Histórico
Campeonato Pernambucano
Náutico é favorito
postado em 17 de maro de 2013



Rogério é uma das principais esperanças dos alvirrubros. Foto: Rodrigo Lôbo/ JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


Uma edição do Clássico dos Clássicos com um dos clubes creditado como franco favorito é coisa rara na história deste confronto centenário. Embora ainda não esteja apresentando um futebol que lhe credencie a uma boa campanha na Série A, o Náutico está sobrando no Pernambucano. O fato pode ser observado através dos números das campanhas dos clubes, como também pela evolução técnica gradativa apresentada pela equipe alvirrubra a cada rodada.

Com os ajustes feitos pelo técnico Vágner Mancini, e o reforço de jogadores diferenciados, a tendência é que o time apresente a regularidade que se torna marca registrada em toda campanha exitosa.

Como favoritismo é crédito, e não garantia, o Sport pode contrariar todos os raciocínios lógicos que sinalizam para uma festa alvirrubra após o jogo. Aliás, em várias edições deste clássico a lógica foi contrariada.

O difícil é imaginar um time tão desarrumado quanto o Sport acertar o passo numa partida onde estará sob grande pressão. O técnico Sérgio Guedes é muito habilidoso no trato com as palavras, e é possível que o seu discurso motivacional venha acordar um grupo que desde o início da temporada se mostra numa apatia doentia.

Não se trata de um clássico decisivo porque, em tese, os dois clubes têm vaga assegurada nas semifinais, mas por ser o primeiro grande jogo do campeonato, que envolve a maior rivalidade do futebol estadual, no momento, a Ilha do Retiro pode se transformar, mais uma vez, no palco de um épico.  

 

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Campeonato Pernambucano
Momento e rivalidade
postado em 15 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O clássico entre Sport e Náutico, domingo, na Ilha do Retiro, é o assunto dominante na cidade. Como existe a possibilidade deste vir a ser a única edição do Clássico dos Clássicos em 2013, os bastidores ficam ainda mais agitados.

Se formos analisar o momento através dos números creditaremos o time dos Aflitos como grande favorito. É que os alvirrubros marcaram 25 gols no returno. Por outro lado, os rubro-negros só balançaram as redes adversárias oito vezes.

Nas três últimas rodadas o Náutico marcou 10 gols e não sofreu nenhum enquanto o Sport marcou três e sofreu um, tendo somado dois empates e uma vitória contra times pequenos.

Há muitos anos não se via o Leão tão fragilizado na disputa doméstica. Mas no futebol as coisas não são tão exatas quanto na matemática, principalmente num confronto secular onde a rivalidade leva a superação.

No pálido empate - 0x0 - com o Petrolina, o técnico Sérgio Guedes teve a oportunidade de constatar o quanto está desarrumado o time do Sport, carente de uma harmonia coletiva e ajustes em todos os setores.

Com a volta de Martinez a equipe, mesmo carente de um melhor ritmo de jogo, o Náutico ganhou em qualidade para tentar quebrar um tabu de nove anos, que é o de não vencer o adversário na Ilha do Retiro.

Alvirrubros e rubro-negros dão asas a imaginação e estão buscando histórias do tempo da carochinha para mostrar que em clássicos como este de domingo não há favoritos. Mas todos hão de convir que o momento do Náutico é infinitamente superior ao do Sport.   

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Artigos
A liberdade não é azul
postado em 14 de maro de 2013

 

Por ROBERTO VIEIRA


A diretoria do Sport Club do Recife.

Decidiu investir contra o jornalismo esportivo do Diário.

Diário de Pernambuco que em suas manchetes estaria endeusando Náutico e Santa Cruz. E desqualificando triunfos rubro negros.

Bom.

O Diário é mais que centenário.

Diário mais antigo que qualquer clube pernambucano. Setenta e seis anos mais antigo que o Náutico. Oitenta anos mais antigo que o Sport. Quase noventa anos mais antigo que Santa e América.

Segundo a diretoria rubro negra, abre aspas:

''Fica claro a intenção de distorcerem os fatos, mediante alegações absolutamente diferentes da análise sobre os títulos utilizados nas matérias relativas ao futebol do Sport Club do Recife, com insinuações outras completamente fora do tema, demonstrando uma falta de compromisso compatível com a grandeza e a tradição de um órgão mais que centenário da imprensa brasileira.''

Fecha aspas.

Quem tem razão? Quem vence a queda de braço?

Ousaria dizer, contrariando a muita gente. O vencedor será o Sport.

O Diário é de um outro tempo.

Foi empastelado em 1911, 1912, 1931 e 1945. Sobreviveu porque os leitores compreendiam a importância da palavra.

Hoje?

A palavra está velha. A palavra livre do jornalismo é artigo perigoso. Carbonário.

A imprensa é uma calça velha azul e desbotada. Que muita gente pensa que pode usar. Do jeito que quiser. Não usa quem não quer.

Caso a imensa torcida leonina decida boicotar o jornal. O jornal se torna Demócrito de Souza Filho. Fenece em sua própria sacada. Morre de inanição.

Quanto a liberdade de expressão?

Essa permanece como um dos mais belos sonhos da humanidade.

Tem gente que pensa que a liberdade é azul. Como o polonês Kieslowski. Tem gente que pensa que a liberdade é coral. Outros a imaginam alvirrubra. Muitos a tomam por rubro negra.

Pena.

A liberdade guarda dentro de si um segredo. A liberdade não é alvirrubra, nem coral nem rubro negra. A liberdade não é azul.  A liberdade não tem dono nem senhor.

 A liberdade? 

Não tem cor...

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Artigos
Estádios vazios
postado em 14 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ESTÁDIOS VAZIOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Recebemos mais um trabalho da Pluri Consultoria, sob a direção do consultor Fernando Ferreira, que apresenta-nos o público do futebol brasileiro, em 2012, com exceção da Copa do Brasil, cujos dados não foram possíveis se serem captados.

Foram 14,8 milhões de torcedores que assistiram aos 3.235 jogos das quatro divisões brasileiras e de 19 campeonatos estaduais, com uma média sofrivel de 4.583 pessoas por jogo. 

Tais números representam apenas 10% do potencial da população brasileira, apta a frequentar os estádios de futebol. E a maioria desses torcedores repetem por várias vezes ao ano as suas idas aos diversos jogos.

Para efeito de comparação, a última temporada do campeonato alemão, com 306 jogos, teve 13,8 milhões de torcedores nos estádios, com uma média de 45 mil por jogo.

Apesar de também terem uma baixa média de público, os quatro Campeonatos Nacionais (1ª a 4ª divisões) tiveram uma média mais de 2 vezes a dos Estaduais (6.974 x 3.273). A situação desses últimos ainda é mais grave, se considerarmos que oito campeonatos não entraram na análise da consultoria (Acre, Amapa, Amazonas, Roraima, Rondônia, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul) por falta de dados, o que tornaria a média mais inferior aos 3.273 torcedores.

Nos quatro nacionais, foram 1.145 jogos, com a presença de 7.984.854 torcedores, e uma média de 6.974. Nos Estaduais, foram 2.090 jogos, com 6.841.562 torcedores, com uma média de 3.273 por jogo.

O Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão (12.971), o Campeonato Pernambucano (9.134) (embora esse tenha sido inflado no programa Todos com a Nota, comprovado pelo blog, e nós comuinicamos ao consultor), e o Campeonato Goiano (6.220), foram os de melhores médias de público.

Por outro lado, Maranhão (825), Piauí (843) e Espírito   Santo (895), foram aqueles de menor participação de torcedores.

Por público geral, o Brasileiro da Série A liderou com 4,9 milhões de torcedores, seguido pela Série B, com 1,8 milhão e pelo Campeonato Pernambucano (com as ressalvas que fizemos), 1,3 milhão.

São números para serem analisados, e que demonstram que os estádios permaneceram ociosos na temporada de 2012, e que essa história do Brasil ser o país do futebol é apenas para ¨boi dormir¨.

Na verdade, este é o país da ¨Futebola¨.

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Campeonato Pernambucano
Para esquentar o clássico
postado em 13 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O atual modelo de disputa do Pernambucano diminuiu o número de clássicos, fato que contribuiu para que aumentasse o interesse dos torcedores pelos confrontos entre os tradicionais postulantes ao título estadual. Dessa forma, os jogos - Náutico x Porto e Petrolina x Sport - programados para hoje à noite, na abertura da sexta rodada, servem para aquecer a primeira grande queda de braço que será entre Sport e Náutico, domingo, na Ilha do Retiro.

Aliás, este poderá vir a ser o primeiro de uma série de três clássicos entre rubro-negros e alvirrubros nesta edição do Pernambucano, caso os dois times voltem a se enfrentar nas semifinais ou na final, mas também poderá ser o único Clássico dos Clássicos da temporada, já que os clubes irão disputar o Brasileiro em séries diferentes.

Na Ilha do Retiro e nos Aflitos o assunto dominante é o primeiro clássico da temporada, contudo, não se pode esquecer as primeiras coisas, ou seja, os resultados dos jogos desta quarta-feira podem refletir, de forma positiva ou negativa, na preparação para o grande confronto.

O fato de enfrentar o Porto na condição de mandante é uma vantagem substancial para o Náutico, que será testado por um time que está numa crescente no campeonato. A volta do volante Martinez ao time dos Aflitos está sendo aguardada com grande expectativa. Se passar no teste será uma das atrações no clássico.

O Sport foi ao Sertão enfrentar o Petrolina motivado com a chegada do novo técnico, Sérgio Guedes, o que reforça o seu favoritismo.

A média de gols no segundo turno do Pernambucano vem apresentando uma queda gradativa a cada rodada. A primeira registrou um total de 25 gols com uma média superior a 4 gols por jogo. A quinta, complementada na segunda-feira com a vitória do Santa Cruz sobre o Central 2x0 apresentou um total de 14 gols, com a média despencando para 2,3 tentos. As defesas evoluíram ou os ataques estão menos eficientes?

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