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Futebol é coisa de cinema
postado em 19 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


No próximo dia 26 acontece à abertura da edição 2013 do Cine-PE, um dos maiores festivais de cinema do País. O rubro-negro, Alfredo Bertini, pai da criança, é tarado por futebol e louco por cinema. Sensível, e com a visão de empreendedor, aproveitou o momento em que o Brasil respira futebol, por conta da Copa das Confederações e do Mundial de 2014, para nos mostrar que o "País do futebol é cada vez mais o País do cinema".

Quem primeiro "explorou" as duas artes foi o genial Carlinhos Niemeyer com o inesquecível Canal 100, produtora criada em 1959. O conheci na década de 70 e nos encontramos em várias coberturas da Seleção Brasileira. Carlinhos se preocupava com a ginga do jogo, a beleza plástica do drible.

Nos documentários exibidos em centenas de telas espalhadas pelo Brasil afora, a música de fundo era de autoria do pernambucano Luiz Bandeira: Que bonito é. (Na cadencia do samba). Mesmo se tratando de uma película, a platéia no cinema se manifestava com a ginga e a beleza do futebol que o Canal 100 nos presenteava.

Bertini teve acesso ao acervo da produtora, que hoje está sob os cuidados de Alexandre, filho de Carlinhos. Na abertura do Cine-PE, dia 26, será apresentada uma mostra de várias tomadas de jogos inesquecíveis.

Ente as pérolas descobertas por Bertini, a histórica decisão da Copa Brasil entre Náutico e Palmeiras, no Maracanã, e uma partida entre Santa Cruz e o extinto Auto-Esporte. A homenagem do Cine-PE ao Canal 100 é um autêntico gol de placa.

TRAILER - A edição de 2014 do Cine-PE também fará uma associação do cinema com o futebol. Há muita coisa para ser explorada e mostrada. Bertini assegura que, o que vamos ver a partir do dia 26 é apenas um "trailer". No próximo ano, parte do festival acontecerá nas dependências da Arena Pernambuco.

HOMENAGEM - Como todo jovem da minha geração, que gostava de futebol, eu era apaixonado pelas mostras do Canal 100. Quando tive a oportunidade de conhecer e trabalhar, lado a lado, com Carlinhos Niemeyer, foi uma satisfação imensurável. Ontem, recebi o convite de Bertini para participar da homenagem que será prestada a Alexandre, filho de Carlinhos. Meus agradecimentos pela deferência que me deixou lisonjeado.  

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Um castelo de areia
postado em 19 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CASTELO DE AREIA


JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol brasileiro é sem dúvidas um castelo de areia, na espera de um vento que possa derrubá-lo.

A base do profissionalismo começa pelos clubes, que nos dão os piores exemplos, retratados diariamente por nossas mídias. Nada de novo acontece, e quando cabeças arejadas surgem, com pensamentos diferentes e tentando adotar uma política financeira racional, começam a receber críticas vindas de Conselheiros, associados e torcedores.

Existe um pensamento unânime entre esses segmentos, que os clubes não devem priorizar o pagamento das dívidas, no lugar dos investimentos, porque acham que esses irão ficar para trás.

Realmente trata-se do reverso da medalha, desde que a falta de um projeto financeiro, na compatibilização das receitas com as despesas, levou alguns grandes clubes ao processo pré-falimentar. Os exemplos são bem latentes.

Para os torcedores um título é melhor do que uma possível falência do seu clube. É uma realidade de apaixonados em contraste com a verdade, que se não der um basta a tais loucuras esse se tornará inviável.

Uma entidade bem estruturada é sem dúvidas um sinal de um futuro perene. Não se pode mantê-la com altos custos financeiros, e sem as contrapartidas das receitas. É uma das leis mais antigas da ciência econômica, a de se gastar menos do que ganha.

A estabilidade é sinônima de conquistas e credibilidade. Pior exemplo do que o atual Vasco da Gama não pode existir, pois, em menos de dois anos, de 18 jogadores que conquistaram o título da Copa do Brasil, 17 foram embora, e a maioria por problemas e necessidades financeiras.

Há um bom tempo fizemos uma postagem quando comparamos o dirigente que deseja implantar reformas e um bom planejamento, ao homem na velha história do burro e seu filho, que queria agradar a todos, inclusive carregando o animal nas costas, e apesar de tudo não agradava ninguém.

Revoltou-se com tantas críticas, jogando, no final, o burro no rio.

O futebol brasileiro é igual. Quando alguém deseja mudá-lo, passa a ser tratado como o homem do burro, e muitas vezes sucumbe à tentação, abandonando suas ideias, o que permite a continuidade dos problemas antes existentes.

Esse esporte só voltará a ser grande com uma grande mudança de pessoas e mentalidades, e que esses tenham a convicção de que planejar é fundamental e não ouvir os críticos como o homem do burro, pois certamente os burros são aqueles que criticam.

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Cadê o plano estratégico para o futebol?
postado em 19 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CADÊ O PLANO ESTRATÉGICO PARA O FUTEBOL BRASILEIRO?


Por Fernando Ferreira, sócio-Diretor da Pluri-Consultoria.


Nosso futebol sofre. Calendário ruim, baixa qualidade dos jogos, clubes insolventes, insegurança dos torcedores, estádios vazios. Esses são alguns dos problemas que acompanham há anos a realidade do futebol Brasileiro. O futebol brasileiro está sob ataque, tanto das diversas formas de entretenimento concorrentes, quanto da crescente influência dos campeonatos Europeus e seus clubes milionários recheados de astros. 

Críticas surgem de todos os lados e caem no vazio do lugar comum, dedos são apontados em todas as direções em busca de culpados a cada novo problema, mas nenhuma proposta efetiva surge neste árido ambiente. Por isso chama a atenção o principal esporte do País não ter até hoje nenhum movimento propositivo voltado a combater os seus problemas, como ocorre em qualquer setor da economia. E porque isso não acontece? Um futebol mais forte traz entretenimento e alegria a milhões de torcedores, além de gerar riqueza e empregos, razões suficientes para sairmos da inércia.

Onde está o Plano Estratégico para o futebol brasileiro? Onde querem chegar em 5 ou 10 anos? Querem ter um dos 3 campeonatos mais importantes do mundo? Querem ter clubes entre os TOP 10 do mundo? Quantos? Querem estádios cheios?  Combater a violência associada ao futebol? Transformar os jogos em ambiente de Festa e não de Guerra? Qual a nossa principal força? É nossa fraqueza?

Para responder perguntas como essas precisamos de um plano Estratégico, que permita entender com profundidade nossos desafios e necessidades e, a partir disso, traçar metas e objetivos de acordo com os instrumentos que temos ao nosso alcance. Um plano Estratégico por sí só não resolve o problema, mas ele é fundamental para  identificarmos claramente onde estamos e onde podemos e queremos chegar.

O momento é propício, há uma mobilização geral vinda de profissionais e de parte da imprensa pressionando por ações. O movimento por um Futebol Melhor da Ambev também vai nessa direção, suprindo via iniciativa privada o vácuo deixado por Governo e Federações, ora omissos e lento demais, ora desconhecedores dos problemas em profundidade.

Podemos aproveitar e ir além, avançando para criar um ambiente setorial que permita aos clubes gerir de forma mais saudável o crescente volume de recursos que eles vêm recebendo, e que, acreditamos, crescerá mais ainda. O Grupo Futebol do Futuro (www.futeboldofuturo.net), do qual faço parte juntamente com outros nomes da gestão e do marketing esportivo, vem se reunindo de forma voluntária no sentido de propor soluções para os principais problemas de nosso futebol nas áreas de calendário, gestão, governança, finanças, e do campo em sí.

Sou um otimista, mas os desafios se acumulam. Não há tempo a perder.

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Sucupira é aqui
postado em 18 de abril de 2013

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SUCUPIRA É AQUI


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quando assistimos às imagens dos dirigentes das federações estaduais ingressando na CBF, assim como algumas entrevistas, ficamos na convicção de que a cidade imaginária de Sucupira, da novela Bem Amado, de autoria de Dias Gomes, está bem viva em nosso solo brasileiro.

Quatro décadas após ter ido ao ar, pela TV Globo, os ¨entretantos¨e ¨finalmentes" de Odorico Paraguaçu estão encarnados nesses personagens do futebol brasileiro.

Que figuras constrangedoras, numa demonstração de que o fundo do poço chegou para esse esporte, não por uma casualidade, e sim pelos gestores que temos.

O presidente da Federação Gaúcha, Francisco Novelleto, respondendo sob os valores da aquisição da nova sede, disse que estava tudo correto, e não existia nada que pudesse comprovar superfaturamento.

Odorido Paraguaçu seria mais correto em suas afirmações.

Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana, que no seu território é um feroz opositor, nas portas da entidade tornou-se um bom seguidor, afirmando que estava tudo bem como dantes na Sucupira brasileira.

Balanço devidamente aprovado por entidades que recebem mensalmente as suas mesadas, assim como um bônus anual, cujos valores foram comunicados na própria Assembleia. Nem na Sucupira do Bem Amado a sua Câmara Municipal era igual.

O jornalista Ricardo Perrone, em uma matéria no UOL, levantou uma tese da ¨teoria da conspiração¨, na Sucupira Tupiniquim, quando mostrou uma coincidência com relação aos membros da Comissão para compra da sede da CBF.

Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico, recebia R$ 40 mil mensais da entidade. Após a aprovação da compra, seus salários passaram para R$ 100 mil. O mesmo aconteceu com Antonio Osório, o famoso tesoureiro de Sucupira.

André Luiz de Pitta Pires, presidente da Federação Goiana,  também fazia parte e foi premiado com a hospedagem da seleção da CBF durante a Copa das Confederações em sua cidade.

Delfim Moreira, presidente da Federação Catarinense, que, depois de aprovar a negociação, foi convidado para a chefia da delegação brasileira nos jogos Olímpicos, e José Vanildo da Silva, cartola maior da entidade do Rio Grande do Norte,  também gozou das belezas londrinas, e deve ter colocado em prática o seu bom inglês.

Não sabemos se isso é uma realidade, ou teoria da conspiração do Perrone, mas existe uma boa coincidência nos fatos.

Nada mais grotesco do que o ambiente do futebol brasileiro, e os habitantes de nossa Sucupira aceitam de bom grado tudo que acontece, principalmente a nossa mídia, e continuamos a viver em um mundo sucupirariano, onde o Bem Amado Marin dita as suas regras, com o seu bom secretário Del Nero, o Dirceu Borboleta da CBF.

Como ainda moramos no antigo Brasil, e não temos nenhuma vontade de nos mudarmos para a Sucupira, solicitamos de um amigo residente no Rio de Janeiro que procurasse junto as imobiliárias da cidade, o valor do m² da construção de imóveis na Barra da Tijuca, e obtivemos a resposta com base em março de 2013, com uma média de R$ 8.310, que multiplicado pela área adquirida pela CBF daria exatamente, R$ 46.2 milhões.

Certamente tais valores são maiores do que os de julho de 2012, quando a negociação foi efetivada mas, mesmo assim, temos R$ 23.2 milhões de superfaturamento. Se os nossos cartolas tivessem procedido dessa maneira, certamente não  teríamos entrevistas tão bizarras como aquelas a que assistimos.

Odorico Paraguaçu realmente deve estar preocupado por conta de tais acontecimentos, pois a sua Sucupira tem um papel muito diminuto com a nova que se estabeleceu na Barra da Tijuca.

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Não chore, Marin!
postado em 18 de abril de 2013

JUCA KFOURI - FOLHA DE SÃO PAULO


QUEM CHORA somos nós. Chora a nossa pátria, mãe gentil.

Choram Marias e Clarices no solo do Brasil.

E choramos pela miséria a que está reduzido o nosso futebol, sob esta CBF dirigida tal e qual fosse pela dona de um bordel.

Por mais que saibamos que temos talento para virar o jogo, por mais que mantenhamos a esperança equilibrista.

Porque, se o show de todo artista tem de continuar, é constrangedor vislumbrar a cena de terça, quando a tarde caía feito um viaduto na sede da Casa Bêbada do Futebol, trajando luto e sem lembrar de Carlitos, o nosso Mané Garrincha.

Eram 27 cartolas de chapéu-coco, todos com brilho de aluguel.

Todos submissos, menos o que não foi, o presidente da federação mineira, talvez por tentar se equilibrar de sombrinha.

Como se fossem os irmãos do Henfil, os repórteres Leandro Colon, Martín Fernandez e Sérgio Rangel tinham publicado no mesmo dia, nesta Folha, a incrível história do prédio que custava R$ 39 milhões e foi comprado por R$ 70 milhões.

Fora os vazamentos com a voz de Marin humilhando o coletivo dos presidentes das federações estaduais, todos dispostos a fazer cena antes da assembleia para, depois de bons uísques, aprovar tudo por unanimidade. Não sem antes receber cheques entre R$ 100 e R$ 400 mil, para compensar a mesada, que é menos da metade do que recebem os atuais donos da CBF.

Evidente que tudo isso reflete diretamente em nossos campeonatos sem torcida e com audiência em queda e numa seleção que não comove mais o torcedor.

Canastrão, Marin não engana nem com suas lágrimas de crocodilo nem com sua simulada irritação.

Ao dizer que só sairá morto da CBF não lembra Getúlio Vargas, mas Chaves, o mexicano, do seriado da televisão.

Ninguém quer que Marin morra, ou que, aos 80 anos, seja preso.

O que se quer é que ele deixe nosso futebol, volte a desfrutar da vida com tudo o que amealhou nos tempos da ditadura a que serviu --como os documentos do SNI revelam sobre ele, segundo informaram, no UOL, do Grupo Folha, os repórteres Aiuri Rebello e Rodrigo Mattos.

Será demais pedir a cada estrela fria que Marin parta num rabo de foguete, se não para Boca Raton, como o colega que fugiu, mas, tudo bem, para Nova York, onde também tem luxuoso apartamento?

É que o futebol brasileiro anda de luto, chupando manchas torturadas, incapaz daquelas velhas irreverências mil nas noites, e nas tardes, do Brasil.

Chega de viver nas nuvens ou no fundo do poço.

É hora de passar o mata-borrão do céu e acabar com esta dor pungente que não haverá de doer inutilmente, mestres Aldir Blanc e João Bosco.

E que cada passo desta linha, de Ronaldinho a Neymar, seja para machucar o gol do rival, livre, azar, desta cartolagem equilibrista.

Que sufoco. Louco!

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