Histórico
Campeonato Pernambucano
Como reza a tradição
postado em 28 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Náutico e Santa Cruz se confrontaram 189 vezes no estádio dos Aflitos, ao longo da quase centenária história do Clássico das Emoções. Cada um desses capítulos teve suas peculiaridades, heróis e vilões com atuações dentro e fora das quatro linhas. Mas os clubes nunca tiveram seus destinos decididos por cartões, ou por sorteios.

Sinais dos tempos onde os dirigentes não acompanham a evolução do futebol. As disputas na romântica praça alvirrubra são um capitulo a parte na história deste clássico, e com certeza não merece um ponto final tão melancólico e drástico.

Portanto, compete aos técnicos, Marcelo Martellote e Silas, não deixarem o pior acontecer. A ordem é uma só, nos dois lados: ao ataque. Por ter vencido o primeiro confronto, o Santa Cruz tem a vantagem de jogar pelo empate.

Os tricolores sabem que tal vantagem só será mantida com determinação e competência, pois o adversário, mesmo tendo saído em desvantagem na primeira partida, deu mostras de que tem futebol para mudar o cenário.

Em casa, com o respaldo da torcida o Náutico vai se agigantar. Esta é a proposta de Silas para o time dos Aflitos vencer o primeiro clássico, nesta temporada. Se possível, por mais de um gol de diferença, para evitar os critérios de desempate na decisão. Uma nova vitória representa um passo decisivo do Santa Cruz em busca do tri.

Bom! Que a semifinal seja decidida em campo, como reza a tradição do Clássico das Emoções.

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Artigos
Carta aberta à presidente Dilma
postado em 28 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CARTA ABERTA À PRESIDENTE DILMA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Excelentíssima Senhora Presidente,

Já publicamos uma carta aberta endereçada ao digno Ministro Aldo Rebelo, que ocupa a pasta do Esporte no governo de V.Excia. Não obtivemos nenhuma resposta.

Por conta disso, resolvemos nos dirigir a mais alta mandatária do país, para mostrarmos que o caminho que está sendo traçado pelo seu governo não é o ideal para os esportes brasileiros, em especial, para o futebol.

Esse Decreto-Lei de perdão dos débitos dos clubes é algo  impensável, e com a gravidade, a sociedade esportiva brasileira não está sendo ouvida, e o assunto é tratado sem nenhuma transparência entre quatro paredes.

Sugerimos ao Ministro Rebelo, e voltamos a fazê-lo à V.Excia, que seja formada uma Comissão Nacional, composta de pessoas sérias e sem interesses pessoais, que poderá correr o Brasil do Amazonas ao Rio Grande do Sul, ouvindo a sociedade, e colhendo subsídios sobre as mudanças necessárias.

V.Excia não sabe que os clubes tiveram a Timemania e continuaram sem pagar os compromissos fiscais. Com tantas preocupações, talvez não saiba que vivemos em um amadorismo, algumas vezes corrupto no segmento, e que os torcedores profissionais tomaram conta, expulsando dos campos de jogos o bom consumidor.

A Comissão, cujo resultado chegaria às mãos de V.Excia, daria o conhecimento que, em 2012, nos jogos dos estaduais e nacionais, a média do público foi de 4.583 pessoas por jogo, o que demonstra que o futebol não é a ¨Pátria de Chuteiras¨, que o seu governo deseja implantar.

Os resultados mostrariam como são eleitos os presidentes de Clubes, Federações e Confederações, sem nenhum viés de democracia e muito parecido com as eleições de Cuba, onde um único partido disputa. Perdoe-nos por criticar o país do Caribe.

Na verdade todos eles continuarão após terem levado o futebol ao fundo do Grand Canyon, e contando com um perdão que nunca poderia ter sido pensado.

Tomamos a liberdade de lembrarmos a V.Excia que não se edifica um espigão pelo último andar, e sim formatando a base sólida para que não tenha problemas, e isso o Ministério do Esporte ainda não entendeu.

Os esportes brasileiros precisam mudar radicalmente, e só com uma grande reforma, igual a promovida por uma mulher, a primeira ministra inglesa Margareth Tatcher, que transformou o futebol do seu país. Pedimos desculpas por trazer um exemplo de uma política conservadora, que a diferencia de V.Excia, mas o fato existiu e é uma realidade.

Por conta desses detalhes, solicitamos de V.Excia que o assunto seja repensado, e com o apoio da Comissão poderemos enfim promover as modificações necessárias para trazermos de volta o bom futebol de antigamente.

Um apelo final. Obviamente que a Presidente não tem acesso ao nosso blog, pois somos bem pequenos em relação ao seu contexto, mas se um dos nossos visitantes tenha como envia-lo, que assim proceda, pois estará dando uma boa contribuição ao país.

Pedimos desculpas a V.Excia por nossa presunção.

Atenciosamente,

Blogdejj

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Campeonato Pernambucano
Ensaio geral
postado em 27 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A vantagem construída pelo Sport no primeiro jogo da semifinal, quando aplicou uma goleada de 5x1 no Ypiranga, é tamanha que, a segunda partida, hoje à tarde, na Ilha do Retiro, é uma imposição ao cumprimento da tabela. A diferença técnica entre os dois times ficou bem evidenciada no segundo tempo do jogo passado, e traduzida através de um placar elástico.

As declarações do técnico, Edson Miolo, no início da semana, expondo as dificuldades com as quais lida no Ypiranga, serviram para mostrar a realidade do time do Agreste que surpreendeu a todos ao chegar à condição de semifinalista. É natural que os rubro-negros se poupem hoje à tarde. Por mais respeito que se tenha ao adversário, ir a campo com a vantagem de poder perder até por uma diferença de quatro gols deixa o grupo relaxado.

Os comandados de Sérgio Guedes já estão focados na final. Naturalmente que existe a cobrança para que a classificação seja referendada com outra vitória. Independente dos jogadores que sejam escalados, com determinação e aplicação construirão o placar que lhes convém. Questão de qualidade. Ademais, é importante chegar a final com uma sequência de resultados positivos.

A torcida leonina voltou a acreditar na conquista do título estadual, e fatalmente comparecerá em bom número a Ilha do Retiro. O jogo pode não ter grandes atrativos, mas deve funcionar como um ensaio geral. Afinal, ninguém duvida que o Sport já esteja na decisão.

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Artigos
Futebol da pedra lascada
postado em 27 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FUTEBOL DA PEDRA LASCADA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quatro meses foram perdidos no futebol brasileiro. Com exceção da Copa do Nordeste e Libertadores, o que aconteceu em todo o país não trouxe nada para acrescentar ao esporte.

Os estaduais com formatações duvidosas, e os exemplos são bem gritantes, estão chegando às suas fases finais, após uma série de jogos que nada representaram. Na verdade agora é que estão começando.

No Paulista foram 1.710 minutos para cada equipe, e no final sobraram oito, que irão jogar apenas uma partida no mata, que substituiu o mata-mata, e com 90 minutos poderão ser eliminados. Nada mais irracional.

Em Pernambuco, os times do interior jogaram também 1.710 minutos, para nada, apenas bricando de fazer futebol, e agora terão mais 560 para saberem se serão rebaixados. Insanidade é pouco para tal modelo.

A competição pernambucana, que chamamos de Workshop do Litoral Norte, foi sem dúvidas um produto dos homens da Pedra Lascada, desde que o seu Regulamento tornou-se o protagonista pelos erros apresentados, enquanto o futebol virou um simples figurante.

Retrocedemos a essa era com a seleção da CBF, enquanto as outras evoluíram e estão no período contemporâneo, o nosso futebol continua chutando crâneos no lugar das bolas.

As mídias esportivas também estão no mesmo patamar, quando continuam discutindo qual seria o melhor: Ronaldinho ou Kaká. Obviamente, para o futebol atual, nenhum dos dois, porque ambos já deram o que tinha que dar, e deverão continuar jogando as suas peladinhas pelos gramados do mundo.

Finalmente quando assistiram aos dois jogos pela Liga dos Campeões entre os alemães e espanhóis, todos chegaram a um triste desfecho: não é somente fora do campo, mas dentro dele que estamos na Pedra Lascada.

Vimos um show dos times da Alemanha, com um futebol moderno, compacto, que ia do goleiro ao antigo ponta esquerda e, de repente, nos defrontamos com um CBF x Chile, e vimos que estamos com milhões de anos de atraso, com um futebol pragmático, de chutões, sem articulação, e sobretudo sonolento.

Um arremedo de time, que pouco mostrou, e sobretudo sem nenhum destaque a se comentar. Levou um sufoco de uma equipe B de um país que rebola para conseguir uma vaga para a Copa do Mundo de 2014.

Um verdadeiro futebol Paleolítico, que vive das mentiras e ilusões proclamadas pelos dirigentes, e que tem a acolhida nos meios de divulgação.

Paul Breitner foi educado quando disse que o futebol brasileiro parou. Paulo Autuori foi mais além, quando disse que ¨Os nossos treinadores ficaram para trás. Muito por arrogância. Acham que sabem tudo, que são os donos da verdade¨.

O futebol Paleolítico tem o seu maior representante, por coincidência é o seu chefe, e para tal basta olhar uma fotografia de José Marin, que é o último remanescente dos verdadeiros homens da era da Pedra Lascada.

Como uma figura como essa, o que podemos esperar, a não ser tudo que escrevemos nesse artigo.

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Campeonato Pernambucano
O otimismo dos treinadores
postado em 26 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


No final do clássico de domingo, disputado no Arruda, o técnico do Santa Cruz, Marcelo Martelotte, advertiu, em tom de brincadeira, um repórter que lhe indagou sobre os critérios de desempate nas semifinais do Pernambucano: "Vamos pensar com otimismo", ressaltou demonstrando confiança de que seus comandados podem construir uma nova vitória.

Distante alguns metros, numa outra coletiva de imprensa, o técnico do Náutico, Silas, fez questão de tornar público seu voto de confiança nos jogadores alvirrubros que estarão respaldados na torcida: "Domingo, em casa, com total apoio da nossa torcida a história será outra", assegurou.

O otimismo dos dois comandantes nos deixa com a certeza de que teremos um clássico memorável. Oxalá se transforme num épico para fazer jus à última edição do Clássico das Emoções no velho e romântico Estádio dos Aflitos. É certo que o Santa Cruz construiu uma vantagem ao vencer o primeiro jogo da semifinal - 1x0 -, contudo, a história tem inúmeros exemplos de que, em casa, o Timbu costuma se impor.

Semana passada, num bate papo com o ex-árbitro, Erich Bandeira, hoje chefe da Comissão Estadual de Arbitragem, ele comentava sobre a pressão que a torcida exerce nos Aflitos.

Silas espera tirar vantagem de todos esses fatores, enquanto Martellote acredita que pode repetir a dose do primeiro clássico do Estadual, quando os tricolores saíram vencedores por um placar de 2x0, no estádio que já vive a fase do adeus. O otimismo dos técnicos eleva o espetáculo.

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