Histórico
Futebol Pernambucano
Estádios de futebol
postado em 04 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ESTÁDIOS DE FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, deu uma entrevista ao jornal Folha de Pernambuco sobre os problemas de nossos estádios. 

Mais uma chuva de promessas que não sairão daquilo que foi publicado pelo periódico recifense. Foram palavras ao vento, já que com o atual gerenciamento da mentora só iremos chegar a greves de jogadores como no Central.

Por mais esforço que se faça, o problema dos estádios de Pernambuco é crônico, e isso impede a evolução do futebol.

Temos que reconhecer que o atual presidente não é o culpado, mas cometeu o erro de acobertar vistorias mal feitas, açodadas, e cujas cobranças não foram atendidas.

O nosso futebol apequenou-se, visto que temos uma demanda reprimida que poderia participar dos eventos futebolísticos, mas encontra uma barreira nos atuais campos de jogos utilizados para a sua prática.

Com exceção dos clubes da capital e do Salgueiro, que contam com espaços com melhor estrutura, muito embora necessitem de algumas reformulações para o atendimento do consumidor exigente, os demais, inclusive o Luiz Lacerda do Central, não oferecem as condições ideais para que possam acolhê-lo.

Não estamos exigindo Arenas padrão Fifa, e sim de estádios compatíveis com a realidade, com possibilidades de ofertar conforto aos seus clientes, com bom acesso, sanitários dignos, lanchonetes com bons serviços e sobretudo higiene, com espaços ¨vips¨ para clientes empresariais, com atendimento diferenciado.

No nosso interior, excetuando-se Central e Salgueiro, os estádios têm a capacidade para 5 mil torcedores, com instalações simples, mas sem o mínimo de condições de atender aos seus consumidores. Na sua maioria são das edilidades, e essas fazem remendos, sem grandes reformas.

Com tais capacidades, sem as condições necessárias, o torcedor os troca pelas poltronas, e as precárias arquibancadas ficam entregues às moscas.

Se a Federação na verdade deseja realizar uma reformulação no setor, deveria inicialmente não filiar clubes que não tenham pelo menos um estádio com a capacidade de 10 mil torcedores, bem equipados, e com condições físicas de ampliação, e que as cidades tenham mais de 100 mil habitantes, e com uma boa região no seu entorno.

Por outro lado, que os atuais participantes das competições  também tenham os seus campos de jogos reformados, com a capacidade mínima de 10 mil torcedores, e com acomodações dignas, contemplando um gramado de boa qualidade, para que as partidas tenham mais condições técnicas.

Sem isso iremos continuar a marchar na contra-mão da história, quando perde-se uma demanda que espera por melhorias que não chegam, desaparecendo dos estádios, e empurrando para o Grand Canyon, o futebol de Pernambuco.

Sem bons estádios o futebol não resiste.

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Artigos
Viva Douglas Santos
postado em 03 de abril de 2013

Por Gustavo Krause



Douglas foi convocado para seleção brasileira, porém....

Ai, porém, e não existe apenas um, existem vários "poréns".

Qualquer visão primária do futebol sabe que Douglas não é um craque
consumado.

É um excelente aprendiz e tem futuro.

Qualquer sujeito minimamente informado desconfiaria que tinha o dedo, os pés, as mãos e o bico do Gallo. E daí? Na primeira convocação para a seleção sub-20 não tinha Gallo, nem....deixa prá lá. Convocação tem indicações e "dedicações" questionáveis. Não é o caso.

Douglas, repito, não é um craque, ainda.

Porém é um herói da sobrevivência social no país de persistente desigualdade social. É literalmente um "Paraíba" (gostou Edmundo?) que chega lá.

Sua história de vida está tendo um começo feliz e que seja sempre assim.

Não há reação possível que não sejam lágrimas copiosas para lavar a alma e aliviar a terra seca, cada vez mais seca, de onde você veio ao mundo. Chore à vontade.

A convocação de Douglas não é mera formalidade para compor uma seleção.

É um sintoma.

Sintoma positivo da saúde de um clube que, faz quinze anos, tudo levava a crer que estava a caminho de um destino cruel: o cemitério de clubes brasileiros que não suportaram a associação de uma política discriminatória e gestões incompetentes.

É difícil acreditar na comparação entre o Náutico de hoje e o Náutico de uma década e meia. Mas a realidade fala sem necessidade de adjetivos e sem o ufanismo dos tolos.

O espetáculo das acrobacias na gestão continua sem rede de proteção. O Náutico, temos consciência, caminha sobre o fio da navalha.

No entanto, remarcou um encontro com o futuro sem se afastar totalmente dos fantasmas do passado.

Para o trabalho de formação de atletas do Náutico, Douglas Santos é o futuro.

E existem outros incubados, lá no belo recanto da Guabiraba, sendo tratado da melhor forma que permitem recursos muito limitados. Com rumo estratégico. Com políticas arrojadas. Existem outros que já saíram da incubadora. O caso mais visível é Marcus Vinicius. Chega lá. Se tiver juízo e com um pouco de paciência dos treinadores
e da exigente torcida. Sorte? Claro! Nelson Rodrigues dizia que sem sorte o sujeito não devia atravessar uma rua.

Douglas Santos confirma que investir no capital humano é assegurar retorno certo. E que o trabalho de formação é uma obra coletiva.

Porém, juro que é o último, é preciso fazer uma homenagem especial ao ídolo que tem caráter e dignidade: Kuki.

Ele não é apenas um ídolo ou membro dedicado da comissão técnica: Kuki é uma espécie de anjo da guarda. Não se enquadra na categoria de "professor", mas é um mestre na arte da vida. E percorreu longa estrada áspera e cheia de armadilhas. Venceu. Impressionante como os atletas o respeitam e lhe são gratos; impressionante como o
irrequieto artilheiro tem paciência para ensinar a driblar as tentações dos descaminhos, persistência para ensinar a chutar na direção ao gol e transformar atletas em vencedores na batalha da existência humana.

Boa sorte, Douglas!

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Copa do Brasil
Os primeiros obstáculos
postado em 03 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A primeira rodada da Copa do Brasil leva o Sport ao Interior da Bahia, onde medirá forças com o Vitória da Conquista, e o Santa Cruz ao Juazeiro do Ceará para enfrentar o Guarani. Teoricamente a vantagem dos donos da casa é o mando de campo.

O clube cearense se faz respeitar em seus domínios, e como nos últimos anos, o Tricolor do Arruda dificilmente obtém bons resultados nas partidas que disputa como visitante, fora do Estado, a expectativa é de que este jogo na terra do Padre Cícero Romão seja muito difícil para o bicampeão pernambucano.

Como no futebol não existe verdade absoluta, é possível que os comandados de Marcelo Martelotte, impulsionados pela boa vitória - 2x0 - sobre o Náutico, no clássico de domingo, surpreenda o Guarani.

O adversário do Sport se chama Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista, que para o torcedor rubro-negro é um ilustre desconhecido, e no momento, faz uma campanha modesta no Campeonato Baiano. Mesmo na condição de visitantes, os leoninos devem se impor ao ponto de eliminar o jogo de volta. Não se trata de menosprezo ao adversário, mas uma questão de qualidade.

O fato de, historicamente o Sport ser o clube pernambucano que tem o melhor desempenho na Copa do Brasil, tendo decidido o título de duas edições, alimenta o otimismo de sua fiel torcida. Vejamos como será o primeiro passo.

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Artigos
Copa Brasil não é mais um atalho
postado em 03 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A COPA DO BRASIL NÃO É MAIS UM ATALHO

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Começa na noite de hoje a Copa do Brasil, com 13 jogos, inclusive contando com a participação de dois times de Pernambuco nessa abertura.

O mata-mata nacional, que era um atalho para a Libertadores, será agora um estrada reta, sem curvas e de longa duração. Começa em março e termina em dezembro, e irá concorrer no segundo semestre com o Brasileiro, fato esse que nunca aconteceu, inclusive as decisões serão paralelas.

As televisões têm suas grades, e o futebol, como a novela, faz parte dessas, e a Copa do Brasil teve que atendê-las.

Com um número recorde de participantes, o torneio terá todos os times da Série A e B. Aquele que era um sonho para as equipes de menor porte, pela sua formatação, tornou-se um pesadelo, já que as dificuldades serão muito maiores, por conta da participação em sua segunda etapa dos times que disputaram a Libertadores.

Ao todo são 88 equipes que irão disputar o evento, que liga o Brasil de forma democrática do Norte ao Sul. Teve um incremento de 22 equipes, colocando São Paulo com 10 representantes.

O seu Regulamento contemplou um esvaziamento na Copa Sul-Americana, quando as oito vagas desse torneio estão atreladas ao desempenho do seu mata-mata. Quem avançar, e mesmo classificado no Brasileiro do ano anterior, ficará impedido de disputar o torneio continental.

Outro ponto que não foi analisado, e que pela sua longetividade obrigará aos clubes que se classificarem na primeira etapa, a continuarem mantendo os seus elencos apenas para a competição, e que poderão findar no primeiro mata-mata. Aqueles que não disputam nenhum evento nacional, e estão na Copa do Brasil, terão esse problema pela frente.

O torneio sem dúvida ganhou importância, embora reduzindo as chances dos menores, pois a partir das oitavas terá a presença de grandes clubes, e por conta disso, pela primeira vez na história, será tramsmitido por diversos canais de televisão, sem a antiga exclusividade.

Gostamos da Copa do Brasil, por ser um torneio democrático e romântico, onde estão alinhados os pobres e os ricos nos gramados brasileiros, nessa mistura salutar e que motiva o torcedor nacional.

Temos um entendimento que o novo formato tornou o calendário menos intenso, uma vez que uma Copa do Brasil mais longa diluirá a quantidade de jogos, antes concentrada apenas no primeiro semestre, embora os números não sejam diferentes. O alogamento favoreceu a todos.

Nessa festa democrática, teremos dois clubes de nosso estado participando da sua abertura. O Sport Recife vai a Vitória da Conquista, na Bahia, enfrentar o time do mesmo nome, no estádio Lomanto Junior, e o Santa Cruz enfrentará o Guarani de Juazeiro, no Romeirão em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Esperamos que ambos escapem da síndrome da Copa do Brasil que foi absorvida pelos pernambucanos nos últimos  três anos.

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Copa do Brasil
Entre sonhos e decepções
postado em 02 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Copa do Brasil não é tão valorizada quanto, tampouco tem o mesmo status do Campeonato Brasileiro, entretanto, é cobiça pelos clubes por conta do prêmio dado ao campeão: uma vaga na Libertadores da América. A partir das quartas de final a competição se torna rentável.

Amanhã começam as disputas da vigésima-quinta edição da Copa que é considerada a disputa mais democrática do futebol brasileiro. Já sofreu várias alterações com o objetivo de beneficiar os grandes clubes do Sul e Sudeste, mas o conceito não foi alterado, sendo mantida a presença de clubes de todas as regiões.

O Sport foi o único pernambucano que pontuou bem: vice-campeão na primeira edição, em 1989, quando decidiu o título com o Grêmio, e campeão em 2008. Santa Cruz e Náutico estão a dever, às suas torcidas, campanhas expressivas.

Sempre buscamos explicações para os resultados negativos diante de adversários de reconhecida inferioridade técnica. Reconheço a dificuldade de se conseguir a unanimidade em relação à causa, entretanto, o perfil doméstico dos clubes tem um peso muito grande na formação da opinião, do conceito sobre o fato.

Em algumas edições os representantes pernambucanos foram desclassificados por grandes clubes, reconhecidamente superiores. Contudo, em outras oportunidades eles foram anulados por ilustres desconhecidos sem nenhuma tradição no futebol nacional.

Sport e Santa Cruz já jogam nesta quarta-feira na condição de visitantes. O histórico nos leva a ser cautelosos nos prognósticos.

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