Histórico
Mudanças
FIFA quer tirar Marin da chefia do COL
postado em 09 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


A Fifa quer tirar José Maria Marin da presidência do COL, órgão responsável pela organização da Copa de 2014. Além do Comitê Organizador Local, Marin também é o mandatário da CBF.

O COL é o representante político e financeiro da Fifa no Brasil, sendo a CBF "sócia" do comitê. A troca pode até exigir mudanças nas regras que o criaram, caso o cartola tente ficar no cargo.

O ex-atacante Ronaldo, membro do conselho de administração do COL, é um dos preferidos da federação para assumir o cargo.

Para a Fifa, Ronaldo surge como opção porque já conhece os trabalhos de organização do Mundial e porque tem imagem positiva no exterior.

Outro ex-jogador bem cotado é Leonardo, hoje diretor do clube Paris Saint-Germain.

A decisão de trocar o comando do COL já estaria tomada. A cúpula da Fifa informou o governo brasileiro há duas semanas.

Emissários do presidente da Fifa, Joseph Blatter, demonstraram ao governo preocupação com o desgaste de Marin. Avaliaram ainda que a situação pode prejudicar a imagem do Mundial.

Desde que assumiu a presidência da CBF e do COL, em março de 2012, Marin tem sido alvo de pressão.

Além do mal-estar com o ministro Aldo Rebelo (Esporte), ele sofre oposição por parte do deputado Romário (PSB-RJ), que entregou na sede da CBF, no Rio, um abaixo-assinado com milhares de assinaturas pedindo sua saída.

O documento defende que evidências ligando Marin à ditadura militar o impossibilitam de comandar o futebol brasileiro e o Mundial-14.

A escolha de um ex-jogador repetiria o que ocorreu nas Copas de 1998 e 2006, com Michel Platini (França) e Franz Beckenbauer (Alemanha). Ambos presidiram os comitês organizadores locais.

Nomes de tradicionais cartolas e executivos também estão sendo avaliados, mas sem um consenso. Segundo a Folha apurou, a Fifa quer fazer a mudança até a Copa das Confederações, ou seja, dentro dos próximos dois meses.

O movimento agrada ao governo. A presidente Dilma Rousseff e Aldo não escondem o incômodo com a presença de Marin desde a saída de Ricardo Teixeira.

Dilma não tolera um dirigente acusado de ligações com o regime militar trabalhando ao lado do governo pela Copa de 2014.

Já Aldo não engole as críticas que recebeu de Marin, vazadas recentemente pela internet. A relação entre ambos hoje é protocolar.

Tirar Marin da presidência do COL seria uma forma de isolá-lo na CBF, deixando-o distante dos eventos públicos e privados sobre o Mundial.

Restaria sua função de presidente da CBF, que, embora relevante para o cenário do futebol, tem tido pouco espaço na organização da Copa.

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Campeonato Pernambucano
O presente
postado em 08 de abril de 2013

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CLAUDEMIR GOMES


A crise já estava instaurada no Náutico, os sinais eram claros e incontestáveis, e somente uma vitória sobre o Ypiranga poderia atenuar a tensão.

Por ironia o jogo aconteceu no dia em que o clube alvirrubro completava 112 anos de fundação. Nos dias de hoje o futebol é o que faz o Náutico pulsar, razão pela qual os torcedores aguardavam o resultado da partida para comemorar o aniversário da agremiação centenária.

Quando a bola começou a rolar veio à frustração. Apático, o time comandado por Vágner Mancini não conseguiu ser o rolo compressor que todos esperavam.

O Ypiranga surpreendeu com um gol ainda no primeiro tempo. A torcida alvirrubra protestou. E apesar de um esboço de reação no início do segundo tempo, com ironia, os torcedores passaram a encarar a derrota como um presente, uma vez que, com ela, o treinador se tornaria insustentável no cargo.

O Ypiranga marcou o segundo gol e a torcida adversária passou a aplaudir os comandados de Edson Miolo. Mancini disse na coletiva de imprensa que jamais jogaria a toalha.

Os torcedores ficaram no aguardo da palavra do presidente, pois o que mais eles desejavam no início da noite de ontem, era a despedida do treinador. Um estranho presente de aniversário.   

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Acontece
O saldo do final de semana esportivo
postado em 08 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DOIS TREINADORES DANÇARAM NO DOMINGO ESPORTIVO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Começamos na manhã do domingo com um grande espetáculo protagonizado pelo voleibol feminino, na decisão de sua Liga Nacional, com o encontro entre Sollys/Nestlé/Osasco e Unilever do Rio de Janeiro.

O time do interior paulista saiu na frente com 2 sets a 0, mas a equipe carioca, comandada pelo treinador Bernardinho, conseguiu virar o jogo e conquistar a vitória por 3 sets a 2.

Com dois times repletos de estrelas da seleção brasileira da categoria, o Ginásio do Ipirapuera lotou, com os ingressos vendidos com antecipação, e mais uma vez ficou patenteada a civilidade dos consumidores desse esporte, quando um encontro como esse termina somente com aplausos.

Pela primeira vez tivemos a participação do apito eletrônico, que poderia ser solicitado duas vezes por cada equipe no set jogado, aprovado totalmente, pois elucidou dúvidas quanto à marcação de alguns lances.

Mais uma vez ficou comprovado que o único esporte que  se desqualificou foi o futebol, por conta das de organizadas e dirigentes, que as financiam.

O período da tarde começou mal, e como sempre através das organizadas, quando em Belo Horizonte torcedores do Atlético-MG e Cruzeiro entraram em confronto nas ruas da cidade. Trata-se de um caso sem solução.

Posteriormete, mais um grande acontecimento com a inauguração da nova Fonte Nova, que será um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, e como não poderia deixar de acontecer, com o clássico local envolvendo Bahia x Vitória.

Infelizmente pelo açodamento dos políticos, o estádio ainda apresentava problemas, com fiaçao exposta, tapumes e materiais de construção. 

No final do jogo uma goleada do rubro-negro por 5x1, humilhando o rival em um dia de festa. O técnico Jorginho,  do Bahia, caiu na dança das cadeiras.

Quanto ao restante do estádio, tudo dentro do figurino, com boa qualidade, porém com o mesmo problema que temos acompanhado nos outros dois inaugurados, quando os torcedores insistem em não utilizar os assentos, permanecedo de pé. Trata-se de uma cultura de uma sociedade que aprendeu a comer com as mãos, e dificilmente usará os talheres.

Em São Paulo um fato a ser destacado, a quebra da invencibilidade da Ponte Preta, frente ao Palmeiras, por 2x1, com um gol de Leandro, que tinha jogado e marcado um dia antes pela seleção da CBF na Bolívia.

Nas terras pernambucanas, tudo como dantes, e o Ypiranga, com pinta de campeão, consolidou-se no G4 com um presente de aniversário para o Náutico, derrotando-o por 2x0. O fato mais interessante foi o estádio vazio, mostrando que esse campeonato nem de graça tem público.

Colocaram um pouco mais de 7 mil torcedores presentes, fato esse que não aconteceu, pois estavam nos Aflitos 4.200. Isso é um fato normal no Workshop do Litoral.

Por conta desse resultado, o treinador Vagner Mancini dançou, e comprovou o acerto do blog que tinha antecipado sua saída para o feriado de Tiradentes.

O Porto empatou com o Santa Cruz, em um gramado ¨digno¨ de uma Copa do Mundo, por 1x1, mostrando para todos as fragilidades do tricolor, que vai seguindo ao som da música carnavalesca, com o refrão ¨Eu não vou, vão me levando¨.

Nos demais jogos, empate do Salgueiro x Central por 0x0, vitória do Pesqueira contra o Chã Grande por 2x0, e a vitória do Petrolina contra o Serra Talhada também por 2x0.

Embora tenhamos mais uma rodada, o G4 já foi definido, com Sport, Santa Cruz, Náutico e Ypiranga, sendo este  Ãºltimo a sensação com uma pontuação igual a do alvirrubro, e bem próxima do tricolor e rubro-negro. 

O mellhor de toda rodada do nosso Workshop do Litoral (Norte), foi mais uma aula da escolinha do Professor  Rembrandt, com seu aluno aplicado, Wilson Souza, que fez durante o jogo uma palestra sobre regras e, no final, ainda deu notas para a arbitragem. 

Nós merecemos o que temos.

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Denúncia
Promessa indevida
postado em 08 de abril de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O presidente da CBF, José Maria Marin, prometeu o que não podia ao afirmar publicamente que o amistoso entre Brasil e Bolívia, realizado anteontem, teria renda integralmente revertida para a família de Kevin Espada.

A realização da partida foi acertada em novembro de 2011 entre o presidente da Federação Boliviana de Futebol (FBF), Carlos Chávez, e Marco Polo Del Nero, hoje vice da CBF, mas à época sem cargo na confederação.

No dia 12 de março, Marin afirmou no programa "Encontro de Craques" do canal BandSports: "A seleção irá jogar na Bolívia, graciosamente, com renda total para a família do menor".

Esta seria, segundo ele, "a melhor maneira de prestar solidariedade à família".

A declaração de Marin teve repercussão imediata na Bolívia. A Folha apurou que o presidente da FBF, Carlos Chávez, foi cobrado e telefonou para o colega brasileiro pedindo esclarecimentos.

Em razão disso, no dia 13 de março, um dia após sua declaração pública, Marin encaminhou uma carta a Chávez, à qual a Folha teve acesso. Nela, o brasileiro detalhou a divisão dos custos e deixou claro que "a renda da partida será em favor da Federação Boliviana de Futebol".

Conforme a data do jogo se aproximava, o assunto voltou a ganhar espaço. À Folha e a emissoras de TV da Bolívia o pai doe Kevin se disse "feliz com Marin" e "triste com a federação boliviana".

O garoto boliviano morreu em 20 de fevereiro, em Oruro, ao ser atingido por um sinalizador durante a partida entre Corinthians e San José.

Sem nenhuma posição pública de Marin sobre o destino da renda da partida amistosa, no último dia 3, três dias antes do confronto, Chávez enviou uma longa carta ao cartola brasileiro.

O dirigente cobrou: "É preciso que o amigo deixe claramente estabelecido o verdadeiro motivo da honrosa visita de vossa seleção". E ameaçou: "Caso contrário, com muito pesar e a gratidão de sempre, nos veríamos obrigados a suspender o amistoso".

A réplica de Marin se deu no mesmo dia. "Reiteramos nosso ofício datado de 13 de março de 2013 [...] Qualquer outra notícia é inteiramente sem fundamento."

Anteontem, dia do jogo, o encontro entre Marin e Chávez foi tenso. Os dois posaram lado a lado quando o brasileiro entregou ao boliviano uma carta na qual pede ajuda para a situação dos 12 corintianos presos em Oruro.

Questionado por jornalistas brasileiros sobre a renda da partida, Chávez respondeu que este "é um assunto interno da federação".

Marin recuou em relação ao que havia dito no Brasil em março. "Não podemos fazer nada, somos convidados, os anfitriões são eles."

A renda bruta -de R$ 1,06 milhão- ficará com a FBF.

Pelo acordo entre as federações, as duas seleções vão se enfrentar de novo, no Brasil, em partida ainda sem data e local definidos.

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Náutico
Um brinde ao novo tempo
postado em 07 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Por certo o torcedor alvirrubro está aguardando o desfecho do confronto entre Náutico e Ypiranga, programado para as 16h deste domingo, nos Aflitos, para levantar um brinde aos 112 anos de fundação do Clube dos Aflitos.

Minhas desculpas ao amigo que é vidrado em futebol, mas é que o 7 de abril passou a ser um dia tão especial para o desporto pernambucano que uma partida de futebol, mesmo válida pelo Campeonato Estadual, se torna subjetiva ante a grandeza de um clube centenário cuja vitalidade é traduzida através da sua capacidade de se harmonizar com o novo tempo.

O Clube Náutico Capibaribe foi uma árvore plantada no aristocrático bairro dos Aflitos e regada com as águas do Capibaribe.

Passaram-se cem anos, e de repente, uma semente dessa árvore brota no longínquo bairro da Guabiraba. É o renascimento de um "clube contemporâneo do Século XXI", como profetizou o ministro, Marcos Vinícius Vilaça, em 1993, quando da passagem da Seleção Brasileira pelo Recife, para disputar o inesquecível jogo com a Bolívia: 6x0. 

E como prova de que o clube está em sintonia com a nova ordem do futebol, o Náutico foi o primeiro a adotar a arena que está sendo construída para receber jogos das Copas da Confederação e do Mundo.

Não vou me aprofundar na história do clube, deixo tal tarefa para o mestre, Carlos Celso, que a conhece como poucos. Digo apenas que há muitas razões para se brindar este aniversário. No mínimo, 112 motivos, para não dizer anos, porque o Náutico nunca envelhece.

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