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Não é motivo
postado em 03 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NÃO É MOTIVO


Artigo publicado por Rica Perrone em seu blog


80 ou 60 é indiferente. O valor é aceitável pra uma cadeira cativa, uma numerada, algo mais preparado e confortável. Ao torcedor de arquibancada, aquele que fez e faz o futebol ser o que é neste país, não é sequer favorável.

Se fosse por questões financeiras, fatalmente o futebol não seria o fenômeno que é. Vendemos paixão, e ela existe porque sempre foi possível a relação.

Quando você coloca um valor de ingresso popular inatingível ao povo está matando a paixão que o sustenta. Não é uma lógica de negócio, nem de mercado. É uma questão que não tem facilidade pra ensinar, nem passado profissional para exemplificar.

Numa empresa, numa gestão qualquer, você precisa lucrar. Mas vende um produto e ele sendo bom basta. No futebol vende tudo que vende como fruto de paixão, não o contrário.

Tire o cara que não tem 60 paus do estádio, ele vai tirar o filho e você, amanhã mais um consumidor.

A ideia cobrada pela mídia de ¨gestão profissional¨ nos clubes é superficial e hipócrita. Não há um modelo de gestão a ser seguido quando o produto está atrelado a muito mais do que sua qualidade, mas sim a sua proximidade.

Não vai impactar em 10 anos. Mas em 30 não temos dúvida.

A camisa a 200 paus, o ingresso a 60/80, e lá se vai uma geração inteira disputando paixão a distância com times europeus.

Vão perder, pois além de não terem mais o fator proximidade, terão uma parte da mídia prontamente contra tudo que é nosso e portanto empurrando pro lado de lá.

Qual a diferença entre consumir a camisa do Manchester e do Flamengo, se o garoto só conhece os dois pela televisão e pela web?

A justificativa, seja ela qual for, não é aceitável a partir do momento em que a receita de ingressos não é quase NADA no valor total de arrecadação de um clube no ano. Assim sendo, não se fazendo fundamental, sequer muito relevante, porque não usar o estádio para apaixonar ao invés de ganhar migalhas com ele?

Eu cresci neles. Muitos de vocês também. Os próximos não.

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Campeonato Pernambucano
Por uma vitória convincente
postado em 02 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O Náutico, que este ano elegeu como uma das prioridades a conquista do título estadual, volta a campo hoje à noite, desta feita para enfrentar o Chã Grande, nos Aflitos. O mando de campo será determinante para uma vitória, possivelmente com placar elástico, dos comandados de Vágner Mancini, que não vai poder se escudar na qualidade do campo para justificar tropeço, como ocorreu no meio da semana, em Garanhuns.

A distancia técnica que separa os dois conjuntos é tamanha que, o confronto de hoje à noite não serve como referencia para uma avaliação maior do trabalho que vem sendo desenvolvido nos Aflitos com vista ao Brasileiro da Série A. Trata-se de um jogo para Rogério aumentar sua marca na artilharia e os alvirrubros lavarem a alma com a reabilitação da indigesta derrota sofrida para o Pesqueira. O nível técnico desta edição do Pernambucano está muito baixo, e o Chã Grande tem dado sua contribuição.

Na realidade, se a Federação respeitasse o regulamento de suas próprias competições, nem Chã Grande, nem Pesqueira estariam disputando a Primeira Divisão estadual por não terem estádios aptos para receberem jogos da competição.

No primeiro turno os dois times empataram em 2x2, quando o Náutico estreou na competição com uma equipe sub20. A realidade do momento é bem diferente. Qualquer coisa que vá de encontro a uma boa e convincente vitória do Náutico será determinante para uma mudança de conceitos nos Aflitos.

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Artigos
Zico, 60 - O primeiro gol
postado em 02 de maro de 2013

Por ROBERTO VIEIRA

 

A Fonte Nova andava jururu.O milésimo gol de Pelé fora negado. Mas os orixás preparavam uma surpresa de dezoito anos...

 Fonte Nova.

 Sábado a noite.

 Samarone era a estrela.

 Fleitas Solich, o técnico.

 Flamengo mal das pernas.

 Murilo e Fred batem cabeça.

 Caldeira vai marcar.

 Pênalti.

 Bahia 1x0.

 Arthur era uma promessa com cara de menino.

 Um moleque de Quintino Bocaiúva.

 Irmão de craques.

 Rubro negro de coração e sonho.

 Mas as coisas iam de mal a pior na Gávea.

 Derrota para o Fluminense na Taça Guanabara.

 Derrota para o Sport na estréia do Nacional.

 Vestiário.

 Arthur se pergunta.

 Time grande perde três vezes seguidas?

 A bola sai alta dos pés de Murilo.

 Zé Eduardo toca de cabeça.

 Arthur entra e balança as redes soteropolitanas.

 O primeiro gol de Zico.

 Após 321 minutos com a camisa amada e idolatrada.

 Fleitas Solich sorri.

 Zico não está satisfeito.

 Ainda manda uma bomba na trave do arqueiro Renato.

 O menino vira adulto na terra dos orixás.

 A Bola de Prata ignora.

 Zico divide a sexta posição com Baiaco, Givanildo e Vítor.

 Ponta de lança?

 Rivelino e Paquito.

 O jogo?

 Termina empatado.

 Outro gol de Zico apenas dois meses depois.

 No empate diante do Santa Cruz, na Ilha do Retiro.

 Os próximos anos seriam de musculação e proteína.

 Mas a Fonte Nova.

 Estádio que teve negado o milésimo gol de Pelé.

 Jamais esqueceria no seu coração.

 A Fonte Nova assistiu o primeiro gol de Zico...

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Campeonato Pernambucano
O jogo fere o discurso
postado em 01 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O jornalista Júlio José costumava dizer que "no futebol o que atrapalha é o jogo". Fico a imaginar o que ele diria após a rodada do meio de semana do Pernambucano 2013. Os tricolores festejam a vitória do Santa Cruz - 2x1 - sobre o Belo Jardim, que lhe valeu a liderança isolada do turno.

O bicampeão é o único clube a vencer na condição de visitante, até o momento, e a ter um aproveitamento de 100%. Como em futebol de resultados o que conta é o fim, o Santinha parece voar em céu de brigadeiro.

As vaias da torcida do Sport, no final de um jogo onde o time rubro-negro venceu o Serra Talhada por 3x2 são suficientes para ressaltar a mediocridade do futebol apresentado pelos comandados de Vadão. E o que dizer do Náutico, único clube do Estado na Primeira Divisão nacional, que foi derrotado - 3x2 - pelo Pesqueira, clube que nem estádio tem.

O Central mantém uma briga direta com o Salgueiro para chegar às semifinais e é derrotado pelo Petrolina, que festejou sua primeira vitória na competição. Por sua vez, o Salgueiro que encantou a todos com um futebol envolvente contra o Sport, na rodada do final de semana, se rende ao Porto, time que estava há um mês sem comemorar uma vitória.

Definitivamente o futebol pernambucano está nivelado por baixo. O jogo não atrapalha, apenas mostra a realidade. Como bem diz o compositor Ivan Lins, "Somos todos iguais nesta noite".

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Escândalo
Festa de abertura da arena é brincadeira
postado em 01 de maro de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Tomamos conhecimento no dia de ontem que o Consórcio da Arena Pernambuco já programou o evento de sua abertura.

Pensávamos que teríamos um grande clássico local, que seria uma homenagem aos clubes do estado e, sobretudo, ao torcedor pernambucano.

Mas isso não vai acontecer, porque tiveram uma ideia ¨genial¨, e vão realizar um jogo entre ex-atletas da seleção brasileira e ex-atletas de Pernambuco.

Nada mais patético do que essa iniciativa, já que uma obra como essa, que irá trazer um novo sentido ao nosso esporte, não poderia ser aberta por uma seleção brasileira de ex-atletas, que estão se divertindo  pelo Brasil afora, através de Ricardo Rocha  e de pernambucanos, e essa muito pior, pois há anos que não temos bons atletas oriundos de nosso estado, e os que ainda existem são aqueles de 30 ou 40 anos atrás, e sem condições de atuarem mais em nossos gramados.

Trata-se praticamente de um evento de show-ball, e que não cabe em um empreendimento desse porte. 

Em Salvador, a abertura será com o clássico BAVI, e em Pernambuco com uma pelada de praia.

Ontem recebemos um telefonema de Sebastião, o último asilado brasileiro, e personagem famoso do programa de Jô Soares, ¨Viva ao Gordo¨, e contei-lhe esse acontecimento.

Sua resposta foi bem simples: ¨Com notícias como essas, certamente vocês não querem que eu volte".

Que o governador Eduardo Campos entre no processo e transforme a abertura de um equipamento esportivo da mais alta importância, em uma festa digna de Pernambuco, com um clássico local, e não um arranjo ridículo e que diminui a sociedade futebolística do estado.

Nós não merecemos.

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