Histórico
Copa do Brasil
Caça ao primeiro leão
postado em 10 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor do Santa Cruz está com sua atenção voltada para o clássico de domingo, com o Sport, onde os dois clubes decidirão a condição de líder do Pernambucano. Mas o bicampeão pernambucano tem uma decisão no meio do caminho, hoje à noite, com o Guarani/CE no Arruda.

Trata-se do jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. Os comandados de Martelotte têm vantagens, mas é preciso referendar a passagem para a segunda fase da competição nacional com um resultado expressivo.

A Copa do Brasil e o Pernambucano não são competições correlatas, contudo, o resultado do confronto com o rubro-negro cearense, que parece uma filial do rubro-negro recifense, causará um impacto no Clássico das Multidões. Portanto, o desafio do Santinha é matar dois leões no curto espaço de cinco dias.

Tarefa nada fácil, para a qual o técnico Marcelo Martelotte precisa acalmar o vestiário tricolor, usando de uma habilidade que faltou aos dirigentes do clube do Arruda para contornar o incidente envolvendo o treinador e o atacante Dênis Marques.

Nada que uma boa vitória não resolva. Afinal, gols e vitórias são antídotos para quase todos os males do futebol. O Santa Cruz conquistou o bicampeonato estadual com a receita da superação, e não tem outra alternativa para chegar ao tri.

Portanto, a quarta-feira foi reservada para a primeira coisa, ou seja, a caça ao primeiro leão, que embora pareça manso, mas tem garra para surpreender.

DISTANTE - Nada mais providencial ao Náutico do que estrear na Copa do Brasil longe de sua torcida. Os alvirrubros, que viveram momentos de turbulência no final de semana, culminando com a queda do técnico Vágner Mancini, enfrentam o Crac, no Interior de Goiás. Como técnico interino, Levir Gomes, revelou que vai explorar uma das maiores virtudes da equipe: a velocidade.

leia mais ...

Artigos
Extermínio
postado em 10 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EXTERMÍNIO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A conquista do Sport Recife do título de Campeão da Liga Nacional de Basquetebol Feminino no último sábado, reacendeu um debate sobre a situação dos esportes olímpicos em nosso estado.

Recebemos diversos telefonemas sobre o assunto, vindos de pessoas que participaram conosco de uma época positiva para o que chamávamos de esportes amadores, onde  tínhamos uma grande movimentação nos diversos segmentos esportivos.

Na realidade, afundamos. Se olharmos aqueles esportes que tinham a maior movimentação, todos foram exterminados.

Começando pelo basquetebol. Há anos que não temos boas competições. Não existe nenhuma movimentação e divulgação do que é realizado. O setor feminino morreu e foi enterrado há anos. Os colégios deixaram esse esporte de lado, e a escola pública depedrada não tem espaços para tal.

Tínhamos competições nacionais, visitas da Seleção Brasileira, Copa do Brasil. No âmbito estadual, as categorias de base eram referências em todo o país. Hoje vivemos desse passado, visto que o basquetebol do presente não mais existe.

Passando para o voleibol, tínhamos competições estaduais equilibradas, com a participação de clubes e colégios. Os grandes eventos eram sediados na cidade do Recife. Tudo isso morto e sepultado. Nada de novo acontece, principalmente em um estado que revelou atletas medalhistas olímpicas. Temos saudades de Nato Russo, que foi um excelente dirigente do setor.

O Atletismo com o continuismo de Warlindo Carneiro  também faleceu. A entidade foi a mais beneficiada com recursos da Secretaria de Esportes do Estado, e pouco fez para dinamizá-lo. Vivemos hoje do passado de alguns destaques, como Keyla Costa. Mais um esporte local morto e sepultado.

O Futsal, apesar dos esforços de Edson Nogueira, continua murchando, e hoje vive dos clubes do interior, porque os da capital o abandonaram ou investiram pouco na categoria.

Lembramo-nos da Rua da Aurora e a disputa das competições de Remo, lotada, para assistirem às provas  equilibradas, e sobretudo a rivalidade do Sport e Náutico. Esse esporte também faleceu junto com o Capibaribe, que não teve mais condições de abrigar os eventos, tendo se transferido para outro local bem longe dos torcedores.

Poderíamos nos estender falando sobre outros esportes, mas todos sofreram os mesmos problemas, e encontram-se hoje, ou sepultados, ou numa UTI, respirando por aparelhos.

A falta de investimentos, a pouca capacidade dos dirigentes, e a ausência de uma política esportiva no estado motivaram tais acontecimentos.

A escola que é a base de todos os esportes resumiram muito a parte esportiva, por conta da pouca movimentação existente, e a falta de visibilidade para que houvesse o retorno dos investimentos.

Dificilmente teremos uma recuperação, já que as cabeças são as mesmas, os procedimentos idênticos, e quem poderia ter uma boa participação não o faz, que é a Secretaria Estadual de Esportes de Pernambuco, que se contenta em assinar convênios, alguns problemáticos, e que fazem parte do sistema do nada para o nada.

Infelizmente a conquista rubro-negra não trará nenhum legado, pois a ressurreição só aconteceu para Cristo.

leia mais ...

Artigos
Beijos gelados
postado em 10 de abril de 2013

RUY CASTRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Quando alguém se pergunta sobre quem manda atualmente no Brasil, as figurinhas carimbadas são as que você sabe. A presidente Dilma, óbvio, manda muito. Quase tanto quanto o ex-presidente Lula, que a cada dia lembra mais a imagem criada por Millôr Fernandes, a do rabo escondido com o gato de fora. O ministro do STF, Joaquim Barbosa, manda muito na sua área. E há banqueiros, empresários e políticos que mandam muito mais do que aparentam.

Mas quem põe e dispõe de verdade no Brasil de hoje são a Fifa e o COI (Comitê Olímpico Internacional). Em nome da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, essas entidades -usando como peões organismos locais em todos os níveis de governo- demolem pistas, piscinas, estádios e quarteirões inteiros segundo seus interesses, interferem na cultura das cidades e até mudam as leis do país.

Para abrir um estacionamento no entorno do Maracanã, tentaram derrubar um prédio tombado (aquele que os índios ocuparam e reduziram a cabeça de porco) e uma escola-modelo. Essas tentativas, parece, foram barradas, mas dois históricos equipamentos esportivos, também do complexo do Maracanã e sob a guarda do Ministério Público e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), podem não ter a mesma sorte: o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.

A Fifa impôs a venda de cerveja nos estádios brasileiros (para não perder patrocinadores) e quer impedir que o Estádio Nacional de Brasília continue a se chamar Mané Garrincha -quanto vale dar nome a um estádio? E agora se descobre que as obras no Maracanã para a Copa, executadas pelo figurino da Fifa, não se prestam aos padrões do COI e terão de ser refeitas para a Olimpíada.

Sediar esses eventos é uma conquista, mas os beijos que vêm com ela são gelados.

leia mais ...

Campeonato Pernambucano
O pior de todos
postado em 09 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A uma rodada do final do returno já sabemos quais os clubes classificados para as semifinais do Pernambucano. Infelizmente, por imposição do Estatuto do Torcedor, a forma de disputa terá que ser repetida no próximo ano. O atual modelo tem muito mais erros do que acertos. Se fossemos enumerar as falhas o espaço não daria.

Dentre as muitas injustiças provocadas pelos equívocos, a de que a maioria dos clubes disputará 19 rodadas que nada valem.

Central, Pesqueira e Belo Jardim, podem, a depender da combinação dos resultados, terminar com uma soma de pontos - primeiro turno segundo turno - maior que a do Ypiranga, que vai disputar a semifinal. No atual modelo, um clube pode terminar o primeiro e o segundo turnos como lanterna e se livrar do rebaixamento.

Por outro lado, um time pode conquistar o primeiro turno e ficar na quinta colocação no returno e mesmo assim ser rebaixado. Isto se chama abrir possibilidades para aberrações.

Quando o presidente da FPF, Evandro Carvalho, reuniu a imprensa, no início da temporada, para falar sobre o Estadual, foi para a reunião com o prato pronto. De nada serviram as contestações e os contrapontos.

Agora, os clubes aceitarem uma forma de disputa confusa, aprovarem no Arbitral um regulamento draconiano e uma tabela cheia de imperfeições é a mesma coisa que assinar a própria sentença de morte.

O Pernambucano 2013 foi tão ruim que nem o programa do governo, o Todos com a Nota, evitou o esvaziamento dos estádios. Ou seja, de graça foi caro.

leia mais ...

Artigos
Nordeste dominado
postado em 09 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O EIXO RIO-SÃO PAULO DOMINA O NORDESTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A parte da pesquisa da Pluri/Stochos que mais nos interessava, relacionada à região nordestina, foi divulgada no dia de ontem, e comprovou o que já sabíamos, ou seja, o  domínio do sudeste entre os nossos torcedores.

Pelos dados apresentados no trabalho, mais da metade da população dessa região torce para times do eixo Rio-São Paulo, sendo 32,2% de times cariocas e 19,1% dos times paulistas.

O Flamengo tem na Região Nordeste o seu maior reduto, e que lhe garante a posição da maior torcida do país, pois lidera com incrível folga em relação à do Corinthians, 2º colocado (22,4% contra 8,6%). Em números isso representa 7 milhões de flamenguistas a mais do que os corintianos.

Das 15 maiores torcidas do Nordeste, 7 são de times da própria região, que somados representam mais de 25% do total de torcedores. Pernambuco, Bahia e Ceará dominam.

Sport (4,8%) e Bahia (4,1%) se destacam na briga da maior torcida entre os clubes nordestinos. 

Pernambuco permanece como um dos poucos estados em que há maior preferência por times locais, pricipalmente na Região Metropolitana, que representa pouco mais de 42% da sua população. No interior essa preferência é um pouco menor.

Na Bahia e no Ceará, os clubes locais mantêm a preferência do torcedor na Região Metropolitana das capitais, mas perdem no interior.

O interessante é que os dados confirmam as tendências mostradas por pesquisas anteriores, com relação ao sentimento dos torcedores pelos clubes do eixo Rio-São Paulo.

A formatação do nosso calendário, a overdose de jogos dos clubes dessa região, e sobretudo pelo apequenamento do futebol nordestino e sua pobreza em recursos, motivaram esse massacre colonialista.

Por outro lado, o número dos que não torcem para qualquer clube ficou acima da média nacional (25,8% contra 20,8%), representando também um percentual muito elevado para um segmento que sempre foi o mais discutido entre os nossos esportes.

As torcidas na região nordestina foram definidas na seguinte ordem de classificação:

Flamengo (22,4%), Corinthians (8,6%); Vasco (6,8%); São Paulo (5,7%); Sport (5º- 4,8%); Bahia (6º- 4,1%); Palmeiras (3,4%); Santa Cruz (8º- 2,6%); Vitória (9º- 2,6%); Náutico (10º- 2,2%); Ceará (11º- 1,8%); Fluminense (1,6%); Fortaleza (13º- 1,4%); Santos (1,4%); Botafogo-RJ (1,4%) e Outros (3,6%).

Os números foram postos, resta apenas analisá-los e que a região possa formatar um projeto esportivo que recupere essa demanda tomada por clubes de outros estados.

A globalização é uma realidade, mas se tivermos o discernimento de melhorarmos o nosso nível, inclusive de gestão, os clubes poderão ocupar um espaço que lhes pertence.

A Copa do Nordeste é um bom exemplo e um passo bem importante para que isso possa acontecer.

leia mais ...