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Morte aos jogadores clássicos
postado em 12 de fevereiro de 2013

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MORTE AOS JOGADORES CLÁSSICOS!


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O nosso visitante Gustavo Costa nos chamou a atenção em uma mensagem no Chat, sobre as declarações do treinador Alexandre Gallo, pregando o extermínio do jogador clássico no futebol brasileiro.

Na verdade, a nota saiu no blog do Paulinho, e pela sua importância, resolvemos pesquisar e sobretudo ler a entrevista do novo treinador da seleção Sub-20 da CBF, para que pudéssemos, enfim, levá-la ao debate entre os nossos visitantes.

A entrevista foi dada ao jornalista José Ricardo Leite, do UOL-SP, em que Alexandre Gallo deixou bem patenteado os seus pensamentos a respeito do trabalho de formação do nosso futebol.

Aliás, os comentários em São Paulo sobre a ida do treinador para o comando da base maior da Casa da Barra da Tijuca é muito discutida, inclusive com insinuações de arranjos entre Bebeto, empresários e o próprio interessado.

Não sabemos se existe verdade nisso, mas somos daqueles que sempre acreditam, que em todo lugar que existe fumaça, o fogo certamente aparecerá.

O treinador deixou bem claro nessa entrevista alguns pontos de vista bem corretos e, entre esses, o profissionalismo que a seleção Sub-20 deverá ter como nas demais que compõem as bases do futebol, e a principal dessas, a aproximação com os clubes formadores, que sempre foi uma solicitação formulada em nossos artigos sobre o tema.

De repente, o treinador voltou aos seus tempos de brucutu, como um volante duro e muitas vezes violento, e disse que o futebol se aproximou na parte física e tática, não existindo espaço para o jogador ficar só com a bola no pé. A força tem sido geral em todo o mundo.

Um equívoco total e irracional, desde que os treinadores criaram um sistema de não perder e ganhar se puder, e isso já começa nas bases. Se aprimorarem os talentos, a posse de bola, os passes, certamente quando os atletas atingirem o profissionalismo trariam uma formação correta, com muita técnica, no lugar da força comentada pelo técnico de Bebeto.

Mas, o ápice de sua entrevista foi com relação ao fim do jogador clássico, quando textualizou o seguinte: ¨O futebol moderno não tem mais espaço para jogador clássico. Depende do jogador que tem participação na marcação¨.

Certamente trata-se de um pensamento totalmente irracional, onde o verdadeiro futebol sempre dependeu do jogador clássico, que conversa e trata bem a bola, e vem agora um técnico de Sub-20, com uma responsabilidade na formação do futuro, transformar nossas categorias de base em produtoras de brucutus, todos jogando de maneira semelhante, como bem ressaltou Paulinho- ¨semelhantes a peças de fabricação em série".

Infelizmente, o futebol brasileiro está nas mãos dessa gente, demonstrando que o futuro continuará incerto.

Temos uma certeza de uma coisa: o jogador clássico só desapareceu no Brasil graças ao trabalho de treinadores como Alexandre Gallo, que deveriam ser alijados do sistema,  por estarem afundando o futebol brasileiro.

Se a CBF tivesse homens sérios em seu comando, o seu técnico SUB-20 já estaria demitido.

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Acontece
Nova velha Libertadores
postado em 12 de fevereiro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


Começa hoje, com três partidas, a fase de grupos da Taça Libertadores, que em 2013 terá novas regras, velhos campeões e cinco clubes brasileiros como favoritos.

Amanhã já ocorre o primeiro clássico nacional desta etapa: no Independência, em Belo Horizonte, o Atlético-MG recebe o São Paulo.

Outro duelo entre brasileiros será no Grupo H, que tem Grêmio e Fluminense, além de Huachipato e Caracas.

Esses quatro times do Brasil, além do atual campeão Corinthians, largam como favoritos ao título da 54ª edição do mais importante torneio interclubes do continente. O Palmeiras é uma incógnita.

Com exceção do alviverde, os clubes brasileiros gastaram alto com jogadores veteranos para tentar conquistar a América em 2013.

O Corinthians manteve sua base sólida e ainda trouxe reforços com passagens recentes pela seleção brasileira, como Pato e Renato Augusto.

O São Paulo se apoia na experiência de gente acostumada a dar voltas olímpicas, como Rogério, 40, e Lúcio, 35.

O Grêmio abriu os cofres como nunca. Tirou o atacante Barcos do Palmeiras e reforçou seu já caro elenco.

O Atlético-MG também foi às compras nas férias. Recontratou os velhos ídolos Gilberto Silva e Diego Tardelli, e jogadores rodados como Alecsandro e Araújo. Tudo para ajudar Ronaldinho.

O Fluminense foi mais contido ao se reforçar, mas manteve o time que ganhou com folga o Brasileiro do ano passado -com Fred, Deco e Diego Cavalieri. Do Palmeiras, pouco se pode esperar.

Fora do Brasil, a maior atração volta a ser o Boca Juniors. O atual vice-campeão terá a volta de seus maiores ídolos: o técnico Carlos Bianchi e o meia Juan Riquelme, ambos multicampeões.

Famosa por cenas lamentáveis fora de campo, a Libertadores ganhou um banho de loja civilizatório. A Conmebol (entidade responsável pela disputa) incluiu no regulamento medidas já comuns em outros torneios pelo mundo.

Agora há suspensão por acúmulo de cartões amarelos. Até então, uma multa de US$ 100 era a punição.

Numa medida para tentar amenizar o desgaste das viagens, nenhum estádio pode ficar a menos de 100 km de distância de um aeroporto.

E, para alívio dos técnicos, os times podem agora inscrever 30 jogadores nesta fase, em vez dos 25 anteriores.

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O Papa que disse adeus
postado em 12 de fevereiro de 2013

Por ROBERTO VIEIRA

 

É comum jogador de futebol se aposentar.

Pelé se aposentou quatro ou cinco vezes.

Kubala, idem.

Mas quando a história é sobre Papas...

Pedro foi virado de cabeça pra baixo.

Anacleto, trucidado.

Estevão, pobre Estevão, decapitado.

João Paulo II?

Lutou até o suspiro final.

Já o único exemplo anterior de renúncia papal.

É exemplo da pior espécie.

Celestino.

Desistindo por fraqueza.

Por covardia.

Pois não é que Bento XVI decidiu renunciar!

Aos 85 anos de idade.

Dizendo-se cansado, extenuado.

Será?

Será que as lembranças do tempo na Juventude Hitlerista começam a pesar?

Será que os tempos na Wehrmacht incomodam durante a noite?

Será que ocultar casos de pedofilia cansa tanto?

Será que negar o Holocausto envelhece?

Não saberemos.

Mas a única verdade sobre tão breve pontificado.

É que ao contrário de Pelé e Kubala.

Bento XVI não vai fazer falta...

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O fim do imprevisível
postado em 10 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FIM DO IMPREVISÍVEL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os grandes clubes devem, mas não pagam e, por isso,  fazem altos investimentos.

Só mesmo no Brasil, onde até o Galo da Madrugada não é mais aquele, desde que sentimos a ausência das antigas multidões nas ruas do Recife.

Esse bloco perdeu de goleada para o Bola Preta do Rio de Janeiro, que colocou nas ruas 2,0 milhões de foliões. Aliás, o público deve ter sido inflado, como acontece em nosso futebol.

Mas, vamos voltar a falar dos esportes, que é o objetivo do blog.

Tínhamos dado o prazo de 10 anos para que o sistema futebolístico brasileiro se dividisse em vários segmentos, inclusive com diferenças entre os antigos grandes. A presente temporada irá reforçar essa tese.

O Brasileirão comportará clubes como o Corinthians, São Paulo, Santos, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Internacional, que estarão no patamar ¨A¨ do ranking nacional, tendo em vista os investimentos realizados e maiores recursos em mãos.

A seguir vem o Botafogo, Flamengo e Coritiba, situando-se no patamar ¨B¨, sendo que o rubro-negro está trabalhando para a sua recuperação, com um bom projeto de gestão, e que nesse período estimado estará junto ao Corinthians em um grupo especial (modelo da Espanha).

O time da Estrela Solitária é aquele bem arrumadinho, mas sempre faltando pernas para um salto maior. 

O Vasco da Gama e Ponte Preta estão no patamar ¨C¨, e que se contentarão com uma vaga na Sul-Americana, mas se não houver uma melhora, o clube cruzmaltino poderá ingressar em outro piso, daqueles que lutam contra o rebaixamento.

Os demais clubes (7), Bahia, Portuguesa, Náutico, Goiás, Vitória, Criciúma e Atlético-PR, formam aquele bloco com menores recursos e que ingressam na competição com um objetivo principal: não serem rebaixados. Pertencem ao patamar ¨D¨.

São 4 vagas para a Série B e somente 3 irão conseguir escapar da degola.

Os nossos visitantes poderiam pensar que é muito cedo para antecipar tais definições, mas pelo que estamos vendo na movimentação dos clubes, seus investimentos e suas receitas, já podemos ter uma visão de como será a competição, com disputas em degraus e com poucos candidatos ao título.

Trata-se do futebol previsível, e que, aos poucos, vai ficando sedimentado, e quando começa sua competição maior, já sabemos o seu final, como já acontece no futebol europeu.

Os ricos continuarão a disputar os maiores galardões, e os pobres terão o mesmo procedimento, o de disputarem com dignidade e, principalmente, escaparem do famoso carrasco da degola.

Sem dúvida, o futebol vem perdendo cada dia o que tinha do imprevisível, e com isso às emoções.

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Nem verde, nem amarelo
postado em 10 de fevereiro de 2013

PAULO VINÍCIUS COELHO - Folha de São Paulo


O TÉCNICO da seleção é empossado e admite estar fora de seu tempo. "Estou desatualizado!" A frase não é de Felipão, mas de Telê Santana em seu retorno ao comando, em fevereiro de 1986.

Otávio Pinto Guimarães, recém-eleito presidente da CBF, não precisava argumentar a favor de Telê, aprovado pela opinião pública. Mas insistia: "Vamos precisar de Telê, porque nosso projeto depende do ânimo do nosso povo!"

Qualquer semelhança não é mera coincidência. A dupla Otávio Pinto Guimarães/Nabi Abi Chedid comandava a CBF. Marin e Del Nero já estavam por perto e rezavam pela cartilha do populismo.

Sempre que alguém deseja profetizar o apocalipse do futebol brasileiro fala sobre 1966, quando também havia uma difícil mistura entre garotos, como Tostão, e veteranos como Bellini. Pela similaridade, os profetas transitavam naquele tempo, antes da segunda Copa do México. Em 1986, o Brasil era campeão mundial sub-20, como hoje.

Tinha jovens promissores, como Muller, Silas, o zagueiro Júlio César e Romário, a quem Telê não chamou. Também tinha gênios consagrados e decadentes -ou machucados- como Sócrates, Falcão, Cerezo e Zico. Os jovens eram verdes, os velhos, carcomidos.

Não estamos nem estávamos às portas do fim. Há e havia problemas. Desde 2009, o Brasil perdeu de Holanda, Alemanha, Inglaterra, França, Argentina... Não há profecias, mas ponderações. Uma delas, sobre a mudança de estilo das seleções de Mano Menezes x Felipão.

Com Mano, as linhas estavam mais juntas, compactas, como se joga na Europa. Com Felipão, o time se espalha mais, Ronaldinho arrisca passes longos -e erra!

Estamos desatualizados.

Sim, estamos, como dizia Telê. Felipão tem raízes no futebol do interior gaúcho... bico pro mato!

Em setembro de 2001, o Brasil perdeu da Argentina de Marcelo Bielsa. A Argentina era moderna, o Brasil arcaico. Em 2002, a Argentina foi eliminada na primeira fase da Copa, o Brasil foi campeão.

Existe um problema maior do que a atualização tática da seleção: ter ou não ter craques.

Em 1986, Telê não se atualizou. Arriscou, tentativa e erro, até montar um time-Frankenstein, meio adolescente, meio caduco. "Ele terá de usar a base de 82, ou essa base modificada", disse o cronista gaúcho Ruy Carlos Ostermann sobre Telê à revista "Placar", março de 1986.

Telê mesclou e não foi suficiente.

Em 2002, o Brasil ganhou com o mais puro Felipão. Não era moderno. Era bom!

Daqui até a Copa, o Brasil não vai praticar o futebol mais atualizado. Não é algo que se peça a Felipão. Pede-se que o atraso tático seja menos importante do que a escolha dos jogadores. Que os jovens não sejam tão verdes, os velhos não estejam amarelados.

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