JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Durante o programa Domingo Esportivo que estava
sendo levado ao ar pela Rádio Jornal do Comércio, sob o comando de Ednaldo
Santos, com a nossa participação, do advogado Lenivaldo Gaia e do jornalista
Henrique Queiroz, aconteceu um telefonema indignado do radialista Geraldo
Freyre, que nos posicionou sobre um acontecimento que estava presenciando na
Avenida Agamenon Magalhães.
Freyre referia-se a um comboio da torcida do Sport, que estava sendo apoiado pela PolÃcia Militar de Pernambuco, cantando hinos das organizadas, muito embora estivessem com as camisas do clube.
Existe um proibição para tais torcedores, e eles, espertamente, trocaram as suas fardas de guerra pelas camisas rubro-negras, mostrando que voltaram com força e a proibição é uma coisa do passado.
O estranho e lamentável é a guarida dada pelos órgãos de segurança do estado, desde que essas torcidas estão proibidas, e os seus substitutos legais estavam tendo a proteção dos policiais até o estádio do Arruda.
Antes já tinham depedrado ônibus nos corredores da cidade, e esse tipo de proteção fere a dignidade de uma sociedade asfixiada pela insegurança, que observa bandidos sendo protegidos, quando cidadãos de bem ficam em casa com receio de serem agredidos ou mortos.
A permissividade com esses grupos por parte dos clubes e dos orgãos de segurança, ajuda a aumentar de maneira significativa os casos de agressão e confronto na esfera do futebol brasileiro.
Um dos exemplos que podemos destacar com relação a esse ponto nos deu o Sport Recife na última sexta-feira, quando permitiu torcedores organizados de adentrarem no setor de cadeiras cativas, com faixas e bandeiras, para assistirem ao treino do clube.
São esses mesmos dirigentes que continuam fornecendo ingressos para os proibidos, privilégio inaceitável que discrimina aqueles torcedores que pagam as suas entradas para acompanharem os jogos do seu time.
Depois das denúncias de Geraldo Freyre sobre o que tinha assistido, fizemos um questionamento: Qual a razão de comboio para torcedores que no próprio caminho, já estão demonstrando o que iriam fazer no estádio?
Mesmo vendo as atitudes tomadas por esses, qual razão de não levá-los a uma delegacia, e deixá-los de plantão até o final do jogo? Seria uma medida preventiva.
Tais fatos mostram que continuamos enxugando gelo, e as organizadas mostrando que são donos do pedaço, enquanto os bons consumidores ficam nas poltronas, ou migram para algo mais confortável e menos perigoso.
Realmente se não acabarmos com esse tipo de torcedor, tirando-os dos estádios, eles acabarão com o que resta de nosso futebol.
Após o jogo tivemos no Arruda cenas de vândalismo, agressões a um jornalista do Jornal do Comércio e depedração do veÃculo da empresa, além de roubos e arrastões pelas ruas.
A pergunta final de Geraldo Freyre retratou o seu incômodo com a cena que testemunhara, quando frisou: ¨Será que essas pessoas têm pais ou mães?¨
Uma pergunta que merece resposta.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013











