiovisual no nosso país. Na ausência de uma simples interpretação econômica sobre o funcionamento do mercado, o que se assiste continuamente é um desgastante processo de autofagia. Uma luta fratricida que só impede um dinamismo econômico que se espera do setor desde os seus primeiros passos.

            De certo modo, a adoção do espírito técnico de economista tem me ajudado um pouco mais no entendimento que se sucede nessas divergências. No meu ofício de produtor, posso e devo até entendê-las na sua essência ideológica. Mas, numa visão meramente técnica, não posso aceitá-las como uma prática proativa, porque o exercício contumaz do antagonismo não serve para o fortalecimento econômico da própria atividade. Daí esse entendimento autofágico, suicida, incapaz de se reconhecer e de se respeitar enquanto segmentos diferenciados do mercado.

            O danado é que o embate se inflama nas mínimas coisas. Se um simples comentário qualquer insinua algo contra uma forma de pensar ou se fazer cinema, o segmento atingido reage, destilando todas as formas de antagonismos possíveis. Jamais se vê algum nível de entendimento que não só fosse capaz de respeitar as diferenças, mas que pudesse encontrá-las numa sintonia vital, a partir das suas complementaridades. Aliás, essa é uma percepção técnica que se faz necessária à compreensão da dinâmica do todo mercado cultural, pois isso não é fato exclusivo do setor audiovisual. As segmentações que fazem esse universo cultural tão plural é fato perceptível dentro e fora de cada atividade. Portanto, as diferenças se dão de modo inter e intra-setorial. Se, por exemplo, há diferenças nos processos produtivos de setores como o cinema e a música, o certo é que não há também diferenças em se compreender as distinções existentes dentro do cinema e da música. E isso é perceptível não só pelo lado estético das artes. Afinal, há que considerar também a mesma distinção com as escalas de produção e o consumo, ambos absolutamente diferentes.

            Uma pena que são poucos os que enxergam que esses segmentos do cinema são interdependentes, caso se queira enxergar o processo econômico pelo dinamismo que lhe possa dar a sustentabilidade necessária. O perigo está justamente na análise estática, pelo risco de se inflamar pelo caminho ideológico essas diferenças. No frigir dos ovos, o que se vê, pela amostragem de todas as formas de debates, é que o maior adversário do cinema o próprio cinema. Por extensão, o maior adversário da cultura são os próprios produtores culturais. E por isso tudo, os poderes públicos terminam por efetivar políticas lineares, sem a compreensão de o tratamento a ser dispensado a diferentes tem que ser através de medidas não menos diferentes.

            Um pequeno exemplo desse aguçamento das divergências se deu pouco tempo atrás em listas de discussões, em mais um debate estéril e anódino. Incompreensões mútuas e provocações descabidas, levadas até o campo do comportamento pessoal, definem bem o retrato de tanta inutilidade. Refiro-me às farpas trocadas entre um importante gestor público e a crítica especializada em cinema. Tudo em torno de um possível "sucesso de bilheteria", cuja produção tem um tom sobejamente comercial. Uma linha produtiva que não costuma, com raríssimas exceções, agradar a crítica, que sempre se apresenta mais entusiasmada com as produções autorais, de cunho reflexivo. No entusiasmo de uma defesa - tecnicamente necessária - pela melhoria do  market share do cinema brasileiro, o dirigente fez um trocadilho infeliz em cima do título da obra, devido à  postura resistente da crítica em não recomendá-la para seu público. Mais pano para manga, em termos de novas discussões.

            Ideologias e questões pessoais à parte, tudo isso é muita singularidade para meu gosto analítico. E o curioso é que todos enchem os pulmões para bradarem com entusiasmo o quanto é bonito ver nossa cultura plural. Ou seja, pluralidade no discurso rende todos os dividendos. No entanto, na hora de praticá-la com respeito e responsabilidade, o que vale é cada um por si. E vão às últimas conseqüências, sobretudo nas movimentações políticas, porque querem que ações governamentais tenham a mesma mão única. Haja contradição!

            E como nada muda e tudo continua como dantes, todo setor é levado sutilmente para um individualismo improdutivo. Fica difícil assim entender que, na linguagem da economia, faz-se necessário separar os seus agentes econômicos, porque as atividades são muito distintas. É necessário considerar o papel do %u201Cator econômico%u201D, na figura do produtor que precisa aprender a empreender. Da maneira que vai, ele nunca decola, exatamente porque não descola da também importante missão de "ator cultural", justo quando essa condição resiste ir além do seu lado artístico, só comprometido com a arte em si.

             Enquanto os dilemas e as picuinhas improdutivas não se superam, torna-se insignificante entender e defender o real significado do que possa ser efetivamente uma Economia da Cultura. Só que esse andar é bem mais alto do que se propala. E o elevador parece ainda não ter como chegar.

 

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Denúncia
Em defesa do indefensável
postado em 10 de abril de 2013
BLOG DO PERRONE

 

"Os que atacam José Maria Marin não podem ser considerados cidadãos voltados e direcionados para uma causa legal e justa, mas sim, como atores travestidos de coveiros do futebol brasileiro".

A afirmação acima foi escrita por Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana, em manifesto de apoio a José Maria Marin e que deveria ser abraçado por outras entidades estaduais. Mas, por enquanto, o movimento está engavetado, num indício de que o presidente da CBF e do COL não têm o apoio incondicional de várias filiadas.

O blog teve acesso ao e-mail enviado por Carvalho a 15 federações no dia 27 de março. Ele pediu  para que elas fizessem ajustes e mandassem a versão personalizada  para a CBF.

No documento, o dirigente pernambucano diz que sua federação já enviou a carta e que "o momento está a exigir um posicionamento de apoio e solidariedade".

Procurado pelo blog, no entanto, Carvalho negou que já tivesse entregado sua carta para a CBF e que o movimento tenha fracassado.

"Você tem aí uma das sete minutas do desagravo. Ninguém enviou nada ainda, não tem nada pronto. As federações decidiram discutir isso na próxima assembleia da CBF. Alguns acham que é melhor não fazer mais barulho. Eu sou a favor do manifesto e da divulgação dele, mas vamos discutir", declarou Carvalho.

Em seu texto, ele fala também em nome dos clubes pernambucanos. E diz que Marin é vítima de acusações "ora levianas, ora absolutamente distorcidas ou distantes dos fatos verdadeiros".

Leia abaixo, o e-mail enviado pelo presidente da Federação Pernambucana a seus colegas e, em seguida, o manifesto, também encaminhado por ele. Clique nas imagens para aumentá-las.

No retângulo em vermelho, as federações que receberam o manifesto. Grifado pelo blog, trecho em que o presidente da Federação de Pernambuco diz já ter enviado sua carta

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