Histórico
Campeonato Pernambucano
Nas mãos dos árbitros
postado em 17 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A quatro rodadas do final do Pernambucano, as críticas ao regulamento da competição se multiplicam. As regras do jogo devem ser analisadas e discutidas no arbitral. A partir do momento que os clubes dão o - de acordo - não tem porque falar mais do assunto. Chorar sobre o leite derramado de nada adianta.

O problema é que os representantes dos clubes ficam míopes e mudos no momento da aprovação. Lamentável! Poucos regulamentos foram tão vilipendiados quanto o desta edição do Estadual, que coloca sobre os árbitros uma sobrecarga de responsabilidade, visto que, um simples equívoco na aplicação de um cartão amarelo pode definir o finalista, e até o campeão da temporada.

Coma nova regra os cartões irão punir os jogadores e os clubes. A história é pontuada por erros de arbitragem que mudaram o seu curso. O atual regulamento deixa os apitadores susceptíveis a uma maior pressão dos clubes, fato que pode induzi-los a erros.

A aplicação de determinados cartões está acima de qualquer questionamento. Contudo, outros são decorrentes da interpretação do árbitro, que normalmente conflita com a dos dirigentes, dos torcedores e dos jogadores.

O policiamento sobre a aplicação de cartões é porque eles podem afastar jogadores considerados importantes de jogos decisivos, mas nas semifinais e na final do Pernambucano eles podem direcionar o título.

Não sabemos como a Ceaf-PE vai dormir com um barulho desse, mas estamos convictos da necessidade de fazer uma blindagem especial nos árbitros selecionados para os jogos decisivos.

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Artigos
Quem fiscaliza o futebol brasileiro?
postado em 17 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUEM FISCALIZA O FUTEBOL BRASILEIRO?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Vivemos em um país onde o tomate é o responsável pela inflação, que Ronaldo é considerado a salvação do futebol, onde um negócio como Big Brother é atração e dá audiência.

Precisamente em 1962, ingressávamos numa luta para melhorar o país e tirá-lo do subdesenvolvimento que se encontrava. Veio 1964 e todos os sonhos foram ceifados pelos fuzis, prisões e mortes acontecidas por mais de duas décadas. 

O sonho não acabou, mas está demorando a chegar, com um atraso de 49 anos. Embora houvesse um crescimento na parte econômica, deveria ter se refletido melhor na sociedade, que não pode viver do engodo de uma classe média no papel, e com renda de R$ 250. Uma grande peça publicitária.

Dentro desse contexto, o cupim da corrupção tomou conta do processo, e construiu sua casa em diversos segmentos, e está ajudando a destruir os seus alicerces.

O futebol brasileiro que foi grandioso, embora com maiores recursos, apodreceu, com os clubes apresentando débitos vultosos, com gestões atabalhoadas que os levaram a isso, e principalmente sem nenhuma fiscalização, nem cobranças.

Todos os segmentos têm as suas agências reguladoras, mas o futebol, como em tudo, é isento de tais órgãos, e continua dando péssimos exemplos.

Quem fiscaliza os esportes no Brasil? Respondemos: Conselhos Fiscais, indicados pelos dirigentes, que assinam sem a análise dos documentos apresentados. Por outro lado, uma auditoria externa paga pelas próprias entidades, e que se torna incapaz de criticar a realidade do que lhes é apresentado.

O Flamengo nos deu recentemente a melhor mostra da falta de fiscalização, quando uma auditoria independente, contratada para tal, apresentou um débito acumulado de R$ 750 milhões, que já vinha se avolumando por várias gestões.

Ninguém viu. Nenhuma providência foi tomada, um descontrole total, demonstrado em um item do seu balanço, adiantamentos, no valor de R$ 9 milhões, sem especificações e comprovantes.

No mandato de Patricia Amorim, foram tomados empréstimos de R$ 84 milhões, com as garantias dos direitos de televisão, e tais recursos voaram em contratações mirabolantes, sem o retorno necessário.

Ninguém sabia nem via o que estava acontecendo. Os clubes ganharam mais dinheiro, porém de nada adiantou, os cinco mais endividados somam acima de R$ 2 bilhões, e entre esses, o Flamengo e os seus rivais cariocas.

Não entendemos que não exista procedimentos de fiscalização nessas entidades. Pintam, bordam e nada acontece. Temos um exemplo especial em que o dinheiro público é o maior patrocinador do futebol, que é o estado de Pernambuco, e o Tribunal de Contas do Estado deveria proceder com uma auditoria permanente entre aqueles que recebem os incentivos públicos, mas não o faz.

Como o clube da Gávea existem dezenas e dezenas em nosso país, que vivem acima da lei e da ordem, sem  ninguém para acompanhá-los, continuam a cometer os desatinos, que um dia certamente terá que parar, e aí será muito tarde.

Quando se fala em Agência Reguladora, o Ministro Aldo Rebelo pula da cadeira, porque não deseja algo que possa diminuir as luzes dos seus holofotes e, por conta disso, continuamos a viver com Tatoo na Ilha da Fantasia.

Na verdade, o futebol é um grande produto, e que por problemas de estocagem, tornou-se bichado.

Enquanto isso, Marin, o homem mais puro do Brasil, segundo Evandro Carvalho, presidente de nossa Federação, continua serelepe, comprando uma sede de R$ 39 milhões, por R$ 70 milhões.

São coisas de um Brasil Tupiniquim, onde o tomate é o grade vilão.

Estão sim, pisando nos tomates do futebol nacional.

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Campeonato Pernambucano
Violência, violência, violência...
postado em 16 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O dia seguinte a um bom clássico é sempre especial. Infelizmente a violência roubou a cena na segunda-feira. Das resenhas ao batepapo na esquina se falou mais dos acontecimentos extracampo do que da boa disputa protagonizada por Santa Cruz e Sport.

A impressão que os fatos nos repassam é de que a Polícia Militar é sempre pega de surpresa. Sei que o combate à violência não é tarefa única e exclusiva da PM, as ações são conjuntas. Mas a ela são direcionados os maiores questionamentos. A sociedade cobra porque se sente cada vez mais refém.

Quando o torcedor do Náutico - Lucas Lyra - foi baleado em frente à sede do clube, nos Aflitos, foi um fato novo que pegou todos de surpresa. O contingente de segurança se mostrou falho. É como se o trabalho voltasse à estaca zero.

Domingo foram registrados dois novos fatos: a agressão ao carro do Jornal do Commercio, com o fotógrafo, Guga Matos, tendo sido ferido, e a ameaça feita por um torcedor, com um revolver, aos jogadores do Sport, quando o ônibus retornava a sede do clube, na Ilha do Retiro.

Ao que tudo indica a "Pátria de Chuteiras" virou Pátria Armada, pois em Fortaleza, o saldo da violência urbana no domingo de clássico entre Ceará e Fortaleza foi à morte de dois torcedores do alvinegro.

Se vivo estivesse, o comentarista José Santana, que era de uma habilidade fantástica no uso das palavras, por certo indagaria: "E agora José?". O jogo acabou, o torcedor sumiu, o bandido surgiu e a alegria sucumbiu por conta da violência.   

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Artigos
A ilha fiscal e a Barra da Tijuca
postado em 16 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A ILHA FISCAL E A BARRA DA TIJUCA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No dia 9 de novembro de 1989, o Rio de Janeiro abrigou um acontecimento que ficou conhecido como o último alento da monarquia brasileira.

O movimento dos convidados nos barcos a vapor era constante. As taças de bebidas tilintavam, os risos e a alegria eram contagiantes, nunca na história do país se vira tanto luxo.

O evento promovido pelo Imperador Pedro II reuniu mais de 2000 convidados, e oficialmente era para homenagear o alto escalão do couraçado  chileno Almirante Cochrane que estava aconrado no Rio de Janeiro há duas semanas.

A intenção do Imperador na verdade era outra, ou seja, a de demonstrar que a monarquia brasileira estava forte. Mas acontecia o contrário.

Enquanto as danças corriam na Ilha Fiscal, a conspiração para a derrubada do monarca corria solta, o que veio acontecer seis dias após, em 15 de novembro.

O Baile da Ilha Fiscal, como dito, ficou conhecido como o último suspiro de nossa monarquia.

Na tarde de hoje, 27 presidentes das federações estaduais estarão reunidos na Barra da Tijuca para participarem do último baile festivo da ¨monarquia¨ do futebol brasileiro, capitaneada pelo ¨monarca de escola de samba¨, José Marin, conhecido nas rodas da malandragem como ''José das Medalhas''.

Todos os convidados estão hospedados em um Hotel 5  estrelas, o Windson Barra, com direito a acompanhantes e mordomias das mais diversas.

Na Assembleia Geral irão aprovar por unanimidade e votos de louvor todas as contas da CBF, sem nenhuma análise documental, e com aplausos pela ¨brilhante¨ e ¨honesta¨  administração.

As taças também irão tilintar, principalmente quando os cheques com valores diversificados forem entregues aos convidados. Certamente a emoção se fará presente, com alguns chorando de alegria por tanta benesse.

Nada do futebol brasileiro, falido, violento nas ruas, e com clubes metidos a ricos, mas literalmente quebrados, será certamente discutido, e sim uma Nota de Solidariedade proposta pelo presidente da entidade pernambucana, como forma de agradecimento por tudo que Marin lhe proporcionou durante esse período.

Que o Treze de Campina Grande o diga.

Trata-se de um novo Baile da Ilha Fiscal, só que realizado na Barra da Tijuca, para poucos convidados, mas com uma certeza de que a conspiração do lado de fora é grande, e a queda dessa ¨monarquia¨ de folhetim acontecerá, não nos seis dias que derrubaram o Imperador de verdade, com um maior tempo.

Esperamos que tudo corra bem nesse período, para que essa Assembleia seja a última festa dessa gente que tomou conta de assalto o futebol brasileiro.

Eles certamente estarão rindo e festejando, porém, as espadas estão sendo afiadas para que no futuro sejam degolados.

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Denúncia
Marin comprou sede superfaturada para a CBF
postado em 16 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O presidente da CBF, José Maria Marin, assinou um negócio superfaturado na compra da futura sede da entidade no Rio, apontam documentos obtidos pela Folha.

O prédio, com oito salas comerciais e 6.642,83 metros quadrados na Barra da Tijuca (bairro nobre na zona oeste da cidade), custou à confederação R$ 70 milhões.

Marin anunciou o negócio por esse valor em 27 de junho de 2012, mas só formalizou a compra em 31 de agosto.

Neste intervalo, a empreiteira que ergueu o prédio negociou cinco das oito salas para intermediários por R$ 12 milhões. As mesmas salas foram repassadas para a CBF por R$ 43 milhões.

As outras três salas foram vendidas diretamente para a entidade por R$ 27 milhões.

Caso tivesse pagado o mesmo valor que os intermediários pelas cinco salas (R$ 12 milhões), a CBF teria desembolsado no máximo R$ 39 milhões pelo complexo todo. Ou seja, R$ 31 milhões a menos do que os R$ 70 milhões que efetivamente pagou.

Procuradas, a entidade e as empresas envolvidas negaram haver irregularidades.

O NEGÓCIO

A CBF pagou R$ 15,2 milhões por três das cinco salas que comprou de intermediários. A Aprazível Empreendimentos recebeu um cheque de R$ 12,2 milhões e outros R$ 3,05 milhões foram pagos, segundo os documentos obtidos pela Folha, "anteriormente", sem mais detalhes.

Dois meses antes, em 28 de junho, a Aprazível havia recebido as três salas por R$ 8,5 milhões, da BT Empreendimentos, que ergueu o prédio.

Em 10 de julho, a D''Araújo Incorporação registrou a compra de uma sala e de garagens no prédio por R$ 2,5 milhões --mencionando acerto que havia ocorrido em dezembro de 2009.

A D''Araújo vendeu sua unidade à CBF, em 31 de agosto, por R$ 13,95 milhões (5,5 vezes superior ao que havia pago para a BT). Do total, R$ 11,1 milhões foram pagos em cheque e R$ 2,79 milhões em "moeda corrente já recebidos anteriormente".

No mesmo 31 de agosto, Marin registrou a compra de uma outra sala (e garagens) por R$ 13,75 milhões, sendo 70% da Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. e 30% da BT.

Deste valor, foram R$ 11 milhões em cheque. Os demais R$ 2,75 milhões em "moeda corrente", "recebidos anteriormente". Os papéis indicam que a valorização desta parte específica do prédio pode ter sido de até dez vezes.

Semanas antes, no dia 17 de julho, a Zayd 2025 registrou em cartório que seus 70% foram comprados por R$ 902 mil da BT, mencionando que este negócio fora acertado em junho de 2009.

Só essa empresa recebeu R$ 9,9 milhões da CBF. Outros R$ 3,8 milhões ficaram com a BT.

Há ainda outras três salas vendidas diretamente pela BT para a CBF. Por elas, Marin pagou R$ 27 milhões.

A futura sede está em reforma e, por isso, a CBF ainda desembolsa R$ 130 mil mensais de aluguel para ocupar um andar em um condomínio de luxo na Barra, que ocupa desde 2002.

COFRES CHEIOS

Marin, 80, assumiu a presidência da CBF em março de 2012 após Ricardo Teixeira, alvo de suspeitas de corrupção, deixar o cargo.

Com isso, Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, amigo de Marin, tornou-se vice-presidente e primeiro na linha sucessória da entidade.

Enquanto Marin ficou com a presidência da CBF e do comitê organizador da Copa-2014, Del Nero herdou o assento de Teixeira no Comitê-Executivo da Fifa.

Marin e Del Nero assumiram a confederação com cofres cheios. Segundo o último balanço disponível, a entidade teve um lucro de R$ 73 milhões em 2011.

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