Histórico
Copa 2014
Atraso da ANATEL põe em risco transmissão de jogos
postado em 05 de maro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) enfrentará dificuldades para concluir projetos que visam garantir a segurança e o funcionamento do setor durante a Copa de 2014.

A constatação é de um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), ao qual a Folha teve acesso.

Segundo o documento, foram concluídas licitações referentes a apenas 11,6% dos R$ 45,7 milhões que a reguladora deveria ter comprometido em 2012 com projetos exigidos pelo Gcopa (Comitê Gestor da Copa 2014, grupo do Executivo que acompanha as ações de preparação para a Copa do Mundo de 2014).

Trata-se de duas concorrências para a compra de equipamentos. Em apenas uma delas a compra foi efetivada.

Em resposta ao TCU, a Anatel afirmou que 8 de 31 projetos estão fora do prazo.

Diante da situação, o tribunal concluiu que há risco de a agência não obedecer os prazos impostos para modernização de sua estrutura -o que pode gerar, por exemplo, problemas para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo pela TV.

Parte dos projetos pendentes visa à criação de uma infraestrutura específica para controlar "usuários mal-intencionados ou desavisados que venham a utilizar dispositivos não compatíveis com padrões estabelecidos no Brasil", uma das possíveis causas para que haja interferência nas transmissões.

"O risco de interferências pode gerar distúrbios que degradariam por completo a qualidade do sinal, impedindo a visualização de imagens e audição das transmissões", destaca o relatório.

CELULAR

O descompasso entre os prazos impostos pelo Gcopa e a atuação da agência também ameaça a fiscalização do serviço móvel que será oferecido pelas teles aos usuários estrangeiros e brasileiros.

Cabe à agência, por exemplo, assegurar que haverá roaming nas redes móveis para atender aos turistas que vierem para o Brasil.

Também é responsabilidade da Anatel acompanhar a implementação, nas cidades-sede da Copa, das redes 4G, tecnologia que permite navegação dez vezes mais rápida na internet do que a 3G.

SEM FISCALIZAÇÃO

Para desempenhar essas e demais atividades, a agência ainda precisa ampliar seu quadro de servidores. De acordo com o TCU, os projetos são complexos e a falta de pessoal representa um entrave à realização das ações.

O tribunal não identificou qualquer formalização de pedido para novo concurso feito pela agência.

As dificuldades da Anatel em se alinhar às demandas são antigas. O país foi escolhido sede da Copa em outubro de 2007, mas o planejamento da agência só ficou pronto em setembro de 2012, quase cinco anos depois.

O órgão de controle verificou ainda que a fiscalização da Anatel sobre o uso do dinheiro dos projetos da Copa é "inexistente" e que não há transparência sobre a utilização da verba ou andamento dos projetos.

A reguladora tinha previsão de gastar R$ 170 milhões com os projetos da Copa, de 2012 a 2014.

Além dos R$ 45,7 milhões que deveriam ter sido investidos em 2012, outros R$ 100,06 milhões em 2013 e R$ 24,7 milhões em 2014.

OUTRO LADO

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que "cumprirá a contento" todos os objetivos previstos para a Copa do Mundo.

Em resposta às questões da reportagem sobre as conclusões do relatório do TCU, a reguladora encaminhou nota dizendo que "tem adotado todas as providências" para que sejam cumpridas as metas, "com transparência e publicidade".

A Anatel afirma que, no dia 21 de fevereiro, começou a dar publicidade aos projetos, com a veiculação de uma notícia sobre investimentos de R$ 52,5 milhões nos projetos da Copa do Mundo de 2014, que seria o total a ser aplicado em 2012.

Segundo a agência, diferentemente do que diz o TCU, não só foi feito todo o investimento previsto para o ano como foram adiantados R$ 6,8 milhões da verba de 2013 para possibilitar a realização de pregões.

Os recursos totais, de acordo com a agência, foram aplicados na realização de sete leilões.

Todos eles, segundo a Anatel, foram realizados para a aquisição de novos aparelhos para fiscalização e melhoria da base de dados da reguladora.

A Folha, no entanto, verificou no Siafi --sistema de pagamento do governo federal que registra os recursos públicos comprometidos e pagos-- e, no ano de 2012, não encontrou registro de nenhum pagamento da Anatel para os projetos citados no relatório do TCU.

"As providências da Anatel são acompanhadas permanentemente pela auditoria interna e pelos órgãos de controle (CGU e TCU), que contribuem positivamente, com suas recomendações, para a boa condução dos trabalhos", concluiu.

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Campeonato Pernambucano
Rodada ressalta equilíbrio
postado em 04 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A terceira rodada do returno do Pernambucano ressaltou o equilíbrio da disputa e surpreendeu porque o único mandante a vencer foi o Náutico.

Em seis jogos foram registradas quatro vitórias dos times visitantes e um empate, fato que levou o Santa Cruz cair da condição de líder isolado para a quinta posição na tabela.

A distancia do líder do Pernambucano para o vice-lanterna é de três pontos. Por terem elencos de melhor qualidade técnica, Sport e Náutico fatalmente se classificarão para as semifinais, mas as outras duas vagas serão bem disputadas.



Pela primeira vez como titular, Sandrinho incomodou zaga adversária. Foto: Clemilson Campos/ JC Imagem

Tal como acontece há mais de dez anos, o Central não passou de uma ameaça para o Sport, que soube se impor com um futebol mais objetivo. Melhor ainda: a vitória por 1x0 deu a tranquilidade suficiente ao técnico Vadão e seus comandados para enfrentarem os próximos jogos na Ilha do Retiro, contra Pesqueira e Porto, respectivamente.

A dinâmica do jogo foi à grata surpresa, principalmente no primeiro tempo quando os dois times foram bem incisivos na busca do gol, com ambos criando situações e até carimbaram as traves adversárias.

Quando o desgaste físico começou a pesar, a melhor qualidade técnica de alguns jogadores do Sport funcionou como ponto de desequilíbrio. A mudança da forma de jogar, explorando mais os flancos no segundo tempo, também foi determinante para o time leonino.

O futebol apresentado pelos rubro-negros foi suficiente para superar um time mediano, mas ainda está muito aquém do que o grupo pode produzir.

Enfim, a vitória era esperada e chegou em boa hora para afugentar uma crise que já colocava várias cabeças a prêmio. 



Tricolor tropeçou no Arruda Foto: Guga Matos/JC Imagem


O Salgueiro se reabilitou da derrota sofrida para o Porto, no meio da semana, e quebrou o encanto do Santa Cruz em pleno Arruda. O mando de campo, sempre determinante no confronto entre os dois clubes, não foi suficiente para os tricolores se manterem invictos na competição.

A exemplo do que já aconteceu em anos anteriores, a tabela do Pernambucano 2013 é bastante generosa para o Tricolor do Arruda, que jogará no Sertão apenas uma vez, contra o Serra Talhada, e teve seus jogos com Salgueiro e Central - os dois clubes medianos mais fortes - programados para o Recife. É preciso explorar as vantagens. Fato que não aconteceu ontem.



Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem


Como jornalista não recordo de ter visto o Náutico levar seis gols de times pequenos do Interior em dois jogos seguidos. Por mais argumentos que o técnico Vágner Mancini, e os dirigentes alvirrubros apresentem, é difícil aceitar tal vulnerabilidade como um fato normal.

No futebol existem coisas tão óbvias que se tornaram regra, como um time pequeno jogar na retranca e no contra-ataque. A defesa do Timbu é uma avenida.

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Artigos
O negro no futebol
postado em 04 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O NEGRO NO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Como assistimos a eventos esportivos realizados em todo o mundo, começamos a detectar a ausência de treinadores e dirigentes negros no futebol mundial, com exceção  obviamente dos países africanos.

O Brasil que tem uma das maiores diversidades raciais do planeta é um exemplo latente. Excluindo o Gaúcho do Vasco da Gama, que não é negro, e sim mulato, mas dentro das cotas raciais do governo ele estaria enquadrado, não conseguimos encontrar um único treinador negro.

Com relação aos jogadores, esses talvez sejam maioria, mas não se transforma numa realidade quando  encerram suas carreiras, e não sabemos as causas reais, não continuam como treinadores. Um fato que os nossos sociólogos e antropólogos deveriam estudar.

Há muitos anos lemos uma entrevista com o treinador Walmir Loruz, e que ele afirmava que a cor atrapalhou a sua carreira. 

Andrade, Lula Pereira, Cristovão Borges, os três com maiores atuações em nosso futebol, estão no limbo, sem clubes, nesse universo gigantesco do esporte nacional. 

Mas o problema não fica concentrado apenas no caso dos treinadores, pois tivemos a oportunidade de pesquisarmos 80 clubes que disputam as divisões do Brasileiro, e não encontramos nenhum negro como Presidente.

Algo estranho, quando hoje temos um presidente da mais alta corte de Justiça do país, como membro da raça negra, que sem dúvida é um orgulho para todos nós, por demonstrar que as oportunidades se apresentam para todos, independente de cor.

Não vamos falar que o fato seja de racismo, mas sim de uma falta de confiança que o futebol apresenta em ter em seus clubes treinadores que não sejam da raça branca, assim como seus cartolas.

Na verdade não somos os únicos do mundo, pois na Europa só conta com um único negro entre 98 treinadores de todas as ligas: o irlandês Chris Hugton, do Norwich, e assim mesmo poderia ser considerado no Brasil como mulato.

O assunto é importante e merece uma boa reflexão para que possam ser detectados os motivos da não participação de negros em nosso futebol, porque tivemos, e temos, em nossos campos atletas do maior nível, e que mesmo tentando quando penduram as suas chuteiras, não conseguem um espaço para que possam sentar nos bancos de treinadores.

Não queremos cotas para o futebol, pois somos inimigos desse processo, porém gostaríamos que alguém nos pudesse fornecer a razão dessa ausência, tanto no campo, como na direção.

Isso é algo que causa preocupação.

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Campeonato Pernambucano
Caseiro e eficiente
postado em 03 de maro de 2013


Dênis Marques tentará ampliar o saldo de gols visando artilharia Foto: JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

O Santa Cruz sempre se impôs diante do Salgueiro nos jogos realizados no Arruda. O Carcará, reconhecidamente, não é um bom visitante. Se retrospecto vale alguma coisa, o apostador pode cravar na coluna do Tricolor.

O time de Marcelo Martellote ainda não apresentou um futebol convincente nesta temporada, mas construiu os resultados que lhes convinha no Pernambucano, o que lhe rendeu a condição de líder isolado da competição.

A grande vantagem do Santinha é ter Dênis Marques no comando do ataque. Ele tem sido letal. Nos três jogos que disputou este ano deixou sua marca nas redes adversárias. Além da eficiência nas finalizações, o atacante coral tem se mostrado muito eficiente na distribuição de jogadas. O problema é que os companheiros de ataque nem sempre acompanham seu raciocínio. Mesmo com esta dificuldade ele é o ponto de desequilíbrio.

Há quem diga que o Santa Cruz criou uma dependência em relação ao seu melhor atacante. O fato não causa estranheza porque é comum na maioria dos times brasileiros. Um jogador diferenciado sempre faz falta, principalmente quanto o elenco é de qualidade técnica sofrível.

O Tricolor do Arruda está seguindo a mesma receita que utilizou para conquistar o bicampeonato: não perder pontos para os times intermediários e ser implacável nos jogos que disputar no Arruda. Até agora nada fugiu ao roteiro original. A não ser que o Salgueiro tenha uma outra proposta.

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Futebol Pernambucano
Caminhos esburacados
postado em 03 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CAMINHOS ESBURACADOS DO FUTEBOL PERNAMBUCANO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O nosso blog está na lista dos contra da Federação Pernambucana de Futebol, por conta das críticas formuladas com respeito a atual gestão. 

O ruim seria se estivéssemos na lista dos favoráveis.

O futebol local vem atravessando um caminho esburacado, sobretudo pela falta de uma diretriz e de um bom projeto. Amoldou-se ao programa Todos com a Nota, e faz dele a sua âncora de sustentação, que, na verdade, é muito pouco e  encontra-se prestes a se quebrar, afundando, deixando o navio à deriva.

Estamos realizando um Campeonato totalmente distorcido e sem grandes motivações. Os estádios estão vazios como resposta.

O futebol tem que ser tratado com a seriedade devida, principalmente em um estado que conta com uma excelente demanda, muito acima de muitos outros do território nacional.

Na verdade, o presidente Evandro Carvalho não tinha a experiência necessária para assumir o leme de um barco pesado, pois os seus conhecimentos de gestão esportiva são bem pequenos para as necessidades do cargo.

Mas, apesar disso, poderia ter visualizado uma profissionalização no setor de futebol, que é o carro-chefe da entidade, mas preferiu deixar no lugar um diretor sem o menor atributo e que certamente pouco poderia acrescentar.

A tabela do atual Campeonato é uma vergonha, com um direcionamento para um dos clubes disputantes. Não vamos citar o nome, esperando que os nossos visitantes analisem e percebam. 

Está colhendo o que foi plantado, um milho murcho e sem valor comercial, não servindo nem para a ração do gado.

A entidade não deu o acompanhamento devido aos estádios que iriam abrigar os jogos do seu campeonato, e deu no que deu, os dois clubes que tiveram o acesso não tiveram os seus campos de jogos aprovados, e migraram como beduínos em busca de um oásis para armar as suas barracas.

O que Garanhuns tem com Pesqueira? O que Vitória tem com Chã Grande? Nada. São demandas diferentes, que tem  também seus clubes profissionais, e que dificilmente a sua população poderia abraçar os estranhos nos seus ninhos.

Os acontecimentos não serviram de exemplo, e os buracos da estrada continuam a aprofundar-se, e vai chegar em um momento que será impossível trafegar, visto que a entidade não aprendeu com os erros iniciais e está tomando os mesmos procedimentos anteriores. 

Tivemos no final da semana uma reunião com os clubes da Segunda Divisão de Profissionais e mais uma vez iremos ter clubes convidados, na repetição das mesmices do ano anterior, e com um agravante, rasgando-se o Estatuto do Torcedor.

Soubemos que o presidente da entidade prometeu ao Prefeito da cidade de Altinho que colocaria um representante na segunda divisão.

Conhecemos essa cidade, e sabemos que não comporta um time profissional, porque, inclusive, não possui uma população que cubra as exigências da legislação esportiva, assim como de uma Resolução da própria FPF, pois tem menos do que 25 mil habitantes.

Para que se tenha uma ideia, nessa mesma reunião, o Decisão, que estava licenciado e que tinha jogado a Segunda Divisão de 2010 como Chã Grande/Decisão, voltará a jogar na cidade, que não apoia o seu clube, que está disputando a Série A de 2013. Algo mais estrambelhado nunca vimos em nossa vida esportiva.

O futebol é coisa séria e deve ser tratado como tal, não comporta atitudes como essas, produzindo um efeito bumerangue e atingindo-o mortalmente. 

Precisam entender que quantidade não é qualidade.

Trata-se certamente de um esporte caminhando em vias esburacadas e com pouco sentimento de chegar ao seu destino.

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