Histórico
Campeonato Pernambucano
Finalista com autoridade
postado em 22 de abril de 2013

Foto: Blog do Torcedor - JC/Imagens


CLAUDEMIR GOMES


No intervalo do jogo em Caruaru, com o placar apontando - Ypiranga 1x1 Sport - o técnico Sérgio Guedes não escondeu sua irritação com a forma pela qual seus comandados aceitaram o domínio das ações por parte do adversário, que impôs o ritmo que lhe convinha ao jogo.

As primeiras jogadas do segundo tempo foram suficientes para mostrar que os leoninos voltaram com outra postura, passaram a dominar o adversário que, pressionado no seu campo de jogo passou a cometer erros que foram decisivos para a construção da goleada - 5x1 - que, teoricamente coloca o Sport na condição de finalista, aguardando apenas a definição do adversário: Santa Cruz ou Náutico.

O puxão de orelha dado por Guedes nos jogadores do Sport, no intervalo do jogo, foi no sentido de alertar o grupo que qualidade técnica não garante vitória, é necessário que também haja atitude dentro de campo, justamente o que faltou aos leões na etapa inicial.

A pressão exercida durante todo o segundo tempo não só levou o Sport a ratificar o seu favoritismo, como transformar a segunda partida, na Ilha do Retiro, num simples compromisso de cumprimento de tabela.

O futebol também é surpreendente por conta dos detalhes. Num jogo marcado por uma goleada de 5x1 o personagem foi o técnico Sérgio Guedes pela leitura correta que fez no primeiro tempo, e pelos ajustes táticos realizados, que levaram o Sport a impor sua melhor qualidade técnica com relativa facilidade.

CARTÕES - Por conta dos critérios de desempate nas semifinais do Pernambucano, até os árbitros ficaram acuados por conta dos cartões. A goleada que o Sport aplicou no Ypiranga deixou os rubro-negros tranqüilos em relação ao jogo de volta. Já no clássico entre Santa Cruz e Náutico houve um cartão para cada lado. Enfim, esse "fantasma" ainda assusta tricolores e alvirrubros.

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O Império do Mal contra-ataca
postado em 22 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O IMPERIO DO MAL CONTRA-ATACA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Deveríamos ter postado um artigo no dia de ontem sobre esse assunto que iremos discutir, mas o postergamos para que sentíssemos a reação de nossas mídias, principalmente as esportivas, que no caso praticamente foram nulas.

Mais uma vez ficou demonstrado que o futebol é um segmento totalmente alienado no meio da sociedade brasileira, e não repercutir as informações divulgadas na coluna do jornalista Claudio Humberto, no último sábado, sobre as declarações de José Marin, é um atestado dessa realidade.

A coluna é publicada em diversos jornais que circulam no país, e tem credibilidade pelos acertos de suas notícias, e certamente o assunto deveria ter sido analisado, desde que, segundo o jornalista, o cartola emparedou a presidente Dilma Rousseff, ameçando divulgar fatos que envolvem alguns medalhões da República.

Marin desafiou os astros e, conforme o colunista, não adianta a Presidente querer Leonardo ou Ronaldo para substitui-lo no COL e na CBF, porque ele está eleito até 2015 e pronto. 

Como sabemos, por não suportar os vínculos do cartola com a ditadura, a presidente e Joseph Blatter não querem ver Marin pelas costas.

O mais grave das denúncias publicadas, e lidas por milhões de brasileiros, é que, segundo Humberto, o presidente da CBF diz ter provas para comprometer o ex-presidente Lula, o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e um ex-ministro do Esporte.

O cartola ainda ironizou quando negou a sua participação no antigo SNI e ligações com Paulo Maluf, afirmando que ¨Ele hoje é do governo Dilma¨.

Ainda de acordo com a coluna, escudado no apoio de 27 federações estaduais, Marin ameaça mostrar todas a provas contra os personagens citados.

Quanto ao ex-ministro do Esporte só temos dois, Agnelo Queiroz e Orlando Silva, portanto as Casas de Apostas já abriram os seus jogos para saber quem está sendo acusado. 

Na realidade o fato é grave, pois não se poder tentar coagir quem ocupa o maior cargo da nação, ferindo totalmente os princípios republicanos, necessita de uma urgente comprovação das veracidades das notícias, o que acreditamos que sejam reais, e que o feito seja colocado à ordem, quando o cartola deverá dar o nome aos bois, comprovar as suas afirmações, porque se assim não proceder estão deixando cravar um punhal no coração da República Brasileira.

No final o Império do Mal contra-atacou, e estabeleceu a sua meta, inclusive adotando o bordão de uma antiga música carnavalesca: ¨Daqui não saio, daqui ninguém me tira".

São coisas de nossa moderna Sucupira.

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Felipão por Felipão
postado em 22 de abril de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


Só há uma maneira de ganhar a Copa do Mundo com o técnico gaúcho: deixá-lo ser ele mesmo

A declaração mais simbólica da entrevista de Felipão ao repórter Martín Fernandez é sobre seus cabeças de área. "Volante goleador só é bonito para vocês da imprensa."

A frase contém a dualidade que caracteriza a escolha do treinador para comandar o Brasil na Copa de 2014. Está na contramão do que se prega no futebol atual e, ao mesmo tempo, evidencia que o sucesso não subiu à cabeça do mais vitorioso técnico brasileiro depois de Zagallo e Telê Santana.

Meu primeiro encontro com Felipão aconteceu no vestiário do estádio Olímpico, na véspera da final da Copa do Brasil de 1995.

Na semifinal, seu Grêmio havia eliminado o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo e, no dia seguinte, perderia para o Corinthians, treinado por Eduardo Amorim e com Marcelinho Carioca.

Luxemburgo era o mais badalado, com o discurso avesso a tudo o que pensava --e pensa-- Felipão. "Volante não pode jogar com a bunda no chão", pregava Vanderlei.

Já naquele tempo, Luxemburgo era moderno, e Felipão, "anacrônico". Hoje, Luxemburgo está fora de moda, e Felipão tenta seu segundo título mundial --só o italiano Vittorio Pozzo conseguiu.

Há muitos jeitos de vencer. O que Felipão escolheu é ser fiel ao que aprendeu nos campos do interior gaúcho, com seus mestres Sérgio Moacir e Carlos Froner. Até hoje, ele é a mesma pessoa daquela tarde no estádio Olímpico, em 1995. Isso não significa desprezar o conhecimento de Arsène Wenger e Fabio Capello, com quem diz conversar sempre que quer. Nem deixar de ver o que de mais moderno se passa no planeta.

Na tarde desta terça-feira, ele estará em frente à televisão assistindo a Bayern x Barcelona. No dia seguinte, verá Borussia Dortmund x Real Madrid. Como já afirmou que o jogo do Barça é chato, é provável que prefira o estilo mais vertical da partida de quarta-feira.

As correções de estilo da seleção também vão em direção ao seu pensamento de sempre. "Meus zagueiros não dão um chutão...!", reclamou, após empate com a Rússia.

Bico pro mato que o jogo é de campeonato também é futebol brasileiro. Aprende-se na rua, na várzea e nos campos profissionais.

O Brasil já ganhou Copas chutando para longe --Bellini e Brito sabem bem disso.

É preciso atualizar o futebol brasileiro quanto ao que se faz na Europa, voltar a preservar a bola e jogar nos espaços cada vez mais curtos. É urgente, mas não antes da Copa de 2014. A entrevista de Felipão mostra isso também.

Se há muitos jeitos de vencer, só existe um jeito de ganhar a Copa com Felipão no comando: deixando Felipão ser Felipão.

Você pode gostar ou não dele.

Só não pode negar que suas inúmeras vitórias vieram sempre com fidelidade a si mesmo.

Fosse no Gauchão de 1987 ou na Copa de 2006, quando levou Portugal à semifinal depois de 40 anos.

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Campeonato Pernambucano
Clássico é diferente
postado em 21 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Quando o assunto em pauta é a decisão do Campeonato Pernambucano, as atenções se concentram nos clássicos. Portanto, por mais respeito que se tenha ao adversário, o Sport é franco favorito na semifinal que fará com o Ypiranga.

A distância que separa os dois clubes é tamanha que dispensa a citação dos fatores que levam todos a apostarem no Leão, que persegue o seu quadragésimo título estadual. Ao time de Santa Cruz do Capibaribe, os méritos por ter alcançado a inédita condição de semifinalista, nada mais.

A outra semifinal tem a paridade como marca registrada. Náutico e Santa Cruz chegam do mesmo tamanho a primeira etapa da decisão.

Embora o time alvirrubro tenha perdido o compasso do ritmo eletrizante que lhe levou a ser creditado como favorito ao título, no início da disputa, não é aconselhável desprezar a dupla de artilheiros: Rogério/Elton. A trajetória que o Santa Cruz descreveu para chegar as semifinais foi inversamente proporcional a do clube dos Aflitos.

O time tricolor demorou a se encaixar, entretanto, os comandados de Marcelo Martelotte ganharam autoconfiança ao se manterem invictos na disputa de dois clássicos. E foi justamente nos confrontos decisivos que o Náutico se mostrou impotente, fato que culminou com a queda do técnico Vágner Mancini.

Os alvirrubros disputam as semifinais de técnico novo - Silas - que teve pouco tempo para implantar sua filosofia de trabalho. Em clássico, a estratégia faz a diferença. Martelotte já provou que é um bom estrategista. Silas será testado.

INCERTEZA - Em decisão pode acontecer tudo, inclusive nada. Edson Miolo, treinador do Ypiranga, mandou um recado, durante a semana, para os otimistas rubro-negros: "As semifinais são dois jogos onde tudo pode acontecer". A confiança é uma característica dos grandes comandantes.

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Zorra Total
postado em 21 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ZORRA TOTAL

 

Edsonn Militão - publicado no jornal paranaense Gazeta do Povo.


Os fins de semana devem ser torturantes para quem fica em casa grudado na televisão. Depois de acompanhar notícias sobre explosões, homicídios, desabamentos, corrupção, enfim, sábado e domingo requerem a leveza de uma boa comédia. Mas, cá pra nós, o humor televisivo está uma chatice, uma zorra com belas produções e pouco conteúdo.

Chaplin, Cantinflas, Chico Anysio não só fazem falta como abrem espaços para o repetitivo Mr. Bean e outros xaropes bem produzidos. Cadê a espontaneidade de Tom Cavalcanti, o mais talentoso dentre os atuais comediantes?

No futebol também os dias tornaram-se mais sisudos pelos escândalos, descaso e a atual carência técnica da seleção brasileira. Perdemos também a graça que havia em dirigentes folclóricos como Pedroso de Moraes, Esperidião Ferez, Meneghel, Bicudo (onde anda Teodoro Valdomiro Arnoni?) e outros.

Sobra-nos nessa tragicomédia esportiva dos dias atuais, a possibilidade democrática da sátira. O que fizeram com o Coritiba na Paraíba foi uma traulitada. O bate e volta mais estranho do qual tenho conhecimento.

O desencanto do clube fica na proporção do turista que atravessa o Atlântico, é barrado na alfândega e volta sem sair do aeroporto. Esse mesmo Coritiba %u201CA%u201D que joga amanhã contra o Atlético %u201CB%u201D no campo de treinamentos do Paraná Clube.

A desfaçatez no futebol de hoje é tamanha, começando pelo medíocre presidente da CBF, que me fez lembrar a historinha do pronome indefinido: era uma vez quatro indivíduos que se chamavam %u201Ctodos%u201D, %u201Calguém%u201D, %u201Ccada um%u201D, e %u201Cninguém%u201D. Existia um importante trabalho a ser feito e pediram a todos para fazê-lo. Todos tinha certeza de que alguém o faria. Cada um poderia tê-lo feito, mas na realidade ninguém o fez. Alguém se zangou pois era trabalho de todos. Todos pensou que cada um poderia tê-lo feito. E ninguém duvidava de que alguém o faria. No fim das contas, todos fizeram críticas a cada um porque ninguém tinha feito o que alguém poderia ter feito.

Moral da história: quando não existe comando, é prudente não alimentar a esperança de que alguém faça alguma coisa. Ou todos se unem por uma só causa que venha do fundo da alma %u2013 como as Diretas-Já (que começou aqui em Curitiba) e essa mobilização americana na caçada de Boston %u2013 ou continuaremos nessa zorra total e sem graça.

Bom humor a todos, independentemente da programação televisiva ou da vitória do clube do seu coração.


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