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CBF escancara irritação com gestão Dilma
postado em 26 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


A CBF decidiu comprar briga com o governo federal. A entidade divulgou nota ontem em seu site na qual atacou o Ministério do Esporte por sua intenção de adequar o calendário do futebol brasileiro ao modelo europeu.

Depois de algumas horas da publicação, no entanto, a entidade voltou atrás e tirou do ar o texto em questão.

A informação de que a pasta pretende adequar as datas do futebol nacional ao europeu, publicada pelo "Painel FC" na última terça-feira, irritou a diretoria da CBF, que decidiu se manifestar.

"Além de soar como intervenção [...], a proposição parte de quem não tem conhecimento da realidade do futebol", afirmava a nota.

Presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil serviu como porta-voz da CBF para atacar o ministro Aldo Rebelo.

"Mudar calendário? Para tratar de calendário tem de conversar com quem é do ramo. O que, definitivamente, este ministro não é", dizia o cartola na publicação.

A nota, divulgada pela manhã, foi retirada do ar à noite. Segundo a assessoria de imprensa da CBF, a decisão de omitir o texto foi editorial.

Entretanto esse episódio escancarou o atrito --antes velado-- que havia entre o governo federal e a entidade.

No entendimento da diretoria da CBF, o governo federal não deve intervir em decisões tomadas por ela, já que é uma entidade privada.

Pessoas ligadas à confederação afirmam que o presidente da entidade, José Maria Marin, contatou presidentes de clubes e que eles se manifestaram contra a proposta de alteração no calendário.

RELAÇÕES POLÍTICAS

Fortalecido com o apoio das agremiações, o cartola decidiu que era hora de parar de engolir sapos do governo --a presidente Dilma Rousseff não recebe Marin, e Rebelo tem evitado contato.

Interlocutores de Marin afirmam que, ao mesmo tempo em que enfrenta a União, o dirigente mantém boa relação com outros políticos.

Na noite de anteontem, no jogo entre Brasil e Chile, no Mineirão, Marin fez questão de fazer elogios públicos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), opositor do governo e presidenciável.

Rebelo não foi ao jogo, o primeiro da seleção brasileira num estádio que será usado na Copa-14. Foi também a primeira partida de Luiz Felipe Scolari (ex-consultor do ministério) no país, na nova passagem pelo time nacional.

A relação, que nunca foi boa, piorou ainda mais desde março deste ano, quando áudios em que Marin aparece criticando Rebelo foram postados na internet.

Entre as críticas feitas nos vídeos, Marin diz que o ministro "tem raciocínio demorado" e não tem força nem influência com Dilma Rousseff.

Há cerca de duas semanas, Rebelo afirmou que o presidente da CBF "deveria se explicar" sobre esses vídeos.

Procurado pela reportagem, o Ministério do Esporte informou que não iria comentar as críticas feitas pela CBF.

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Artigos
A Pátria de chuteiras
postado em 26 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PÁTRIA DE CHUTEIRAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A propaganda institucional do governo brasileiro para a Copa do Mundo, terá como tema principal ¨A Pátria de Chuteiras¨, uma frase do jornalista e escritor Nelson Rodrigues.

Trata-se de um ufanismo do tipo ¨Ame-o ou Deixe-o¨, e que não retrata a realidade brasileira. Hoje podemos ser a pátria de tudo, menos a das chuteiras, que a cada dia estão sendo mais desmoralizadas.

O mais contraditório é que um governo que se diz de esquerda (se é que isso exista no Brasil), adote uma frase de um dos maiores e conscientes direitistas que já existiu em nossa história. Nelson Rodrigues era um gênio nas letras, e defendia com honestidade as suas posições políticas da época, totalmente reacionárias.

As chuteiras já foram destruídas há muito pelo sistema implantado no futebol brasileiro, e a sua seleção reflete essa realidade, com a mediocridade no campo de jogo.

Não existe planejamento. Há três anos que procuram um time para a Copa do Mundo e ainda não o encontraram. Por uma ironia do destino e a insensatez dos cartolas, quando estava formatando-se a sua cara com o treinador anterior, Mano Menezes, esse foi demitido, dando lugar a um outro que tinha rebaixado o Palmeiras.

Não existe uma programação efetiva para que se possa chegar aos objetivos finais. Amistosos são realizados sem nenhum sentimento de retorno, pois servem apenas para encher as burras de alguns privilegiados que tomaram de assalto o esporte em nosso país.

A grande mídia, alienada não por burrice e sim por necessidade, continua com os mesmos procedimentos ufanistas, e pensando que ainda somos os melhores do mundo. Tudo isso para não mostrar que venderam aos patrocinadores um gato magro no lugar de uma lebre gorda.

O torcedor começa a despertar da anestesia que envolveu a sociedade brasileira e reage com suas vaias, como aconteceu na última quarta-feira no Mineirão, no jogo CBF x Chile. Finalmente estão entendendo que a Ilha da Fantasia de Galvão Bueno não existe, e que estamos enterrados em um abismo maior do que o Grand Canyon americano.

O Chile, com um time B, igual ao nosso, deu uma aula de futebol, o que para nós não foi surpresa, por conta do seu treinador, Jorge Sampaoli, velho conhecido dos brasileiros, e que é um dos bons estrategistas do mundo futebolístico.

Usou os seus conhecimentos e emparedrou Scolari, que ainda pensa que está no ano de 2002. Estacionou.

Nada podemos esperar de uma seleção que sai de uma entidade carcomida e fétida, e cujos dirigentes lá estão com um único objetivo, o de viver a Dolce Vita, com os recursos do nosso futebol.

Quem estava esperando utilizar a Copa do Mundo como plataforma eleitoral pode cair do cavalo, desde que, da maneira que seguimos, dificilmente conseguiremos o título, a não ser que seja convocado Marcos Valério e Delubio Soares para resolverem o problema.

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Seleção Brasileira
Vaias no amistoso com os chilenos
postado em 25 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO

O primeiro jogo de Luiz Felipe Scolari em casa terminou exatamente como o último de Mano Menezes: com vaias e gritos de olé para o rival.

Uma seleção formada só por jogadores que atuam no Brasil empatou com o Chile B (também sem seus "europeus") por 2 a 2 no Mineirão.

Foi a última partida da seleção antes da convocação para a Copa das Confederações, no dia 14 de maio.

Nos primeiros minutos, ficou evidente a superioridade dos chilenos, que tocavam com mais calma e atacavam sobretudo pela esquerda.

Por ali, foi batido o escanteio que o zagueiro do Flamengo Marcos González transformou em gol, após falha geral da zaga do Brasil.

Os 11 de Felipão, que nunca haviam atuado nem sequer treinado juntos (não houve coletivo na véspera), mostravam dificuldade para reter a posse de bola.

O Brasil deu mais chutões do que gostaria de ver a torcida que quase lotou o estádio, que abrigará três jogos da Copa das Confederações e sete da Copa do Mundo.

O time errou 20% dos passes, índice maior que a média de todos os últimos treinadores --sob Mano, era de 11%.

A seleção finalizou menos que o Chile (12 a 7), no terceiro empate em cinco jogos da era Felipão, que tem ainda uma vitória e uma derrota.

O gramado do Mineirão, castigado por uma maratona de shows de axé duas semanas antes, não ajudava.

E o Brasil não se ajudava.

Apanhou até arrumar um gol de empate também num escanteio, com Réver.

O time melhorou bem pouco no segundo tempo. Conseguiu a virada num raro contra-ataque --armado por Jadson, continuado por Pato e executado por Neymar.

E então a seleção brasileira se permitiu ser novamente dominada pelo Chile.

O atacante Vargas, do Grêmio, conduziu a bola pela intermediária sem ser incomodado e disparou um lindo chute, de muito longe, que acertou o ângulo de Diego Cavalieri: 2 a 2, com ainda quase 30 minutos a se jogar.

A torcida, que até então mostrava reações extremadas para criticar ou vaiar, virou definitivamente pró-Chile.

Neymar só teve sossego quando anotou o gol. No mais, foi xingado de tudo.

"Acontece, num dia você é vaiado, no outro é elogiado, ninguém é perfeito", disse o astro do Santos, que no ano passado foi aplaudido de pé pela torcida do Cruzeiro, num jogo em Minas Gerais.

Ronaldinho usou a justificativa da falta de entrosamento. "Na Copa das Confederações vai ser diferente, vamos ter mais tempo."

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Seleção Brasileira
Um jogo para Ronaldinho
postado em 24 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Ronaldinho chegou atrasado na apresentação dos jogadores da Seleção Brasileira, em Belo Horizonte. O jogador do Atlético Mineiro deve entrar em campo, hoje à noite, com a tarja de capitão no braço. Enfim, Ronaldinho é o cara. Pelo menos neste amistoso com o Chile, no Mineirão.

Afinal, dentre as poucas coisas que este confronto poderá apontar como saldo positivo, a aprovação do meia-atacante para compor o grupo com o qual o Brasil disputará a Copa das Confederações, embora a convocação esteja programada para o dia 14 de maio.

A maioria dos jogadores, hoje considerados titulares da Seleção Brasileira, atua em clubes europeus, por conseguinte, não participam deste amistoso. Não seria errado dizer que o Brasil será representado por um combinado. Fica até melhor do que chamar de Seleção B.

E nesse contexto o brilho do espetáculo ficará sob a responsabilidade de dois jogadores que sabem, e gostam, de jogar para a platéia: Ronaldinho e Neymar. Os dois possuem repertórios de jogadas que são verdadeiros acervos do futebol arte que sempre foi à marca registrada da Seleção Brasileira. Mesmo não sendo o jogo dos sonhos, o amistoso entre Brasil e Chile despertou a atenção do torcedor mineiro.

A expectativa é de que o Mineirão esteja lotado, hoje à noite. Ronaldinho agradece porque esta torcida parece ser mais sua do que da própria Seleção Brasileira. Em BH o cara é mais popular do que pão de queijo.  

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Artigos
O calendário nacional em debate
postado em 24 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O CALENDÁRIO NACIONAL EM DEBATE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A coluna Painel, da Folha de São Paulo, publicada no dia de ontem, faz uma referência ao interesse do governo federal de modificar o calendário do futebol brasileiro.

Segundo a coluna, o Ministério do Esporte planeja mudar o formato atual, cuja temporada inicia em janeiro e termina em dezembro. O projeto prevê a adaptação do atual calendário ao modelo europeu, no qual as competições começam em agosto e findam em maio ou junho.

O projeto deverá ser discutido com clubes e a CBF para ser viabilizado. 

Na verdade trata-se de uma boa iniciativa, que dependerá não do Ministério e sim das partes interessadas, desde que esse órgão não tem atribuições que possam interferir nas decisões das entidades correspondentes, muito embora já exista uma boa parcela desse segmento com a convicção de que essa mudança terá que ser efetuada.

Não podemos continuar com um futebol que não tem uma pré-temporada digna, e que atrapalha todo o planejamento dos clubes, além de abrir as portas para o retorno de suas internacionalizações.

O governo insiste em não criar uma Agência Reguladora para os esportes, e alterar a legislação esportiva vigente. Com tal órgão certamente a casa ficaria mais arrumada, e os deslizes não iriam acontecer com a habitual frequência. 

Os bancos têm o Banco Central que faz o papel de sua  Agência Reguladora. A telefonia, energia, petróleo, saúde, entre outros, também obedecem a uma linha de regulação, e  somente os esportes são insentos de tais formatações.

Mudar o calendário é o princípio de uma renovação, mas certamente não é a solução final, que passa por uma modificação radical dos quadros dos gestores que comandam o futebol nesse país.

O governo tem maioria absoluta no Congresso Nacional, e aprovaria sem nenhum problema as modificações necessárias, mas não o faz, e o seu Ministério fica soltando fatos pontuais, mesmo sabendo que não tem poderes para tal.

A preocupação do Ministro Rebelo e seus assessores está em um único foco, que é o ¨drible da vaca¨ no fisco do Brasil, com a indecente Medida Provisória do perdão dos débitos dos clubes.

Trata-se sem dúvidas de um assalto aos cofres públicos, dando privilégios a quem não pagou e continuou incrementando após a Timemania os seus débitos fiscais.

Não entendemos como a presidente Dilma Rousseff irá embarcar em uma canoa como essa, ao criar uma isonomia para todos os devedores, que deverão solicitar na justiça o perdão dos seus débitos.

Certamente o Ministério está começando de cabeça para baixo, quando deveria sim tentar aprovar projetos que moralizem os colégios eleitorais de Federações e Confederações, e sobretudo que a Agência reguladora seja criada, para conter o avanço dos erros que são cometidos nos esportes do país.

O resto é conversa fiada.

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