JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A conquista do Sport Recife do tÃtulo de Campeão
da Liga Nacional de Basquetebol Feminino no último sábado, reacendeu um debate
sobre a situação dos esportes olÃmpicos em nosso estado.
Recebemos diversos telefonemas sobre o assunto, vindos de pessoas que participaram conosco de uma época positiva para o que chamávamos de esportes amadores, onde tÃnhamos uma grande movimentação nos diversos segmentos esportivos.
Na realidade, afundamos. Se olharmos aqueles esportes que tinham a maior movimentação, todos foram exterminados.
Começando pelo basquetebol. Há anos que não temos boas competições. Não existe nenhuma movimentação e divulgação do que é realizado. O setor feminino morreu e foi enterrado há anos. Os colégios deixaram esse esporte de lado, e a escola pública depedrada não tem espaços para tal.
TÃnhamos competições nacionais, visitas da Seleção Brasileira, Copa do Brasil. No âmbito estadual, as categorias de base eram referências em todo o paÃs. Hoje vivemos desse passado, visto que o basquetebol do presente não mais existe.
Passando para o voleibol, tÃnhamos competições estaduais equilibradas, com a participação de clubes e colégios. Os grandes eventos eram sediados na cidade do Recife. Tudo isso morto e sepultado. Nada de novo acontece, principalmente em um estado que revelou atletas medalhistas olÃmpicas. Temos saudades de Nato Russo, que foi um excelente dirigente do setor.
O Atletismo com o continuismo de Warlindo Carneiro também faleceu. A entidade foi a mais beneficiada com recursos da Secretaria de Esportes do Estado, e pouco fez para dinamizá-lo. Vivemos hoje do passado de alguns destaques, como Keyla Costa. Mais um esporte local morto e sepultado.
O Futsal, apesar dos esforços de Edson Nogueira, continua murchando, e hoje vive dos clubes do interior, porque os da capital o abandonaram ou investiram pouco na categoria.
Lembramo-nos da Rua da Aurora e a disputa das competições de Remo, lotada, para assistirem às provas equilibradas, e sobretudo a rivalidade do Sport e Náutico. Esse esporte também faleceu junto com o Capibaribe, que não teve mais condições de abrigar os eventos, tendo se transferido para outro local bem longe dos torcedores.
PoderÃamos nos estender falando sobre outros esportes, mas todos sofreram os mesmos problemas, e encontram-se hoje, ou sepultados, ou numa UTI, respirando por aparelhos.
A falta de investimentos, a pouca capacidade dos dirigentes, e a ausência de uma polÃtica esportiva no estado motivaram tais acontecimentos.
A escola que é a base de todos os esportes resumiram muito a parte esportiva, por conta da pouca movimentação existente, e a falta de visibilidade para que houvesse o retorno dos investimentos.
Dificilmente teremos uma recuperação, já que as cabeças são as mesmas, os procedimentos idênticos, e quem poderia ter uma boa participação não o faz, que é a Secretaria Estadual de Esportes de Pernambuco, que se contenta em assinar convênios, alguns problemáticos, e que fazem parte do sistema do nada para o nada.
Infelizmente a conquista rubro-negra não trará nenhum legado, pois a ressurreição só aconteceu para Cristo.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








