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Sinais de mudanças
postado em 19 de fevereiro de 2013

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A QUEM ESTAMOS ENTREGUES?


CLAUDEMIR GOMES


O mundo vive a expectativa do anuncio do novo papa. O torcedor brasileiro anseia mudanças no comando do futebol nacional. A crise moral, na qual o esporte mais popular do País vive mergulhado, nos leva a crer que elas estão por vir.

Ontem, na sua coluna na Folha de São Paulo, e no seu comentário na Rádio CBN, o jornalista Juca Kfouri, denunciou um fato tão bizarro, pequeno e mesquinho, que se não fosse o histórico do infrator, seria difícil acreditar: o presidente da CBF, José Maria Marin fez um "gato" para roubar energia do apartamento do seu vizinho, num edifício de luxo em São Paulo.

Seu antecessor, Ricardo Teixeira, vive foragido nos Estados Unidos por conta de uma série de denúncias sobre desmandos no comando da entidade.

O presidente da Federação Paulista, e que vem sendo preparado por Marin para ser o seu sucessor, Marcos Pólo Del Nero, tem contra si um dossiê rico em acusações. Enquanto isso, a grande maioria dos clubes brasileiros está falida. A média de público nos estádios cai a cada ano.

Enfim, o cenário do futebol no País que vai sediar a Copa não poderia ser mais sombrio. Apesar do apoio total e irrestrito das federações, a este modelo que achatou as regiões do Norte e Nordeste, há sinais de mudanças.

Por enquanto eles não são tão claros quanto a fumaça branca que sairá da chaminé do Vaticano, anunciando a chegada do novo pontífice, mas devem vir para livrar o nosso futebol dos "gatos".

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A derrota do mando de campo
postado em 19 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A DERROTA DO MANDO DE CAMPO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um fato que passou despercebido por nossos analistas foi o da derrota do mando de campo nos jogos decisivos da Copa do Nordeste.

Foram quatro partidas em que os visitantes levaram a melhor, derrubando o paradigma que o fator campo é ponto que pode decicidir uma partida de futebol.

Em Pernambuco, os estádios receberam bons públicos, que  também é um dos segmentos que influenciam a conduta dos clubes, já que o apoio do torcedor é bem importante e pode levantar a auto-estima dos jogadores. Nada funcionou.

Em nenhum dos dois jogos isso influenciou. O Sport empatou com o Campinense e foi eliminado da competição, e vendo o adversário visitante jogar melhor e merecer a vitória.

O Santa Cruz teve idêntica sorte, ao receber o Fortaleza e ser derrotado de virada, também sendo retirado das semifinais da Copa do Nordeste.

No Rio Grande do Norte, o ABC manteve um placar positivo em seu estádio, contando com um bom público, e em dois minutos foi derrotado pelo visitante ASA de Arapiraca.

Na Bahia, o fato foi marcante por conta da desvantagem do Ceará, que tinha perdido do Vitória no seu jogo de ida como mandante, pelo placar de 2x0, e conseguiu numa missão quase impossível derrotar o rubro-negro baiano com uma goleada de 4x1. 

Um outro jogo, pelo estadual pernambucano, o Náutico como mandante, foi derrotado pelo Central.

Há pouco vimos na Arena do Grêmio o mesmo fenômeno, quando o visitante Huachipato derrotou o milionário e favorito tricolor gaúcho.

As estatísticas no Brasil apontam o ¨fator casa¨ com maior percentual nas vitórias, e isso foi retratado pelo alvirrubro de Pernambuco nos jogos do Brasileiro, onde o seu estádio teve papel preponderante em sua continuidade na divisão pricipal.

Lemos um artigo do jornalista Carlos Mion, em seu blog, que analisou o mesmo problema, refletindo algumas causas plausíveis para que isso possa estar acontecendo.

Uma delas é a da falta de identidade dos jogadores com os seus clubes, pois a maioria não permanece por mais de dois anos, e a outra, é que esses utilizam pouco os seus estádios para treinamentos, por conta dos seus CTs.

São boas análises, sendo que a empatia dos profissionais com os clubes é a mais real, quando, na verdade, as identidades foram desaparecendo por conta das caras sempre novas que chegam ano a ano, e que não conseguem assimilar o peso de suas camisas.

Temos uma outra impressão sobre o assunto, relacionado ao  equilíbrio do futebol em competições maiores.

Nos casos dos estaduais não contamos, desde que derrotas dos mandantes, principalmente os maiores são fatos pontuais, mas nos eventos nacionais e internacionais isso já começa a aflorar, por conta do equilíbrio técnico, posto que, embora existam clubes com maior poderio econômico, no campo de jogo a economia não vem sendo refletida.

Se compararmos uma folha salarial do Sport com a do Campinense, certamente teríamos uma distância oceânica entre essas. Mas, apesar disso, o fato não foi sentido, como anteriormente também não foi com Sampaio Correia e Payssandu em outras competições.

O mesmo se deu com o Vitória e Ceará.

Não somos ingênuos em não reconhecermos que existe o  desequilibro técnico por conta do dinheiro, mas até esse fator vem diminuindo, pois as grandes somas não estão fazendo um futebol de qualidade. Quem assistiu a Ponte Preta x Santos, no último domingo, verificou a realidade.

Um jogo é decidido hoje não somente por ser o clube mandante do jogo, e sim por uma série da fatores que são agregados nos planejamentos efetuados.

Muito dinheiro sem um planejamento não repercute e, no final, é jogado pelo ralo.

Claro que o fator campo irá continuar a colaborar, mas com menos intensidade, principalmente por conta do tipo de profissionalismo que tomou conta do nosso futebol, onde o jogador entra em campo para jogar o que pode, e poucas vezes vão além do limite de suas capacidades, o que faz a diferença e a empatia com os torcedores.

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A bola e a bala
postado em 18 de fevereiro de 2013

Por Gustavo Krause


Um corpo estendido no chão. Sangrando. Morrendo. O espetáculo indesejável da violência. Um jovem. A vida por viver. A dor. Penso nos pais. Na família. Não escapo da responsabilidade social. Que faço, que fiz ou o que fizemos nós na luta contra a violência que permeia a sociedade e que chega aos estádios de futebol como a mais autêntica expressão da barbárie?

Se não há resposta única ou penitência para a responsabilidade difusa, embora uns sejam mais responsáveis que outros, em especial, as instituições que cuidam ou deveriam cuidar da paz social, cabe, pelo menos, compreender o futebol como fenômeno de massas e uma expressão cultural movida pela rivalidade apaixonada a um passo da violência física e do extermínio entre torcedores.

O futebol não é apenas um jogo. É uma linguagem e uma estética. Cheia de simbolismos. Como diz Wisnik, "Cum vespeiro universal de congraçamento e violência". Acolhe e confronta. Abraça e sai no braço. Troca camisas, em paz, ou sopapos, ao final da peleja. Dentro do campo é bola, é pau, é pedra, é bala é....o fim do caminho.

A rica linguagem do futebol incorpora uma guerra simbólica. Sem querer apela, de forma subliminar, para a violência. Expressões significativas são repetidas e incorporadas à sintaxe do jogo: "mata-mata", "mata a jogada", "o artilheiro" ou "matador", "carrasco", o "guerreiro", "o capitão", "o tanque", "duelo", "embate", "peleja".

A linguagem metafórica não é a essência do futebol, mas contribui para os efeitos indesejáveis de um jogo que na origem deveria ser uma disputa entre cavalheiros. "Os cavalheiros" organizaram-se em associações desportivas e as associações desportivas constituíram-se de sujeitos com identidades tribais, com uniformes, bandeiras, signos, hinos, cânticos, gritos de guerra (atentem, por exemplo, para o que proclama a Gaviões e para resposta da Mancha Verde) dispostos a fanatizar a alegria da vitória e explodir no sentimento de perda. Do ponto de vista comportamental, as torcidas alternam as neuroses dos resultados e, sob o contágio de uma hipnose coletiva, o estádio, seus arredores e os dias de jogos transformam-se em ambientes propícios para a explosão da violência.  

Por sua a vez, a violência no futebol, apesar de todo combustível simbólico, é um desdobramento da violência social para a qual concorrem múltiplas causas. É um fenômeno universal e decorre de fatores socioeconômicos, tensões políticas, conflitos culturais. Sua mais completa manifestação ocorreu na Inglaterra com o hooliganismo, cujo eficaz combate de se deveu à cooperação institucional dos estados europeus. É assustador o depoimento de um hoolligan que esperava ansiosamente o dia de jogo para a prática da violência %u201Ca coisa mais importante das nossas vidas%u201D. E deram Jeito.

E por aqui tem jeito? Não é simples combater a violência. Não basta imputar a responsabilidade às torcidas organizadas. São terríveis pontas do iceberg. A inteligência dos órgãos de segurança, mais a tecnologia de identificação dos potenciais transgressores, a consequente punição dos delinquentes em ação concertada e permanente são providências de efetivo combate a esta face sombria que mancha o futebol, o maior espetáculo da terra.

O tratamento episódico da violência por parte das autoridades responsáveis é inútil. E aí a tragédia da bala vai continuar vencendo a beleza da bola.

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Copa América
O herói foi Assisinho
postado em 18 de fevereiro de 2013


Santa Cruz lutou, mas caiu diante do Fortaleza, em pleno Arruda/Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


E o Fortaleza calou o Arruda mais uma vez. O Santa Cruz construiu vantagens no primeiro jogo, mas esqueceu que elas eram apenas de empates. Os Leões cearenses já haviam dado mostra de reação no confronto do meio de semana, quando o Santinha deixou escapar a vitória por conta de um pênalti perdido.

Se não fossem as diferenças de placar e de local, se poderia dizer que o jogo de ontem foi uma reprise do de quarta-feira. Após sair em vantagem no primeiro tempo, o Santa Cruz cedeu espaço ao Fortaleza que passou a ter domínio das ações e ditou o ritmo que lhe convinha para chegar a virada.

O técnico Marcelo Martelotte, demorou a mexer no time, e quando tomou tal atitude surgiu a oportunidade do Santinha construir a vitória. Mas tal como aconteceu em Fortaleza, o pênalti foi desperdiçado.

O lance fatídico energizou o Leão que seguiu acreditando, fazendo a bola viajar sobre a área do Santa Cruz com uma facilidade impressionante, criando oportunidades até que Assisinho marcou o gol da virada já nos descontos.

Se o jogo tivesse sido encerrado aos 45 minutos do segundo tempo, este comentário estaria exaltando o herói Denis Marques. Mas tal honraria foi para Assisinho. Nada de imponderável, nem de magia. A vitória foi um prêmio ao time que jogou com mais ousadia em busca da vitória. Coisa do futebol.

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Sobre o Público Zero
postado em 18 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SOBRE O PÚBLICO ZERO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Em uma postagem realizada no mês de janeiro passado, fizemos uma sugestão sobre o ¨Público Zero¨ nos estádios, que seria um movimento dos torcedores do bem contra a presença das organizadas nos estádios de futebol.

Os acontecimentos no último sábado nas portas do Clube Náutico Capibaribe, quando, em um confronto de torcidas, um membro da organizada do alvirrubro pernambucano foi atingido por uma bala disparada por um segurança da torcida do Sport, voltamos ao assunto, que para nós será o único caminho a ser tomado.

O Brasil todo tomou conhecimento do fato, que é mais um para juntar-se aos inúmeros que acontecem em nosso cotidiano.

Reclamar, protestar, criticar já estamos fazendo há um bom tempo, mas são palavras jogadas aos ventos sem nenhuma providência. Do Amazonas ao Rio Grande do Sul, os torcedores organizados cada dia aumentam o seu poder de fogo, e afugentam os bons torcedores dos estádios.

No ano de 2012, tivemos mais de 20 mortes ocasionadas pela violência entre torcidas, e parece ser tudo normal, pois o poder público que poderia dar a resposta sucumbiu perante essas forças, que estão acima da lei, e contam com a impunidade para continuarem agindo.

As organizadas tornaram-se empresas, comercializam produtos, concorrem com os clubes, e com uma contrapartida, recebem alojamentos, ingressos para jogos, financiamentos para viagens, para garantir-lhes os apoios  políticos.

Após o incidente da Rosa e Silva, o twitter da diretoria do Náutico demonstrou a simbiose em que vivem esses setores, lamentando o acontecido e elogiando a Fanáutica. Sem dúvidas uma aberração e sobretudo irresponsabilidade.

Vivemos uma dura realidade, ao constatarmos que o poder público sucumbiu perante essas novas forças do futebol nacional, desde que apesar de várias tentativas não conseguiram bani-las do segmento esportivo.

Consideramos que falta coragem a todos os setores no combate às torcidas organizadas, que formam o foco fomentador da violência tanto dentro, como fora dos estádios, e os maiores culpados são os dirigentes de clubes, que dão o apoio a essas organizações com subsídios, cedendo-lhes espaços em suas sedes, fornecendo ingressos gratuitos, e financiando viagens.

O Ministério Público pede a extinção e a Justiça se cala, e cada dia essas torcidas ficam mais robustas, por saberem que estão acima da lei e ordem.

A Federação estadual cometeu mais um erro, quando não remarcou o jogo do Náutico para o dia de hoje, mesmo sabendo do risco que esse teria por conta da partida pela Copa do Nordeste na Ilha do Retiro, sobretudo pela impotência dos órgãos de segurança para conter os novos donos do pedaço.

Não existem novos caminhos para serem tomados, visto que a guerra foi vencida por essas facções, e a única solução seria a organização dos torcedores para que em um grande movimento abandonassem os estádios, criando uma campanha que seria intitulada ¨Público Zero¨.

Com isso os cartolas sentiriam o abalo em suas finanças, e iriam tomar as devidas providências, porque um esporte espetacular, agregador, que se chama de futebol, encontra-se hoje a mercê dos desavergonhados.

Este protesto seria daqueles com vergonha.

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