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Exemplo de civilidade
postado em 24 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AINDA EXISTE CIVILIDADE NO BRASIL ESPORTIVO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol perdeu o rumo e deixou de ser o esporte das multidões para ser o das poltronas. Vários são os culpados, numa linha que vai do governo e atinge até os jogadores, passando por jornalistas, treinadores e dirigentes.

Na verdade, aquilo que era uma festa, como nos velhos tempos, quando os torcedores adversários iam aos jogos como amigos, brincavam, apostavam, bebiam juntos, sem nenhum sentimento de batalha, ou de inimigos a serem batidos, como acontece nos dias de hoje.

Mortes nos estádios só quando o coração pifava, por conta das emoções. 

O futebol perdeu a civilidade, muito embora outros esportes tenham assumido essa tocha, e entre esses o voleibol, que vem nos dando excelentes exemplos.

Na última sexta-feira ficamos por três horas com os olhos na televisão assistindo a um grande jogo desse esporte, envolvendo as duas maiores equipes femininas do Brasil, a Unilever e Sollys/Nestlê, realizado na cidade de Osasco em um ginásio lotado com 4 mil torcedores, e do lado de fora com um telão para mais 6 mil.

Nenhum sinalizador, nenhum incidente, a torcida do clube local era a maioria, mas respeitou a minoria, em um duelo que valia a liderança da competição, em um jogo nervorso e da mais alta qualidade técnica, com a vitória do Sollys pelo placar de 3 sets a 2.

O fato nos despertou para que fizéssemos essa postagem, quando um outro segmento tão importante passa por momentos de amargura por conta de parte dos seus seguidores, no caso o futebol.

O voleibol brasileiro tem o que o futebol não tem: ORGANIZAÇÃO. O romantismo de outras épocas cedeu o lugar para o profissionalismo. 

Esse esporte tem um calendário bem estruturado, campeonatos bem formatados, tanto no masculino como no feminino e, fundamentalmente, com um excelente trabalho de renovação, que nos foi apresentado nesse jogo, com atletas jovens e atuando no mais alto nível.

O país tornou-se ganhador e líder do ranking mundial nas duas categorias, enquanto o futebol decaia, e isso vai passando de geração para geração. O voleibol tornou-se uma máquina de produzir craques e bons treinadores.

A Confederação Brasileira de Voleibol tem Certificado ISO-9001.2000, como excelência esportiva, enquanto a CBF tem o de esculhambação. 

No voleibol brasileiro existe o planejamento, que para o futebol é um sonante palavrão. Não existem os pop-stars, onde o trabalho coletivo supera o individual aplicado em nossos gramados.

Não existe nesse esporte o cai-cai, e as reclamações dos atletas nas quadras são bem contidas, e quando passam do limite, o cartão amarelo é apresentado, e o time perde um ponto.

O voleibol nos dá um belo exemplo de que existe ainda civilidade entre os consumidores dos esportes, desde que nesse não temos organizadas e sim expontâneas, que estão nas arquibanacas pelo esporte.

O futebol brasieiro faliu por conta de péssimos dirigentes, que não entenderam o seu calendário irracional, com clubes falidos e vivendo do passado e, principalmente, uma concentração criminosa de renda, nas mãos de poucos em detrimento da maioria.

Não é vergonha copiar o que é bom, e o voleibol é um bom exemplo a ser seguido, mas os vaidosos e arrogantes assim não entendem.

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Artigos
O futebol e a política
postado em 23 de fevereiro de 2013

FERNANDO RODRIGUES - FOLHA DE SÃO PAULO


É inquestionável a melhora do Brasil com a sequência de FHC, Lula e Dilma no Palácio do Planalto. Agora, PT e PSDB têm duelado para saber quem fez o país avançar mais. Esse debate só interessa aos políticos.

Petistas e tucanos fariam melhor se refletissem sobre o que preocupa os brasileiros no dia a dia. Por exemplo, a persistência de um certo bolsão de incivilidade e intolerância entre torcidas de futebol nos estádios e em suas redondezas.

A violência das torcidas não é exclusiva dos brasileiros, mas o país poderia dar o exemplo para o mundo. Essa não parece ser uma preocupação de quem comanda o país, pois nenhuma política eficaz foi adotada por tucanos ou petistas nas últimas décadas.

Agora, os brasileiros chegaram ao paroxismo. Exportaram a violência. Há indícios de que foram torcedores do Corinthians os responsáveis pela morte de um boliviano de 14 anos durante um jogo no país vizinho.

O amor pelo futebol é uma das marcas mais vibrantes da cultura brasileira. Os jogos da seleção nacional são um dos raros momentos em que o país parece virar uma nação. Ao mesmo tempo, fãs desse esporte -as chamadas torcidas organizadas- demonstram seus instintos mais primitivos quando assistem a um jogo.

Um levantamento do jornal "Lance" em 2012 indicava que a violência ligada ao futebol já havia provocado 191 mortes no Brasil desde 1988. A maioria, jovens de até 30 anos.

Vou a estádios desde os anos 70. A situação só piora. Governadores, deputados, senadores, prefeitos e a presidente da República têm o dever de propor políticas eficazes que reduzam esse tipo de violência.

Até ontem, apenas o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, havia manifestado pesar pela morte do jovem boliviano. É pouco. E demonstra como a política está desconectada da vida real das pessoas.

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Campeonato Pernambucano
Mudança de status
postado em 23 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O artilheiro Dênis Marques deixou claro que, no Arruda não existe essa de complexo de vira lata, não se fez de rogado, e colocou o Santa Cruz na condição de favorito na disputa pelo título do Pernambucano 2013. Um jogo de cena que causa efeito na torcida mais fiel do Estado. E assim, "juntos e misturados", jogadores e torcedores tricolores darão o primeiro passo em busca do tricampeonato estadual, hoje à noite, no Arruda.

Um bicampeão não pode ser tratado com descrédito, como ocorreu nas duas edições anteriores do Estadual, quando o Tricolor do Arruda foi tratado com desdém pelos credenciados Náutico e Sport. Sob o comando de Zé Teodoro, o Santa Cruz se escudou na rivalidade e surpreendeu pela superação.

Agora, os tricolores irão a campo na condição de bicampeões, realidade de impõe mudanças de comportamento tanto do elenco, como dos adversários, que certamente estarão mais precavidos com o que já não é mais surpresa: a chegada do Clube do Povo ao título.

O desafio do tricampeonato é maior, mas alguns princípios que foram seguidos para chegar ao bi, ano passado, precisam ser respeitados, como a eficiência diante de adversários medianos. É bem verdade que o título pernambucano é decidido nos clássicos, mas os times do Interior podem ser complicadores.

Sigo o pensamento do Dênis Marques: pela primeira vez, em três anos, o Santa Cruz entra na disputa estadual como um dos favoritos ao título. Mas vale lembrar que tal crédito não lhe assegura o sucesso.

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Campeonato Pernambucano
Agora é pra valer
postado em 22 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A falta de vibração da torcida do Náutico com a conquista do primeiro turno do Pernambucano, me deixou com a impressão de que o que aconteceu até agora foi uma pré-temporada. A disputa, pra valer, do Estadual, começa neste fim de semana com a participação de todos os doze clubes - a fase inicial não contou com Sport, Santa Cruz e Salgueiro que estavam disputando a Copa do Nordeste.

A expectativa é de uma melhora sensível no nível técnico da competição. O fato de o returno só ter jogos de ida deve contribuir para elevar a competitividade. Por tradição, e pela condição financeira que permite investimentos em jogadores de melhor qualidade técnica, os clubes da Capital são os grandes favoritos ao título.

Para aumentar a vantagem dos grandes, a tabela foi generosa com os três, que farão seis dos onze jogos programados, na condição de mandantes. Por serem domiciliados no Recife, Sport, Náutico e Santa Cruz, nas onze rodadas do turno, só atuarão fora da Capital Pernambucana quatro vezes, cada um.

A julgar pelos resultados do primeiro turno, e pela pouca perspectiva de mudanças nas equipes intermediárias, o desfecho do returno parece bastante previsível. O destaque ficará por conta da briga entre os clubes do Interior para ver quem ocupará a quarta vaga das semifinais. Teoricamente a disputa ficará entre Salgueiro e Central.

O novato Chã Grande não enfrentará nenhum clube do Recife na condição de mandante. Salgueiro, Serra Talhada, Ypiranga e Central irão receber a visita de dois clubes da Capital em seus estádios. Belo Jardim, Porto, Pesqueira e Petrolina só medirão forças com um clube grande no Interior. O fato de não programar nenhuma das partidas do Chã Grande com Sport, Náutico ou Santa Cruz para o estádio Carneirão fere o princípio de isonomia.

Embora o Pernambucano não sirva de parâmetro para os clubes que vão disputar o Brasileiro das Séries A e B, os técnicos dos clubes do Recife - Vágner Mancini (Náutico), Vadão (Sport) e Marcelo Martelotte (Santa Cruz) - serão testados na competição estadual. Como cada clube fará quatro apresentações no Interior, os clássicos serão decisivos em relação ao futuro dos três treinadores.

Sport, Náutico e Santa Cruz vão disputar dois clássicos, cada um, no returno do Pernambucano. Caso os três clubes da Capital se classifiquem para às semifinais, como é previsto, é provável que um dos finalistas dispute dois clássicos a mais que os outros coirmãos da Capital, o que é um grande aporte financeiro.

Náutico, Central e Belo Jardim, que terminaram o primeiro turno do Pernambucano nas três primeiras posições da tabela, foram os únicos clubes que tiveram um saldo de gols positivo. A carência de goleadores é impressionante.

O primeiro turno do Estadual foi de uma pobreza técnica assustadora. O Porto, por exemplo, em oito partidas marcou apenas um gol. Por outro lado, mesmo sendo uma disputa basicamente interiorana, o Petrolina só somou um ponto.

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Campeonato Pernambucano
Que futebol é esse?
postado em 22 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUE FUTEBOL É ESSE?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não perdemos nenhum minuto do nosso tempo e dos espaços desse blog, para tratarmos do primeiro turno do campeonato estadual, a não ser para denunciarmos a manipulação do público apresentado pela Federação Pernambucana de Futebol.

Tomamos essa posição para não endossarmos algo de tão bizarro que aconteceu com a formatação da competição, com um turno do nada para o nada, conquistado pelo Náutico sem nenhum entusiasmo dos seus torcedores, desde que o sentimento desses é que estavam participando de amistosos com os times do interior.

Mas, como fomos despertados pelo jornalista Claudemir Gomes, colunista do jornal a Folha de Pernambuco, sobre alguns números da competição, e tivemos a curiosidade de analisá-los, chegamos à conclusão que estamos brincando de fazer futebol.

Tomamos conhecimento de que o Náutico foi o campeão do turno, e os seus torcedores tiveram constrangimento de festejar, pois foram jogos do nada para o nada, uma verdadeira excursão pelo interior do estado, como se estivesse participando de um circo mambembe.

O interessante é que conquistou o ¨Troféu Frankestein¨, por um gol de saldo, desde que terminou empatado em pontos com a ¨forte¨ equipe do Central de Caruaru.

Quando analisamos a tabela de classificação, encontramos alguns itens que poderão ser encaminhados ao Guiness, pois devem ser recordes a serem anotados, e que mostra o  ridículo que tomou conta do futebol pernambucano.

O Petrolina, clube que não tinha a menor condição de participar do evento, teve um aproveitamento de 4% em todo o turno. Acompanhamos muitas estatísticas pelo Brasil afora, e nunca encontramos uma campanha tão pífia. Chegamos à tese que esse time levou aos gramados jogadores das várzeas, sem nenhum sentimento de profissionalismo. 

O time do sertão do São Francisco conquistou, em 8 jogos, apenas 1 ponto, marcou três gols e levou 10. A diretoria do Ibis está preocupada com  o seu novo rival.

Outro recordista foi o Porto, de Caruaru, vice-lanterna, time dirigido pelo competente José Porfirio, que também deve ter utilizado peladeiros para jogar nessa primeira fase do campeonato que eles chamam de "Coca-Cola", mas nós o apelidamos de Workshop, e em oito jogos o Gavião marcou 1 gol, levou 9, transformando-se em um sibite.

Quanto tempo perdido para nada.

Claudemir mais uma vez nos ajudou informando que o campeonato de verdade começa sábado. Fomos ver a tabela, e essa apresenta distorções tão latentes que todos viram e ficaram calados.

Para dar uma maior competitividade ao evento, como não temos jogos de volta, os clubes da capital só deveriam jogar em Recife 5 vezes, dando mais chances aos do interior, inclusive na parte financeira. Mas, como o Todos com a Nota cobre tudo, aceitaram sem chorar.

O mais grave é o Chã Grande que não recebe a visita de nenhum clube da capital, enquanto os demais terão esse privilégio, e alguns mais afortunados por duas vezes.

O troféu ¨Cangalha de Ouro¨ será entregue ao elaborador de tão ¨competente¨ tabela.

São coisas do belo e charmoso futebol pernambucano, que continua vivendo de ilusões e mentiras.

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