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O "ippon" da vergonha
postado em 15 de fevereiro de 2013
ROGÉRIO PAGNAN EVANDRO SPINELLI - FOLHA DE SÃO PAULO


O campeão olímpico Aurélio Miguel multiplicou seu patrimônio desde que assumiu o cargo de vereador em São Paulo, em 2005, pelo PR.

Quando foi candidato a vereador pela primeira vez, em 2004, Miguel declarava ter, entre outros bens, quatro imóveis -um patrimônio, segundo ele, de R$ 870 mil (R$ 1,4 milhão em valores corrigidos pela inflação).

Já em 2012, passou, segundo o Ministério Público, a ter 25 imóveis registrados em nome dele ou de suas empresas. Os imóveis estão estimados em R$ 25 milhões -a avaliação é feita com base no valor do metro quadrado da região.

Nessa conta, não entram outros bens, como uma lancha e ao menos 17 carros, como uma Cherokee 2012 e um Opel, 1951.

O crescimento mais expressivo do patrimônio do parlamentar ocorreu a partir dos anos de 2008 e 2009, época em que presidiu a CPI do IPTU na Câmara Municipal. Miguel, segundo investigações do Ministério Público, é acusado de cobrar propina de shoppings ligados ao grupo Brookfield para omitir irregularidades no relatório final da CPI. Ele nega as acusações.

Segundo depoimentos dados ao Ministério Público, ele teria recebido o pagamento em dinheiro vivo, entregue em carro-forte. Testemunhas dizem que as propinas chegavam a R$ 640 mil.

Ao menos oito imóveis adquiridos por Miguel após essa data foram pagos em dinheiro vivo, segundo documentos obtidos pela Folha em cartórios.

Como vereador, seu salário era de R$ 9.288 até 2012 - neste ano, passou a R$ 15.031.

Miguel afirma que o crescimento de seu patrimônio se deve a herança e compra e venda de imóveis.

DECLARAÇÕES

Em seu nome, o ex-judoca tem 12 imóveis que valem cerca de R$ 11,7 milhões. Apenas seis deles foram declarados à Justiça Eleitoral em 2012.

Nessa declaração, ele omitiu quatro terrenos que possui em Ilhabela, no litoral norte, uma casa no Jardim América (zona oeste) e uma casa no Morumbi, onde mora. Todos em seu nome.

Já à Receita Federal, ele declarou esses 12 imóveis, além de suas duas empresas: Aurélio Miguel Administração de Bens e Inter Sports.

Essas duas empresas têm outros 13 imóveis, adquiridos a partir de 2008, avaliados em mais de R$ 12,7 milhões.

Entre os imóveis de suas empresas há quatro casas no Morumbi avaliadas em cerca de R$ 5,3 milhões e quatro terrenos em Cotia.

Perícia feita a pedido do Ministério Público aponta que os 12 imóveis em nome do vereador são compatíveis com sua renda. Mas o parlamentar não conseguiu explicar aos promotores como adquiriu os outros 13 imóveis em nome das empresas.

Por isso, ele passou a ser investigado pelo Gaeco (grupo do Ministério Público especializado em crime organizado) por lavagem de dinheiro.

Miguel começou a ser investigado em junho de 2012 pela Promotoria após Daniela Gonzalez, ex-executiva da BGE, empresa do grupo Brookfield, relatar à Folha o pagamento de propina a ele e a Hussain Aref Saab, ex-diretor da prefeitura, para obter alvarás para shoppings.

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Copa do Nordeste
Com gosto de quero mais
postado em 14 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Se considerarmos que, numa disputa pelo sistema mata-mata um empate na casa do adversário é um resultado positivo, podemos afirmar que, a quarta-feira não foi de cinzas para os clubes pernambucanos - Santa Cruz e Sport - na abertura das quartas de final da Copa do Nordeste. Entretanto, as duas maiores torcidas do Estado ficaram com a sensação de quero mais.

O empate de 3x3 do Santa Cruz com o Fortaleza, e a forma como foi conseguido, com um gol no final do segundo tempo, pode levar o torcedor coral a considerá-lo um feito heróico, contudo, a história do jogo nos revela uma série de erros cometidos pelo Tricolor Pernambucano, fato que leva a uma outra interpretação, a da falta de competência para segurar uma vitória que se desenhou como das mais fáceis do bicampeão pernambucano na competição regional, até o momento.

O Santa Cruz abriu uma vantagem de dois gols no placar, teve a oportunidade de torná-la mais elástica através de um pênalti que foi defendido pelo goleiro cearense. A partir deste lance a história começou a ser contada de forma diferente: Renatinho, com uma lesão muscular foi substituído por Sandro Manuel, jogador de característica mais defensiva, e o lateral, Tiago Costa foi expulso.

Com um homem a mais, e o recuo dos visitantes, o Fortaleza virou o placar para 3x2. Para isso, contou com as falhas do goleiro Tiago Cardoso nos dois primeiros gols da equipe cearense. Mas o Leão cearense também teve um jogador expulso - Lucas - o que proporcionou ao Santinha equilibrar as ações e chegar ao empate com um belo chute de longa distância desferido por  Everton Sena.

EQUILÍBRIO - O Sport não foi além de um empate sem gols com o Campinense, em Campina Grande, resultado que mantém o rubro-negro pernambucano invicto na disputa, e com a marca de não ter conseguido nenhuma vitória como visitante.

O valor de mercado do time do Sport é infinitamente superior ao do time paraibano, fato que leva o torcedor leonino a sempre cobrar um melhor resultado do Leão da Ilha.

Detalhe: o histórico de Santa Cruz e Sport nesta edição da Copa do Nordeste, onde venceram todos as partidas na condição de mandantes, deixa o torcedor pernambucano confiante de que ambos conseguirão passar para as semifinais do regional.

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Artigos
O desprestígio da arbitragem
postado em 14 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O DESPRESTÍGIO DA ARBITRAGEM BRASILEIRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um fato que passou despercebido pela grande maioria da mídia esportiva nacional foi o da divulgação de duas classificações da arbitragem internacional, promovida pela Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS).

Lemos alguns detalhes em jornais internacionais e no Portal Terra em nosso país, e verificamos que em ambas as listas apontaram para o desprestígio da arbitragem brasileira no exterior, o que não é novidade, pois todos estão no mesmo barco à deriva, representado por nosso futebol.

Um dos rankings foi o relacionado até o ano de 2011, e o mais bem colocado foi Márcio Rezende de Freitas (já aposentado), que ficou apenas na 38ª posição. Na segunda lista, referente à temporada de 2012, não teve qualquer brasileiro entre os 15 melhores do mundo.

Segundo a IFFHS, nessa classificação, o país só foi representado em duas vezes nos últimos 13 anos: o próprio Marcio Rezende e Carlos Eugênio Simon. Os demais inexistem.

A arbitragem brasileira é o reflexo do seu futebol, ou seja,  perdeu a qualidade. Seria impossível adqurirmos um padrão positivo dos árbitros, quando a competitividade nos gramados desapareceu e a nova tática de não perder, e se possível ganhar, tomou conta dos clubes brasileiros. 

O apito também embarcou nessa canoa e resolveu dar uma ajuda, que para encobrir as suas possíveis falhas diminuíram o tempo de bola corrida, marcando sucessivas faltas.

Assistimos, na última terça-feira e no dia de ontem, aos jogos pela Liga dos Campeões, e as faltas parecem não existirem, assim como a distribuição de cartões. Certamente a qualidade dos jogos influenciam no nível das arbitragens.

A situação se agrava e mostra que não tivemos um processo de renovação no setor. O maior exemplo Ã© o de Carlos  Eugênio Simon, que foi o representante brasileiro nas três últimas Copas do Mundo, dando um atestado que tínhamos um samba de uma nota só no setor.

E, o mais grave, é que esse jamais conseguiu destacar-se no ranking. Temos a lembrança dos Mundiais de 2002 e 2006, Simon ficou marcado por erros em jogos das seleções da  Itália e Inglaterra. Na África do Sul foi retirado quando o Brasil avançou para as quartas de final.

Equivocadamente, alguns árbitros brasileiros afirmam que existe uma pouca exposição mundial do nosso futebol e de suas atuações, mas, na verdade, esse ranking é formulado por 100 colaboradores de diversos países, inclusive da América do Sul, e nenhum deles indicou um dos nossos nativos.

Apenas para caracterizar, um árbitro equatoriano está bem posicionado entre os melhores do mundo, o que demonstra que estamos bem fracos nesse setor, e isso é constatado nos jogos que vimos nas diversas competições brasileiras.

A arbitragem é um segmento agregado ao futebol, e quando essa vai mal ela também segue o mesmo caminho, e  também necessita de uma grande reformulação, que só poderá ser feita partindo das mudanças necessárias dos que  dirigem esse esporte no Brasil.

O resto é aguentar mais um desprestígio.

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Náutico
Rogério e a Lei
postado em 13 de fevereiro de 2013


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O desaparecimento de Rogério, atleta do Náutico, foi repercutido por nossas mídias no dia de ontem.

Segundo tomamos conhecimento de uma fonte próxima ao atleta, esse ingressou na Justiça do Trabalho solicitando a liberação dos seus direitos federativos, por ter o Náutico infringido o Artigo 31, da Lei 9615/98.

Recebemos algumas ligações sobre o assunto, em que afirmavam que o jogador tinha solicitado os seus direitos por atraso de três meses no pagamento do INSS, e que isso não está contemplado pela legislação.

O que soubemos é que o pleito foi com relação ao FGTS, mas se houver atraso nas contribuições previdenciárias, essas  também estão inclusas na Lei e permite assim que o atleta seja liberado.

O Artigo 31, da Lei 9615/98, é claro quando libera um atleta pelo não recebimento de salários há três meses completados.

No seu parágrafo 2º, o artigo é complementado da seguinte forma: "A mora contumaz será considerada também pelo não recolhimento do FGTS e das contribuições previdenciárias".

Várias decisões da Justiça do Trabalho já consideraram esse artigo, e deram as liberações aos atletas.

Se o alvirrubro pernambucano não recolheu tais direitos trabalhistas, o atleta receberá os seus direiros federativos.

O clube irá pagar pelo amadorismo, pois a quitação dos tributos não pode ser relegada a um segundo plano, motivando fatos como o de Rogério.

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Artigos
E se não tivermos Neymar?
postado em 13 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, E SE NÃO TIVERMOS NEYMAR?


Artigo de autoria de Fernando Ferreira, sócio-Diretor da Pluri Consultoria.


Mais uma atuação apagada de Neymar pela Seleção, mais  uma onda de debates sobre as suas qualidades e seu futuro. Essa conversa se repete de forma costumeira apenas pelo fato de que, hoje, ele é o único jogador de grande destaque do futebol Brasileiro, capaz de atrair as atenções do Mundo, e de manter a ilusão em relação ao finado futebol-arte Brasileiro.

São recentes em nossa memória os grandes momentos de craques como Romário, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, e ainda não digerimos bem o fato de Robinho e Kaká não terem se tornado os jogadores que imaginávamos, e que ainda permite nos diferenciar do restante, sem ele  ficaríamos órfãos do futebol.

Por trás dessa discussão há uma crise no futebol Brasileiro e agimos como um alegre sapo dentro da panela com a temperatura subindo, quando nos dermos conta será tarde. É uma crise que vem desde a formação de jogadores, passa pela qualidade do futebol que se joga por aqui, pela falta de craques, o calendário surreal, a situação financeira dos clubes e a falta de atratividade de nossos campeonatos na comparação com os demais centros, para ficar apenas em alguns exemplos.

Mas essa crise só tomará a devida proporção caso não ganhemos a Copa do Mundo. Se ganharmos, varre-se a poeira para baixo do tapete e segue a vida. Até lá, assistimos com apreensão os avanços de seleções como Espanha, Argentina e Alemanha, pressentindo o temor de uma nova decepção em 2014. Não é difícil prever que, neste cenário, a pressão sobre Neymar vai aumentar, e muito.

Em meio às críticas a Neymar, uma se destaca: Neymar é cai-cai? Claro que sim, como a maioria dos jogadores brasileiros, pois essa é uma triste característica de nosso futebol. Faria muito bem para a sua carreira se as pessoas próximas a ele o orientassem melhor com relação a isso, tiraria um bom argumento dos críticos e geraria uma dose de admiração extra. 

O argumento de que cai ¨para se proteger¨ é contra factual para dizer o mínimo. E se não bastasse temos duas vezes por semana a possibilidade de assistir a Messi jogando para nos certificarmos do quanto isso não faz sentido.

Neymar é um craque, mas tem apenas 21 anos. Estamos ansiosos para que ele salve a pátria de chuteiras, e talvez isso não seja possível agora. Desde 2009 só falamos nele, e esse excesso de atenção ocorre porque não temos alternativas. 

Quem são os nossos outros grandes craques? Que momentos de brilho temos visto no futebol brasileiro, fora os que ele tem produzido? Sem Neymar o que teríamos?

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