Histórico
Libertadores
Corinthians jogará com portões fechados
postado em 22 de fevereiro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO


O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, havia classificado a morte do jovem torcedor do San José, anteontem, como uma "fatalidade" e não acreditava em punição.

Na noite de ontem, porém, a Conmebol (entidade que comanda o futebol sul-americano) divulgou medida provisória na qual o atual campeão da Libertadores não poderá contar com torcedores.

"As partidas [do Corinthians] como mandante deverão ser jogadas com portões fechados e quando for visitante estão proibidas as vendas de entradas para torcedores do clube brasileiro", afirmou à agência de notícias AFP o porta-voz da Conmebol, Néstor Benítez. "A direção do Corinthians tem três dias de prazo para apresentar sua defesa", completou.

A decisão final deve ser tomada em 60 dias. Até as 23h de ontem, o Corinthians afirmou não ter sido notificado.

O torcedor Kevin Douglas Beltrán Espada, 14, morreu no empate entre Corinthians e San José após ser atingido por um sinalizador. Segundo a polícia local, o artefato foi atirado por corintianos -12 torcedores que estavam no estádio em Oruro, na Bolívia, serão indiciados sob suspeita de homicídio.

Entre as sanções previstas estavam multa de R$ 200 a R$ 200 mil, exclusão do torneio, perdas de ponto e de mando de campo e jogos com os portões fechados, entre outras.

Jogar com portões fechados era uma punição temida pelo Corinthians, que fez da Libertadores a principal engrenagem para alavancar suas receitas neste ano.

Em 2012, o ganho com bilheteria nos sete jogos em casa foi de R$ 14 milhões.

O clube já vendeu 82.500 ingressos para os três jogos da fase de grupos que fará em casa em 2013 -o primeiro é na quarta, ante o Millonarios. "O prejuízo vai ser grande, haja visto que nós vendemos praticamente todos os ingressos da Libertadores já", afirmou Luiz Alberto Bussab, diretor-jurídico do clube.

O diretor de arrecadação, Lucio Blanco, disse que como praticamente todos os bilhetes foram vendidos para sócios-torcedores é possível fazer o ressarcimento.

''ACIDENTE''

Ontem, antes do anúncio da Conmebol, Gobbi disse que o clube não teve culpa.

"Presume-se que foi uma fatalidade, exceto prova em contrário, de que alguém identificado usou de um artifício de fogos para, dolosamente, atingir outrem."

O time usará tarjas pretas nos próximos jogos, em luto.

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Neymar retratado por Pelé
postado em 21 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NEYMAR RETRATADO POR PELÉ


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Pelé quando fala comete algumas derrapagens, mas no dia de ontem lemos sua entrevista concedida aos jornalistas Luiz Antonio Prósperi e Robson Morelli, do jornal Estado de São  Paulo, quando analisou Neymar, colocando-o no seu devido lugar.

A matéria trata de outros assuntos, mas o que nos interessou foi a focagem com relação ao atleta santista, e que corroborou em muito com aquilo que estamos sempre discutindo com os nossos visitantes.

Sobre Neymar na Seleção, Pelé foi bem explícito ao declarar que toda vez que o jogador chega à seleção torna-se um jogador comum, e isso não era o que todos esperavam. 

¨Tudo é visando o Neymar. Ele é um jogador sem experiência internacional. É um excelente jogador, mas sem experiência lá fora. Em todos os jogos fora do país ele não vai bem. Todos acham que ele deve resolver os problemas da seleção. Neymar não está preparado para isso¨, declarou o ex-jogador.

Na verdade, trata-se de uma cópia do que falou o holandês Serdoff em uma entrevista.

Em outra parte da matéria, Pelé declarou que o atleta santista preocupa-se mais em aparecer na mídia do que jogar para o time, reclamando que no Santos todas as faltas, escanteios, pênaltis é com ele. Por conta disso, fica fora do jogo por muito tempo.

Sobre a saída de Neymar para o exterior, Pelé deixou uma opinião bem clara sobre o assunto, quando disse que o jogo na Europa é mais duro, quando os juízes deixam-no correr, mas deixou claro que não sabia se esse teria sucesso, muito embora tenha reconhecido que o Barcelona seria um clube ideal para recebê-lo.

Sobre Neymar ser o craque do Brasil, o ex-jogador levantou uma tese polêmica, quando disse que no ano passado e no outro, os melhores jogadores do Brasileiro foram estrangeiros, Conca e Montillo.

¨Não é complicado: dois anos ter jogadores estrangeiros como os melhores do Brasil? Então estamos nos nivelando por baixo. Isso é perigoso. O Neymar e o Zico foram os mais habilidosos que apareceram no Brasil nos últimos anos¨, encerrou Pelé.

Foi nada mais nada menos um bom ¨carão¨, dado por um dos atletas mais importantes do futebol mundial, com palavras duras, e que mostrou que o Santos vem perdendo com Neymar em campo, demonstrando que o atleta não pode ser levado como salvador da pátria.

O empresário do atleta, o ¨famoso¨ Wagner Ribeiro, não gostou das palavras do Rei, afirmando que o seu jogador era melhor do que o ex-jogador.

Temos a certeza de que a entrevista terá muita repercussão no mundo do futebol, e que possa ser assimilada pelo jogador como um bom conselho de quem foi dono dos gramados.

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Acontece
Noite de decisão
postado em 20 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Copa do Nordeste acabou para os pernambucanos no final de semana, com as desclassificações de Sport e Santa Cruz. Sem a concorrência da competição regional o Estadual emerge na rodada final do primeiro turno, onde Náutico, Central e Belo Jardim brigam pelo título da primeira fase, que assegura ao campeão uma vaga na Copa do Brasil.

É como se as cortinas fossem abertas no último ato, o único a oferecer um pouco de emoção. Por ter uma melhor estrutura, e ser o único clube do Estado na Primeira Divisão nacional, o Náutico é a cereja do bolo.

O Clube dos Aflitos tem presença assegurada na Copa do Brasil por conta da posição que ocupa no ranking da CBF, contudo, a condição de campeão do turno é uma questão de honra para os alvirrubros. Embora o título não venha acrescentar nada, tampouco servirá de bônus na corrida pela conquista do campeonato, servirá para tranquilizar os timbus.

A qualidade técnica do time do Náutico é bem superior a da equipe do Belo Jardim, porém, pelo fato de o jogo ser no Agreste, os comandados de Vágner Mancini podem acabar degustando um angu de caroço.

O Central, mesmo enfrentando o Ypiranga num outro palco, é parte integrante do espetáculo. Se somar os três pontos que irá disputar, o alvinegro caruaruense verá a vaga da Copa do Brasil cair no seu colo como um presente, pois a condição de vice-campeão lhe levará à disputa nacional. Faz tempo que a Patativa não voa tão alto.

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Ou muda ou morre
postado em 20 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OU MUDA OU MORRE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Há anos que estamos alertando sobre a necessidade de mudanças no Calendário do futebol brasileiro, mas os inteligentes dirigentes ainda não atentaram para o fato que é o maior causador da queda do público nos estádios.

Trata-se de uma pregação em um grande deserto, pois o som não consegue chegar à sede da Confederação, responsável pelo estupro que esse esporte vem sofrendo, apesar de ter uma excelente demanda, sem o devido aproveitamento.

A Copa do Nordeste, em seu primeiro ano no ciclo da volta, é um bom exemplo de como podemos melhorar o futebol regional, e isso deveria ser estendido as demais regiões brasileiras, desde que contra fatos não existem argumentos, e mesmo com pouca divulgação, em um período ainda de pré-temporada, vem dando um banho nos públicos de todos os estaduais realizados no país.

Trata-se de um recado da demanda, quando essa escreve que gosta de futebol, mas com eventos de qualidade e que reflitam as rivalidades estaduais. Essa competição caiu como uma luva, que foi jogada na cara dos insensatos que a tiraram do Calendário Nacional.

A cada ano que passa, os estaduais são esvaziados no Brasil, por conta da insistência no número de clubes e jogos.

Sempre estamos postando dados sobre essas competições para efeito de comparação, tendo esses se apresentado como uma realidade negativa e destruidora.

No Rio de Janeiro, conforme dados coletados no jornal Extra On Line, a Taça Guanabara desse ano tem um público pagante menor do que no ano anterior, que já tinha registrado a pior média dos últimos cinco anos.

Nas sete rodadas dessa competição no ano de 2012, 177.939 torcedores pagaram ingressos, enquanto nesse ano apenas 136.049 estiveram nos estádios.

No Rio de Janeiro, a média é de 2.429 torcedores por jogo, mostrando claramente que a cada dia esses estão abandonando os estádios.

A Copa do Nordeste com uma boa fórmula, no modelo da Copa do Mundo, que começa com fase de grupos de quatro equipes, seguida de mata-mata, despertou mais as atenções dos consumidores, com uma média de 7.705 pagantes por jogo, que, sem dúvida, é um banho não somente ao estadual carioca, a todos os demais que estão sendo realizados no país.

Torneios longos só os das divisões nacionais. O modelo adotado por essa competição, que atende a 12 datas, serviria para os estaduais, e com isso ganhariam mais competitividade, muito embora os clubes menores tenham que melhorar, sobretudo os seus estádios.

Trata-se de uma realidade que não pode ser contestada, e que mostra que continuamos a marchar contra a história, ao insistirmos em manter um modelo esportivo superado e sem retorno.

A média do público pagante do carioca, em 2013, é de 2.426 torcedores. A de 2012 foi de 3.177. 

Enquanto isso, o Borussia Dortmund, na Alemanha, tem uma média de 80,6 mil torcedores por jogo.

Certamente algo está errado e os clubes insistem em não ver o que vem acontecendo, e tendo na sua frente um modelo que retornou e foi bem sucedido que é a Copa do Nordeste.

Chegamos no limite, ou muda ou morre.

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Nem pão, nem circo
postado em 20 de fevereiro de 2013
Alfredo Bertini

            

            Passada mais uma eleição no Sport, na qual as velhas "forças ocultas" repetiram o que é de fato a essência da política na maioria dos clubes de futebol do Brasil, ressurgem os velhos discursos de união. É como se a sustentação das idéias contrárias fora do período eleitoral fosse o mesmo que torcer contra. Os que assim pensam, negam o verdadeiro sentido da democracia, como se apostasse numa alquimia capas de dar liga ao que não se pode e nem se tem como unir.

             Não obstante que alguns incautos da situação tenham levado para o campo dos ataques e das desqualificações pessoais o legítimo direito de divergir dos erros de uma gestão derrotada em todos os sentidos, só isso já permitiria a qualquer sensato compreender que a defesa da unidade não costuma ser aplicada aos desiguais. Aliás, paradoxalmente, onde havia elemento de igualdade, justo na condição de todos serem amantes do Sport, a soberba dos detentores do poder foi ao ponto de se "rotularem" como "Sport de Verdade". Nada mais arrogante e superficial. Essa peculiar falta de criatividade, aqui delineada por esse inócuo apelo semântico, foi além do simples plágio da campanha institucional de conquista de novos sócios. Se a intenção maior foi mesmo atingir a nós - os descontentes - certamente que o tiro saiu pela culatra. Não nos sentimos nem mais nem menos rubro-negros que todos que compõem a diversidade social da nossa pirâmide. Pelo contrário, ao optarmos pela retórica da %u201Cresistência%u201D insistimos nas nossas reais divergências. Enaltecemos nosso compromisso com os valores democráticos. Mas, mesmo assim, respaldado por um modelo eleitoral caduco e sob a égide de uma oligarquia economicamente poderosa, confirmou-se a manutenção desse grupo no poder, que a propósito domina o clube há pelo menos três décadas.

             Uma vez que o desastre dos resultados esportivos não credenciava esse grupo, algum outro elemento agiu como uma peça de marketing, algo muito forte que fosse capaz de transformar tamanha insatisfação em euforia. E não me venham com a conversa fiada da "arrumação da casa", pois por mais válida que seja essa tese, ela por si só não explica sucessos eleitorais, sobretudo, num ambiente como o futebol, onde as emoções transbordam. Reconheçamos que foram competentes em "vender" aquilo que mexe com os sentimentos, por mais inalcançável que isso possa transparecer junto aos racionais. Preparam o ambiente institucional e regimental para o que queriam (que o diga as mudanças extemporâneas e apelativas promovidas no Estatuto) e soltaram uma máxima que sensibilizaria o orgulho de ser rubro-negro: a construção de uma moderna Arena Multiuso. Assim, prometeu-se que o sonho seria logo uma realidade. Afinal, quem duvidaria de pessoas que na vida privada foram capazes de revelar exemplos de empreendedorismo, justo no mesmíssimo e concorrido mercado da construção civil? Pelo visto, terreno fértil para "vender" competência e difundir que os contrários ao modelo proposto seriam contra o sonho da Arena dos rubro-negros. Tão astutos que foram capazes de fazerem a leitura dos nossos próprios sonhos. Como se fôssemos contra a modernização. Incrível sabedoria.

             Nesse nível de maquiavelismo, a oposição foi derrotada por um falso discurso de que seus integrantes eram contrários ao que podemos chamar de "modernização necessária do nosso estádio". E esse falso dilema virou uma verdade por mais que insistíssemos que a "nossa idéia de Arena" ainda incluía a preservação dos esportes olímpicos, atividades que eles expressam desprezo. Para nós, estava mais do que claro que o ensaio político desse grupo só tinha um interesse: a continuidade de um projeto de especulação urbano-imobiliária. Fazê-lo da forma que planejaram (sem análise técnica difusa, sem compromisso com a cidadania sustentável e porque não dizer sem o mérito devido), na mesma velocidade com a qual implodem e derrubam o prédio histórico da esquina, é simplesmente a continuidade de um mapeamento especulativo que tomou conta dos principais eixos urbanos da cidade do Recife. E com conivência de muitos que deveriam reagir de forma contrária. Essa é a dura realidade, razão pela qual os setores mais conscientes das esferas governamentais e o próprio Ministério Público têm sido implacáveis nas suas avaliações.

             Às dificuldades que agora enfrentam para levar adiante o "circo prometido" na forma de Arena para a nossa gloriosa nação rubro-negra da Ilha do Retiro, continuam no esquecimento de ofertarem o nosso "pão", na forma de um futebol que se projete vitorioso. Neste particular, nada mudou, pois continua o nosso Sport padecendo em cima de derrotas para equipes sem tradição histórica e técnica, sem falar na condição de serem ainda economicamente inferiores. Uma sucessão de derrotas que não se justifica, a não ser pela falta de compromisso com um futebol cientificamente renovado, forte e competitivo. Do jeito que o mercado quer e os torcedores exigem.

             Os primeiros resultados da gestão que dá continuidade ao desastre anterior são o melhor exemplo da crônica da morte anunciada. As crises se sucedem e os sócios, os torcedores e até mesmo os adversários que sabem nos respeitar, estão atônitos com essa situação imprópria. Noutras palavras, a conversa fiada de um projeto incompatível de Arena e as falsas promessas de um futebol forte estão se transformando em pó antes do tempo. Ou seja, nem circo, nem pão.

             Isso é o que dá quando se ameaça a nossa casa. A nossa Ilha do Retiro. Desde que esse papo furado de um projeto imobiliário travestido de Arena tomou conta do ambiente do Sport, que o clube perdeu aquela força de leão nos seus domínios. Onde está a nossa temida Ilha, que faz tremer os adversários? As %u201Cforças estranhas%u201D também atuam quando se tenta apagar uma história vitoriosa assim... do dia para a noite.

             Se pelo menos tivessem a criatividade de pensar numa "Arena da Ilha" como a que nós sonhamos...quem sabe a história não seria outra?

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