Histórico
Campeonato Pernambucano
Superação e detalhes
postado em 15 de abril de 2013


Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


A qualidade técnica do grupo do Sport é superior a do elenco do Santa Cruz, mas os tricolores têm sangue nas veias, e isso foi bem traduzido através da garra do incansável Caça-Rato. Mas os detalhes são imprescindíveis num clássico, e quando a torcida tricolor já comemorava a vitória que colocava o bicampeão na condição de líder, Tozo faz falta em Lucas Lima, dentro da área.

O pênalti nos minutos de acréscimo mudou a história do jogo. O empate de 2x2 deu a liderança e vantagens ao Sport, nas semifinais.

Ao despencar da primeira para a quarta posição, o time do Arruda vai ter que enfrentar o Náutico, com o adversário disputando a segunda partida em casa. O Santa Cruz fez da superação o seu instrumento para construir uma vitória, razão pela qual pareceu mais intenso em campo, o que levou alguns jogadores a um desgaste maior do que o previsto.

Com um ritmo mais cadenciado, o Sport teve uma maior posse de bola, característica das equipes mais técnicas. A aplicação tática dos tricolores deixou o time mais agudo no segundo tempo, quando encaixaram vários contra-ataques. Um detalhe deixou as duas torcidas satisfeitas: a dinâmica do jogo.

O golaço marcado por Dênis Marques, e o bom futebol apresentado por Raul deixaram o técnico Marcelo Martelotte com a certeza de que o Santa Cruz está pra brigar pelo tri.

Por outro lado, a superação do Sport, que chegou ao empate, com um homem a menos, mostrou que os comandados de Sérgio Guedes sabem que o jogo só termina quando acaba.

APROVADO - Gilberto Castro Júnior foi brilhante na condução do clássico. Uma atuação que o referenda como um dos melhores árbitros do futebol pernambucano, no momento. Apesar das referencias dadas pela Ceaf, o clássico foi decisivo para lhe colocar como uma boa opção para as finais.

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Artigos
"Eles" estão de volta
postado em 15 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ¨ELES¨  ESTÃO DE VOLTA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Durante o programa Domingo Esportivo que estava sendo levado ao ar pela Rádio Jornal do Comércio, sob o comando de Ednaldo Santos, com a nossa participação, do advogado Lenivaldo Gaia e do jornalista Henrique Queiroz, aconteceu um telefonema indignado do radialista Geraldo Freyre, que nos posicionou sobre um acontecimento que estava presenciando na Avenida Agamenon Magalhães.

Freyre referia-se a um comboio da torcida do Sport, que estava sendo apoiado pela Polícia Militar de Pernambuco, cantando hinos das organizadas, muito embora estivessem com as camisas do clube.

Existe um proibição para tais torcedores, e eles,  espertamente, trocaram as suas fardas de guerra pelas camisas rubro-negras, mostrando que voltaram com força e a proibição é uma coisa do passado.

O estranho e lamentável é a guarida dada pelos órgãos de segurança do estado, desde que essas torcidas estão proibidas, e os seus substitutos legais estavam tendo a proteção dos policiais até o estádio do Arruda.

Antes já tinham depedrado ônibus nos corredores da cidade, e esse tipo de proteção fere a dignidade de uma sociedade asfixiada pela insegurança, que observa bandidos sendo protegidos, quando cidadãos de bem ficam em casa com receio de serem agredidos ou mortos.

A permissividade com esses grupos por parte dos clubes e dos orgãos de segurança, ajuda a aumentar de maneira significativa os casos de agressão e confronto na esfera do futebol brasileiro.

Um dos exemplos que podemos destacar com relação a esse ponto nos deu o Sport Recife na última sexta-feira, quando permitiu torcedores organizados de adentrarem no setor de cadeiras cativas, com faixas e bandeiras, para assistirem ao treino do clube.

São esses mesmos dirigentes que continuam fornecendo ingressos para os proibidos, privilégio inaceitável que discrimina aqueles torcedores que pagam as suas entradas para acompanharem os jogos do seu time.

Depois das denúncias de Geraldo Freyre sobre o que  tinha assistido, fizemos um questionamento: Qual a razão de comboio para torcedores que no próprio caminho, já estão demonstrando o que iriam fazer no estádio?

Mesmo vendo as atitudes tomadas por esses, qual razão de não levá-los a uma delegacia, e deixá-los de plantão até o final do jogo? Seria uma medida preventiva.

Tais fatos mostram que continuamos enxugando gelo, e as organizadas mostrando que são donos do pedaço, enquanto os bons consumidores ficam nas poltronas, ou migram para algo mais confortável e menos perigoso.

Realmente se não acabarmos com esse tipo de torcedor, tirando-os dos estádios, eles acabarão com o que resta de nosso futebol.

Após o jogo tivemos no Arruda cenas de vândalismo, agressões a um jornalista do Jornal do Comércio e depedração do veículo da empresa, além de roubos e arrastões pelas ruas.

A pergunta final de Geraldo Freyre retratou o seu incômodo com a cena que testemunhara, quando frisou: ¨Será que essas pessoas têm pais ou mães?¨

Uma pergunta que merece resposta.

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Campeonato Pernambucano
Os "Senhores" do clássico
postado em 14 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES



Martelotte apresenta um currículo extenso como goleiro e técnico Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Um Marcelo Martelotte sorridente e com credibilidade junto a torcida tricolor. Um Sérgio Guedes confiante e respaldado pelos torcedores leoninos. Esta a apresentação sucinta dos dois "Senhores" desta edição do Clássico das Multidões que será disputada hoje a tarde, no estádio do Arruda.



Sérgio Guedes, técnico do Sport - Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem

Aprovados no primeiro teste, que foi o confronto com o Náutico, Martelotte e Guedes vivem momentos confortáveis em seus respectivos clubes, e mesmo com o clássico deste domingo servindo apenas para definir posições, as atenções estarão voltadas para os dois estrategistas. Afinal, as vitórias dos clássicos disputados até o momento, no Pernambucano, foram atribuídas aos planos táticos e estratégias adotadas pelos treinadores, razão pela qual ambos passaram a ter a confiança das maiores torcidas do Estado. Qualidade técnica, superação, elenco, todos esses fatores são determinantes no sucesso de uma equipe, mas num clássico os detalhes fazem à diferença.

O comandante tricolor, Marcelo Martelotte conhece as limitações do elenco do Santa Cruz, e sua missão é fazer com que um time que joga sempre no limite supere o adversário de reconhecida superioridade técnica.

Por outro lado, o técnico do Sport, Sérgio Guedes, fez mudanças necessárias, obteve respostas positivas de imediato, mas os seus comandados ainda buscam a regularidade que estabelecerá o equilíbrio necessário para o grupo chegar às semifinais na condição de favorito ao título.

A ordem nos dois times é vencer para evitar um confronto com o Náutico no próximo domingo.

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Artigos
O futebol brasileiro parou no tempo
postado em 14 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUTEBOL BRASILEIRO PAROU NO TEMPO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Embora com uma certa arrogância, a entrevista do ex-jogador alemão Paul Breitner, concedida a ESPN Brasil, é algo que teria que ser de obrigação para os dirigentes dos clubes brasileiros e seus executivos assistirem.

Lamentavelmente chegamos a uma conclusão, ou seja, poucos ex-atletas do Brasil teriam condições de ocupar cargos importantes no futebol como o alemão hoje ocupa no Bayern de Munique, por falta de um preparo cultural e sobretudo dos assuntos relacionados a finanças, gestão, planejamento, entre outros fatores importantes.

Alguns blogs já destacaram a entrevista, mas resolvemos esperar um pouco e assisti-la mais uma vez, para que  pudéssemos fazer uma análise e, assim, discuti-la com os visitantes desse blog.

Breitner fez uma análise do crescimento do futebol alemão, da Bundesliga, e que o seu clube, o Bayern, será nos próximos anos o maior do mundo, já que se prepara para isso pelo menos há vinte anos.

De maneira fria e racional, o ex-jogador alemão considerou que o Brasil parou no tempo em 2002, o que veio corroborar com as afirmações recentes do treinador do Vasco Paulo Autuori.

Considerou, e com razão, que o nosso futebol não é mais atraente em nada, e que precisa se reinventar.

¨Para se reiventar é necessário modificar todo o trabalho de base nos clubes e seleções. Tem que se copiar o que existe de moderno¨, declarou.

¨O futebol que vi da Seleção Brasileira, jogando contra a Inglaterra e a Itália, é coisa do passado. O presente e o futuro estão no tipo de jogo que executam o Barcelona, a Espanha e os clubes e a seleção alemã¨, disparou.

Mais dura ainda foi a sua observação sobre Neymar, quando afirmou que ele não era ainda nada, e precisa jogar na Europa, para mostrar se é um bom jogador de futebol enfrentando craques.

Criticou os gramados brasileiros, afirmando que estavam prejudicando o desenvolvimento dos atletas e do bom futebol, e o mais contudente foi quando deixou claro que Guardiola, na seleção da CBF, de nada adiantaria, por conta dos procedimentos errados que acontecem no esporte de nosso país.

No final, um estrangeiro vem ao Brasil e escancara as verdades, que nós aqui, nesse modesto blog, sempre temos acentuado. 

O que Breitner falou, nós já falamos e vamos continuar a proclamar que precisamos mudar o quanto antes, senão iremos morrer de inanição.

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Campeonato Pernambucano
Momento de alegria
postado em 13 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


E que venham os torcedores. O que tenho escutado de palpites sobre a previsão de público para o clássico - Santa Cruz x Sport -, amanhã, no Arruda, não é brincadeira. Os dois clubes, donos das maiores torcidas do Estado chegam em condições confortáveis para este confronto, que por conta do regulamento da competição pode vir a ser o único a acontecer este ano. Até em ameaça de desfalques os times se equiparam.

Os rubro-negros adquiriram todos os 12 mil ingressos que foram disponibilizados para o Sport. Até ontem a torcida tricolor se mostrava tímida no quesito compra antecipada. Mas tem quem garanta que hoje e amanhã as bilheterias do Arruda irão bombar.

Uma das coisas que mais alegram no futebol são as gozações dos torcedores. Algumas tiradas inteligentes revelam a capacidade de improviso do pernambucano, seu senso de humor e não deixa de ser uma lição de que a convivência das diferentes camisas é salutar para o futebol.

Ontem, num boxe no Mercado São José, perguntei a um vendedor por que não tinha ônibus do Sport para vender, só havia do Corinthians, Santa Cruz e Flamengo. Ele respondeu de primeira: "Para não contaminar". Mais adiante as apostas corriam abertamente.

Há quem diga que o Leão treme diante da Cobra. Seja lá o que for, quero ver o Arruda cheio, amanhã. O Pernambucano precisa desta alegria.

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