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Desorganizando as organizadas
postado em 06 de maro de 2013

Por ROBERTO VIEIRA               

 

Tudo parecia calmo em Caruaru. Até que rolaram as pedras. As organizadas pondo em polvorosa a Capital do Agreste. A confusão reinante fez renascer o espírito de alguns juristas, eminentes figuras públicas do nosso passado, que se revoltaram com a balbúrdia e guerrilha impunes.

E eles decidiram meter o pitaco, dando algumas idéias para ajudar nosso Pernambuco Imortal a sair desse sufoco...

 

 

O primeiro foi Tobias Barreto.

Sem meias palavras.

Tobias solicitou um favor aos clubes.

Não distribuir ingressos com as organizadas.

Em seguida falou Pontes de Miranda.

Em sua opinião.

Os clubes não deveriam financiar viagens das torcidas organizadas.

Nem mesmo fornecer acolhida na própria sede.

Quem desejasse torcer?

Tirasse dinheiro do próprio bolso, ora bolas!

Pinto Ferreira preocupou-se com a força policial.

Como podemos ter segurança sem darmos total suporte a polícia?

Sem permitirmos que a polícia atue.

Doa a quem doer?

Francisco de Paula Batista franziu a testa.

Aconselhou reforçar a cidadania do povo.

Combater a pobreza, a criminalidade e as drogas.

O jovem está à mercê dos professores do delito.

Por último.

Joaquim Nabuco pigarreou.

Coçou o bigode fatigado pelo tempo.

Lembrou de quando ia pro futebol.

Saindo lá da Rua da Imperatriz.

E Nabuco foi singelo e claro.

Senhores, já existe como desorganizar as organizadas.

No Código Penal.

Basta tipificar as organizadas no crime de formação de quadrilha.

Aquelas que agem como quadrilhas.

Acabarão de uma vez por todas.

Os crimes que cercam o futebol são assim como a escravatura.

E a violência, meus amigos.

É um abismo de miséria que não se pode sondar.

A noite chegou. Todos se recolheram ao silêncio. Enquanto Rui Barbosa sorrindo, conhecedor profundo dos meandros da natureza humana, exclamava na eternidade:

''Mas quem será dentre vós que vai botar o guizo no gato?''

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Campeonato Pernambucano
Para mudar a história
postado em 06 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Enfrentar o Salgueiro no Cornélio de Barros sempre foi um tormento para os clubes da Capital: Sport, Náutico e Santa Cruz. Nas três primeiras rodadas do returno o Carcará despachou Sport e Santa Cruz, e hoje à noite recebe o Náutico num jogo que pode vir a quebrar a rotina escrevendo uma nova página na história do Pernambucano.

Caso vença o time alvirrubro, o Salgueiro passa a contabilizar nove pontos nos confrontos com os tradicionais candidatos ao título. E se não perder mais pontos para as equipes intermediárias, como ocorreu na partida com o Porto, fatalmente se classificará como primeiro colocado para as semifinais, deixando para os clubes do Recife a árdua missão de brigar pelas três vagas restantes.

Detalhe: faltam oito rodadas para a conclusão do turno, e o Carcará disputará cinco jogos no seu estádio, onde normalmente ele pega, mata e come.

Medir forças com os três postulantes ao título doméstico nas quatro primeiras rodadas foi um risco imposto pela tabela, mas que o time sertanejo, com competência, soube transformar num diferencial para mudar o rumo da história. Um fato novo é sempre interessante porque, no mínimo funciona como um alerta para os chamados grandes clubes do futebol pernambucano.

Afinal, com os cinco primeiros colocados na tabela de classificação tendo o mesmo número de pontos ganhos, estão trocando seis por meia dúzia. A quarta rodada do returno é aguardada com muita expectativa.


A RODADA:


SALGUEIRO  X  NÁUTICO

SPORT  X  PESQUEIRA

SANTA CRUZ  X  YPIRANGA

SERRA TALHADA  X  BELO JARDIM

PORTO  X  PETOLINA

CHÃ GRANDE  X  CENTRAL




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Artigos
Recaída
postado em 06 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA RECAÍDA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A dupla Bruno e Marrone gravou uma música com o título ¨Recaída¨. Na linguagem médica, essa palavra explica a volta de uma doença, quando parecia ter desaparecido.

Ao assistirmos na última segunda-feira ao programa ¨Linha de Passe¨, produzido pela ESPN-Brasil, que conta com a participação de experientes jornalistas esportivos do país, verificamos que um dos participantes teve uma grave  recaída, de um virus que andou solto na década anterior, relacionado à formatação do Campeonato Brasileiro.

Quem sentiu o problema foi o jornalista Juca Kfoury, que retornou ao tempo da brilhantina, quando haviam os defensores de um Brasileiro com menor número de clubes.

No mesmo programa esse enalteceu a Copa do Nordeste, e na verdade não fez nenhum favor, mas isso certamente serviria para colocar um cenário diferente no palco, por conta das declarações que estamos analisando.

Equivocadamente Kfoury citou a NBA como um exemplo, com os mesmos participantes, não havendo o sistema de acesso na competição. Trata-se de algo como misturar alhos com bugalhos, desde que o processo do basquete profissional norte-americano é através de franquias, que podem ser negociadas e até mudar de locais, totalmente diferenciadas do que acontece no futebol, que é um esporte que movimenta o mundo.

O jornalista defendeu um Brasileiro com apenas 14 clubes ou no máximo 16, e com um adendo, sem o descenso.

Nos lembramos de Marcio Braga e seus seguidores, que na década de 90 pregavam tal coisa, e tinha Kfoury como um dos seus defensores. Com o passar do tempo ele não falou mais sobre o tema, mas infelizmente neste programa, que é excelente para quem gosta do futebol, teve uma grave  recaída ao levantar um tema obsoleto, e sobretudo que atenta contra a democracia.

O Brasil é país continental, com 27 unidades federativas. Nessas o futebol é praticado, sendo que em algumas com maior intensidade e em outras com menor qualidade.

Não se pode apequenar uma competição nacional e restringi-la a 14 ou 16 ungidos, e deixar de lado uma gama de clubes, que se organizam e batalham para que suas equipes possam participar dos maiores eventos.

O acesso é a forma mais democrática e justa para que um clube possa chegar a uma divisão maior. Trabalha anos para isso, e quando chega não deseja mais voltar para o estado anterior.

Nessa linha o futebol evolui, posto que, os participantes se preparam com mais qualidade para que possam participar com maior dignidade nas competições.

O mundo futebolístico deve estar errado, desde que todos os campeonatos realizados têm acesso e descenso, e pela pregação efetuada o Brasil será uma exceção para atender aos interesses de meia dúzia.

O problema do futebol brasileiro não está no número de clubes participantes de suas competições, nem no acesso e descenso desses, e sim da falta de um planejamento sério e eficaz, da necessidade da mudança radical dos cartolas jurássicos que se apossaram do seu comando, de bons estádios, de horários dignos (que Kfoury não contesta), e sobretudo na transparência.

Ao privar dezenas de clubes de lutarem pelo seus crescimentos, é o mesmo que injetar um produto letal em seus organismos e matá-los.

O Brasileiro não é apenas de um grupo e sim de 27 estados, que até hoje, apesar de pensamentos retrógrados como esse, e das mazelas que o aflige, continua vivo e balançando a cabeça de todos, com suas paixões e aflições.

Lamentamos tais declarações, mas respeitamos, pois na democracia todos tem o direito de expressar as suas opiniões, mesmo que sejam estrambelhadas.

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Copa do Nordeste
Contrariando a lógica
postado em 05 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


As presenças de Campinense e ASA de Arapiraca nas finais da Copa do Nordeste é um fato novo no futebol e que tem sido analisado por diferentes vertentes. Os finalistas contrariaram todas as lógicas.

Do ponto de vista comercial e de marketing a combinação foi trágica para a competição, que ganharia muito mais visibilidade com os clubes baianos, pernambucanos e cearenses nas finais. Para o soerguimento do futebol da região, nada mais auspicioso do que ter um time alagoano e outro paraibano disputando o título.

O atual modelo do futebol brasileiro é um padrasto cruel para o futebol das regiões Norte e Nordeste, mesmo assim, no final de semana, os públicos registrados em diversas competições, em diferentes regiões, atestam que a sobrevivência dos clubes nordestinos está ligada diretamente a fiel paixão dos torcedores. O clássico carioca - Flamengo x Botafogo - registrou um publico menor que o do confronto entre Santa Cruz e Salgueiro, que também foi superior ao do clássico paulista, Corinthians x Santos.

O clássico paraense - Payssandu x Remo - foi aplaudido por mais de 40 mil torcedores, enquanto o confronto do Ceará com o ASA recebeu 55 mil pagantes. Vale ressaltar que, a qualidade técnica dos jogadores envolvidos nos clássicos carioca e paulista, é bem superior a dos profissionais que estiveram em ação nos jogos pelo Norte e Nordeste.

Os contrapontos oferecidos pelo futebol deveriam servir de tema para estudos, e não serem vistos como pontuações casuais, circunstanciais.   

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Campeonato Pernambucano
Tabela Universal
postado em 05 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TABELA UNIVERSAL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Em uma de nossas participações no Programa ¨Domingo Esportivo¨, da Rádio Jornal, mostramos os erros da tabela do nosso estadual, com uma formatação prejudicial a alguns dos participantes.

Citamos que a tabela não obedeceu aos critérios técnicos adotados nos procedimentos para a elaboração de uma ferramenta que é muito importante para o sucesso de uma competição.

Um exemplo grave se deu com relação ao Chã Grande, que não recebeu nenhum dos chamados grandes do futebol em sua casa na segunda fase, ferindo uma isonomia, já que os rivais foram contemplados, e com isso prejudicando o equilíbrio da competição.

Mostramos também que os jogos programados para o Santa Cruz estavam com critérios diferentes aos que foram procedidos com relação ao Sport e Náutico.

O Campeonato começou e nenhum dos dirigentes ou executivos dos clubes analisaram o fato, e apenas agora, com a competição na segunda fase, um dirigente do Náutico conseguiu detectar e reclamar sobre o fato, o que é normal em nosso futebol.

Participamos da elaboração de muitas tabelas para os nossos campeonatos estaduais, e acertamos na maioria, mas tivemos também os nossos erros, muito embora não fossem nas proporções do corrente ano.

Tabela de futebol é uma questão técnica, e para ser bem elaborada tem que obedecer critérios de combinações matemáticas. O importante é que já exista um padrão a ser adotado.

Quem as elabora não deve ficar sabendo os nomes dos clubes, e sim números ou letras, e o critério universal para competições como a nossa tem que ser determinante, para que equívocos graves não possam acontecer e, no final, coloquem-na sob suspeita.

Logo que recebemos a tabela detectamos as falhas, desde que a primeira rodada da segunda fase não respeitava os critérios normais, e sim uma mistura de experiências para que no final pudesse dar certo.

Ao tomarmos conhecimento de que o presidente da Federação em uma entrevista afirmou que a tabela era no modelo universal, achamos hilariante, desde que o cartola nada entende do assunto, e certamente o que foi apresentado por sua entidade tem de tudo, menos a universalidade, e vamos mostrar nessa postagem.

Totalmente bizarro.

Quando se começa com correção a primeira rodada, as demais seguirão um bom caminho, e nenhum clube terá favorecimento como o que aconteceu nesse ano de 2013. Caso contrário o jeitinho workshop toma conta. 

Por uma questão de espaço, porque não poderíamos colocar uma tabela real completa, vamos apresentar o que deveria ter sido a primeira rodada da segunda fase, que contemplaria os seguintes jogos:

Santa Cruz x Pesqueira; Chã Grande x Sport; Salgueiro x Central; Serra Talhada x Náutico; Petrolina x Belo Jardim e Ypiranga x Porto.

Se analisarmos a primeira rodada da segunda fase do estadual, apenas dois dos seis jogos estavam dentro dos procedimentos normais, ou seja: Santa Cruz x Pesqueira e Ypiranga x Porto. Universal é isso, senhor presidente.

Por conta disso as dificuldades aumentam, pois a continuidade das demais rodadas foram feitas de maneira açodada, e simplesmente de forma empírica.

No final deu no que deu, inclusive em um determinado momento vararam a madrugada na Casa da Rua Dom Bosco, para conseguirem fechar de maneira totalmente errada a ferramenta mais importante para o sucesso de  uma competição.

O perigo mora neste tipo de trabalho, pois quando se começa a pensar em clubes, todos os critérios são jogados fora, por isso a técnica tem que prevalecer no lugar das paixões pelas camisas.

O maior problema é que as reclamações só aparecem depois que a casa foi arrombada, e não no período exato para que isso pudesse acontecer.

São coisas do futebol ¨Workshop¨.

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