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Quando um atleta deve parar ?
postado em 02 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUANDO UM ATLETA DEVE PARAR?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O que faz alguns atletas esticarem o encerramento de suas carreiras?

Saber parar em uma atividade profissional, não é muito fácil para as pessoas que enfrentam esse dia que cedo ou tarde terá que chegar.

Para um atleta essa realidade é muito mais dura, e às vezes a insistência em lutar contra o inevitável o leva a jogar por fora muito daquilo que acumulou em suas perfomances anteriores.

Lemos uma frase do ex-atleta Paulo Roberto Falcão, respondendo a uma pergunta do jornal Diário de Minas, e que retrata muito bem esse assunto.

¨O jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar¨, declarou Falcão.

Nada mais correto para que possa situar a realidade dos jogadores que passam dos 30 anos e começam a perceber que estão se aproximando do dia de pendurar as chuteiras.

O ex-jogador da verdadeira Seleção Brasileira, que já foi comentarista de TV e hoje tenta a sorte como treinador, nos deu uma avaliação importante para que possamos entender alguns atletas que mesmo sem a resposta do corpo ainda insistem nas suas permanências nos esportes.

Segundo Falcão, os jogadores vivem um personagem- e como tal crêem que a vida dos holofotes vai ser eterna. ¨O futebol tem muita gente envolvida. Amigos, mídia, assédio, exposição...É preciso saber que isso não é para sempre. Para evitar o impacto, ele precisa ter convivência com pessoas de fora desse mundo, se preocupar com a postura longe dos gramados, fazer sempre uma autoanálise¨, destaca o ex-jogador.

São palavras bem colocadas e que oferecem subsídios para todos que enfrentam ou irão enfrentar tais problemas.

Quando abordamos esse assunto, estávamos pensando em Rivaldo, que sem dúvidas foi um dos melhores jogadores do futebol brasileiro e mundial, atuando por grandes equipes, inclusive o Barcelona, onde foi escolhido o melhor jogador do mundo pela FIFA, além de ter sido campeão do mundo pela seleção da CBF.

Certamente um currículo invejável e que não deve ter entendido que o momento é o de parar, antes que sua história possa apequenar-se.

Jogando hoje em um time de Série B, o São Caetano, que vem lutando contra o rebaixamento em um estadual sem grandes emoções, Rivaldo não terá nenhum ponto alto a acrescentar em sua excelente biografia, que poderá ficar arranhada se o seu time for rebaixado.

Trata-se de um caso bem latente da falta de um preparo para a aposentadoria, desde que financeiramente o atleta está muito bem, mas a cabeça ainda o leva a insistir na sua manutenção como atleta, embora o seu corpo não mais corresponda.

Na verdade alguns atletas que insistem em continuar jogam por amor, mas a maioria é por necessidade, principalmente aqueles que sempre estiveram longe dos grandes salários, que passaram as suas vidas em time do interior, e que não se prepararam financeiramente para esse dia, e não sabem como proceder.

Um dia a situação não mais permite, e a hora de parar tornar-se-á inevitável, e para tal todos precisam de uma boa preparação, para que possam superar uma morte em plena vida.

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Apoio para afastar Marin
postado em 02 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Filho do jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar em 1975, Ivo Herzog espera contar com dois novos apoios na sua luta para destituir José Maria Marin do comando da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014.

Um é bem plausível: o da Comissão Nacional da Verdade. O outro depende de articulações nos bastidores: o de clubes da Série A e federações estaduais, que formam o colégio eleitoral da entidade.

Ontem, ele protocolou na sede da CBF, no Rio, a entrega de uma petição pública com quase 55 mil assinaturas pedindo a saída do cartola.

O documento defende que evidências ligando Marin à ditadura militar o impossibilitam de comandar o futebol brasileiro e a Copa-2014.

Herzog estava acompanhado dos deputados federais Romário (PSB-RJ) e Jandira Feghali (PC do B-RJ), respectivamente presidentes das comissões de Turismo e Desporto e de Cultura na Câmara.

"Estamos entregando para a CBF, para as 27 federações estaduais e para os 20 clubes que disputam a Série A cópias da petição e dos discursos que o Marin fez à época, um contra meu pai e outro em que ele faz elogios ao Sérgio Fleury", disse Herzog.

Ele se refere ao delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), acusado de vários casos de tortura, inclusive no que provocou a morte do seu pai.

Dezesseis dias antes de morrer, Vladimir Herzog fora criticado por Marin em um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo -o presidente da CBF era, na época, deputado pela Arena.

A tarefa de sensibilizar dirigentes de futebol pode ganhar força diante dos constrangimentos causados pelo isolamento político cada vez maior de Marin.

A Fifa, por exemplo, cada vez mais recorre diretamente ao governo federal para tratar de assuntos sobre a Copa.

Na Comissão Nacional da Verdade, a petição de Herzog já foi até discutida informalmente. Coordenador do grupo e ex-secretário de Direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro já disse que cogita debater o tema com o colegiado, o que aumentaria a pressão sobre Marin.

"Seria muito importante um posicionamento da Comissão Nacional da Verdade sobre as atividades de Marin na época da ditadura. O currículo dele mancha a CBF", afirmou a deputada Jandira.

"O mais importante é apurar a participação direta ou indireta do presidente da CBF nessa época tão obscura da nossa história. É bom que o Brasil saiba quem está no comando da maior entidade do futebol do país", declarou Romário, que desde o ano passado tenta emplacar no Congresso uma CPI para investigar a confederação.

Eles criticaram o fato de nenhum dirigente ter aparecido para receber a petição. Para Herzog, "teria sido um gesto de cavalheirismo".

A CBF informou que não irá se pronunciar.

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Campeonato Pernambucano
Vitória de Martelotte
postado em 01 de abril de 2013


Felipe evita um gol de Dênis Marques, ainda no primeiro tempo. Foto: Rodrigo Lobo/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

Nos dois clássicos que disputou o Náutico foi a campo na condição de favorito por possuir um grupo tecnicamente superior, e viver um melhor momento na competição do que os seus adversários, Sport e Santa Cruz, respectivamente.

Em ambas as oportunidades o time dos Aflitos deixou o campo amargando uma derrota, ou seja, foi incapaz de potencializar sua superioridade técnica.

Posso assegurar ao caro leitor que a vitória do Santa Cruz - 2x0 - que até ontem não havia conquistado a confiança da sua torcida, sobre o Náutico, único representante de Pernambuco na Primeira Divisão nacional, não se trata de uma pegadinha de Primeiro de Abril - O Dia da Mentira - pois foi testemunhada por mais de 15 mil torcedores que se fizeram presentes, ontem à tarde, no estádio dos Aflitos.

O posicionamento tático do time Tricolor confundiu a marcação da equipe alvirrubra, fato que levou os comandados de Marcelo Martelotte a ter maior posse de bola e criar as melhores oportunidades de gol no primeiro tempo.

O Náutico ficou a mercê das jogadas de Rogério, mas lhe faltou um homem para criar as jogadas no setor de armação. Vágner Mancini fez umas correções que contribuíram para uma melhora do time do Náutico que se mostrou mais agudo perante um adversário que dava sinais de cansaço.

Ao perceber a evolução da equipe alvirrubra, Martelotte tratou de dar mais força ao time tricolor que voltou a surpreender em dois contra-ataques. Natan e Dênis Marques foram os carrascos do Santa Cruz mostrando uma objetividade que não existiu nos primeiros 45 minutos.

A vitória incontestável do Santa Cruz referenda o trabalho de Marcelo Martelotte e aumenta o questionamento sobre o Vagner Mancini que nos dois clássicos que disputou teve o seu time envolvido, taticamente, pelos adversários.

Na coletiva após o jogo o treinador alvirrubro reconheceu que faltou "atitude" a alguns jogadores, e considerou irrelevante, para o resultado do clássico, o fato de o treinador do Santa Cruz ter anunciado a equipe que mandaria a campo desde a quinta-feira, proporcionando tempo para um estudo tático e de valores.

No futebol pernambucano os clássicos são decisivos em todos os sentidos, e não apenas para se chegar ao título.

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Conflito de interesses
postado em 01 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CONFLITO DE INTERESSES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O ex-jogador Ronaldo sempre nos pareceu ser uma pessoa séria e com bons propósitos, mas parece que está sendo envolvido pelos tentáculos maldosos do futebol, e perdeu totalmente o sentimento da razão, principalmente por conta das cifras e do dinheiro que escoa para os seus bolsos.

A TV Globo no dia de ontem procurou justificar que a presença de Ronaldo como seu comentarista na Copa das Confederações e na Copa do Mundo não gerava conflito de interesses.

A Vênus Platinada está equivocada com relação ao assunto, já que o seu novo contratado é um legítimo representante desse conflito.

Isso acontece quando uma das partes envolvidas em um negócio ou disputa tem interesse oculto em favorecer a outra parte. O termo vem do inglês COI, e também abrange uma situação em que os interesses de um dos envolvidos estão em conflito com os interesses dos seus sócios, clientes ou parceiros de negócios.

Tais fatos são definidos principalmente nos litigios, ou concorrências comerciais em que um dos envolvidos se satisfaria com qualquer resultado justamente porque pode lucrar com a vitória da outra parte.

Ronaldo é membro do Comitê Organizador Local-COL, que representa a CBF, e certamente como comentarista não terá condições de criticar as falhas que porventura venham a existir na realização dos jogos, tanto da Copa das Confederações, como da Copa do Mundo.

Como agente de Neymar e Lucas, Ronaldo certamente não poderá criticá-los, pois poderia diminuir os seus valores, e com isso reduzir os seus ganhos.

Ronaldo tem como cliente uma indústria que fabrica assentos para estádios de futebol, e como membro do COL, não poderia acontecer. Duas dessas novas arenas já compraram tais produtos. Um pouco estranho.

Trata-se de um cidadão eclético, estando ainda na folha do Corinthians como contratado até o fim do ano, é  propagandista de uma industria de bebidas, a Ambev, representante da Nike no Brasil, com empresas interessadas em vender seus produtos, como o que está acontecendo.

Ronaldo Nazário aprendeu rápido com o mundo empresarial, com os seus negócios prosperando e, ao mesmo tempo, conflitando com diversos interesses.

Certamente a Globo está defendendo a sua contratação, o que é o seu direito, mas defender o indefensável é algo que não pode acontecer.

O ex-atacante está ferindo a ética e praticando o que se chama um crime de fraude coorporativa, que numa linguagem comum é traduzida para crime do colarinho branco.

Mas como estamos no Brasil, Ronaldo está certo e que continue agindo dessa maneira, pois a nossa sociedade continua dormindo o sono dos justos e também dos injustos.

São coisas do nosso Brasil brasileiro.

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