JOSÃ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O futebol brasileiro é sem dúvidas um castelo de
areia, na espera de um vento que possa derrubá-lo.
A base do profissionalismo começa pelos clubes, que nos dão os piores exemplos, retratados diariamente por nossas mÃdias. Nada de novo acontece, e quando cabeças arejadas surgem, com pensamentos diferentes e tentando adotar uma polÃtica financeira racional, começam a receber crÃticas vindas de Conselheiros, associados e torcedores.
Existe um pensamento unânime entre esses segmentos, que os clubes não devem priorizar o pagamento das dÃvidas, no lugar dos investimentos, porque acham que esses irão ficar para trás.
Realmente trata-se do reverso da medalha, desde que a falta de um projeto financeiro, na compatibilização das receitas com as despesas, levou alguns grandes clubes ao processo pré-falimentar. Os exemplos são bem latentes.
Para os torcedores um tÃtulo é melhor do que uma possÃvel falência do seu clube. à uma realidade de apaixonados em contraste com a verdade, que se não der um basta a tais loucuras esse se tornará inviável.
Uma entidade bem estruturada é sem dúvidas um sinal de um futuro perene. Não se pode mantê-la com altos custos financeiros, e sem as contrapartidas das receitas. à uma das leis mais antigas da ciência econômica, a de se gastar menos do que ganha.
A estabilidade é sinônima de conquistas e credibilidade. Pior exemplo do que o atual Vasco da Gama não pode existir, pois, em menos de dois anos, de 18 jogadores que conquistaram o tÃtulo da Copa do Brasil, 17 foram embora, e a maioria por problemas e necessidades financeiras.
Há um bom tempo fizemos uma postagem quando comparamos o dirigente que deseja implantar reformas e um bom planejamento, ao homem na velha história do burro e seu filho, que queria agradar a todos, inclusive carregando o animal nas costas, e apesar de tudo não agradava ninguém.
Revoltou-se com tantas crÃticas, jogando, no final, o burro no rio.
O futebol brasileiro é igual. Quando alguém deseja mudá-lo, passa a ser tratado como o homem do burro, e muitas vezes sucumbe à tentação, abandonando suas ideias, o que permite a continuidade dos problemas antes existentes.
Esse esporte só voltará a ser grande com uma grande mudança de pessoas e mentalidades, e que esses tenham a convicção de que planejar é fundamental e não ouvir os crÃticos como o homem do burro, pois certamente os burros são aqueles que criticam.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









