Histórico
Campeonato Pernambucano
Para vencer e convencer
postado em 27 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Dispensável dizer que o Sport é favorito no confronto com o Chã Grande, hoje à noite, na Ilha do Retiro. O que a torcida rubro-negra espera dos comandados de Sérgio Guedes é a apresentação de um bom futebol, o que não aconteceu domingo, no empate de 2x2 com o Ypiranga. O fato de o time leonino ter sido o senhor das ações necessariamente não quer dizer que a apresentação foi convincente.

Em jogos com clubes da envergadura do Chã Grande o Leão será sempre o sujeito dominante por ter uma melhor qualidade técnica. O que falta ao time rubro-negro é objetividade. As oportunidades de gol são criadas, mas a equipe fica a dever no quesito finalização. Guedes conhece o grupo de profissionais desde o ano passado, e já reivindicou reforços.

O elenco do Sport está cheio de jogadores medianos, e precisa de dois ou três profissionais que agreguem valor, contribuam de forma efetiva para melhorar a qualidade. Alguns atletas adquiridos este ano pouco somaram.

O Estadual é um laboratório onde os grandes testes são os clássicos, mesmo assim o Leão, em oito partidas, tropeçou três vezes diante de equipes reconhecidamente inferiores.

As oscilações e a pouca produtividade também foram observadas durante sua campanha na Copa do Nordeste. Nem sempre o resultado condiz com o futebol apresentado. Portanto, hoje a noite é preciso vencer e convencer. A recompensa será igualar a pontuação do líder Náutico.

O meia Hugo solicitou desligamento do clube. Um bom negócio para ele, que estava desmotivado na Ilha do Retiro, e para o Sport, que se livra do maior salário de sua folha de pagamento.

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Artigos
Falta de credibilidade no futebol brasileiro
postado em 27 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FALTA CREDIBILIDADE AO FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Existe uma convulsão nacional no tocante à ausência de público em nossos estádios. Os dirigentes, que são os responsáveis pelo que vem acontecendo, não se aglutinam para que um amplo debate seja procedido, e as causas possam ser detectadas.

São uns avestruzes que enfiam a cabeça na terra, para que possam se esconder do predador humano. 

No domingo ouvimos um debate sobre a ausência do torcedor nos jogos de Pernambuco e na verdade vários motivos foram postos na discussão, mas o verdadeiro não foi cogitado, e o que sempre estivemos vivendo nesses últimos  três anos, momentos de engodo com públicos inflados, para que midiaticamente pudéssemos ser declarados os maiores do Brasil.

Desde 2011 vínhamos denunciado que a demanda apresentada nos movimentos financeiros das partidas do estadual era enganosa e totalmente superdimensionada.

Durante o início do nosso Workshop, mostramos que estava havendo uma manipulação exacerbada, fato esse que comprovamos por várias vezes, através de fotos e testemunhas presentes aos locais.

O governo despertou para o assunto, e exigiu a transparência, inclusive a diminuição das capacidades dos estádios, que em um ato da federação local tinham sofrido acréscimos. Com isso, embora ainda continuem sofrendo algumas interferências extra-campo, mesmo menores, os públicos voltaram à realidade.

Nesses anos citados nunca passamos de 6 mil pessoas por jogo, que é uma média histórica de nosso futebol, onde  somente jogos que interessam e produzem resultados futuros conseguem colocar uma demanda maior nas arquibancadas.

Se tirarmos o Todos com a Nota, que ainda ajuda, a média seria igual a da maioria dos estados brasileiros, com mais ou menos 3 mil pessoas por jogo, fato esse que já acontecia em épocas anteriores.

O que nos falta para que o torcedor volte aos estádios está fundamentalmente ligada a falta de credibilidade que tomou conta do esporte nacional, e que também chegou ao estado de Pernambuco.

O torcedor, por maior que seja a anestesia que tomou nesses últimos anos, certamente entendeu que competições como a que estamos realizando não lhes interessam, principalmente pela sua formatação, que deixou de lado a competitividade, e optou por uma qualidade duvidosa.

Torna-se bem difícil que a demanda possa entender que uma entidade maior do seu futebol seja dirigida por pessoas sem credibilidade. Isso levanta suspeitas e a retira dos campos de jogos.

Torna-se ainda mais difícil que um torcedor assimile as declarações de alguns dirigentes, quando põem em dúvida a competição que estão participando. Na verdade um simples  raciocínio levaria a qualquer um pensar, que: ¨Se eles duvidam, qual o sentido de estarmos presentes aos jogos¨?

As mudanças deverão ser procedidas, inclusive na infraestrutura. A melhora das condições dos estádios é um ponto fundamental. Quando vimos a marcação da ¨meia lua¨ de uma das áreas do Otávio Limeira, campo de jogo do Ypiranga, verificamos o quanto falta ao nosso futebol.

O torcedor quer conforto. O torcedor não quer a presença de organizadas. O torcedor quer horários dignos dos jogos realizados. O torcedor deseja que o esporte que gosta não seja componente de uma grade de programação televisiva, e por conta disso estuprado em seus princípios.

São detalhes que existem, e todos esses dependem de quem comanda e de sua credibilidade, que é o fundamental para que o esporte volte a ter visibilidade e sobretudo que seja acompanhado por sua demanda nos estádios.

O resto é malhar em ferro frio, e certamente não projetar algo que possa enfim acabar com esser desespero.

Temos que entender que se tivermos competições sérias, organizadas e, sobretudo, de qualidade, certamente o retorno acontecerá, mas enquanto isso não acontecer, vamos continuar ouvindo as lamentações nos muros dos estádios.

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Acontece
Um erro de R$ 380 milhões
postado em 27 de maro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Seis anos após ser inaugurado, a um custo de R$ 380 milhões, o Engenhão foi interditado por tempo indeterminado por "erro de projeto".

A decisão foi tomada ontem pela Prefeitura do Rio após o recebimento de um laudo preparado pelas construtoras OAS e Odebrecht.

As duas empreiteiras finalizaram a obra, iniciada em 2003 pela Construtora Delta.

Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), o problema é na estrutura da cobertura do estádio e apresentava risco para o público.

"O consórcio me procurou dizendo que há problemas estruturais, de projeto. Perguntei se havia algum risco e, diante da afirmativa, decidimos interditar", disse.

Em 2010, após o Botafogo cogitar problemas estruturais, Paes negou veemente: "Nenhum dos problemas do Engenhão é estrutural. Não há risco para os torcedores".

Hoje, técnicos da prefeitura e das construtoras apresentam laudo com o diagnóstico do problema. Mas, segundo Paes, não há solução, nem prazos para início e término das obras, nem para reabertura do estádio.

O prefeito criticou a gestão de Cesar Maia (DEM), seu antecessor, responsável pela construção. "Quero repetir que o Engenhão não é uma obra da minha gestão. Não é possível um estádio com tão pouco tempo de vida apresentar problema estrutural."

Segundo Paes, se o problema for de projeto, a reforma será paga pela prefeitura: "É assim que está no contrato".

O presidente do Botafogo, que administra o Engenhão, Mauricio Assumpção disse que o problema não foi de manutenção e que só ontem soube da gravidade do caso.

A federação do Rio informou que os jogos desta semana que ocorreriam no Engenhão serão em São Januário. Hoje, Fluminense x Macaé e amanhã Botafogo x Friburguense, ambos às 19h30.

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Seleção Brasileira
O tamanho do Brasil
postado em 26 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Rússia não chega a ser uma seleção de primeira linha, mas o fato de possuir a melhor defesa das eliminatórias européia atenua o efeito do empate - 1x1 - conseguido pela Seleção Brasileira no amistoso disputado ontem, em Londres.

Em relação ao jogo com a Itália, semana passada, onde foi registrado um empate de 2x2, se pode dizer que houve uma evolução do setor defensivo com as entradas de Thiago Silva e Marcelo. O lateral do Real Madrid provou que é o dono da posição.

A escalação de dois armadores - Kaká e Oscar - fez com que o time ficasse mais ordenado, criativo, por outro lado, os dois atacantes, Neymar, e principalmente Fred, não conseguiram sair da marcação dos russos.

O forte do adversário era a pegada, mas o time comandado por Fábio Capelo deu um sufoco de 18 minutos na equipe brasileira, que mesmo depois de estabelecer um equilíbrio deixou a desejar no quesito objetividade.

No segundo tempo Neymar passou a ocupar mais a faixa de campo no setor direito, e Kaká apareceu bem pela esquerda. Neymar produz mais pelo setor esquerdo onde tem um bom entrosamento com Marcelo.

O Brasil fará quatro amistosos até a Copa das Confederações - Bolívia, Chile, Itália e França. Como o futebol é muito dinâmico, o técnico Luiz Felipe Scolari deverá ajustar a equipe, entretanto, o torcedor brasileiro já tem a certeza de que, mesmo em casa, não pode dizer que a seleção verde e amarela é a grande favorita ao título.

O MAESTRO - É notório que uma das grandes deficiências do time brasileiro é a falta de um maestro, aquele jogador que pense e dite o ritmo do jogo. As apostas de Felipão são Kaká e Ronaldinho Gaúcho. O meia do Atlético Mineiro já está convocado para os amistosos com a Bolívia e o Chile. Desconheço o critério de avaliação do treinador, mas a qualidade dos adversários deve pesar.

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Artigos
Dois bons exemplos
postado em 26 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO MEIO DO NADA, SURGIRAM DOIS BONS EXEMPLOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Vivemos uma época do nada no futebol nacional. No meio desse vazio, encontramos alguns bons exemplos, e que deveriam ser mais repercutidos.

Ambos os casos vêm do futebol paulista, e envolvem a Ponte Preta e o Mogi Mirim.

A equipe alvi-negra, mesmo em um estadual banalizado pela mediocridade, vem realizando uma campanha que ficará marcada em sua história.

A Ponte ocupa a vice-liderança da competição e a sua vitória contra o Paulista, no último domingo, consolidou uma invencibilidade em 14 rodadas, quebrando assim uma marca que detinha e conquistada em 1981, como a de melhor início de temporada.

Trata-se de um fato para ser destacado, e que demonstra a evolução da equipe de Campinas, que vem sendo conseguida desde o final do Brasileiro da Série A, e que certamente poderá ter reflexos nessa competição no corrente ano.

Geralmente equipes como Portuguesa, Ponte, Vitória, Bahia, Goiás e Náutico, ingressam na competição maior do nosso futebol com um objetivo, o de lutar contra o rebaixamento, e entre todos esses times, a macaca campineira é sem dúvidas aquela que tem a melhor performance e um elenco bem formatado, mostrando que esse leque será diminuído, deixando para os demais o ônus dessa luta.

Trata-se do reflexo da continuidade de um trabalho que começou com Gilson Kleina, hoje no Palmeiras, e continuou com Guto Ferreira.

Um segundo exemplo é o do Mogi Mirim, hoje quarto colocado na tabela de classificação do estadual paulista, e que faz um trabalho que deveria ser imitado por nossos clubes do interior.

Com recursos limitados, o time apostou em jovens jogadores, e entre esses já vislumbra-se promessas futuras, e vem fazendo uma boa campanha, com condições claras de passar para a fase seguinte.

O time do interior paulista tem como técnico o pernambucano Dado Cavalvanti, sendo elogiado na imprensa de São Paulo, pela maneira aberta como atua em seus jogos.

Santo de casa não faz milagre, e esse treinador é um bom exemplo.

Com diversos atletas jovens, o Mogi atua a mil por hora, e vimos isso no seu último jogo contra o Mirassol, onde conquistou uma vitória de 3x1.

Trata-se de um modelo que poderia ser seguido pelos clubes menores de Pernambuco, que pouco renovam, não fazem trabalho de base, e todos os anos repetem as mesmas caras. Não apresentam nenhuma novidade.

Esses terão que entender que para evoluírem têm que procurar novas linhas de ação, e a formação é fundamental, desde que fortalece as equipes, reduz as folhas salariais e no futuro poderá trazer recursos para os seus cofres.

O Mogi trabalha visando isso, e ano a ano vem melhorando e ao mesmo tempo negociando jogadores, que é o retorno que um trabalho bem formulado pode trazer.

No meio da perdição, pelos menos dois fatos a serem destacados.

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