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Acesso à informação
postado em 08 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, POR UMA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO DO ESPORTE


* Artigo escrito pelo consultor Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria e publicado no site ¨Universidade do Futebol¨.


Em maio de 2012, entrou em vigor a lei federal nº 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação, projeto que regulamenta o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações de todo o serviço público do país, incluindo ministérios, estatais, governos estaduais, prefeituras, empresas públicas, autarquias etc.

O texto da lei determina que, além das informações que podem ser solicitadas pelo público em geral, órgãos e entidades devem divulgar em seus sites dados sobre estrutura organizacional, programas e ações em desenvolvimento, repasses ou transferências de recursos financeiros, licitações realizadas e em andamento, remuneração e subsídios de postos públicos, incluindo ajudas de custo.

A lei é um avanço que precisa ser estendido à outros setores da sociedade incluindo o esporte, um de seus segmentos menos transparentes. Estamos falando de um setor de crescente representatividade econômica, empregador de centenas de milhares de pessoas, gerador de investimentos bilionários, mobilizador do interesse e ilusão de milhões de torcedores, e que passa por um importante processo de qualificação, onde novas e necessárias práticas colidem com velhos e arcaicos interesses.

O único e tímido avanço recente em termos de transparência no esporte foi o que obrigou as entidades esportivas a publicar seus balanços. O que se vê, porém, são demonstrativos que cumprem a lei, mas nada informam, com informações superficiais que perpetuam o histórico de pouca transparência por parte de clubes e federações.

Precisamos ir muito além agora, tornando públicas informações críticas que se mantém à sombra, em boa parte servindo aos interesses contrários aos dos próprios clubes.

Questões como, por exemplo: quem são e qual é a participação dos detentores dos direitos econômicos dos jogadores, quais os valores pagos e recebidos e o destino e origem dos recursos das transferências de atletas, quais as comissões pagas aos agentes, qual o valor da remuneração total de executivos e atletas de clubes e federações, etc.

Os torcedores são a razão da existência dos clubes (e por extensão, das federações), e têm o direito óbvio de saber tudo o que ocorre com eles.

Maior transparência gera ganho de eficiência pela comparação, diminui o risco e a incidência de práticas corruptas e outros crimes (como a lavagem de dinheiro) e aumenta a credibilidade do setor como um todo, levando a um maior volume de investimentos, o que em última instância resulta em maior nível de competitividade de nossos atletas e clubes.

É pura falácia o argumento de que determinadas informações não devem ser divulgadas por serem estratégicas, já que a assimetria de informação deixaria de ocorrer se houvesse a implantação de uma lei, uma vez que todos teriam que publicar seus dados.

Numa época de escândalos envolvendo manipulação de resultados e do uso frequente do esporte como instrumento de lavagem de dinheiro, uma das melhores armas disponíveis para se combater crimes deste tipo é lançar o máximo de luz possível sobre o setor, abrindo suas diversas caixas pretas.

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Acontece
Organizadas em 4 atos
postado em 07 de maro de 2013

Primeiro Ato - Torcedor do Náutico é baleado num confronto com a Torcida Jovem do Sport e entra em coma.

Segundo Ato - Jovem é morto na Bolívia após ser atingido por um sinalizador acionado por um integrante da Torcida Organizada do Corinthians - Gaviões da Fiel.

Terceiro Ato - Torcedor do Sport é espancado até entrar em coma por torcedores da Torcida Organizada do Santa Cruz - Inferno Coral.

Quarto Ato - Torcedores da Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, agridem jogadores em um aeroporto na Argentina.

O crime está cada vez mais organizado no futebol.

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Denúncia
Enquadramento do Todos com a Nota
postado em 07 de maro de 2013

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última terça feira a Casa da Rua Bosco reuniu os clubes do interior para mostrar o novo enquadramento no programa Todos com a Nota.

Na verdade, a Secretaria Estadual da Fazenda entendeu que os estádios foram superdimensionados, e resolveu colocar o feito à ordem, adequando as suas capacidades a realidade, assim como as cotas de bilhetes do programa governamental. 

O contrato com o governo estipula uma cota pela capacidade do estádio, e houve um aumento na sua maioria, com o fim de receberem mais recursos do programa, daí a manipulação do público, que não precisava ter acontecido, desse que os valores são liberados pelos números contratados, e não pela frequência aos jogos.

Em converesa no dia de ontem, ficamos sabendo que o MP está procedendo com uma investigação, por conta de clubes que estavam vendendo os ingressos do Todos com a Nota. Anotamos os nomes de duas agremiações, mas para manter o sígilo não iremos divulgá-los. Apenas lamentamos que isso possa ter acontecido. 

Só para orientação dos nossos clubes do interior, que seja solicitado a Federação uma cópia do contrato do Todos com a Nota, do patrocínio da Coca-Cola e dos direitos de transmissão, desde que a transparência é fundamental e para que esses possam saber quais as suas verdadeiras receitas.

Enfim, estamos ajudando a colocar a casa em ordem, desde que nunca aconteceu problemas com relação ao programa na gestão anterior, que cumpria os compromissos ao pé da letra.

São coisas de gestão e gestão.

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Artigos
Por que, Messi?
postado em 07 de maro de 2013

MARCELO MERGUIZO - FOLHA DE SÃO PAULO


Chove em Barcelona. E Barcelona não gosta de chuva. Há dois dias chove sem parar, e os catalães reclamam. Não estão acostumados. Os turistas também não. Assim não é possível apreciar a beleza arquitetônica da cidade.

Perde o Barcelona. E o Barcelona não gosta de perder.

Há duas semanas perdem com apenas uma parada vitoriosa ante o Sevilla, e os catalães reclamam. Não estão acostumados. Os jornalistas também não. Pois assim não é possível apreciar os recordes e os gols de Lionel Messi.

Debaixo de chuva, o camisa 10 do Barça correu ontem. Treinou pela manhã. Correu para inaugurar sua própria galeria de arte, com bolas e chuteiras de ouro. Depois correu para um Audi, percorreu uma quadra e foi explicar o que acontece com o Barcelona.

Messi não gosta de dar entrevistas nem de falar em público, mesmo que seja no vestiário. Mas Messi precisava estar no compromisso publicitário da marca que fez de uma loja o museu temporário do argentino de 25 anos.

Na chuva, Messi não se molha. Não porque anda com seguranças ou por estar cercado de representantes na Espanha. O atacante de 1,69 m não se molha porque é rápido, inclusive nas respostas.

O argentino que deixou Rosário aos 13 anos para jogar no Barcelona não demora mais que um minuto para responder a qualquer pergunta.

Ontem, o que mais ouviu foi sobre como não transformar a garoa constante em tormenta. E a tempestade tem data para começar: terça, no Camp Nou, caso o Barça não reverta a desvantagem de 2 a 0 que o Milan abriu nas oitavas da Copa dos Campeões.

"Nós estamos conscientes das dificuldades, tivemos derrotas importantes e estamos conscientes de que precisamos criar um pouco mais para mudar essa situação. Temos uma partida importantíssima para reagir. Vamos fazer nosso melhor", afirmou.

Habilidoso e ágil com a bola, ele não repete os feitos com as palavras. E como não forja falta em campo também não foge de perguntas. Nem sobre o Real Madrid, já classificado na Copa dos Campeões e que bateu o Barça duas vezes nos últimos dias.

"Madrid está muito forte na Copa [do Rei]. Na Champions já está nas quartas. Sabíamos que quem passasse ia ser candidato a ganhar o título pela força dos dois times [o outro era o Manchester]."

E Cristiano Ronaldo, por que você é melhor? "É uma pergunta que tenho que escutar muitas vezes. Não jogo para ser melhor que ele, ou ele que eu. Mas para conseguir o maior número de títulos para o grupo. As comparações são coisas da mídia."

Os problemas de saúde do lateral Éric Abidal e do técnico Tito Vilanova afetaram o elenco? "Não." Os alemães estão bem na Champions? "Sim." O Porto pode ser campeão? "Sim." Tem dificuldade em enfrentar italianos? Está triste? Falta motivação? "Não, não e não." Claro, seguidos de breve explicação.

Em 35 minutos, somados os descontos dados ao mestre de cerimônia, o atacante ficou na defensiva. Abaixava a cabeça, olhava o relógio, mexia os dedos inquietamente.

Por quê? Se Messi acaba de se tornar o maior artilheiro em clássicos contra o Real, com 18 gols, ao lado de Di Stéfano, além de ter marcado nas últimas 16 rodadas do Espanhol, que o time lidera. Porque o Barça perdeu. De novo.

E os recordes, os títulos, os gols? As quatro Bolas de Ouro da Fifa estão ao alcance dos olhos de todos e ninguém pergunta algo para que ele estufe o peito e fale com orgulho enquanto chove lá fora?

A Copa é o único prêmio que ainda falta na sua carreira? Como você se imagina em 2014?, pergunta a Folha.

"O Mundial para qualquer jogador é o máximo, e pensamos nisso, em melhorar, conseguir fazer o possível. A Argentina está ficando forte como seleção. É o que queria o técnico [Alejandro Sabella] quando chegou. E como a maioria [dos convocados] é a mesma, acredito que o grupo vai ser forte daqui a pouco. Mas não penso em 2014."

Nestes tempos de chuva, Messi tem mais com o quese preocupar.

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Acontece
Romário responde a Marin
postado em 06 de maro de 2013

Por José Cruz - UOL Esportes


Em sua primeira entrevista como presidente da Comissão de Turismo e Desporto, o deputado Romário respondeu de forma irônica e agressiva às acusações do presidente da CBF, José Maria Marin:

"Um cara que rouba medalhas e energia de um vizinho não tem moral para falar de Romário ou de qualquer deputado nesta Casa".

Na última terça-feira, Marin declarou que como jogador Romário foi exemplar, mas como deputado não tinha expressão.

"Esse presidente (Marin), que tem seu passado ligado à ditadura, não tem moral para nos criticar", reforçou Romário.  "Dá pena que uma instituição como a CBF passe suas diretorias de um ladrão para outro".

Referindo-se a próxima eleição para a Confederação Brasileira de Futebol, o deputado do PSB/RJ disse que "será uma eleição comprada e continuará em mãos erradas".

No ataque, Romário disse que pessoas como Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero  - que é apontado como futuro presidente da CBF -  "não são nomes saudáveis ao nosso futebol".

Sobre o pedido de CPI da CBF que Romário protocolou no ano passado, o deputado disse que insistirá com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para que coloque seu requerimento entre os prioritários.

"Estarei sempre no calcanhar do presidente Henrique para ver se conseguimos instalar essa", afirmou.

Um dos temas que deverá provocar grande discussão na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara refere-se ao perdão da dívida fiscal dos clubes, projeto anunciado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que em breve será enviado ao Congresso Nacional.

"É verdade que os clubes passam por dificuldades, mas não sou a favor de isentá-los do pagamento de dívidas fiscais. Precisamos encontrar uma fórmula para o problema, mas também criar legislação que responsabilize os dirigentes nesses casos", encerrou Romário.

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