Histórico
Campeonato Pernambucano
Fechamento sem surpresas
postado em 12 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Hoje se expira o prazo para os clubes inscreverem jogadores para a disputa do Pernambucano 2013. Os grandes clubes - Sport, Náutico e Santa Cruz - não criaram expectativas sobre anúncios de grandes reforços, fato que só deverá acontecer para o Campeonato Brasileiro.

Quando findarem todos os estaduais, vão estar disponíveis no mercado cerca de 10 mil jogadores. São profissionais que firmam contratos pequenos - 4 meses - com clubes que estarão fora das competições nacionais. O desemprego faz com que a oferta se torne maior que a procura.

Mesmo com tal fenômeno não é fácil garimpar qualidade. Nossos clubes disputam campeonatos diferentes, ou seja, não estão na mesma série. Por conseguinte analisam o mercado por óticas diferentes. A arte de contratar exige um conhecimento amplo do mercado, e isto tem valorizado sobremaneira um profissional que começa a desempenhar um papel decisivo nos clubes: o executivo do futebol.

O surgimento desta categoria de profissionais é uma imposição da nova ordem para ocupar o espaço dos tradicionais dirigentes, pessoas "abnegadas" que aos poucos vão se tornando peças em desuso num futebol cada vez mais profissionalizado. As necessidades do Sport não são as mesmas do Náutico, que por sua vez vai pesquisar um setor do mercado que não interessa ao Santa Cruz.

O título estadual será decidido com os elencos que os clubes já têm em casa. Vale lembrar que para todos eles a meta maior é o Brasileiro, independente em quais séries estejam enquadrados.

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Denúncia
STJD vai investidar declarações de Bivar
postado em 12 de maro de 2013

UOL Esporte


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva abriu inquérito nesta segunda-feira para investigar o suposto pagamento de propina para que o jogador Leomar, do Sport, fosse convocado para a seleção brasileira, em 2001. A informação foi confirmada ao UOL Esporte pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter.

O caso veio a tona na última sexta-feira, após o presidente do Sport, Luciano Bivar, que estava à frente do clube na época afirmou que pagou comissão para que Leomar fosse convocado.

"A procuradoria pediu a abertura do inquérito e nós determinamos que o caso seja investigado. Agora o relato Miguel Cançado terá 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15 dias, para ouvir as pessoas que ele achar necessário Depois disso, ele poderá fazer uma denúncia. Se ele encontrar infração, vai pedir para que o caso seja investigado", afirmou Zveiter.

Segundo Bivar, em 2001, um empresário de jogador ofereceu-se para colocar Leomar na seleção ou em um clube grande. O valor pago foi insignificante e o dirigente não tem certeza sobre a eficácia do pagamento. Segundo o dirigente, é comum que lobistas, em geral agentes de atleta, se apresentem para por um atleta em um time ou no time brasileiro.

"Ele [empresário] me abordou. Acontece naturalmente. Deve ter acontecido outras vezes", contou o cartola pernambucano. "Fornecemos o scout do Leomar porque tínhamos interesse de botar o jogador na seleção ou em um grande clube", afirmou Bivar ao UOL Esporte.
Logo depois, Leomar foi vendido para a Coréia do Sul. Bivar disse que o negócio até foi lucrativo para o Sport, mas não em grandes valores.

Na sexta-feira, em contato com o UOL Esporte, Émerson Leão, técnico da seleção na época, negou a informação e ainda pediu que as investigações só terminem quando um responsável for preso por essa acusação.

"O Sport está vivendo uma péssima fase e o presidente dá uma declaração dessa me envolvendo em um problema. Eu quero, agora, que vocês jornalistas pesquisem até o fim quem é e que o sujeito seja preso. Na minha época de seleção, só eu e o [coordenador técnico] Antônio Lopes mexíamos com futebol e não tinha lobista nenhum. Por favor, quero que vocês mexam até o fim para descobrir quem é o que recebeu a comissão", disse Leão.

Leomar afirmou ao UOL Esporte desconhecer a história contada pelo dirigente. O ex-jogador, que se aposentou em 2006, hoje atua como agente de atletas.

"Não tenho envolvimento nenhum, não tenho conhecimento de nada do que está sendo dito. O que eu sei é que um ano antes fiz um bom Campeonato Brasileiro quando estava no Sport, ficamos em quinto lugar e o Leão era o técnico. O Leão foi para a seleção, conhecia o meu trabalho e me chamou. Pelo que sei fui chamado pelo futebol que apresentei", afirmou o ex-jogador em entrevista por telefone.

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Campeonato Pernambucano
MANDANTES
postado em 11 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O Salgueiro foi à nota destoante da quinta rodada do returno do Pernambucano, onde após duas rodadas os mandantes voltaram a ditar as regras. O Carcará perdeu - 2x1 - de virada, para o Chã Grande, que ainda não havia contabilizado nenhuma vitória no segundo turno. Ao perder dois jogos seguidos em casa o Salgueiro abre espaço para outros clubes entrarem, de forma efetiva, na briga por uma vaga nas semifinais, onde os três representantes da Capital - Sport, Náutico e Santa Cruz - têm cadeira cativa.

Com a dupla - Rogério/Elton - cada vez mais afinada, o Náutico venceu o Belo Jardim - 3x0 - nos Aflitos. O placar expressivo não traduz a história do jogo com fidelidade, visto que o time do Agreste exigiu bastante do sistema defensivo alvirrubro, que foi tão eficiente quanto o ataque.

O Sport jogou com inteligência e construiu uma vitória por 2x0 em cima do Porto, na Ilha do Retiro, sem muita dificuldade. Destaque para o lateral Moacir, que funcionou como ponto de desequilíbrio do time leonino que fez do setor direito o caminho para a sua terceira vitória no Estadual.

A rodada será complementada nesta segunda-feira, com o Santa Cruz medindo forças com o Central, no Arruda. Mesmo com um jogo a menos o bicampeão pernambucano se mantém no G4. A meta é voltar à vice-liderança que, momentaneamente está sendo ocupada pelo Sport. O fato de jogar em casa, e sem o risco de deixar o G4, diminui a pressão sobre o time de Marcelo Martelotte, que tem sido eficiente, mas pouco convincente.

ANÚNCIO - A diretoria do Sport confirmou, ontem a noite, a contratação do técnico Sérgio Guedes. Entre os jogadores, a receptividade à notícia do retorno do comandante, que esteve à frente do elenco na fase final da Série A em 2012, foi positiva. O novo comandante deve estrear no clássico com o Náutico.

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Artigos
Os desempregados
postado em 11 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS DESEMPREGADOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quando os estaduais chegam Ã  sua segunda etapa, a apreensão de 10.308 atletas vai ao limite, visto que os seus contratos de quatro meses irão findar, e poucos terão as condições de vestirem as camisas dos clubes que disputarão as competições nacionais.

Trata-se da realidade nacional, e que já focamos em uma postagem ao analisarmos os dados de um trabalho elaborado por Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria.

O futebol moderno, que muitos pregam como uma ¨mina de ouro¨, para atletas que querem se tornar famosos, na verdade é pequeno com relação ao reverso da medalha, representado por times modestos e a vida simples dos anônimos do interior.

Poucos alcançam a fama e a fortuna que sonharam ao ingressarem na carreira. Para a grande maioria, o futebol é coisa do momento, e o atleta que não estiver em uma boa fase e se destacando, no término do contrato sempre fica sem clube.

Há pouco lemos uma entrevista do jogador Erivelto, do América de Teófilo Otoni, e que achamos bem interessante, ao abandonar o clube para assumir um cargo na Prefeitura de Guarulhos, São Paulo, conquistado graças a um concurso público.

O que mais nos chamou a atenção é que o jogador irá ganhar menos do que ganhava em seu clube, mas deu preferência por conta da estabilidade e das dificuldades do calendário do futebol brasileiro, sendo, os clubes, na maioria, sazonais.

No trabalho do consultor, e que nós referenciamos, existem 654 clubes registrados no país, com 12.888 atletas, e apenas 100 continuam nas competições, com 2.579 profissionais em atividade. Os que sobram formam o contigente dos ''desempregados''.

Recebemos da mesma consultoria outras informações sobre o assunto, com um detalhamento por Estado do número de jogadores inscritos, e o que restará após os 4 meses de estaduais.

No Rio Grande do Sul, são 852 jogadores e no resto do ano apenas 124. Paraná, a relação é de 675/136 e Santa Catarina, 467/190.

Em São Paulo, os números mostram 2.780 disputando os estaduais de todas as divisões, contra 440 que permanecerão. Um desemprego bem alto. No Rio de Janeiro, o mesmo problema, com 1.139 contra 246, e, em Minas Gerais, 946 contra 214.

No Espírito Santo, a relação é de 491/24; Goiás, 446/158; Distrito Federal, 398/50; Mato Grosso do Sul, 358/24 e Mato Grosso, 236/76.

Na Bahia, o confronto será de 564/108; Pernambuco, 507/156; Ceará, 501/130; Alagoas, 344/78; Sergipe, 319/24; Paraíba, 306/30; Rio Grande do Norte, 292/106; Maranhão, 259/50; Piauí, 189/24.

No Pará, 280/70; Amazonas 259/24; Acre, 177/24; Tocantins, 42/24; Rondônia 8/8; Roraíma, 2/2; e, Amapá 1/1. Com relação aos três últimos, os seus campeonatos não começaram, daí não existir a previsão para o futuro.

Vamos nos reportar Ã  nossa região nordestina, que possui, nos quatro primeiros meses de atividades, 3.281 atletas e, no restante do ano, 706. Isso corresponde apenas a 21% do total, sendo que a média nacional é de 25%.

Trata-se de um fato que merece um bom debate, e mostra claramente que temos algo de errado na formatação do nosso futebol, pois não se pode admitir que 75% dos atletas brasileiros sejam sazonais.

Sabemos que existem clubes sem condições de serem profissionais mas, a maioria, deveria estar em campo por 10 meses, oferecendo emprego a profissionais que ficam vagando pelo período na espera do próximo ano.

O sistema tem que ser mudado, pois a quantidade, sem dúvida, dará uma melhor qualidade na seleção de atletas, e o futebol do Brasil poderia voltar a ser o que sempre foi um dos melhores do mundo.

Na contramão da história, lemos no dia de ontem um artigo do jornalista Humberto Perron, no jornal Estado de São Paulo, em que esse também prega a diminuição dos participantes da Série A, de 20 para 16 clubes.

São os destruidores do futebol.

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Artigos
Embuçados nas bandeiras
postado em 11 de maro de 2013

RUY CASTRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Ao fim de um jogo, um torcedor do Flamengo reconheceu o presidente do clube, o empresário Fadel Fadel, no estacionamento do Maracanã. Cansado dos maus resultados do time, abordou-o: "Seu Fadel, o senhor é um homem rico, tem seus negócios, seu carro, sua mulher. Eu só tenho o Flamengo. Queria lhe pedir um favor". Pressentindo a facada, Fadel já ia enfiando a mão no bolso quando o homem completou: "Por favor, seu Fadel. Cuide bem do Flamengo".

Isso foi em 1962, e o torcedor era um homem humilde, grisalho, de meia-idade. Ao falar com o presidente de seu clube, sabia que lhe devia respeito. Fosse hoje essa abordagem, o torcedor seria muito mais jovem, provavelmente tatuado e de touca, e o cartola estaria sujeito a insultos, ameaças, talvez até a alguns cachações. Nesse meio século, o país pode ter mudado para melhor, mas as torcidas pioraram muito.

Nos últimos anos, torcedores com barras de ferro invadiram os domínios dos clubes, no Rio e em SP, para agredir jogadores, treinadores e dirigentes, depredar instalações e amassar carros. Faixas assustadoras foram estendidas e os craques dos times, achacados e perseguidos na rua. É o terror. Batalhas entre torcidas rivais, perto ou longe dos estádios, ficaram comuns, com casos de morte. E a chegada ou partida de um clube -perdedor ou vitorioso- para um jogo fora de sua cidade é promessa de vandalismo no aeroporto.

Os torcedores convenceram-se de que, em massa, podem tudo, mesmo em terra estrangeira. Embuçados em suas bandeiras, acham natural apontar um sinalizador contra a torcida local e disparar, indiferentes às consequências.

A continuar assim, nenhum torcedor decente se animará a voltar a um estádio. Não admitirá ser confundido com aqueles que, embora ostentem as mesmas cores de sua paixão, são seus boçais dessemelhantes.

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