JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O presidente da Federação Pernambucana, Evandro
Carvalho, deu uma entrevista ao jornal Folha de Pernambuco sobre os problemas de
nossos estádios.
Mais uma chuva de promessas que não sairão daquilo que foi publicado pelo periódico recifense. Foram palavras ao vento, já que com o atual gerenciamento da mentora só iremos chegar a greves de jogadores como no Central.
Por mais esforço que se faça, o problema dos estádios de Pernambuco é crônico, e isso impede a evolução do futebol.
Temos que reconhecer que o atual presidente não é o culpado, mas cometeu o erro de acobertar vistorias mal feitas, açodadas, e cujas cobranças não foram atendidas.
O nosso futebol apequenou-se, visto que temos uma demanda reprimida que poderia participar dos eventos futebolÃsticos, mas encontra uma barreira nos atuais campos de jogos utilizados para a sua prática.
Com exceção dos clubes da capital e do Salgueiro, que contam com espaços com melhor estrutura, muito embora necessitem de algumas reformulações para o atendimento do consumidor exigente, os demais, inclusive o Luiz Lacerda do Central, não oferecem as condições ideais para que possam acolhê-lo.
Não estamos exigindo Arenas padrão Fifa, e sim de estádios compatÃveis com a realidade, com possibilidades de ofertar conforto aos seus clientes, com bom acesso, sanitários dignos, lanchonetes com bons serviços e sobretudo higiene, com espaços ¨vips¨ para clientes empresariais, com atendimento diferenciado.
No nosso interior, excetuando-se Central e Salgueiro, os estádios têm a capacidade para 5 mil torcedores, com instalações simples, mas sem o mÃnimo de condições de atender aos seus consumidores. Na sua maioria são das edilidades, e essas fazem remendos, sem grandes reformas.
Com tais capacidades, sem as condições necessárias, o torcedor os troca pelas poltronas, e as precárias arquibancadas ficam entregues às moscas.
Se a Federação na verdade deseja realizar uma reformulação no setor, deveria inicialmente não filiar clubes que não tenham pelo menos um estádio com a capacidade de 10 mil torcedores, bem equipados, e com condições fÃsicas de ampliação, e que as cidades tenham mais de 100 mil habitantes, e com uma boa região no seu entorno.
Por outro lado, que os atuais participantes das competições também tenham os seus campos de jogos reformados, com a capacidade mÃnima de 10 mil torcedores, e com acomodações dignas, contemplando um gramado de boa qualidade, para que as partidas tenham mais condições técnicas.
Sem isso iremos continuar a marchar na contra-mão da história, quando perde-se uma demanda que espera por melhorias que não chegam, desaparecendo dos estádios, e empurrando para o Grand Canyon, o futebol de Pernambuco.
Sem bons estádios o futebol não resiste.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








