Histórico
Campeonato Pernambucano
Quem não faz...
postado em 25 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Num jogo que terminou empatado em 2x2 não se pode falar em escassez de gols. Entretanto, diante das oportunidades de gols, criadas e desperdiçadas, pelo time do Sport, no primeiro tempo do confronto com o Ypiranga, ontem à tarde, nos sentimos na obrigação de lembrar uma das máximas do futebol que diz: "Quem não faz, leva".

E o castigo surgiu como obra do acaso, quando numa das finalizações do time da casa, Jonathan acerta um chute que surpreendeu a todos para marcar o gol do Ypiranga.

O domínio dos leoninos era incontestável, mas o técnico Sérgio Guedes efetuou duas mudanças para tornar a equipe mais objetiva, e conseguiu o efeito desejado com o Sport  marcando dois gols - Roger e Felipe Azevedo - sem alterar o posicionamento tático, mas reforçando as jogadas pelo lado esquerdo, que foi bem explorado por Érico Jr.

O centroavante Roger, que na fase inicial desperdiçou várias oportunidades, marcou um dos gols do Sport e teve participação direta no que foi anotado por Felipe Azevedo.

No banco do Ypiranga, o técnico Edson Miolo também fez uma leitura correta da partida, e acionou o atacante Elivelton, que acabou sendo o autor do gol de empate do clube interiorano.

O árbitro, Emerson Sobral, deixou de marcar um pênalti a favor do Sport, no primeiro tempo, erro que comprometeu o seu trabalho e influenciou no resultado do jogo.

PRESSÃO - Como era previsto, a pressão sobre a arbitragem que começou com o presidente do Náutico, semana passada, teve sequência ontem, após o empate do Sport com o Ypiranga. Os diretores rubro-negros caíram de pau em cima do trio de arbitragem, com o diretor de comunicação, José Alves, cometendo vários excessos, ressaltando que o "Sport tem presidente e vai peitar a Federação", e chegou a aventar a saída do clube do Estadual. 

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Marin é a cara do Brasil
postado em 25 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MARIN É A CARA DO BRASIL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O fugitivo Ricardo Teixeira sempre foi idolatrado em nosso país. Por conta disso, achava-se mais importante do que o Papa, e muitos ajoelhavam-se perante ele.

Todos sabiam o que acontecia na sua gestão e no seu entorno, mas fingiam que não viam ou ouviam, e continuavam a cortejá-lo como um príncipe dos contos  infantis. Deu no que deu, mas caracterizou que esse mandatário era a cara do Brasil.

José Maria Marin o substituiu em um golpe bem articulado, onde alguns ganharam, menos o futebol brasileiro, e isso faz parte realmente de um dos maiores equívocos já acontecidos na história desse esporte, desde que o cartola é uma aberração administrativa.

Marin é a cara do Brasil de hoje, com uma sociedade  destruída em todos os seus segmentos, onde os corruptos se confraternizam com os corruptores, e aparecem nas páginas dos jornais em grandes solenidades.

É a cara do Brasil, onde existe o ¨Transitado em Julgado¨, onde rico não vai para da cadeia, por conta dos inúmeros recursos, e que condenados pela justiça continuam ditando regras e inclusive no Congresso Nacional aprovando projetos.

É a cara do Brasil, onde quase 300 pessoas morreram em um incêndio numa boate em Santa Maria do Rio Grande do Sul, por conta de um serviço público omisso e inconsequente, que deixou a Casa funcionar com tantos problemas.

É a cara do Brasil, quando todos os anos na região serrana do Rio de Janeiro, as chuvas enchem os cemitérios de novos mortes, por conta também de um serviço público mais preocupado com o Maracanã do que com a vida do seu povo.

É a cara do Brasil quando alguns entes do poder público se corrompem, e passam a fazer parte das folhas salariais das empresas, aprovando os projetos dos seus interesses.

É a cara do Brasil com a sua educação esquartejada, com uma escola pública de péssima qualidade, onde o aluno a frequenta não pelo saber, e sim pela comida que é servida.

Marin é a cara do Brasil, onde os hospitais deixam os seus pacientes morrerem nas filas de espera, como se aquilo fosse um a menos a pertubá-los.

Somente agora uma parte da sociedade brasileira acordou e se movimenta para alijar o cartola do processo, o que para nós é muito pouco, desde que as transformações deveriam ser maiores, inclusive com o afastamento de todo o sistema existente, não somente na CBF, como nas Federações, e isso poderia ser feito nos próximos processos eleitorais, com  mudanças na legislação esportiva.

Vivemos uma fase surrealista no futebol brasileiro, onde os dois maiores cartolas estão sempre colecionando denúncias de improbidades, e continuam com toda a tranquilidade ditando as cartas nesse pobre esporte, que já foi rico há tempo atrás, e que contemplava dirigentes que tinham dignidade.

O maior surrealismo será o de vermos a presidente da República, Dilma Rousseff, ao lado de José Maria Marin na abertura da Copa, o mesmo que fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa de São Paulo, enaltecendo o delegado Sergio Paranhos Fleury, que foi denunciado por Carlos Araújo, ex-marido de nossa mandatária, pai de sua filha, como um dos seus torturadores, quando foi ouvido pela Comissão Nacional da Verdade.

Pior do que isso só o fim do mundo, mas esse é o nosso Brasil brasileiro atual, e onde Marin e companhia fazem parte com boa representatividade. 

Eles são as caras desse país. Chegou a hora da sociedade séria e honesta, que é a maioria, mas anestesiou-se, de tirar a cabeça da terra e lutar pela volta de um Brasil melhor, principalmente no campo da ética.

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Com base, sem estilo
postado em 25 de maro de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - FOLHA DE SÃO PAULO


A defesa escalada por Felipão contra a Rússia era base do trabalho de Mano Menezes.

Júlio César foi o goleiro mais escalado pelo técnico anterior.

Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo estavam sempre em campo. Some esses cinco a Neymar e Oscar e 7 dos 11 titulares serão conhecidos.

Os problemas estão nas outras quatro posições, indefinidas com Mano Menezes e também com Felipão. As quatro vagas definem o estilo de cada um.

Felipão nunca abriu mão de um centroavante. Fred é o nome.

Mano Menezes escolheu um ataque mais móvel, com Neymar centralizado, pertinho da grande área, por perceber que nos clássicos o Brasil perdia o controle do jogo.

Abrir mão de um centroavante significava ter mais um homem participando das ações no meio.

A lógica da escolha dos volantes também era o meio de campo mais forte.

Felipão prefere um cabeça de área, protetor dos zagueiros.

Fernando é o cara.

Hoje, contra a Rússia, a seleção terá Fernando, Hernanes, Fred e Kaká nas quatro posições abertas.

Como Neymar joga por dentro, pouco atrás de Fred, Oscar e Kaká devem atuar abertos pelos lados do campo.

É provável que em alguns jogos o ponta direita seja Ramires, volante que já atuou assim tanto no Chelsea, quanto no Brasil de Dunga, campeão da Copa das Confederações, em 2009.

Com Ramires, o Brasil teve 61% de posse de bola na vitória por 3 x 0 sobre a Itália, em 2009.

Quinta passada, contra a Itália, teve 55% -a olho nu, pareceu bem menos.

Ramires com Fernando e Hernanes liberariam Oscar e Neymar, para se aproximarem de Fred.

De certo modo, era o que Felipão fazia em 2002, com Edmílson, Kléberson e Gilberto Silva marcando, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Rivaldo na criação.

Além de consagrado, o trio do penta era experiente.

Voltamos ao maior problema da seleção atual: o excesso de juventude. Procura-se um lateral mais seguro do que Daniel Alves? Maicon não está bem. Estuda-se se Kaká ou Ronaldinho podem vestir a camisa 10? Ela é de Oscar, 21 anos apenas.

Neymar não está na lista dos cinco melhores do mundo e não se encontra gente de sua idade nessa relação. Kaká é contraponto para essa inexperiência. Mas não deixa o time seguro como Felipão gosta.

O rival de hoje é bom.

A Rússia é dirigida por Fabio Capello há sete jogos, teve cinco vitórias e dois empates. Joga no 4-3-3 e está invicta. Se o Brasil vencer não vai acabar com o jejum de vitórias em clássicos, porque a Rússia não é grande. Mas ganhar é bom.

Pode dar clareza sobre o que Felipão vai fazer com as quatro posições vazias, para tornar o time confiável até a Copa das Confederações.

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O dia em que o Sputinik conheceu Mané
postado em 24 de maro de 2013

Por ROBERTO VIEIRA


15 de junho de 1958.

O primeiro encontro de brasileiros e daqueles vermelhos.

Vermelhos com o CCCP na camisa.

O Brasil era terra de cobras e macacos.

A União Soviética era terra dos caras que comiam criancinhas.Terra do Sputnik. Lançado em outubro de 1957. O satélite artificial deixou os americanos de joelhos.

Entrementes.

Mané era um palhaço do Circo Botafogo. Um fazedor de piruetas.

Boris Dimitryievich Kuznetsov sabia das piruetas. Mas Kuznetsov era um atleta olímpico.

Mané não seria problema. Zagalo deu um chutão pra direita. Mané correu. Alcançou a bola antes dela sair. E num espaço de cinco centímetros deixou Boris na saudade.

O Sputnik não tinha resposta para Mané. Voinov e Tsarev vieram ajudar.

O duelo virou baile. Um baile como daqueles em Pau Grande.

A torcida carioca ouvia o jogo no rádio.

Mané? Aquele de pernas tortas?

Vavá marca duas vezes.  Vavá que tabelou com o menino Pelé. De cabeça. Do meio campo até a grande área de Yashin. Assim como quem não quer nada. O Brasil inteiro se espantou.
Pelé já era um espanto.  Vavá, um Leão. Mas Mané valia mil sputniks.

Escrevi que o Brasil inteiro se espantou. O Brasil inteiro, não! Havia um brasileiro que não dava um tostão furado pelos russos.

Um tal de Nelson Rodrigues...

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Campeonato Pernambucano
Mudança de comportamento
postado em 24 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A chegada de um novo técnico - Sérgio Guedes - aliada a vitória no clássico com o Náutico, levou o Sport a se desvencilhar de uma pressão que lhe atordoava desde o início da temporada. A cobrança da torcida era pertinente porque, em campo, o time leonino não correspondia às expectativas.

Neste domingo, com um outro astral, os rubro-negros vão a Santa Cruz do Capibaribe enfrentar o Ypiranga, que no momento experimenta a grata sensação de ser um dos integrantes do G4, condição que lhe põe em vantagem na briga por uma vaga para as semifinais.

Se este confronto tivesse sido programado para acontecer antes do clássico, quando o Leão vivia um momento de grande tensão, diria que Magrão e companhia corriam sério risco de retornarem para o Recife amargando uma derrota. Mas esta mudança de estado de espírito, com o elenco rubro-negro tendo reconquistado a auto-estima, acho difícil o registro de um resultado que não seja a vitória do Sport. Questão de qualidade.

O Ypiranga chegou ao G4 através da superação, e usará o mesmo recurso para dar sustentação ao crescimento. Entretanto, esta é uma receita que funciona muito bem quando as equipes se equiparam. A

qualidade técnica do elenco do Sport é bem superior a da equipe da Terra da Sulanca, e fatalmente definirá a vitória leonina. Afinal, a soma dos três pontos em jogo faz parte do processo de transformação do time da Ilha do Retiro que vive um novo momento no Estadual.

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