JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Um fato que passou despercebido pela grande
maioria da mÃdia esportiva nacional foi o da divulgação de duas classificações
da arbitragem internacional, promovida pela Federação Internacional de História
e EstatÃstica (IFFHS).
Lemos alguns detalhes em jornais internacionais e no Portal Terra em nosso paÃs, e verificamos que em ambas as listas apontaram para o desprestÃgio da arbitragem brasileira no exterior, o que não é novidade, pois todos estão no mesmo barco à deriva, representado por nosso futebol.
Um dos rankings foi o relacionado até o ano de 2011, e o mais bem colocado foi Márcio Rezende de Freitas (já aposentado), que ficou apenas na 38ª posição. Na segunda lista, referente à temporada de 2012, não teve qualquer brasileiro entre os 15 melhores do mundo.
Segundo a IFFHS, nessa classificação, o paÃs só foi representado em duas vezes nos últimos 13 anos: o próprio Marcio Rezende e Carlos Eugênio Simon. Os demais inexistem.
A arbitragem brasileira é o reflexo do seu futebol, ou seja, perdeu a qualidade. Seria impossÃvel adqurirmos um padrão positivo dos árbitros, quando a competitividade nos gramados desapareceu e a nova tática de não perder, e se possÃvel ganhar, tomou conta dos clubes brasileiros.
O apito também embarcou nessa canoa e resolveu dar uma ajuda, que para encobrir as suas possÃveis falhas diminuÃram o tempo de bola corrida, marcando sucessivas faltas.
Assistimos, na última terça-feira e no dia de ontem, aos jogos pela Liga dos Campeões, e as faltas parecem não existirem, assim como a distribuição de cartões. Certamente a qualidade dos jogos influenciam no nÃvel das arbitragens.
A situação se agrava e mostra que não tivemos um processo de renovação no setor. O maior exemplo é o de Carlos Eugênio Simon, que foi o representante brasileiro nas três últimas Copas do Mundo, dando um atestado que tÃnhamos um samba de uma nota só no setor.
E, o mais grave, é que esse jamais conseguiu destacar-se no ranking. Temos a lembrança dos Mundiais de 2002 e 2006, Simon ficou marcado por erros em jogos das seleções da Itália e Inglaterra. Na Ãfrica do Sul foi retirado quando o Brasil avançou para as quartas de final.
Equivocadamente, alguns árbitros brasileiros afirmam que existe uma pouca exposição mundial do nosso futebol e de suas atuações, mas, na verdade, esse ranking é formulado por 100 colaboradores de diversos paÃses, inclusive da América do Sul, e nenhum deles indicou um dos nossos nativos.
Apenas para caracterizar, um árbitro equatoriano está bem posicionado entre os melhores do mundo, o que demonstra que estamos bem fracos nesse setor, e isso é constatado nos jogos que vimos nas diversas competições brasileiras.
A arbitragem é um segmento agregado ao futebol, e quando essa vai mal ela também segue o mesmo caminho, e também necessita de uma grande reformulação, que só poderá ser feita partindo das mudanças necessárias dos que dirigem esse esporte no Brasil.
O resto é aguentar mais um desprestÃgio.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









