Histórico
Acontece
O momento do basquete
postado em 06 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Em determinado período de sua centenária história, o Sport era tratado como "o campeão de mar, terra e ar", por deter a hegemonia estadual no remo, futebol e voleibol. O clube rubro-negro também teve o seu domínio no basquete, quando conquistou 12 títulos estaduais seguidos.

Há muito tempo que o futebol não abre alas para outra modalidade na Ilha do Retiro. Eis a razão pela qual o dia de hoje - 6 de abril de 2013 - é especial para a "nação" leonina. A inédita decisão do título da Liga Feminina de Basquete, entre Sport e Americana é um marco na história do basquete brasileiro, que vive um processo de renovação.

Ter um clube pernambucano como uma célula deste renascimento é de uma importância grandiosa, e que deverá ser decisiva para a ressurreição do basquete estadual. Aliás, este é o grande legado que esperamos desta magnífica campanha do Sport.

O título será o coroamento de um projeto do técnico Roberto Dornelas, que sempre se mostrou incansável e determinado na busca de sua meta. Comenta-se nos bastidores que o seu limite é a Seleção Brasileira. Na década de 90 Dornelas foi assistente técnico da Seleção Brasileira categoria juvenil. O seu projeto é exitoso e terá continuidade.

A Federação Pernambucana de Basquetebol, os outros clubes e, principalmente os colégios, compete o desafio de pegar carona no bonde da história.

O Sport criou o momento, fez o basquete estadual acontecer, por certo conquistará o Brasil. E que todos despertem para o novo tempo.

DE VOLTA - O pernambucano, Francisco Ferreira Filho, é um dos juizes escalados para dirigir o jogo entre Sport e Americana. Francisco está radicado em São Paulo há 20 anos. Ele foi trazido de Caruaru para o Recife por José Joaquim Pinto de Azevedo, depois migrou para a Capital Paulista.

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Artigos
A segunda morte de Mané Garrincha
postado em 06 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A SEGUNDA MORTE DE MANÉ GARRINCHA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Ao lermos as notícias esportivas no dia de ontem, deparamo-nos com algo que beira ao absurdo e sobretudo denota uma total subserviência dos nossos entes públicos.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, numa matéria de autoria dos jornalistas Breno Costa e Felipe Coutinho, a FIFA proibiu o bi-campeão do mundo e um dos maiores jogadores do futebol mundial, Mané Garrincha, de ter o seu nome associado ao estádio de Brasília durante a Copa das Confederações e a Copa de 2014.

Desde 1980 que o ex-jogador dá o nome ao estádio da capital federal, e tinha sido vítima da tentativa de uma segunda morte da parte do governador Agnelo Queiroz em 2012, quando vetou o projeto de lei que balizava o seu nome, e cujo veto foi derrubado pelos deputados distritais.

O órgão máximo do futebol mundial argumenta que as competições são de ¨interesse internacional¨ e que deve  Â¨manter a consistência dos nomes dos estádios¨.

O governo do Distrito Federal numa submissão sem limite, enviou um projeto de lei na semana passada aos deputados incluindo um artigo que prevê a troca.

Certamente trata-se de uma manobra escusa, uma a mais que teremos na Copa do Mundo, e abrirá um caminho para que a Fifa negocie o nome com um seu patrocinador.

Mané Garrinha não merece morrer mais uma vez, e os  políticos desse país deveriam dar uma lição aos cartolas da FIFA, mostrando que o país não é uma República de Banana, que recebe ordens estrangeiras, e que contam com governantes como esse, que se ajoelham perante tais cartolas, e atendem a todos os seus desejos, beijando-lhes os seus pés.

O Brasil tem a sua soberania, e o direito de colocar o nome de suas Arenas, em especial a do Distrito Federal que a batizou numa homenagem a um dos vultos mais brilhantes do futebol brasileiro, e que não será um Blatter qualquer que irá retirá-lo.

Já basta de tanta submissão. Derrubaram as leis que proibiam a venda de bebidas nos estádios brasileiros, as das meias-entradas e agora querem tirar o nome de Garrincha de um estádio que sempre foi seu.

Só gostaríamos de saber se essa bando que dirige o futebol mundial, irá também tirar os nomes do Mineirão, Maracanã e Fonte Nova.

Esperamos que os deputados distritais não aprovem o projeto do governador e mandem um ponta-pé no traseiro desses que fazem a FIFA, assim como os seus seguidores brasileiros.

São uns lambe-botas, e que deveriam lembrar-se que Mané Garrincha é maior de que todos que desejam a sua segunda morte.

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Acontece
A oferta e o efeito
postado em 05 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A agenda de futebol na quarta-feira, pela televisão, foi maior que a do domingo. Foram jogos de todas as categorias, e para todos os gostos. A oferta é um dos efeitos da globalização, e nos permite analisar o futebol por diversos ângulos.

Evidentemente que, se não for induzido pela paixão, o torcedor opta pelo melhor jogo, aquele onde há uma concentração maior de jogadores de nível técnico superior. Com o controle na mão foi possível nos transportar do Rio de Janeiro para a Europa, passar por Belém do Pará, ir a Vitória da Conquista, ao Juazeiro do Ceará, sem sair da poltrona. Coisa do progresso tecnológico.

Um fato me chamou a atenção: no jogo - Remo 0x1 Flamengo - em Belém/PA, a torcida do clube carioca presente ao Mangueirão era maior que a do clube paraense.

Por coincidência, ontem a Pluri Consultoria publicou o primeiro relatório sobre o tamanho das torcidas brasileiras, começando pela Região Norte. Para a nossa surpresa, o carioca Flamengo é o clube de maior torcida no Norte do País, seguido por Corinthians e Vasco. O Paysandu é o quarto colocado e o Remo aparece na sexta colocação.

Entre os dez clubes com as maiores torcidas na Região Norte, apenas os dois paraenses, os demais são do eixo Rio-São Paulo. A morte do futebol da região era prevista desde a implantação do modelo vigente do futebol brasileiro.

A causa da devastação pode ser pesquisada no final da década de 80. O efeito, como era previsto, apareceu logo no Norte, que passou a ser um mercado consumidor dos "produtos" do Sudeste.

 São muitos os fatores que contribuem para o êxodo dos torcedores dos estádios brasileiros. Entretanto, uma das causas mais fortes é sem dúvida a grande oferta de jogos na televisão. Através deste item observamos que a qualidade, em longo prazo, suplanta a paixão. É o efeito da massificação das camisas.

O Dr. Ailton Alfredo de Souza, mestre em Direito Desportivo, nos alerta sempre que %u201Cnão há soluções fáceis para problemas difíceis%u201D. O que os mentores deste modelo do futebol brasileiro não previam, é que nos dias de hoje, em menor escala, evidentemente, o futebol do Sul e do Sudeste fosse perder tanto espaço para o futebol europeu. Enfim, começam a experimentar o %u201Cdoce veneno%u201D, que um dia derramaram no Norte.

As antenas parabólicas imperam em mais da metade dos municípios pernambucanos, fato que leva os telespectadores a assistirem aos jogos dos clubes do Sudeste. O efeito de tal visibilidade é o surgimento de torcidas organizadas de clubes como Flamengo, Corinthians, e outros, no Estado.

As ausências de clubes paraibanos, alagoanos, sergipanos... no Brasileiro das Séries A e B, levam muitos clubes a serem esquecidos no cenário nacional. Em muitos Estados os produtos oferecidos e consumidos na televisão são enlatados.

Os grandes clubes do Rio e de São Paulo, embora vejam suas torcidas aumentarem em vários Estados, começam a sofrer a concorrência do Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Milan... É a lei da oferta e da procura.

No estudo apresentado pela Pluri Consultoria sobre as maiores torcidas do futebol brasileiro, o Sport é o clube do Nordeste melhor posicionado, ocupando a décima-terceira posição. O Santa Cruz é o décimo-sexto colocado, atrás de Bahia e Vitória, e o Náutico está na décima-oitava posição.

Sport e Santa Cruz, donos das maiores torcidas de Pernambuco, perdem muito mercado por não se afirmarem como clubes da Série A. De 2002 a 2013 o Sport disputou apenas quatro edições da Primeira Divisão. A situação do Tricolor do Arruda é mais agravante: nesses doze anos, o clube disputou apenas uma edição da Série A, em 2006.

 

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Artigos
Demagogia barata
postado em 05 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DEMAGOGIA BARATA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Com apenas três meses de competições, os departamentos médicos dos clubes já contam com um grande número de clientes.

Um reflexo da falta de uma boa pré-temporada e do número de partidas realizadas por alguns clubes nesse período, sendo que mais uma competição começou, a Copa do Brasil, e que irá incrementar além dos jogos, as viagens cansativas.

Existe uma reclamação geral dos treinadores pelo excesso de jogos dos estaduais, assim como das datas FIFA, que tiram os seus jogadores e aumentando mais ainda as suas atividades incessantes.

No meio de tudo isso surge a CBF que, de maneira inusitada, combina um jogo do nada para o nada contra a ¨forte¨ seleção da Bolívia, sob a alegação que foi motivado pela tragédia em Oruro e que serviria para auxiliar a família de Kevin.

Uma demagogia barata, prejudicando os clubes brasileiros, e que no final, conforme tomamos conhecimento, será entregue à família do jovem apenas uma fração do arrecadado, visto que a Federação Boliviana afirmou que esse amistoso nada tinha a ver com Kevin, e que uma parte da renda estava prevista para a entidade, e outra para os campeões de 63.

Não lemos ou ouvimos reclamações dos clubes com esse amistoso barato, quando por conta do seus envolvimentos em competições estaduais, nacionais e internacionais.

A seleção da CBF tornou-se um objeto banalizado, que não motiva mais o desejo dos consumidores, desde que os seus dirigentes desejam apenas iludir os bolivianos por conta da prisão dos ¨12 apóstolos¨ corintianos, incriminados pela morte de Kevin, e com o dinheiro, diminuir o desejo de justiça dos seus familiares.

Nunca vimos algo de tão bizarro como esse jogo. Sem motivação, sem apelo e, principalmente, prejudicial a vida futebolística nacional.

Os riscos de contusões nos atletas convocados certamente não foi analisado pelos ¨competentes¨ cartolas, e que poderá acontecer, em prejuízo dos seus clubes.

Um exemplo grotesco de insanidade foi a convocação de Neymar, um atleta que demonstra sinais de fadiga, e por conta do mercantilismo e dos patrocinadores terá que estar presente, desfalcando mais uma vez o Santos, seu clube.

Não poderemos continuar sendo dirigidos dessa forma, onde um jogo de seleção é marcado como os das antigas peladas, para atender a algo não institucional e que nada de produtivo trará para o nosso futebol.

Se a CBF ganhar o amistoso, nenhuma novidade, tudo dentro dos parâmetros, mas se perder será uma tragédia, por conta da fragilidade do adversários.

São uns imbediotas, com uma boa dose de esperteza.

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Copa 2014
FIFA veta nome de Mané Garrincha
postado em 05 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Bicampeão do mundo pela seleção brasileira em 1958 e 1962, Garrincha está proibido pela Fifa de ter seu nome associado ao estádio de Brasília durante a Copa das Confederações e a Copa-2014.

O ex-craque do Botafogo dá nome ao estádio da capital federal desde a década de 1980. No ano passado, virou lei no DF: o nome da arena é "Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha".

A Fifa, no entanto, decidiu que, durante as competições que organiza, o complemento "Mané Garrincha" não será permitido. E isso terá de ser respeitado em propagandas e divulgações dos eventos.

A entidade argumenta que as competições são de "interesse internacional" e que deve "manter a consistência dos nomes dos estádios".

Contudo, outros estádios que também possuem nomes tradicionais, e, em tese, de difícil compreensão semântica para o público internacional, como Maracanã e Mineirão, não sofrerão mudança.

No que depender do governo do Distrito Federal, a Fifa não terá problemas legais em mudar temporariamente o nome do estádio -que sediará a abertura da Copa das Confederações e sete partidas do Mundial em 2014.

Embora o governo tenha afirmado, em nota enviada à Folha, "estar certo de que não haverá necessidade de mudança na arena da capital federal", projeto de lei enviado semana passada pelo governador Agnelo Queiroz (PT) aos deputados distritais inclui artigo prevendo a troca.

Na prática, é uma manobra para atender a Fifa após derrota política em 2012. Já ciente do desejo da federação de não ter Mané Garrincha vinculado ao nome da arena, Agnelo vetou projeto de lei que assim o batizava. O veto foi derrubado pelos deputados.

Caso o texto agora proposto por Agnelo seja aprovado, abre-se também a brecha para que a Fifa associe o estádio a um determinado patrocinador. A entidade afirma que isso não irá acontecer.

Diz tratar-se de procedimento comum. Cita como exemplo os dois últimos mundiais, na África do Sul (2010) e na Alemanha (2006).

Neste último caso, o exemplo mais específico é a Allianz Arena, moderno estádio do Bayern de Munique, que durante a Copa de 2006 perdeu o nome da seguradora e recebeu um genérico: Arena de Munique.

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